Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Terminologia e Classificação de Custos na Contabilidade de Custos, Resumos de Engenharia de Produção

Este capítulo aborda os princípios gerais da contabilidade que sustentam a contabilidade de custos, bem como as diferentes terminologias e classificações de custos. Ao compreender as definições de gasto, custo do produto vendido e custo de produção acabada, é possível aplicar melhor esses conceitos na contabilidade de custos. Além disso, é apresentada a classificação de custos em diretos e indiretos, e os métodos de custeio por absorção e variável.

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 12/03/2020

alvaro-ferreira-lessa
alvaro-ferreira-lessa 🇧🇷

1 documento

1 / 19

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
CONTABILIDADE FINANCEIRA E
CUSTOS
JOÃO ROBERTO LO TURCO MARTINEZ
Uberaba
2018
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Terminologia e Classificação de Custos na Contabilidade de Custos e outras Resumos em PDF para Engenharia de Produção, somente na Docsity!

CONTABILIDADE FINANCEIRA E

CUSTOS

JOÃO ROBERTO LO TURCO MARTINEZ

Uberaba

SUMÁRIO

  • CAPÍTULO 3 – NOÇÕES BÁSICAS DE CONTABILIDADE BÁSICA (OU FINANCEIRA)
    • DEFINIÇÃO
    • ESCRITURAÇÃO
    • DEMONSTRAÇÕES
  • CAPÍTULO 4 – TERMINOLOGIA DE CUSTOS E PRINCÍIOS CONTÁBEIS.............................................
    • PRINCÍPIOS CONTÁBEIS
    • TERMINOLOGIA DE CUSTOS
  • CAPÍTULO 5 – CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
    • CUSTO DE PRODUÇÃO NO PERÍODO, CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA E CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS.
    • CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS.
    • CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS.
  • CAPÍTULO 6- MÉTODOS DE CUSTEIO.......................................................................................................
    • CUSTEIO POR ABSORÇÃO
    • CUSTEIO VARIÁVEL (OU DIRETO)
      • Margem de Contribuição, Ponto de Equilíbrio (contábil, econômico e financeiro) e Margem de Segurança.
    • CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES (ABC)
    • TARGET COSTING (CUSTEIO ALVO)
    • CUSTO PADRÃO...................................................................................................................................................
  • REFERÊNCIAS

Um exemplo seria uma empresa que está iniciando suas atividades e os sócios fazem uma

integralização de capital no valor de R$ 100.000,00.

Repare que a conta “capital social” (capital dos sócios) foi a origem do recurso, sendo

creditada e que a conta “caixa” recebeu este dinheiro, foi o destino, portanto, será debitada.

Vejamos esta operação nas razonetes:

D C D C

CAPITAL SOCIAL CAIXA

R$ 100.000,00 R$ 100.000,

Assim, todas as transações contábeis são registradas para que, no fim do período, possam ser

geradas as Demonstrações Contábeis, sendo as principais a Demonstração do Resultado do

Exercício (DRE) e o Balanço Patrimonial (BP).

Demonstrações

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) tem como finalidade demonstrar o

desempenho da entidade para um determinado período (demonstração dinâmica), verificando quais

foram as receitas, os custos associados a estas receitas e as despesas no período. Tudo isso para

apuração do lucro. Abaixo temos um exemplo simplificado de DRE:

CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA

LUCRO BRUTO

-R$ 17.000,

LUCRO OPERACIONAL R$ 13.000,

OUTRAS

TOTAL DESPESAS

R$ 80.000,

-R$ 10.000,

-R$ 5.000,

-R$ 2.000,

SALÁRIO

ALUGUEL

RECEITA

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Exercício findo em 31 de Dezembro de 2012

DESPESAS

-R$ 50.000,

R$ 30.000,

O Balanço Patrimonial é uma demonstração da situação patrimonial da empresa, envolvendo

os ativos, passivos e patrimônio líquido para um período específico. Lembrando que, no final do

balanço, o total de ativos tem que ser igual ao total de passivos. Abaixo temos um exemplo

simplificado de BP:

