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Ebook de administração, Trabalhos de Organização e Administração de Empresas

A gestão de pessoas tem sua função aumentada a partir de uma nova demanda: a espiritualidade no ambiente organizacional. Para tanto, há a necessidade de criar ambientes melhores para seus colaboradores, onde haja confiança, respeito, criatividade, inovação, entre outros fatores que promovam a satisfação, elevam desempenhos e diminuam os conflitos entre os membros de suas equipes. Enfim, pode-se dizer que se busca o verdadeiro sentido de humanidade. Sendo assim viu-se a necessidade de ava

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 22/04/2020

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janayna-ramos 🇧🇷

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Rudy de Barros Ahrens
(Organizador)
A GESTÃO ESTRATÉGICA NA ADMINISTRAÇÃO –
Vol. 2
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Atena Editora
2017
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Rudy de Barros Ahrens

(Organizador)

A GESTÃO ESTRATÉGICA NA ADMINISTRAÇÃO –

Vol. 2

__________________________________________

Atena Editora

2017 by Rudy de Barros Ahrens Copyright da Atena Editora Editora Chefe: Profª Drª Antonella Carvalho de Oliveira Edição de Arte e Capa: Geraldo Alves Revisão: Os autores

Conselho Editorial Profª Drª Adriana Regina Redivo – Universidade do Estado de Mato Grosso Prof. Dr. Álvaro Augusto de Borba Barreto – Universidade Federal de Pelotas Prof. Dr. Antonio Carlos Frasson – Universidade Tecnológica Federal do Paraná Prof. Dr. Antonio Isidro-Filho – Universidade de Brasília Prof. Dr. Carlos Javier Mosquera Suárez – Universidad Distrital de Bogotá-Colombia Prof. Dr. Constantino Ribeiro de Oliveira Junior – Universidade Estadual de Ponta Grossa Profª. Drª. Daiane Garabeli Trojan – Universidade Norte do Paraná Profª Drª. Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua – Universidade Federal de Rondônia Prof. Dr. Gilmei Fleck – Universidade Estadual do Oeste do Paraná Profª Drª Ivone Goulart Lopes – Istituto Internazionele delle Figlie de Maria Ausiliatrice Profª Drª Lina Maria Gonçalves – Universidade Federal do Tocantins Profª. Drª. Natiéli Piovesan – Instituto Federal do Rio Grande do Norte Profª Drª Paola Andressa Scortegagna – Universidade Estadual de Ponta Grossa Profª Drª Raissa Rachel Salustriano da Silva Matos – Universidade Federal do Maranhão Prof. Dr. Ronilson Freitas de Souza – Universidade do Estado do Pará Prof. Dr. Takeshy Tachizawa – Faculdade de Campo Limpo Paulista Prof. Dr. Valdemar Antonio Paffaro Junior – Universidade Federal de Alfenas Profª Drª Vanessa Bordin Viera – Universidade Federal de Campina Grande

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (eDOC BRASIL, Belo Horizonte/MG)

G A gestão estratégica na administração: vol. 2 / Organizador Rudy de Barros Ahrens. – Ponta Grossa (PR): Atena Editora, 2017. 294 p. : 2.154 kbytes – (Administração; v. 2) Formato: PDF ISBN: 978-85-93243-46- DOI: 10.22533/at.ed. Inclui bibliografia

  1. Administração. 2. Planejamento estratégico. I. Ahrens, Rudy de Barros. II. Título. III. Série. CDD-658.

O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva dos seus respectivos autores.

2017 Proibida a reprodução parcial ou total desta obra sem autorização da Atena Editora www.atenaeditora.com.br E-mail: [email protected]

Sumário

Apresentação...................................................................................................................

CAPÍTULO I A ESPIRITUALIDADE NO LOCAL DE TRABALHO COMO DIFERENCIAL EM COMPORTAMENTOS E ATITUDES DE EXCELENCIA – UM ESTUDO DE CASO Nádya Regina Bilibio Antonello, Orlinda de Fátima Cézar Silva, Bruna Moura Beck e Isabela Laíse Nogara ......................................................................................................... 7

CAPÍTULO II ANÁLISE ERGONÔMICA EM EMPRESAS DA ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Juliana Carvalho de Sousa, Francisco Roberto Pinto e Rafaela Gomes da Silva .............

