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Ecologia 2022, resumo, Esquemas de Ecologia

Ecossistema de água doce, ecologia 2022

Tipologia: Esquemas

2022

Compartilhado em 14/05/2022

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maira-pereira-sales 🇧🇷

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Ecossistema de água doce
Os ecossistemas de água doce englobam os córregos, lagos, lagoas, geleiras,
reservatórios subterrâneos e rios.
Eles são ser classificados nas seguintes zonas:
Zona úmida ou alagados: áreas de solo saturado com água e que
abrigam uma vegetação característica. São exemplos os pântanos e
brejos. Quando associado ao ambiente marinho temos os&manguezais.
Zona lêntica: áreas de água com pouco fluxo ou paradas, como lagos,
lagoas, poças e reservatórios subterrâneos.
Zona lótica: área com água doce corrente a exemplo dos rios, córregos
e riachos.
Existem ainda os&estuários&encontrados na foz dos rios e que unem-se aos
mares. Eles apresentam como característica principal a mistura da água doce
com a salgada.
Pelo fato de receberem nutrientes do rio e do mar, os estuários são
ecossistemas aquáticos de alta produtividade.
Cadeia alimentar aquática
A&cadeia alimentar&corresponde ao caminho da matéria e da energia que inicia
com os seres produtores e termina nos decompositores.
O&fitoplâncton&é um importante produtor primário dos ecossistemas aquáticos,
representando a base da cadeia alimentar e servindo de alimento para outros
organismos.
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Ecossistema de água doce Os ecossistemas de água doce englobam os córregos, lagos, lagoas, geleiras, reservatórios subterrâneos e rios. Eles são ser classificados nas seguintes zonas:  Zona úmida ou alagados : áreas de solo saturado com água e que abrigam uma vegetação característica. São exemplos os pântanos e brejos. Quando associado ao ambiente marinho temos os manguezais.  Zona lêntica : áreas de água com pouco fluxo ou paradas, como lagos, lagoas, poças e reservatórios subterrâneos.  Zona lótica : área com água doce corrente a exemplo dos rios, córregos e riachos. Existem ainda os estuários encontrados na foz dos rios e que unem-se aos mares. Eles apresentam como característica principal a mistura da água doce com a salgada. Pelo fato de receberem nutrientes do rio e do mar, os estuários são ecossistemas aquáticos de alta produtividade. Cadeia alimentar aquática A cadeia alimentar corresponde ao caminho da matéria e da energia que inicia com os seres produtores e termina nos decompositores. O fitoplâncton é um importante produtor primário dos ecossistemas aquáticos, representando a base da cadeia alimentar e servindo de alimento para outros organismos.

Ecossistema lentico Os ecossistemas lênticos são definidos pela presença de água parada ou com pouco movimento. Eles são representados por lagos, lagoas, reservatórios ou charcos, nos quais o tempo de residência (tempo que a água permanece no sistema) costuma ser alto pois o seu fluxo é baixo. Estes ambientes são opostos aos ecossistemas lóticos, nos quais as águas apresentam grande fluxo, como os rios e riachos. Os lagos possuem uma grande riqueza biótica adaptada para habitar suas diferentes porções (margem, zona pelágica ou coluna d’água e zona bentônica ou fundo), que apresentam condições abióticas muito distintas entre si. As bactérias ocupam todas as zonas de um ecossistema lêntico, sendo vitais para a decomposição de matéria orgânica na região profunda afótica (com pouca ou nenhuma luz). Assim como em ambientes lóticos, os principais produtores primários em lagos são as algas. O fitoplâncton se concentra na zona fótica pelágica, onde há luz para a realização da fotossíntese. Muitos destes microrganismos é capaz de migrar na coluna d’água através de vacúolos aéreos ou vesículas gasosas, fugindo de condições pouco favoráveis (como alta incidência luminosa, competição e predação). As macrófitas aquáticas também são importantes produtores primários, ocorrendo espécies pelágicas e bentônicas. O zooplâncton, juntamente com pequenos peixes e larvas de peixes e insetos, são os consumidores primários mais comuns de ambientes lênticos. O zooplâncton é formado por invertebrados microscópicos, sendo estes comumente crustáceos, protistas e ciliados. Eles ocorrem normalmente associados ao fitoplâncton, na zona fótica, porém algumas espécies são capazes de sobreviver nas regiões mais profundas, frias e afóticas de grandes lagos. Os peixes são os principais consumidores secundários em ambientes lênticos. Anfíbios, repteis e outros vertebrados podem apenas usar os lagos como fonte de água, vivendo majoritariamente no ambiente terrestre. O local de vida dos peixes nos lagos depende de suas características fisiológicas e de suas adaptações, podendo ocorrer espécies de fundo, outras que fiquem