R$ 113.000,00 FORNECEDORES R$ 25.000,

R$ 0,00 Passivo Circulante R$ 25.000,

R$ 113.000,

Passivo não Circulante 0

R$ 25.000,

R$ 25.000,00 CAPITAL SOCIAL R$ 100.000,

RESERVA DE LUCROS R$ 13.000,

Patrimônio Líquido R$ 113.000,

R$ 138.000,00 Passivo Total R$ 138.000,

EMPRESA X

BALANÇO PATRIMONIAL

Exercício findo em 31 de Dezembro de 2012

CAIXA

ESTOQUE

Ativo Não Circulante

Ativo Total

Ativo Circulante

MÓVEIS E UTENSÍLIOS

promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

Desembolso Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.

Investimento

Gasto ativado em função da sua vida útil ou benefícios atribuíveis a futuros

períodos.

Custo

Gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou

serviços.

Despesa

Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de

receitas.

Perda Bem ou serviço consumido de forma anormal ou involuntariamente.

Quadro 2 Quadro comparativo de alguns termos utilizados na contabilidade de custos.

Fonte: adaptado de Martins (2006)

O fluxograma abaixo (Figura 1) ajuda a entender melhor como este processo funciona.

Repare que, sendo o gasto um sacrifício financeiro gerado pela compra, este pode ser pago de

imediato gerando um desembolso ou pode ser postergado gerando uma promessa de pagamento

futura. Se o gasto tiver seus benefícios atribuídos a futuros períodos ele se torna um investimento,

então, é necessário saber se ele foi utilizado na fabricação de algum produto ou execução de algum

serviço, se sim, vira custo. Assim, quando existe a realização da receita, ou seja, a transferência de

bens ou serviços para terceiros, o custo se transforma em despesa (que é um bem ou serviço

consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas(Martins, 2006)) por meio do custo

do produto vendido

1

e o gasto responsável por gerar aquela receita também se transformará em

despesa.

1

Pode parecer estranho uma despesa chamada de custo de produto (ou mercadoria) vendida, porém, teoricamente é

isso que acontece.

Figura 1 Fluxograma de transformação de gastos em despesas.

Fonte: do autor com base nos conceitos adaptados de Martins (2006)

GASTO

DESEMBOLSO

SIM

NÂO

O dinheiro realmente

saiu do caixa?

Seus benefícios serão

atribuíveis a futuros

períodos?

INVESTIMENTO

SIM

NÃO

Foi utilizado na

fabricação de um

produto ou execução

de um serviço?

INÍCIO

DESPESAS

(Custo da

Mercadoria Vendia

ou Custo do

Produto Vendido +

Despesas Totais)

CUSTO

NÃO

SIM

Houve a

realização da

Receita?

SIM

FIM

· Compra

· Sacrifício

Financeiro

· Entrega ou

promessa de

entrega

Pagamento

resultante

Gasto ativado em

função da sua vida útil

ou benefícios

atribuíveis a futuros

períodos.

Gasto relativo à

bem ou serviço

utilizado na

produção de

outros bens ou

serviços.

Ocorre quando da

transferência do bem ou

serviço para terceiros

Bem ou serviço

consumido direta

ou indiretamente

para a obtenção

de receitas.

Custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos, bastando

haver uma unidade de consumo(Martins, 2006).

Custos indiretos são aqueles que não oferecem condição de medida objetiva e qualquer

tentativa de alocação tem que ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária(Martins,

Custos Fixos e Variáveis.

Esta classificação também é muito importante, em termos gerenciais, pois dá base para a

realização de diversos métodos de custeio, principalmente o custeio variável (ou direto).