CAPÍTULO III CATALISADOR DA GESTÃO DE PESSOAS: CLIMA ORGANIZACIONAL PELO MODELO DE BURKE-LITWIN Thaís Lopes de Sousa Alves ..............................................................................................

CAPÍTULO IV PROPOSTA DO MAPEAMENTO DO FLUXO DE INFORMAÇÕES NO PROCESSAMENTO DE UM PEDIDO EM UMA EMPRESA DE DISTRIBUIÇÃO: UM ESTUDO DE CASO

Lucas Gabriel Bezerra Lima e Erick Barros Nascimento .................................................

CAPÍTULO V A RETENÇÃO DE TALENTOS DA GERAÇÃO Y: CASO DE UMA EMPRESA NO DISTRITO FEDERAL Raul Rotondano Astigarraga e Tatiane Regina Petrillo Pires de Araújo. ........................

CAPÍTULO VI NORMOSE INFORMACIONAL – OS EFEITOS DA SOBRECARGA DE INFORMAÇÕES EM DIRETORES DE LOJAS DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO NO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO Diego Frazatto Pedroso, Osmar Aparecido Machado e Robson Sanches .......................

CAPÍTULO VII ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DE ACORDOS DE NÍVEL DE SERVIÇO PARA A GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS TERCEIRIZADOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Marcio Luiz Fernandes, Renato Luis Carpenedo, Ana Paula Lindner, Alexsandro Pinto Rodrigues, Michelle Fernanda Faita Rodrigues e Nathana Roberta Dal Maso Milan...

CAPÍTULO VIII

ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Jussara Fernandes Leite , Luciano José Vieira Franco , Lídia de Paula Pessoa , Bruno Silva Alencar e Fagner Pereira ...............................................................................................

CAPÍTULO IX APLICAÇÃO E MÉTODOS DA ANÁLISE ENVOLTÓRIA DE DADOS (DEA) NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO Paulo Ricardo Cosme Bezerra ........................................................................................

CAPÍTULO X APLICATIVOS DE GESTÃO INTEGRADA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE GOIÁS Irene Reis, Ezequiel Alves de Godoi Sodré, Tereza Cristina Pinheiro de Lima, Cárbio Almeida Waqued e Denise Lúcia Mateus Gomes Nepomuceno ....................................

CAPÍTULO XI EMPREENDEDORISMO EM ÉPOCAS DE CRISE - UM ESTUDO DE CASO EM CURITIBA E REGIÃO METROPOLITANA Osnei Francisco Alves, Amanda Rafaeli Vandoski, Erika Malinovski Pereira, Ingrid Ana de Melo Gabassi e Jussara de Fátima de Oliveira ..............................................................

CAPÍTULO XII FUNCIONALISMO PÚBLICO E CHOQUE DE GESTÃO: UM ESTUDO

Thiago Marques , Nicemara Cardoso Silva, Jacqueline de Andrade, Edvandra Augusta Machado Pereira e Lourival de Freitas ..........................................................................

CAPÍTULO XIII GESTÃO DA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE EM RECIFE SOB A ÓTICA DA GESTÃO E DOS PROFISSIONAIS: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE RECIFE Lilia Patrícia de Souza Melo, Alessandra Carla Ceolin e Alexandre de Melo Abicht .....

CAPÍTULO XIV GESTÃO PÚBLICA 2.0: UMA ANÁLISE DO GABINETE DIGITAL NO MUNICÍPIO DE CARUARU-PE Fernando César de Lima., Maria Ivania Almeida Gomes Porto, Hannah Miranda Moras e Amanda Priscila da Silva ................................................................................................

CAPÍTULO XV GESTÃO PÚBLICA E TERRITORIALIDADES: O CASO DO CONSÓRCIO PÚBLICO REGIONAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO ALTO OESTE POTIGUAR

Maria das Candeias Silveira de Morais, Sidneia Maia de Oliveira Rego, Joseney Rodrigues de Queiroz Dantas (in memorian) e Larissa da Silva Ferreira Alves ..............................

