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Manejo e orientação na abordagem da drenagem linfática estética e pós operatória
Tipologia: Esquemas
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3. Drenagem Linfática Conceito A drenagem linfática tem como objetivo aumentar o volume e a velocidade da linfa a ser transportada pelos vasos e ductos linfáticos, por meio de manobras que imitem o bombeamento fisiológico. Ela tem influência direta no aumento da oxigenação dos tecidos, favorece a eliminação de toxinas e metabólitos, aumenta a absorção de nutrientes por meio do trato digestório, aumenta a quantidade de líquidos a ser eliminada e melhora as condições de absorção intestinal, dentre outras funções. Em consequência disso, percebe-se: redução do edema, maior hidratação e nutrição celular, maior rapidez na cicatrização de um ferimento (em consequência de uma melhor irrigação sanguínea decorrente da diminuição do edema) e reabsorção mais rápida de hematomas e equimoses. A drenagem linfática pode ser manual ou mecânica, sendo que seus benefícios são semelhantes. Por ser uma técnica de massagem específica, a manual deve ser realizada por profissionais devidamente habilitados. Trata-se de uma técnica composta por manobras suaves, lentas, monótonas e rítmicas feita com as mãos, que devem obedecer ao trajeto do sistema linfático superficial. Ela tem por objetivo a redução de edemas e linfedemas (que surgem em situações pós-traumáticas, pós-operatórias, de distúrbios circulatórios venosos e linfáticos de diversas naturezas, dentre outras) e a prevenção ou melhoria de algumas de suas consequências. Esta técnica diferencia-se de outros métodos de massagem, especialmente da clássica, por não produzir vasodilatação arteriolar superficial (hiperemia) e por utilizar pressões manuais extremamente suaves e lentas. Portanto, massagem e drenagem são duas técnicas distintas. Atenção! A drenagem linfática jamais deve produzir dor e eritema, pois este segundo é decorrente do aumento do aporte sanguíneo local. Pressões excessivas são capazes de lesar os capilares linfáticos, que são muito frágeis. Por isso, é preciso ter atenção, pois várias técnicas de massagem são utilizadas de maneira inadequada e denominadas, falsamente, de drenagem linfática manual, causando prejuízos aos pacientes.
Há quase 100 anos, já se descrevia que as técnicas de massagem dos tecidos superficiais com celulite e gordura localizada devem ser realizadas de forma leve, superficial, branda e agradável. Deve-se respeitar sua integridade para não produzir hematomas, equimoses e, tampouco, dor excessiva, uma vez que a ruptura de fibras elásticas e a formação de processos inflamatórios pioram ainda mais o estado dos tecidos comprometidos. São descritas na literatura complicações clínicas graves do uso inadequado e inadvertido de técnicas de massagem tais como hematomas hepáticos, necrose de gordura subcutânea, deslocamento uretral, embolização arterial renal, dentre outras. Devemos salientar que outras técnicas de massagem e terapias manuais são indicadas como coadjuvantes e complementares para o tratamento de algumas disfunções estéticas. Porém, devem respeitar a integridade dos tecidos manipulados e não podem ser denominadas como drenagem linfática manual. A drenagem mecânica tem os mesmos objetivos da linfática manual e une a tecnologia aos conhecimentos de quem trabalha com o aparelho. É vista como um método não invasivo, utilizando sobre a pele aparelhos específicos que funcionam por meio de rolamento, sucção e/ou pressoterapia com o objetivo de auxiliar a diminuição do edema. Esta técnica, visa resultados mais potencializados por conta de equipamentos específicos voltados para esse tipo de drenagem, permitindo uma atuação mais profunda, atuando, segundo alguns fabricantes, no tecido adiposo e podendo chegar à musculatura. Com maior precisão e atuação mais profunda, a drenagem mecânica pode ajudar no tratamento da celulite e da gordura localizada, promovendo relaxamento muscular, além de combater a retenção de líquidos, ajudando a remodelar e definir a silhueta, facilitando a circulação sanguínea, prevenindo edemas e eliminando toxinas. Vale lembrar! Que, na drenagem manual, a percepção tátil utilizada pelo profissional capacitado é, dificilmente, reproduzida fielmente pelos aparelhos eletrônicos que auxiliam na realização da drenagem linfática mecânica. A drenagem linfática, manual ou mecânica, é sempre utilizada como coadjuvante nos tratamentos.
veias superficiais. Já o sistema linfático profundo age sobre o líquido intersticial de órgãos, músculos e articulações, e se distribui junto aos vasos sanguíneos. Fisiologia do sistema linfático Linfa A linfa é o líquido intersticial que circula lentamente dentro do vaso linfático. De coloração transparente e consistência viscosa, é composta por 96% de água, mas é rica em proteína, glóbulos brancos e partículas grandes. A linfa é considerada um líquido nobre e possui as seguintes funções: Transportar as proteínas plasmáticas para o sangue. Drenar resíduos metabólicos. Atuar como agente imunológico. Devolver à circulação sanguínea o líquido excedente que não foi reabsorvido pelos capilares venosos. Você sabia? Que em atividade muscular, a linfa percorre até 80 cm por minuto dentro do sistema linfático. Já quando o corpo está em repouso, ela percorre de 5 a 10 cm por minuto. Capilares linfáticos Conhecidos como vasos iniciais linfáticos, os capilares linfáticos são vasos muito finos, que se unem e formam uma rede, cuja tarefa é receber e captar o líquido intersticial, ou seja, iniciar o transporte da linfa. Os capilares linfáticos são muito mais calibrosos e irregulares que os capilares sanguíneos, e geralmente são encontrados nas mesmas áreas onde á capilares sanguíneos. São muito abundantes na pele e nas mucosas. Vasos linfáticos Da confluência dos capilares linfáticos são formados os vasos linfáticos. De maior calibre, eles são compostos por uma estrutura endotelial que tem como função transportar a linfa. Lange (2016) afirma que os vasos linfáticos são as principais vias de drenagem linfática para os linfonodos.