Independente de uma fábrica estar produzindo ou não ela tem alguns custos que são fixos, a

exemplo dos custos de aluguel da fábrica, de salários de funcionários etc. Porém, se não estiver

produzindo, deixa de ter outros tipos de custo que variam de acordo com a produção, como os

custos com matéria prima. Assim:

Custos Variáveis são aqueles que variam diretamente com o volume de produção(Martins,

Custos Fixos são aqueles custos que se mantem estáveis independente do volume

produzido(Martins, 2006) (note que os custos fixos podem mudar de um período para outro, ou seja,

sofrer variação, porém, sua característica principal é não variar em função do volume de produção).

CAPÍTULO 4 - MÉTODOS DE CUSTEIO

O objetivo deste capítulo é apresentar e entender os principais métodos utilizados para

custear um produto ou serviço. Uma vez que, no capítulo anterior, aprendemos a classificar os

custos, agora, aprenderemos como combinar e dividir estes custos por meio daquelas classificações

para definir o custo de um produto ou serviço.

Custeio por Absorção

Vimos no capítulo anterior o que é o custo indireto, ou seja, aquele custo que não se

consegue apropriar diretamente a um produto ou serviço. Este tipo de custo é um problema para a

gestão de custos, uma vez que, fica difícil saber exatamente o quanto cada produto “absorveu” deste

custo indireto no momento da apuração do custo total do produto.

Assim, o custeio por absorção é um método de custeio que atribuí os custos diretos

diretamente ao produto e trabalha indicadores de distribuição dos custos indiretos, ou seja, tenta

criar critérios por meio dos quais os custos indiretos devem ser distribuídos e absorvidos para cada

produto ou serviço.

Um exemplo seria uma fábrica de roupas que possuí dois diferentes produtos: camisas (

unidades produzidas e vendidas por mêspreço R$15,00) e bermudas ( 8 00 unidades produzidas e

vendidas por mêspreço R$15,00). Sabe-se que a camisa tem um custo de matéria-prima de

R$5,00 e a bermuda de R$ 4,50. A matéria prima pode ser facilmente atribuída para cada produto,

por isso, é um custo direto. A mão de obra (quatro funcionários, R$4.800,00), a energia elétrica

(R$1.600,00) e o aluguel da fábrica (R$3.000,00) são custos indiretos. As despesas somam

R$ 6 .000,00.

Repare que os custos indiretos somam R$9.400,00. Como fazer a divisão destes custos para

cada produto? Poderíamos usar um critério para cada tipo de custo indireto, por exemplo, a mão de

obra seria rateada de acordo com o tempo de trabalho gasto para produzir cada tipo peça. A energia

elétrica seria rateada de acordo com a quantidade produzida de cada tipo de peça e o aluguel da

fábrica seria rateado igualmente para os dois tipos de peça. Observe que os critérios de rateio destes

custos indiretos foram determinados de modo subjetivo, podendo outros critérios terem sido

adotados. Assim, teríamos:

Assim, para este tipo de custeio teríamos os custos (diretos) variáveis, os custos indiretos

variáveis e os custos indiretos fixos. Os custos variáveis indiretos podem ter duas soluções de

alocação: ou ser alocados em função da quantidade produzida aos custos variáveis totais ou ser

alocado como custo indireto fixo.

Com isso, tanto os custos diretos quanto os custos indiretos seriam resumidos em custos

variáveis e custos fixos. Os custos fixos são então tratados como trataríamos as despesas no custeio

por absorção, ou seja, não compõe o custo do produto e são lançadas diretamente no resultado.

Lembrando o exemplo dado para o custeio por absorção:

“Uma fábrica de roupas que possuí dois diferentes produtos: camisas (1000 unidades

produzidas e vendidas por mêspreço R$15,00) e bermudas (800 unidades produzidas e vendidas

por mêspreço R$15,00). Sabe-se que a camisa tem um custo de matéria-prima de R$5,00 e a

bermuda de R$ 4,50. A matéria prima pode ser facilmente atribuída para cada produto, por isso, é

um custo direto. A mão de obra (quatro funcionários, R$4.800,00), a energia elétrica (R$1.600,00) e

o aluguel da fábrica (R$3.000,00) são custos indiretos. As despesas fixas somam R$4.000,00.