CAPÍTULO I

A ESPIRITUALIDADE NO LOCAL DE TRABALHO COMO

DIFERENCIAL EM COMPORTAMENTOS E ATITUDES DE

EXCELENCIA – UM ESTUDO DE CASO

________________________

Nádya Regina Bilibio Antonello,

Orlinda de Fátima Cézar Silva,

Bruna Moura Beck e

Isabela Laíse Nogara

A ESPIRITUALIDADE NO LOCAL DE TRABALHO COMO DIFERENCIAL EM

COMPORTAMENTOS E ATITUDES DE EXCELENCIA – UM ESTUDO DE CASO

Nádya Regina Bilibio Antonello Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões Santo Ângelo, RS Orlinda de Fátima Cézar Silva Centro Universitário Franciscano Santa Maria, RS Bruna Moura Beck Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões Santo Ângelo, RS Isabela Laíse Nogara Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões Santo Ângelo, RS

RESUMO: A gestão de pessoas tem sua função aumentada a partir de uma nova demanda: a espiritualidade no ambiente organizacional. Para tanto, há a necessidade de criar ambientes melhores para seus colaboradores, onde haja confiança, respeito, criatividade, inovação, entre outros fatores que promovam a satisfação, elevam desempenhos e diminuam os conflitos entre os membros de suas equipes. Enfim, pode-se dizer que se busca o verdadeiro sentido de humanidade. Sendo assim viu-se a necessidade de avaliar a real relevância e importância que os colaboradores de uma operadora da saúde da Região Central do Rio Grande o Sul dão à espiritualidade no ambiente de trabalho. Esta pesquisa se utilizou da taxionomia de Vergara (2010) sendo exploratória, descritiva, bibliográfica, de campo e estudo de caso. Aplicou-se um questionário no setor administrativo da área da saúde da operadora, com a participação de 92 colaboradores. Os resultados apontam que há o reconhecimento da importância da espiritualidade na organização, mas ainda há certa resistência nas aplicações, quanto aos benefícios e consequências. PALAVRAS-CHAVE: Gestão com pessoas, espiritualidade, ambiente organizacional.

1. INTRODUÇÃO

Gestão de pessoas significa manter sob controle fatores que interferem no ambiente de trabalho e na vida dos colaboradores, como por exemplo, melhorias nas condições para cada atividade, competências a serem desenvolvidas, fatores motivacionais, entre outros (BUAIZ, 2002). A abordagem do tema espiritualidade é apresentada como diferencial competitivo para o ambiente organizacional. É um conceito que vem sendo cada vez mais disseminado no ambiente empresarial, não só como diferencial, mas também

humanos e espirituais (BUAIZ, 2002). Para Oliveira (2001), existem três tipos de empresas. A primeira é a que vive a era do conhecimento apenas, não abiu os olhos para a realidade da era das habilidades pessoais. O segundo tipo de empresa é a que vai além, isto é, valoriza e aplica o conhecimento, mas ao mesmo tempo, estão descobrindo que as habilidades pessoais estão de fato fazendo as coisas acontecerem. O terceiro tipo de empresa é o que vive a era da espiritualidade. Esta é a empresa que tem o melhor pessoal para adaptar-se às mudanças e, principalmente, as melhores ferramentas para gerarem mudanças. Valoriza o conhecimento e as habilidades pessoais e sabe, sobretudo, que todo o ser humano é um ser espiritual, e como tal, deve ser tratado e valorizado.

Quadro 01: Diferentes definições de espiritualidade no local de trabalho Definições de Espiritualidade Fonte A preocupação com a forma de expressão pessoal Emmons (1995) Envolve fundamentos e crenças pessoais Wong (1998). p. 364 Forma como o indivíduo vive em relação às mais profundas verdades do Universo

Bregmannand Thierman (1995). Nossa resposta a um anseio humano profundo e misterioso para a autotranscendência, para encontrar nosso lugar

Benner (1989). p. 20

Uma maneira de ser e de experimentar o que vem da consciência de uma dimensão transcendental e que é caracterizada por determinados valores identificáveis com respeito à própria vida e o que quer que se considere ser o final

Elkins et al. (1988). p. 10

Uma dimensão transcendente dentro da experiência humana… descoberta nos momentos em que o indivíduo questiona o significado da existência pessoal e tenta se colocar dentro de um contexto ontológico mais amplo

Shafranskeand Gorsuch (1984). p. 231

Uma experiência subjetiva do sagrado Vaughn (1991). p. Um princípio pessoal de vida que foca uma qualidade transcendente do relacionamento com Deus

Emblen (1992). p. 45

O reino vasto do potencial humano que trata os fundamentos finais com as entidades mais elevadas, com Deus, com a vida, com a compaixão, com o propósito

Tart (1975). p. 5

O esforço humano para o poder de transfo8rmação atual na vida: é a atração e o movimento da pessoa

Dale (1991). p. 5

humana para o divino. Pertence à uma capacidade própria e tendência inatas; busca transcender/ultrapassar o foco atual da excentricidade, o que vai além e envolve o aumento do conhecimento e amor

Chandler e Holden (1992)

Uma força interior que inspira propósitos que vão além de si próprio e que dão o significado e os sentidos da vida

Mcknight (1984). p. 142

Fonte: Marschke, Preziosi e Harrington, (2008).

