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dor neonatal, Notas de estudo de Enfermagem

trata -se de um arquivo sobre a fisiologia da dor.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 08/03/2012

poliana-domingues-5
poliana-domingues-5 🇧🇷

3 documentos

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DOR NEONATAL
DOR NEONATAL
Dra. Martha Vieira
Dra. Martha Vieira
HRAS – SES
HRAS – SES
2006
2006
pf3
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pf9
pfa
pfd
pfe
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Pré-visualização parcial do texto

Baixe dor neonatal e outras Notas de estudo em PDF para Enfermagem, somente na Docsity!

DOR NEONATAL

DOR NEONATAL

Dra. Martha Vieira

Dra. Martha Vieira

HRAS – SES

HRAS – SES

O que é a

O que é a

dor?

dor?

DOR

DOR

é uma experiência sensorial e

é uma experiência sensorial e

emocional desagradável associada a

emocional desagradável associada a

uma lesão de tecido real ou potencial

uma lesão de tecido real ou potencial

ou descrita em termos de tal lesão. A

ou descrita em termos de tal lesão. A

dor é sempre subjetiva.

dor é sempre subjetiva.

(Associação Internacional para o estudo da Dor, 1979)

(Associação Internacional para o estudo da Dor, 1979)

DOR

DOR

NEONATAL

NEONATAL

Pesquisas desenvolvidas desde então mostraram um

Pesquisas desenvolvidas desde então mostraram um

grande número de evidências anatômicas e funcionais

grande número de evidências anatômicas e funcionais

da capacidade do recém-nascido em responder a

da capacidade do recém-nascido em responder a

estímulos cutâneos agressivos, mesmo quando nasce

estímulos cutâneos agressivos, mesmo quando nasce

prematuro.

prematuro.

Posteriormente evidenciou-se que os

Posteriormente evidenciou-se que os RN prematuros

RN prematuros

apresentam menor limiar para sentir dor

apresentam menor limiar para sentir dor

. Nos RN < 35s . Nos RN < 35s

um estímulo doloroso repetitivo leva a um aumento da

um estímulo doloroso repetitivo leva a um aumento da

sensibilidade dolorosa na região afetada e adjacências.

sensibilidade dolorosa na região afetada e adjacências.

(sensibilização)

(sensibilização)

(Anand, 1993, Fitzgerald 1993)

(Anand, 1993, Fitzgerald 1993)

Componentes do

Componentes do

processamento central da dor:

processamento central da dor:

Afetivo motivacional

Afetivo motivacional : associado a atributos

: associado a atributos

comportamentais complexos e respostas

comportamentais complexos e respostas

emocionais de ansiedade e depressão.

emocionais de ansiedade e depressão.

Componente cognitivo interpretativo:

Componente cognitivo interpretativo:

relaciona a experiência dolorosa com seu

relaciona a experiência dolorosa com seu

contexto ambiental e seu significado

contexto ambiental e seu significado

biopsicossocial e que a compara com

biopsicossocial e que a compara com

experiências anteriores semelhantes.

experiências anteriores semelhantes.

Sensório discriminativo

Sensório discriminativo : caracteriza o

: caracteriza o

estímulo doloroso em termos de intensidade,

estímulo doloroso em termos de intensidade,

localização e duração.

localização e duração.

Formação das vias neuronais

Formação das vias neuronais

de percepção e resposta à dor:

de percepção e resposta à dor:

Receptores sensoriais começam

Receptores sensoriais começam

a surgir na pele em volta da boca

a surgir na pele em volta da boca

na 7ª semana. Na 20ª semana já

na 7ª semana. Na 20ª semana já

estão presentes em todas

estão presentes em todas

superfícies cutâneas e mucosas.

superfícies cutâneas e mucosas.

Neurônios sensitivos estão

Neurônios sensitivos estão

presentes na medula antes da 13ª

presentes na medula antes da 13ª

semana.

semana.

.

.

Formação das vias neuronais

Formação das vias neuronais

de percepção e resposta à dor:

de percepção e resposta à dor:

As vias de condução da dor

As vias de condução da dor

até o cérebro estão

até o cérebro estão

completamente mielinizadas

completamente mielinizadas

na 30ª semana.

na 30ª semana.

O prematuro conduz a dor

O prematuro conduz a dor

até o cérebro igual a um

até o cérebro igual a um

adulto, porém as vias

adulto, porém as vias

descendentes inibitórias só

descendentes inibitórias só

amadurecem mais

amadurecem mais

tardiamente, o que faz com

tardiamente, o que faz com

que o RNPT sinta dor mais

que o RNPT sinta dor mais

prolongada e intensa.

prolongada e intensa.