Este exemplo no método de custeio variável:

Produtos

Camisa Bermuda

Preço de Venda R$15,00 R$15,

Custo variável Unitário R$5,00 R$4,

Despesa variável Unitária R$1,00 R$1,

Margem de Contribuição

Unitária

R$9,00 R$9,

Então, uma demonstração de resultado do exercício (DRE) ficaria assim organizada para o

custeio variável:

Tabela 3 DRE básico para o método de custeio variável

Vendas R$ 27.000,

  • Custo do Produto Vendido (custos

variáveis)

R$ 8.600,

  • Despesas Variáveis R$ 2.000,

= Margem de contribuição R$ 16.400,

  • Custos Fixos R$ 9.400,
  • Despesas Fixas R$ 4.000,

=Lucro Operacional R$ 3.000,

Fonte: do autor

Margem de Contribuição, Ponto de Equilíbrio (contábil, econômico e financeiro) e Margem

de Segurança.

Margem de contribuição (MC) é a diferença entre o preço de venda e o custo variável de

cada produto(Martins, 2006), ou seja, MC = Preço de Venda – Custo Variável Unitário (MC=P-

CVu). Neste sentido o “ custo variável unitário ” é composto não só do “custo variável unitário”

(relacionado com a produção), mas também da “despesa variável unitária”. Ponto de equilíbrio é o

ponto que iguala os custos e despesas totais com as receitas totais, ou seja, é o ponto em que não se

tem nem lucro, nem prejuízo (Martins, 2006). Pode ser de três tipos:

Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC)– é o ponto de equilíbrio encontrado quando da divisão

dos custos fixos (CF) muitas vezes denominados CDF (custos e despesas fixas) pela margem de

contribuição (Preço de Venda – Custo Variável Unitário), então,

PEC =

CF

Margem de contribuição

Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) – é o ponto de equilíbrio semelhante ao contábil,

porém, com a diferença que o PEE adiciona nos CFs o valor do custo oportunidade ou custo do

capital próprio, ou seja, leva em consideração uma remuneração mínima exigida em comparação

com alternativas de investimento no mercado.

Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) – é o ponto de equilíbrio semelhante ao contábil,

porém, com a diferença que o PEF subtrai dos CFs os valores que não foram desembolsados na

realidade, como por exemplo, as depreciações.

Assim, a Margem de Segurança da empresa serão aqueles valores que estiverem acima do

ponto de equilíbrio.

Custeio Baseado em Atividades (ABC)

O ABC é um método de custeio que visa amenizar os erros cometidos no custeio por

absorção quando do rateio dos custos indiretos. Para isso, o método divide a empresa em unidades

de atividades, ou seja, menores unidades de processamento da empresa.

Uma vez que as atividades foram estabelecidas, pelo método ABC, devemos ratear os custos

indiretos de acordo com o consumo de cada atividade por meio dos direcionadores de custos de

recursos. Assim, em um primeiro momento iremos custear as atividades. Posteriormente, temos que

verificar o quanto cada produto consome de cada atividade por meio dos direcionadores de custos

de atividades.

CAPÍTULO 5 - FIXAÇÃO DO PREÇO DE VENDAS

O objetivo deste capítulo é entender quais são as principais variáveis que interferem na

precificação de um produto ou serviço. Em um primeiro momento pode parecer que apenas os

custos e a margem de lucro desejada influenciam no preço, porém, o preço é um importante

instrumento da estratégia da empresa e muito dependente do contexto no qual a empresa se encontra

inserida. Vamos analisar estas variáveis...

Preço baseado em Custos

Um dos mais importantes fatores para a precificação de um produto ou serviço é saber

quanto custa para produzi-lo e vendê-lo. Em outras palavras, é muito importante saber quais são

seus custos e despesas, que chamaremos aqui de custos totais.