Os autores afirmam que o conceito de espiritualidade se caracteriza tão somente por possuir elementos comuns a todas as grandes religiões, como: o amor, o respeito à vida, a esperança, a fé, a honestidade, a igualdade, verdade e fraternidade. E, esses elementos precisam ser vivenciados nas empresas, conduzidos por seus líderes.

1.2. LÍDER ESPIRITUALIZADO

Conforme Dede (1993) na liderança no século XXI deve-se encorajar a existência de seguidores, o que significa permitir que os outros ajam, incentivando o uso das suas visões como fundamento para outras que muitas vezes podem ser melhores. No aspecto da liderança, Cacioppe (2000, p. 48) enfatiza que “os líderes de empresas bem sucedidos do século XXI serão líderes espirituais. Sentir-se-ão confortáveis com a sua própria espiritualidade, e saberão como nutrir o desenvolvimento espiritual dos outros”. Strack et al. (2002) argumenta que os líderes mais desenvolvidos em termos de espiritualidade estão capacitados para implementar cinco práticas de liderança eficaz e alcançar resultados mais positivos para as suas organizações, são elas: mente aberta, elevar a equipe, recrear o espírito, inovar a obra e empreender o futuro. Fry (2003, p. 708 apud REGO, SOUTO e CUNHA, 2007a; REGO, SOUTO e CUNHA, 2007b), assevera que as organizações “que não fizerem as necessárias mudanças para incorporar a espiritualidade no trabalho também fracassarão na realização da transição para o paradigma da aprendizagem organizacional necessário ao sucesso no século XXI” e, a aprendizagem para o sucesso perpassa necessariamente pelas relações entre as pessoas no contexto organizacional. Weisinger (2001) ressalta ainda que um líder emocionalmente inteligente, ou espiritualizado provém de quatro elementos que quando alimentados pela experiência, eles lhe permitem desenvolver habilidades e aptidões específicas, que vão formar a base desse tipo de inteligência. Assim o autor (2001, p.15) enumera- os:

de sua incapacidade emocional que lhe causa inúmeros problemas na vida pessoal e profissional. A incapacidade de controlar as próprias emoções e comunicar-se eficazmente leva a conflitos repetidos e não resolvidos, à falta de entusiasmo e ao decréscimo da produtividade (WEISINGER, 2001). Muitas vezes isto é decorrente da individualidade de cada ser, sua personalidade. É a personalidade dos empregados que determina o grau de sucesso que o negócio irá alcançar. Modifique essa personalidade tornando-a mais agradável, e os negócios florescerão (NAPOLEON HILL, 2012). “Os novos modelos descrevem o homem como um fenômeno complexo no qual o fator psíquico resulta da integração do corpo físico com o meio social. Nesta visão o homem é bem mais que um ser puramente racional, é também visto pela dimensão afetiva e pela dimensão emocional” (OLIVEIRA, 2001, p.6). Está na hora de promover o desenvolvimento mais profundo das pessoas de todas as idades. Prepará-las para a vida mais humana, e não desumana, sem medo de que isso possa trazer infelicidade ou insucesso no futuro. Precisa-se desenvolver os valores humanos, como humildade e consciência para sentir que se está ensinando algo que não se vivencia e não se pratica naturalmente. Precisa-se de ser humano. Precisa-se do ser espiritual. Precisa-se vivenciar a espiritualidade nas empresas.

