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doenca foliar
Tipologia: Notas de estudo
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ISSN 1679- Dezembro, 2002 Sete Lagoas, MG
(^1) Eng. Agr., PhD, Embrapa Milho e Sorgo. Caixa Postal 151 CEP 35 701-970 Sete Lagoas, MG. E-mail: [email protected]
A cultura do milho está sujeita à ocorrência de várias doenças que podem afetar a produção, a qualidade, a palatabilidade e o valor nutritivo dos grãos e da forragem. Dentre as doenças que ocorrem na cultura do milho, merecem destaque, pela sua importância:
Importância e Distribuição: Essa doença foi observada inicialmente no Sudoeste do estado de Goiás, em Rio Verde, Montividiu, Jataí e Santa Helena, no ano de 2000. Atualmente, está presente em praticamente todas as áreas de plantio de milho no Centro Sul do Brasil e ocorre com alta severidade em cultivares suscetíveis, podendo as perdas serem superiores a 80%.
Sintomas: Os sintomas caracterizam-se por manchas de coloração cinza, retangulares a irregulares, com as lesões desenvolvendo-se paralelas às nervuras. Pode ocorrer acamamento, em ataques mais severos da doença (Figura 1).
Figura 1. Cercosporiose do milho.
Epidemiologia: A disseminação ocorre através de esporos e restos de cultura levados pelo vento e respingos de chuva. Os restos de cultura são, portanto, fonte local e fonte para outra áreas.
Manejo da Doença: Plantio de cultivares resistentes. Evitar a permanência de restos da cultura de milho em áreas em que a doença ocorreu com alta severidade, para reduzir o potencial de inóculo. Realizar rotação com culturas como soja, sorgo, girassol, algodão e outras, uma vez que o milho é o único hospedeiro da Cercospora zeae-maydis. Para evitar o aumento do potencial de inóculo da Cercospora zeae-maydis, deve-se evitar o plantio de milho após milho. Plantar cultivares diferentes em uma mesma área e em cada época de plantio. Realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas, para evitar desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho, favoráveis ao desenvolvimento desse patógeno, principalmente a relação nitrogênio/potássio. Para que essas medidas sejam eficientes, recomenda-se a sua aplicação regional (em macrorregiões), para evitar que a doença volte a se manifestar a partir de inóculo trazido pelo vento de lavouras vizinhas infectadas.
Importância e Distribuição: A doença apresenta ampla distribuição no Brasil. As perdas na produção podem ser superiores a 60% em determinadas situações.
Sintomas: As lesões iniciais apresentam um aspecto de encharcamento (anasarca), tornando-se necróticas, com coloração palha de formato circular, a oval, com 0,3 a 2 cm de diâmetro. Há coalescência de lesões em ataques mais severos (Figura 2).
Epidemiologia: Alta precipitação, alta umidade relativa (>60%) e baixas temperaturas noturnas em torno de 14ºC são favoráveis à doença. Plantios tardios favorecem a doença. Há o envolvimento da bactéria Pantoeae ananas nas fases iniciais da doença.
Manejo da Doença: Plantio de cultivares resistentes. Plantios realizados mais cedo reduzem a severidade da doença. O uso da prática da rotação de culturas contribui para a redução do potencial de inóculo.
Importância e Distribuição Geográfica: No Brasil, foram já determinados danos de 44,6%, à produção de milho pelas ferrugens branca e polissora, sendo a maior parte atribuída à P. polysora e parte à Physopella zeae. A doença está distribuída por toda a região Centro-Oeste, Noroeste de Minas Gerais, São Paulo e parte do Paraná. Sintomas: Pústulas circulares a ovais, marron- claras, distribuídas na face superior das folhas e com muito menor abundância na face inferior da folha (Figura 3).
Figura 2. Mancha de phaeosphaeria.
Figura 3. Ferrugem polissora. Epidemiologia: A ocorrência da doença depende da altitude, ocorrendo com maior intensidade em altitudes abaixo de 700m.