Ecossistema lontico Os ecossistemas lóticos são definidos pela presença de água em movimento. Deste modo, o melhor exemplo de ambiente lótico são os rios, riachos e córregos, nos quais a correnteza permanentemente desloca a água de montante (nascente) a jusante (foz de desague). Tanto riachos pequenos com baixíssimo volume d’água quanto o Nilo ou o Amazonas, os maiores rios do mundo, são considerados ambientes lóticos. Estes ambientes são opostos aos ecossistemas lênticos, nos quais as águas apresentam pouco ou nenhum fluxo, como os lagos e reservatórios. Apesar do distúrbio constante causado pela passagem de água, a biota destes ecossistemas é rica e possui adaptações relacionadas ao volume, intensidade e variação do fluxo hídrico. Os produtores primários principais encontrados são as algas que podem estar livres na coluna da água, aderidas a rochas na forma de biofilmes em trechos do rio em que a velocidade do fluxo de água seja menor ou presas a macroalgas, musgos e plantas, que também ocorrem em locais de menor velocidade de corrente ou nas margens dos rios. Os insetos correspondem a uma grande parcela dos consumidores primários dos ecossistemas lóticos. Esses invertebrados são muito diversos e podem ocupar diversos nichos distintos: coluna d’água, rochas, enterrados no substrato do fundo do rio e até mesmo sob a superfície da água. Outros consumidores primários importantes seriam alguns moluscos, como as lesmas, e alguns crustáceos de água doce. Os peixes são os principais vertebrados a participar da cadeia trófica de ambientes lóticos. Devido aos gastos energéticos associados a natação em grandes correntezas, eles normalmente repousam no fundo ou próximos a rochas que diminuem o fluxo d’agua, nadando apenas para buscar alimento ou mudar de local. Muitas espécies de peixe utilizam os rios apenas durante um estágio de seus ciclos de vida, migrando para o oceano para se reproduzir quando adultos (espécies catádromas) ou retornando do mar para os rios para desovar (espécies anádromas). Outros vertebrados que ocorrem em ecossistemas lóticos são anfíbios, répteis, aves e mamíferos (como o boto e o peixe-boi). Quanto as características abióticas de rios, podemos destacar o aumento na concentração de oxigênio dissolvido na água e a menor temperatura em trechos de maior fluxo, em contraste com porções mais calmas do rio, em que a temperatura da água é menor e há menos oxigênio. Devido ao movimento constante de água, os rios causam grande erosão no solo, transportando grande quantidade de substratos inorgânicos (como minerais) e material particulado (pedras e cascalho). Além disso, animais mortos, folhas e partes vegetais que sejam carreadas contribuem para o aumento da concentração de matéria orgânica na água, que é parcialmente decomposta por bactérias (quando depositada em trechos de menor correnteza), sendo esta majoritariamente carreada para as áreas de desague (que podem ser lagos, outros rios ou o oceano).