1.4. AÇÕES DE CARÁTER ESPIRITUAL QUE PODEM SER ADOTADOS PELOS

GESTORES

A espiritualidade nos locais de trabalho pode ser definida como “o reconhecimento de que os empregados têm uma vida interior que alimenta, e é alimentada, pela realização de trabalho com significado num contexto de comunidade” (ASHMOS & DUCHON, 2000, p.137). Tourishe e Pinnington (2002) definiram espiritualidade nas organizações através dos seguintes sete princípios: criatividade, comunicação, respeito, visão, parceria, energia e flexibilidade. Todos são importantes e relacionam-se entre si. Cada pessoa tem as suas crenças que devem ser respeitadas e como tal, espiritualidade não é nenhuma preferência religiosa, não é religião, mas sim uma forma ou um caminho para expressar mais humanismo. Estas práticas têm em comum a promoção do bem-estar dos praticantes e se inseridas no contexto de trabalho, tendo como objetivo o bem-estar dos trabalhadores enquadradas em programas de qualidade de vida organizacional podem incrementar consideravelmente a satisfação com o trabalho e a qualidade de vida das pessoas (SIRGY, 2008).

2. METODOLOGIA

Entre as várias formas de se classificar uma pesquisa há dois critérios básicos que são propostos por Vergara (2010): quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins, esta pesquisa é classificada como descritiva e exploratória. A classificação quanto aos meios pode ser: pesquisa de campo, bibliográfica e estudo de caso. O Universo dessa pesquisa foram os 120 colaboradores da empresa. A amostra utilizada foi de 94 colaboradores, número este representativo dos colaboradores presentes, bem como dos que responderam ao instrumento de pesquisa. Os recursos utilizados como base para o desenvolvimento do projeto e busca de possíveis soluções para o problema abordado foram conseguidos inicialmente no site de RH da empresa, com informações pertinentes à organização. Logo, iniciou-se a busca em livros, artigos, e outros materiais impressos e eletrônicos acessíveis e disponíveis ao público em geral, os assuntos relacionados ao tema da pesquisa. Para a coleta de dados foi utilizado questionário de autoria de Maria Joel Lopes Gonçalves (s.d.), os quais foram adaptados a realidade da empresa e entregues via intranet, com autorização do Comitê de Ética da empresa. Os dados coletados foram sistematizados e seus resultados são apresentados em tabelas, onde são analisados e descritos na forma textual.

3. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

3.1. PERFIL DOS RESPONDENTES

O perfil dos funcionários foi analisadopor sexo, grau de instrução e tempo de emprego na organização. Dos entrevistados 83% são do sexo masculino e 17% do sexo feminino. O grau de instrução mostra que grande parte deles (44,68%) possui ensino superior completo. O tempo de atuação na empresa mostra que 17,02% trabalha na empresa há menos de um ano, 27,66 % de 1 a 5 anos, 25,53% de 5 a 10 anos e 26,60% há mais de 10 anos. Pode-se dizer que o perfil dos entrevistados é do sexo feminino, possuindo ensino superior completo e atuando na empresa de 1 a 5 anos.

3.2. QUAL A PERCEPÇÃO DOS RESPONDENTES SOBRE A ESPIRITUALIDADE NO

3.3. RELACIONAMENTO ENTRE AS PESSOAS NO AMBIENTE PESQUISADO

Fonte: Pesquisa em Operadora de saúde da região central do RS, 2015. Tabela 04: A organização respeita a minha “vida interior”?

Conforme análise da Tabela 04 constata-se que a maioria dos participantes acredita que a organização respeita suas individualidades, 52,13%, enquanto apenas 5,32% acreditam que a mesma não respeita.

Fonte: Pesquisa em Operadora de saúde da região central do RS, 2015. Tabela 05: Sinto-me bem com os valores que predominam na organização?

Constatou-se na Tabela 05, que a maioria dos colaboradores 53,19% sente- se bem 35 com os valores que predominam na organização, enquanto 15,96% avaliam como baixo, 3,19% muito baixo e 5,32% como muito alto.

Fonte: Pesquisa em Operadora de saúde da região central do RS, 2015. Tabela 06: No meu local de trabalho eu posso “alimentar” a minha espiritualidade?

Na Tabela 06 os respondentes, 43,62% avaliaram que alimentam sua espiritualidade no local de trabalho, enquanto 7,45% acreditam não alimentar a espiritualidade.

Fonte: Pesquisa em Operadora de saúde da região central do RS, 2015. Tabela 07: Existe um espírito de comunidade em minha equipe de trabalho?

De acordo com a Tabela 07, o espírito de comunidade na equipe é alto ou muito alto para a maioria dos respondentes 54,26%, é baixo para 18,09% e muito baixo para 5,32% dos respondentes.

Fonte: Pesquisa em Operadora de saúde da região central do RS, 2015. Tabela 08: Eu não sinto um forte senso de pertencer a minha organização.