Troncos linfáticos Os troncos linfáticos são grandes vasos linfáticos que recolhem a linfa de diferentes regiões. Eles formam a parte final do trajeto da linfa, colocando-a de volta à circulação sanguínea. Órgãos linfoides Nosso organismo possui diversos locais onde acontece a produção de células linfoides maduras, que agem na proteção contra agentes externos. Os órgãos linfoides podem ser classificados em primários e secundários. Colar figura 3- pag 18 Nos órgãos linfoides primários ocorrem as principais fases de maturação das células de defesa, os linfócitos. Assim, esses órgãos contribuem para a proteção de nosso organismo. A imunidade adquirida é resultante do tecido linfoide localizado principalmente nos linfonodos, porém também temos a ação de tecidos especiais. Os órgãos linfoides primários são estes: Timo - amadurecem as células linfócitos T, que migram da medula óssea. Localiza-se no tórax, entre os pulmões e a frente do coração. Medula óssea - produtora de células sanguíneas como hemácias, leucócitos e plaquetas, essenciais ao nosso organismo, ela também transforma linfócitos em linfócitos T. Os leucócitos são as células mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo contra as infecções. gravura Os órgãos linfoides secundários participam diretamente da resposta imune. Suas células se originaram nos órgãos linfoides primários, migram pela circulação e chegam até os tecidos, onde desempenham sua função de proteção. Os órgãos linfoides secundários são estes:
contato com a pele que é estirada no sentido proximal ao longo da manobra. Preconiza-se a utilização de cinco movimentos. A combinação destes movimentos forma seu sistema de massagem: imagem Drenagem dos linfonodos: realizada por meio do contato direto dos dedos indicador e médio do terapeuta com a pele do paciente, posicionados sobre os linfonodos e vasos linfáticos de maneira perpendicular. É executada com pressão moderada e de forma rítmica, baseada no processo de evacuação. A drenagem dos linfonodos visa à evacuação da linfa e deve ser realizada diretamente sobre as regiões ganglionares. Os dedos estabelecem contato com a pele, e em posição quase perpendicular exercem leve pressão no nível dos gânglios linfáticos. De acordo com a região anatômica, esta manobra pode ser feita com os dedos indicadores e médios, com todos os dedos ou com os dedos de uma mão sobre a outra. Movimentos circulares com os dedos: realizados de maneira circular e concêntrica, utilizando desde o dedo indicador até o mínimo. A manobra de círculos fixos visa à captação de linfa, e é realizada no percurso das vias linfáticas ou em direção a essas vias. É realizada em movimentos circulares dos dedos, a pele é deslocada sob os dedos, ou seja, os dedos não deslizam sobre a pele. A pressão deve ser intermitente, no início e no final do círculo, a pressão deve ser zero. A pressão maior do círculo deve coincidir com a direção do fluxo linfático. Devem ser leves, rítmicos e obedecer a uma pressão intermitente na área edemaciada, seguindo o sentido da drenagem fisiológica. Recomenda-se executar de 5 a 7 movimentos no mesmo local; Movimentos circulares com o polegar: realizada da mesma maneira que a anterior, só que com o polegar. Movimentos combinados: executada através da combinação dos dois movimentos descritos anteriormente. Bracelete: mais utilizada quando o edema atinge grandes áreas. Pode ser feita uni ou bi manual de acordo com a necessidade. A manobra de pressão em
bracelete visa o aumento do fluxo linfático, a ser recolhido em direção aos linfonodos regionais. É realizada por meio de pressões intermitentes. A fase de pressão deve durar em torno de dois segundos, segue-se relaxamento com o mesmo tempo de duração e assim sucessivamente. Portal da Educação/Artigos/Estética e Beleza/MétodoLeduc – Disponível em: https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/estetica/principais- manobras-da-dlm-segundo-o-m233todo-leduc/12601. Drenagem Linfática segundo Vodder A técnica de drenagem linfática proposta por Vodder preconiza a utilização de uma pressão suave, lenta e repetitiva em que não há deslizamento do tecido a ser tratado e sim a ação de “empurrar e relaxar” o tecido subcutâneo em duas fases diferentes de toque. Após as fases de toque, existe um relaxamento total da pressão e mantém-se apenas o contato da mão com a pele do paciente. O sentido da drenagem segue o sentido do fluxo linfático no tecido. Na técnica de Vodder, a massagem sempre se inicia distalmente ao segmento a ser drenado (Borges, 2006). Segundo BORGES (2006), na face, são propostos por Vodder dois tipos de movimentos: Círculos estacionários (fixos) realizados na face e no pescoço. Com a mão espalmada sobre a pele, os dedos realizam movimentos contínuos em forma de círculos ou espirais. A pressão deve ser realizada apenas na primeira metade do circulo. Na segunda metade, existe o contato, porém, sem a pressão, possibilitando o retorno do tecido ao local de origem. Realiza-se entre 5 e 7 movimentos. Movimentos de bombeamento nesta manobra, o polegar e os dedos movem-se na mesma direção em sentido circular. As pontas dos dedos não são utilizadas, sendo o controle do movimento realizado pelo punho do terapeuta. Assim como na manobra anterior, a pressão deve ser realizada apenas na primeira metade do circulo. Na segunda metade, existe o contato, porém, sem a pressão, possibilitando o retorno do tecido ao local de origem. Realiza-se entre 5 e 7 movimentos.