Muitos ambientes lóticos sofrem severos impactos por ações antrópicas devido a suas características únicas. O fluxo constante de água pode ser utilizado para a geração de energia elétrica, por exemplo, mas o represamento dos rios geralmente reduz a diversidade de organismos presentes. Como os rios carreiam substratos por longas distâncias, muitas vezes eles são usados também para dispersar poluentes urbanos ou rurais para os oceanos. Esta ação pode afetar todo o equilíbrio bioquímico dos rios, com consequências como: o aumento da concentração de nutrientes como nitrogênio e fósforo que causam o desequilíbrio do fitoplâncton, a redução do pH e a bioacumulação de metais pesados ao longo dos níveis tróficos. Referências: Biggs, B.J., Nikora, V.I. and Snelder, T.H., 2005. Linking scales of flow variability to lotic ecosystem structure and function. River Research and Applications, 21(2‐3), pp.283-298. Gore, J.A., Kelly, J.R. and Yount, J.D., 1990. Application of ecological theory to determining recovery potential of disturbed lotic ecosystems: research needs and priorities. Environmental Management, 14(5), pp.755-762. Hakenkamp, C.C. and Morin, A., 2000. The importance of meiofauna to lotic ecosystem functioning. Freshwater biology, 44(1), pp.165-175. ZONA UMIDA OU ALAGADO PANTANO O Pântano é um tipo de ecossistema constituído de planícies parcial ou totalmente inundadas, cobertas com uma vegetação bastante densa e um solo com grandes quantidades de vegetação em decomposição. Forma-se geralmente em zonas em que não existe uma rede hidrográfica capaz de dar vazão à totalidade das águas acumuladas pelas chuvas. Os pântanos geralmente são formados por águas paradas e pouco profundas e constituem um dos tipos de ecossistemas das chamadas zonas úmidas (que constituem a fronteira entre os ecossistemas terrestres e os ecossistemas aquáticos). O ecossistema de pântano é também frequente na foz de grandes rios, sobretudo nos deltas, devido à sedimentação de aluviões e limos em terras ao nível do mar. Por ser uma área alagada com poucos metros de profundidade (pode chegar a seis metros), a radiação solar pode penetrar até o fundo destas planícies possibilitando um maior aquecimento da água, fazendo com que a mesma tenha uma temperatura mais confortável para o desenvolvimento dos seres vivos neste ecossistema. O bioma Pantanal no estado do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil, tem este nome por ser uma planície sazonalmente inundada pelo rio Paraguai, mas não constitui verdadeiramente um pântano.

acordo com o ciclo das marés, podendo variar verticalmente e horizontalmente na água dos estuários e também de acordo com a estação do ano. A transparência da água e a temperatura são fatores que também costumam variar bastante. Os estuários possuem elevada produtividade, pois recebem grande quantidade de nutrientes do rio, do mar e até mesmo da própria vegetação que margeia o estuário. Uma vez que os nutrientes entram nos estuários a ação das marés e a mistura das águas evitam que eles sejam perdidos para os sedimentos como normalmente ocorre em água estratificada, e eles tendem a ser reciclados. Apesar da alta produtividade, os estuários tem uma diversidade reduzida em comparação com outros ambientes marinhos, pois a água salobra é um desafio para a fisiologia dos organismos. Assim, os estuários apresentam um número reduzido de espécies com elevada densidade e biomassa. Os animais que conseguem suportar grande variação na salinidade são chamados eurialinos. Poucas espécies conseguem completar seu ciclo de vida nos estuários. A fauna de peixes é composta principalmente por espécies marinhas, que utilizam o estuário para desovar, mas passam a maior parte da vida no mar; espécies de água doce que ocasionalmente penetram na água salobra e espécies residentes que permanecem toda a vida nos estuários. Entretanto, muitas espécies marinhas utilizam os estuários como criadouros de larvas, juvenis e sub-adultos, visto que esses ambientes apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento desses organismos, como alimentação e abrigo proporcionado pelas plantas. Os estuários também proporcionam rotas de migração para a reprodução de espécies anádromas, como Petromyzon marinus (lampréia marinha) e Salmo salar (salmão), que saem do ambiente marinho em direção aos rios, e para espécies catádromas como a Anguilla anguilla (enguia), que saem do rio para o oceano. A vegetação dos estuários também é limitada, ocorrendo principalmente bancos de gramíneas e capim dos gêneros Spartina e Salicornia. Na região tropical os estuários apresentam como vegetação os mangues, que são responsáveis por adicionar maior diversidade a esses ambientes. Apesar de grande importância, os estuários são ambientes ameaçados pela expansão humana. No Brasil, aproximadamente 60% da população ocupa áreas de ecossistemas estuarinos. A destruição desse ambiente influencia negativamente toda a comunidade marinha. Referências: Peter Castro & Michael E. Huber. Biologia Marinha. 8 ed. McGraw Hill Brasil;

https://vidanomar.wordpress.com/ambientes-costeiros/lagunas-costeiras- estuarios-e-deltas/