Quanto ao senso de não pertencer a organização na Tabela 08, 58,51% avalia baixo, 21,28% alto e 4,26% muito baixo. Conclui-se que a maioria dos colaborados considera-se pertencente à organização.

Fonte: Pesquisa em Operadora de saúde da região central do RS, 2015. Tabela 09: O meu trabalho ajuda-me a encontrar limite na minha vida?

A Tabela 09 questiona quanto ao trabalho ajudar a encontrar o equilíbrio na vida, 54,26% responderam muito alto, 2,13% alto, 21,28% avaliaram como baixo e 10,64% muito baixo. Conclui-se que a maioria dos colaboradores acredita que o trabalho lhe ajuda a encontrar equilíbrio na vida. ‘

Tabela 10: O meu trabalho ajuda-me a ser mais feliz? Fonte: Pesquisa em Operadora de saúde da região central do RS, 2015.

Na Tabela 10 a maioria dos entrevistados avalia como alto 56,38%, quanto o trabalho auxilia na sua felicidade, 12,77% consideram muito alto, 14,89% baixo e 3,19% muito baixo. Conclui-se que grande parte dos colaboradores esta contente com o seu trabalho.

empresa, com o comprometimento. Baseando-se nas bibliografias estudadas cita-se alguns exemplos de ações possíveis de serem adotadas pela empresa visando uma mudança de comportamento e atitude dos colaboradores, como:

 Criar oportunidades para ouvir a opinião dos funcionários;  Tornar-se solidário com situações pontuais do colaborador que envolveu família, problemas de saúde, entre outros;  Promover momentos de reflexão e formação durante a rotina;  Desenvolver o Plano de Participação dos Resultados;  Elaborar o Código de Ética para nortear as Relações Humanas;  Organizar momentos descontraídos como amigo secreto, celebrar aniversários, café da manhã com funcionários;  Planejar espaços na empresa que remetam à natureza e transmitam bem-estar;  Propiciar projetos sociais e sustentabilidade que revelem o compromisso ético. Estas são algumas ações que poderão contribuir com a missão, a visão e os valores da organização pesquisada e, ainda contribuir com os objetivos traçados, principalmente aos ligados a seus colaboradores que é promover seu comprometimento, assegurar um clima organizacional saudável, valorizar e estimular seu crescimento profissional com remuneração digna. Espera-se, desta foram, ter contribuído para a melhoria contínua desta organização que busca ser referência em assistência à saúde.

REFERÊNCIAS

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BUAIZ, S. Espiritualidade nos Negócios. Jan. 2002. Disponível em: http://www.elosbrasil.org.br/br/texto.asp?id_site=br. Acesso em: 22/12/2007.

BURKHARD, D., MOGGI, J. O Capital Espiritual da Empresa. São Paulo: Campus,

CACIOPPE, R. Creating spirit at work: Re-visioning organization development and leadership - Part I. Leadership and Organization Development Journal , 21(1), 48-54.

CARVALHO, M. L. Espiritualidade nas organizações: o caso das empresas de economia de comunhão. Universidade Luterana do Brasil, 2007. Disponível em:http://guaiba.ulbra.tche.br/pesquisas/2007/artigos/psicologia/304.pdf. Acesso em: 21/08/ 2014.

CHOPRA, Deepak. As sete leis espirituais do sucesso. 27 ed, Rio de Janeiro: Rocco,

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DEDE, C. Leadership Without Followes. In: KEARSLEY, G; LYNCH, W. Educational Technology: Leadership Perspectives. Englewood Cliffs, New Jersey. Educational Technology Publications, 1993_._

DOS SANTOS, D. C. Espiritualidade do Trabalho e nas Empresas: uma reflexão para a gestão de pessoas. Trabalho apresentado no 7º. Congresso de Pós-Graduação na 7ª. Mostra Acadêmica, Tema: “Ciência, Tecnologia e Inovação: a Universidade e a Construção do Futuro”. Piracicaba-SP: UNIMEP. 10 a 12 de novembro de 2009. Publicado em Anais.

GUILLORY, W. A. A Empresa Viva: espiritualidade no local de trabalho. São Paulo: Cultrix, 2002.

HILL, NAPOLEON. A lei do triunfo : Curso prático em 16 lições -34 edição-Rio de Janeiro-José Olympio, 2012.

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SIRGY, M. J. A Works life identity model of well being: Towards a research agenda