Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


doenças da cornea - oftalmo, Notas de aula de Oftalmologia

quais as doenças mais comuns da cornea e seu tratamento e prevençao

Tipologia: Notas de aula

2020

Compartilhado em 09/08/2020

carolvgarcez
carolvgarcez 🇧🇷

5

(1)

8 documentos

1 / 8

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Transcrição Oftalmologia
slide
** obs
Tudo entre parênteses e em letras normais são os complementos que ela fala em aula.
Aula 1 parte 1– P2/C2
16/0420
Victória Figueiredo Boniolo
Doenças da córnea
Existem várias doenças da córnea, porém só as mais importantes serão abordadas.
Definição: Tecido transparente avascular, prende-se a esclera pelo limbo. (Fazendo parte da camada
fibrosa).
Função: Refração é de aproximadamente de 43D. (A refração é o que o grau para a gente
enxergar juntamente com o cristalino).
Forma: Elíptica, raio de curvatura da região esférica central é de 7,8 mm.
Espessura: 0,52mm no centro e 0,65mm na periferia.
Diâmetro: Horizontal = 11,7mm e vertical = 10,6mm.
A córnea é uma estrutura do segmento anterior, fazendo parte da camada fibrosa.
Apresenta 5 camadas:
Epitélio: estratificado não queratinizado; escamoso com 4 a 6 células chatas. As células da
camada basal são responsáveis pela renovação constante de todo epitélio corneano.
Membrana de Bowmann: fina camada de grande resistência, que sustenta o epitélio.
Estroma: representa 90% da estrutura da córnea. Lâminas de colágeno.
Membrana de Descement: estrutura muita fina, constituída por fibras colágenas,
organizadas como uma rede tridimensional. Dá suporte ás células endoteliais.
Endotélio: uma (única) camada de células hexagonais. Está em contato íntimo com humor
aquoso. Diminuem com idade. Responsável pela retirada com excesso de água pela
atividade da bomba de NA+.
Nutrição: por difusão simples – 90% do humor aquoso e 10 % da lágrima.
Oxigênio: ar atmosférico através do filme lacrimal.
Grandes terminações nervosas (ramos do trigêmeo) e por fibras simpáticas do gânglio cervical. Os
ramos ciliares curtos e longos, lacrimal e nasolaciliar formam o plexo pericorneano e penetram na
córnea pela porção média e anterior do estroma.
Exame (observa-se): qualquer alteração corneana será percebida justamente por estas alterações.
Brilho (da córnea que é o principal que a gente vê).
pf3
pf4
pf5
pf8

Pré-visualização parcial do texto

Baixe doenças da cornea - oftalmo e outras Notas de aula em PDF para Oftalmologia, somente na Docsity!

Transcrição Oftalmologia

slide

** obs

Tudo entre parênteses e em letras normais são os complementos que ela fala em aula.

Aula 1 parte 1– P2/C 16/ Victória Figueiredo Boniolo

Doenças da córnea

Existem várias doenças da córnea, porém só as mais importantes serão abordadas.

Definição: Tecido transparente avascular, prende-se a esclera pelo limbo. (Fazendo parte da camada fibrosa).

Função: Refração é de aproximadamente de 43D. (A refração é o que dá o grau para a gente enxergar juntamente com o cristalino).

Forma: Elíptica, raio de curvatura da região esférica central é de 7,8 mm.

Espessura: 0,52mm no centro e 0,65mm na periferia.

Diâmetro: Horizontal = 11,7mm e vertical = 10,6mm.

A córnea é uma estrutura do segmento anterior, fazendo parte da camada fibrosa.

Apresenta 5 camadas:

 Epitélio: estratificado não queratinizado; escamoso com 4 a 6 células chatas. As células da camada basal são responsáveis pela renovação constante de todo epitélio corneano.  Membrana de Bowmann: fina camada de grande resistência, que sustenta o epitélio.  Estroma: representa 90% da estrutura da córnea. Lâminas de colágeno.  Membrana de Descement: estrutura muita fina, constituída por fibras colágenas, organizadas como uma rede tridimensional. Dá suporte ás células endoteliais.  Endotélio: uma (única) camada de células hexagonais. Está em contato íntimo com humor aquoso. Diminuem com idade. Responsável pela retirada com excesso de água pela atividade da bomba de NA+.

Nutrição: por difusão simples – 90% do humor aquoso e 10 % da lágrima.

Oxigênio: ar atmosférico através do filme lacrimal.

Grandes terminações nervosas (ramos do trigêmeo) e por fibras simpáticas do gânglio cervical. Os ramos ciliares curtos e longos, lacrimal e nasolaciliar formam o plexo pericorneano e penetram na córnea pela porção média e anterior do estroma.

Exame (observa-se): qualquer alteração corneana será percebida justamente por estas alterações.

Brilho (da córnea que é o principal que a gente vê).