Epidemiologia: O patógeno sobrevive em folhas e colmos infectados. A disseminação ocorre pelo transporte de conídios pelo vento, a longas distâncias. Temperaturas moderadas (18-270ºC) são favoráveis à doença, bem como a presença de orvalho. O patógeno tem como hospedeiros o sorgo, o capim sudão, o sorgo de halepo e o teosinto.
Manejo da Doença: O controle da doença é feito através do plantio de cultivares com resistência genética. A rotação de culturas é também uma prática recomendada para o manejo dessa doença.
Importância e Distribuição: Essa doença encontra-se bem distribuída no Brasil, porém com severidade baixa a média.
Sintomas: A Raça 0 produz lesões alongadas, delimitadas pelas nervuras, com margens castanhas, com forma e tamanho variáveis. O patógeno ataca apenas as folhas. A Raça T produz lesões de coloração marrom, de formato elíptico, margens amareladas ou cloróticas (Figura 7).
Importância e Distribuição: Essa doença está presente nos Estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Bahia e Mato Grosso e na região Sul do país. Apesar de amplamente distribuída, tem ocorrido com baixa severidade até o momento. Sintomas: As lesões são alongadas, grandes, semelhantes às de H. turcicum. Diferem desta por apresentarem, em algum local da lesão, pequeno círculo visível contra a luz (ponto de infecção). Podem alcançar até 10 cm de comprimento (Figura 8).
Figura 7. Helmintosporiose causada por Bipolaris maydis.
Epidemiologia: A sobrevivência ocorre em restos culturais infectados e grãos. Os conídios são transportados pelo vento e por respingos de chuva. A temperatura ótima para o desenvolvimento da doença é de 22 a 30ºC. A doença é favorecida por alta umidade relativa. A ocorrência de longos períodos de seca e dias de muito sol entre dias chuvosos é desfavorável à doença.
Manejo da Doença: Plantio de cultivares resistentes e rotação de culturas.
Figura 8. Mancha foliar de diplodia. Epidemiologia: A disseminação ocorre através dos esporos e os restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva. Os restos de cultura são fonte local e fonte de disseminação da doença para outra áreas. Manejo da doença: plantio de cultivares resistentes e rotação de culturas.
Importância e Distribuição: O aumento dessa doença está associado ao cultivo mínimo e ao plantio direto e também pela não utilização da rotação de cultura. A doença está presente nos estados de GO, MG, MT, MS, SP, PR e SC. Sintomas: Na fase foliar, a doença caracteriza- se pela presença de lesões de formas variadas, sendo, às vezes, difícil o seu diagnóstico. Nas nervuras, é comum a presença de lesões elípticas com frutificações (acérvulos do patógeno) (Figura 9). Epidemiologia: A taxa de aumento da doença é função da quantidade inicial de inóculo presente nos restos de cultura, o que indica a
Comitê de Publicações
Presidente: Ivan Cruz Secretário-Executivo: Frederico Ozanan Machado Durães Membros: Silva, Carlos Roberto Casela, Fernando Tavares Fernandes e Antônio Carlos de Oliveira, Arnaldo Ferreira da Paulo Afonso Viana
Expediente Supervisor editorial: Revisão de texto: Dilermando Lúcio de Oliveira^ José Heitor Vasconcellos Editoração eletrôncia: Tânia Mara Assunção Barbosa
Comunicado Técnico, 48
Exemplares desta edição podem ser adquiridos na: Embrapa Milho e Sorgo Caixa Postal 151 CEP 35701-970 Sete Lagoas, MG Fone: 0xx31 3779 1000 Fax: 0xx31 3779 1088 E-mail: [email protected]
1ª edição 1ª impressão (2002) Tiragem: 200
importância do plantio direto e plantio em sucessão para o aumento do potencial de inóculo. Outro fator a influir na quantidade de doença é a taxa de reprodução do patógeno, que vai depender das condições ambientais a da própria raça do patógeno presente.
Manejo da doença: Plantio de cultivares resistentes. A rotação de cultura é essencial para a redução do potencial de inóculo presente nos restos de cultura.
Figura 9. Antracnose foliar.
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