Um dos métodos mais básicos de precificação a partir dos custos é o chamado markup. O

markup é um valor ou uma percentagem imputada normalmente sobre o custo total (pode ser

imputado sobre o preço de venda). Na maioria dos casos o markup se refere ao lucro desejado pelo

empresário. Assim, o custo total mais o markup da origem ao preço de venda. A fórmula genérica

para calcular o markup pode ser assim descrita:

lucro desejado

custo total

Para um produto que tem o custo total de R$ 16,00 no qual se deseja um lucro de R$ 4,

temos, 𝑀𝑎𝑘𝑢𝑝% =

4 , 00

16 , 00

= 0,25 ou 25%. O preço de venda pode então obtido pela fórmula:

𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎 = Custo total ∗ ( 1 + 𝑚𝑎𝑟𝑘𝑢𝑝),

Assim o 𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎 = 16 , 00 ∗ ( 1 + 0 , 25 )= R$ 20,00.

O markup é usado com os diversos métodos de custeio. Por exemplo, o custeio alvo.

Imagine que o preço de uma mercadoria já é dado pelo mercado R$20,00 e que você estipule um

markup de 25% sobre o custo total do produto. Qual o custo máximo que o produto pode ter, ou

seja, qual o custo alvo?

Pela fórmula 𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎 = Custo total ∗ ( 1 + 𝑚𝑎𝑟𝑘𝑢𝑝).

Então,

20 = Custo total ∗ ( 1 + 𝑚𝑎𝑟𝑘𝑢𝑝)

logo,

Custo total =

𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎

𝑅$ 20 , 00

( 1 + 0 , 25 )

Assim, o preço de venda depende tanto do custo total quanto do markup desejado.

Lembrando que, no nosso exemplo, o markup era sobre o custo total (neste caso o custo econômico,

que inclui custo total do produto mais despesas totais – o markup neste caso cobriria os lucros

desejados), porém, podemos ter o markup sobre custos variáveis (custos e despesas variáveis –

comum em comércio – o markup neste caso cobriria os custos e despesas fixos e mais o lucro

desejado), o markup sobre o custo total puro (apenas os custos e não as despesas – neste caso, o

markup cobriria as despesas totais mais o lucro desejado) e outros tipos.

Entretanto, não é apenas o custo que deve determinar o preço de venda. O preço é um

instrumento estratégico para a empresa na relação com seu ambiente, portanto, outras variáveis

devem ser observadas.

Preço baseado na elasticidade da demanda

Se lembrarmos da lei geral da oferta e demanda, temos que quanto maior o preço de um

bem, menor a quantidade demandada deste bem. Desta maneira a elasticidade da preço da demanda

(E

pd

) diz respeito a variação percentual na quantidade demandada causada pela variação percentual

no preço de um determinado bem. A seguinte fórmula nos permite calcular a elasticidade da

demanda em determinado ponto da curva para um determinado bem[ 5 ]:

E

𝑝𝑑

%Δ Q

%Δ P

ou

E

𝑝𝑑

Δ Q

Δ P

P

Qd

, sendo que para

E=1 temos demanda unitária;

E > 1 temos a demanda elástica e

E < 1 temos a demanda inelástica.

Como a elasticidade pode ser diferente para cada ponto, recomenda-se calculá-la como um

termo médio da variação dos pontos (elasticidade arco)[ 5 ] assim, a seguinte fórmula será mais

apropriada para o nosso uso:

|E

𝑝𝑑

Δ Q

Δ P

P2 + P

Q2 + Q

o preço dos concorrentes, a ameaça de substitutos, a estratégia de posicionamento da empresa,

dentre outros.

REFERÊNCIAS

Martins, E. (2006). Contabilidade de Custos (9 ed.). São Paulo: Atlas.

Neves, S., & Paulo, E. V. (2009). Contabilidade Básica (14ª ed.). São Paulo: Frase Editora.