Sensibilidade (qualquer toque ou não toque tem ou não tem a sensibilidade).

Transparência (dependendo de infecção ou trauma ela pode perder sua transparência).

Leucoma

Nébula e Nebécula (são manchas brancas depois de um trauma que vai fazer uma cicatriz).

Inflamação (sinais e sintomas):

Fotofobia

Dor intensa

Lacrimejamento

Hiperemia ciliar

Perda de transparência da córnea

Ulceração

Perda de substância.

Ceratites

Causas semelhantes à das conjuntivites – sendo que na córnea as mais frequentes são a ceratites virais (causadas pelo herpes).

E vai apresentar:

 Dor  Desconforto  Fotofobia nas formas mais graves formam úlcera de córnea  Ceratite herpética – lesão arborescente de aspecto dendrítico.

Aqui tem uma forma arborescente corada com fluoresceína, isso é uma úlcera.

Tratamento:

Aciclovir pomada oftalmológica (que tem que mandar manipular e geramente demora e como mexe com as terminações nervosas da córnea, causa muita dor, então o tto que faz é com Aciclovir oral mesmo).

Vão variara de acordo com o tamanho da córnea, então qualquer alteração fora dos tamanhos abaixo é uma malformação.

Alterações do tamanho

Crianças (RN): diâmetro 9,5 a 10mm

Adultos: 10 a 12,5mm.

Microcórnea:

Raro, congênita, uni ou bilateral, herança autossômica dominante ou recessiva.

Sinais:

 Diâmetro horizontal adulto é de mm ou menos  Câmara anterior rasa  Córnea plana  Leucoma corneano  Catarata congênita  Glaucoma

Síndromes associadas: Turner e Weill – Marchesani.

Aqui é uma microcórnea, presença de catarata, córnea plana.

Megalocórnea:

Rara, congênita, bilateral, herança recessiva ligada ao X.

Sinais:

 Córnea clara  Diâmetro horizontal de 13 mm ou mais  PIO (pressão intraocular) normal  Miopia e astigmatismo muito altos, mas com boa acuidade visual

 Subluxação do cristalino pode ocorrer como resultado de estiramento zonular (por causa do tamanho).

Associações sistêmicas: Sind. De Marfan, Sind. De Apert, Sind. De Down.

Córnea plana:

Congênita, rara, curvatura muito baixa, grandes hipermétropes, glaucoma e bilateral.

Ceratoglobo:

Rara, congênita e bilateral, câmara anterior muito profunda.

Ex: Amaurose congênita de Leber.

Aqui é um ceratoglobo, percebe que é bem abaulada e com olho bem aumentado.

Ectasias (formato anormal da córnea)

Ceratocone:

Adelgaçamento progressivo não inflamatório do estroma corneal – bilateral e assimétrico. Protusão crônica na área de afinamento estromal – central ou paracentral. Grave distorção corneana (astigmatismo) associado a miopia de índice, que primariamente levam a baixa de acuidade visual progressiva.

Acontece mais na puberdade com tendência a estabiliza na terceira década de vida.

Diagnóstico é clinico:

 Astigmatismo miópico irregular progressivo

 Bilateral e assimétrico, progressão variável, podendo causar diminuição moderada ou acentuada da visão.

 Visão borrada ou distorcida, fotofobia, irritação ocular e ofuscamento.

Retinoscopia:

 “Reflexo em tesoura” e “gota de azeite”

(Faz a medida do comprimento do globo ocular para determinar o grau do pct e vê uma faixa seguindo o movimento desse aparelho e o que acontece é que ao invés de uma, faz duas faixas e se movem como se fosse o movimento de uma tesoura que é patognomônico de ceratocone)

Lesões traumáticas:

Corpo estranho:

Muito comum principalmente nos soldadores pois a limalha de ferro solta e colar na córnea e a sensação de corpo estranho é horrível e tem que tirar, em geral com colírio anestésico, a ponteira da agulha com bisel voltado para cima e retira e oclui o colho pq a regenreção do epitélio é em 24h.

Pigmentação:

PK-

precipitados ceráticos

Anel de Kyser – Fleisher

Precipitados ceráticos

Halo de hipercolerolemia

Halo senil

Corpo estranho, usa agulha rosa grande com bisel para cima e arrasta para cima e ele solta e tem que tirar toda a área de limalha pq pode continuar incomodando.

A imagem de baixo é a topografia corneana que vai determinar no meridiano vertical e horizontal se tem alteração para o ceratocone.

Cirurgia antiga de 8 cortes – hoje em dia não e feita pois pode criar depósitos nos cortes e tem imagens sobrepostas.

O que se faz atualmente é o laser, aparelho aperta o olho e faz uma laméla da córnea e trabalha com laser. Isso é quantificado pelo computador e o médico só posiciona e reposiciona a lamela.

Existem outros exames, como a microscopia ocular que ajuda no diagnóstico.