Avaliação da dor

Avaliação da dor

Indicadores Biológicos

Indicadores Biológicos (

(

como o organismo reage à
como o organismo reage à
dor
dor

Frequência respiratória;

Pressão arterial;

Frequência cardíaca;

Saturação de oxigênio;

Sudorese palmar;

Aumento de pressão intracraniana;

Liberação de adrenalina, noradrenalina, cortisol e

seus precursores, aldosterona, glucagon e

supressão da atividade da

insulina, que gera hiperglicemia;

Arritmias cardíacas, IC e IR, úlceras

Acidose metabólica.

Avaliação da dor

Avaliação da dor

Indicadores Comportamentais

Indicadores Comportamentais

(o que a criança faz em resposta à dor)

(o que a criança faz em resposta à dor)

Choro

Choro

Atividade motora (braços, corpo, pernas)

Atividade motora (braços, corpo, pernas)

Expressão Facial

Expressão Facial

Escalas de dor

Escalas de dor

PIPP

PIPP

(Perfil de Dor do Prematuro)

(Perfil de Dor do Prematuro)

IG
IG

36 sem

36 sem 32 –356/

Estado Estado dede

alerta

alerta

Ativo,Ativo,

acordado,

acordado,

olho aberto,olho aberto,

Mov. facial

Mov. facial

presente

presente

Quieto,Quieto,

acordado,

acordado,

olho aberto,olho aberto,

mímica

mímica

ausente

ausente

Ativo, Ativo,

dormindo,

dormindo,

olho olho

fechado

fechado

mov. facial

mov. facial

presente

presente

Quieto, Quieto,

dormindo,

dormindo,

olho olho

fechado

fechado

mímica

mímica

ausente

ausente

FC máx.

FC máx.

Sat O2 mín.

Sat O2 mín.

0-4bpm

0-4bpm

5-14bpm

5-14bpm

15-24bpm

15-24bpm

25bpm

25bpm

Testa Testa

Franzida

Franzida

AusenteAusente MínimoMínimo ModeradaModerada MáximaMáxima

Olhos

Olhos

espremidos

espremidos

Ausente

Ausente Mínimo

Mínimo Moderado

Moderado Máximo

Máximo

Sulco labial Sulco labial AusenteAusente MínimoMínimo ModeradoModerado MáximoMáximo

Obs por
15s e
ver FC
e Sat.
Obs RN
30s.

CRIES ( choro, O2 requisitado para saturar acima

de 90%, Incremento dos sinais vitais, expressão

facial e falta de sono

zero 1 2

Aplicar a cada 2h nas 1as 24h e depois a cada 4h pelo menos por
mais 48h. Se  5 medicar.

Choro

Choro Ausente

Ausente Alto

Alto

Incontroláve

Incontroláve

l

l

Fio2 p/a

Fio2 p/a

SatO2>

SatO2>

5%

5%

21%

21% 21-30%

21-30%

30%

30%

FC e/ou PA
FC e/ou PA
no pré-
no pré-
operatório
operatório

Sem >FC ou

Sem >FC ou

PA

PA

até 20%

até 20%

mais de

mais de

20%

20%

Expressã

Expressã

o Facial

o Facial

Relaxada

Relaxada Careta

Careta

esporádica

esporádica

Contorcida

Contorcida

Sono

Sono

Normal

Normal

Intervalos curtos

Intervalos curtos

Ausente

Ausente

Consequências da Dor no

Consequências da Dor no

Recém-nascido

Recém-nascido

No período Neonatal

No período Neonatal

Alterações da FC, FR, PA, PSo2, PCo2.

Alterações da FC, FR, PA, PSo2, PCo2.

Alterações hormonais (resposta ao stress)

Alterações hormonais (resposta ao stress)

Alteração do fluxo sanguíneo cerebral

Alteração do fluxo sanguíneo cerebral

Alterações comportamentais

Alterações comportamentais

Diminuição do limiar de sensibilidade à

Diminuição do limiar de sensibilidade à

dor.

dor.

Hiperalgia.

Hiperalgia.

Percepção alterada de estímulos não

Percepção alterada de estímulos não

nocivos

nocivos

como se fossem dolorosos.

como se fossem dolorosos.

Sensibilização.

Sensibilização.

Consequências da Dor no

Consequências da Dor no

Recém-nascido a Longo

Recém-nascido a Longo

Prazo

Prazo

Alterações Cerebrais

Alterações Cerebrais

Devido à grande plasticidade,

Devido à grande plasticidade,

impulsos

impulsos

impróprios

impróprios que chegam ao sistema

que chegam ao sistema

nervoso em desenvolvimento no

nervoso em desenvolvimento no

prematuro podem

prematuro podem romper padrões de

romper padrões de

atividade neuronal

atividade neuronal que nessa idade

que nessa idade

gestacional esculpem os intricados

gestacional esculpem os intricados

circuitos do sistema nervoso, levando ao

circuitos do sistema nervoso, levando ao

desenvolvimento anormal do cérebro

desenvolvimento anormal do cérebro

Grunau, 2002

Grunau, 2002