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Guias e Dicas
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Educação, Notas de estudo de Pedagogia

TECNOLOGICO

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 02/02/2013

joseorlando-de-jesus-santos-5
joseorlando-de-jesus-santos-5 🇧🇷

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Trilhando Caminhos
Alessandra Picanço
Alexandra Okada
Andrea Ramal
Andréa Lago
Arnaud Soares
Cláudia Magnavita
Cristiane Nova
Edméa dos Santos
Lídia Pinho
Lynn Alves
Luis Lordelo
Mario Brito
Simone de Lucena
Vani Kenski
Vânia Valente
co-autores Lynn ALVES (Orgs.)
Cristiane NOVA
EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Cristiane NOVA e Lynn ALVES (Orgs.)
Este livro é
composto de artigos
que, a partir de
pontos de vista
distintos, refletem
sobre as relações da
educação com as
tecnologias da
informação e da
comunicação. Os
textos estão
organizados em três
trilhas principais.
Uma que
problematiza a
Educação a
Distância (EAD),
outra que analisa
experiências de
Comunidades de
Aprendizagem e
ainda artigos que
refletem sobre a
utilização de
algumas linguagens
e dispositivos
tecnológicos na
prática de ensino/
aprendizagem.
Convidamos, você,
leitor, a percorrer as
trilhas entrecruzadas
desse hipertexto.
Cristiane Nova é
historiadora,
mestre em
Comunicação e
Educação e
doutoranda em Cinema e
Audiovisual (Paris III).
Desenvolve projetos de
pesquisa e produção,
relacionados às áreas das
mídias digitais (vídeo, cinema
e hipermídias) e da EAD. É
professora da Universidade do
Estado da Bahia, da Fac.
Hélio Rocha e da Fac. de
Tecnologia e Ciência.
Lynn Alves é
pedagoga, mestre
e doutoranda em
Educação e
Comunicação
(UFBA). Atua há mais de
sete anos na área de
Educação e Tecnologia, como
professora, pesquisadora,
assessora de projetos de
implantação de laboratórios e
coordenadora de cursos de
extensão e pós-graduação.
Atualmente, é professora da
Universidade do Estado da
Bahia.
Educação e
Tecnologia
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Trilhando Caminhos

Vânia ValenteVani KenskiSimone de LucenaMario BritoLuis LordeloLynn AlvesLídia PinhoEdméa dos SantosCristiane NovaCláudia MagnavitaArnaud SoaresAndréa LagoAndrea RamalAlexandra OkadaAlessandra Picanço

co-autores

Lynn ALVES (Orgs.)

Cristiane NOVA

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Cristiane NOVA e Lynn ALVES (Orgs.)

desse hipertexto.trilhas entrecruzadasleitor, a percorrer asConvidamos, você,aprendizagem.prática de ensino/tecnológicos nae dispositivosalgumas linguagensutilização derefletem sobre aainda artigos queAprendizagem eComunidades deexperiências deoutra que analisaDistância (EAD),Educação aproblematiza aUma quetrilhas principais.organizados em trêstextos estãocomunicação. Osinformação e datecnologias daeducação com assobre as relações dadistintos, refletempontos de vistaque, a partir decomposto de artigosEste livro é
Cristiane Nova
é
Educação eComunicação emestre emhistoriadora,
Tecnologia e Ciência.Hélio Rocha e da Fac. deEstado da Bahia, da Fac.professora da Universidade doe hipermídias) e da EAD. Émídias digitais (vídeo, cinemarelacionados às áreas daspesquisa e produção,Desenvolve projetos deAudiovisual (Paris III). doutoranda em Cinema e
Lynn Alves
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ComunicaçãoEducação ee doutoranda empedagoga, mestre
Bahia.Universidade do Estado daAtualmente, é professora daextensão e pós-graduação.coordenadora de cursos deimplantação de laboratórios eassessora de projetos deprofessora, pesquisadora,Educação e Tecnologia, comosete anos na área de(UFBA). Atua há mais de

TecnologiaEducação e

Educação e Tecnologia

Trilhando Caminhos

Educação e Tecnologia: Trilhando Caminhos / Cristiane Nova, Lynn Alves organizadoras. — Salvador: Editora da UNEB, 2003.

Vários autores.

  1. Educação a Distância 2. Educação 3. Ensino online

CDD 371.

SUMÁRIO

Apresentação ....................................................................

Trilha 1 – Educação a Distância

Educação a Distância e Comunicação Interativa ................ Andréa Lago, Cristiane Nova e Lynn Alves

Os Meios de Comunicação: um Problema para a EAD ........... Alessandra de Assis Picanço

Educação a Distância: Repensando o Fazer Pedagógico ....... Vânia Rita Valente

Educação a Distância: Desafios Pedagógicos ...................... Cláudia Magnavita

Tecnologias para EAD via Internet ....................................... Mário Sérgio da Silva Brito

Interfaces Gráficas e Educação a Distância .......................... Antonio Luis Lordelo

Trilha 2 – Ambientes e Comunidades
Colaborativos de Aprendizagem

Do Discurso à Prática: uma Experiência de Comunidade de Aprendizagem .................................. Lynn Alves

Apresentação

Organizar um livro não se constitui em uma
tarefa fácil, pois implica em uma verdadeira
imersão no mundo dos autores que trafegam em
diferentes vias, ou melhor dizendo, infovias.
Trilhas distintas de desejos e subjetividades,
gerando espaços de intertextualidade. Enfim,
organizar um livro, implica em desvendar o
universo, a singularidade de sujeitos que querem
fazer a diferença.
Este livro é exatamente isso: trilhas,
caminhos, olhares, construídos por um grupo de
professores-pesquisadores que vivem
intensamente o seu desejo de saber. Por que
dizemos isso?
Porque os conhecemos de perto, seja a
partir da escrita, mas também do jeito de olhar,
de “brigar” defendendo os seus pontos de vistas,
de inquirir e inferir. São sujeitos que querem
marcar um diferencial no que se refere à reflexão
e prática da Educação e das Tecnologias da
Informação e Comunicação.
O leitor se defrontará com velhos e novos
questionamentos, a exemplo das angústias

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epistemológicas que não têm (nem nunca terão)
como respostas uma receita pronta. Dentro dessa
perspectiva, os textos se constroem por três
principais trilhas, que se entrecruzam como um
grande hipertexto.
A Educação a Distância (EAD) é uma via
desta estrada, onde os autores se debruçam para
discutir questões como os meios de
comunicação, o fazer pedagógico, os dispositivos
tecnológicos, a interatividade, o papel do
professor. Nesta via é possível compreender os
vieses das experiências de Educação a Distância
com a mediação da TV, do vídeo e, sobretudo,
da Internet, adentrando, identificando os limites
e possibilidades desta modalidade de ensino,
aceitando o desafio de construir uma prática
interativa, mas sem perder de vista a necessidade
de desmistificar os suportes tecnológicos que
mediam a relação de uma educação no espaço
virtual, atentando para aspectos nunca pensados
por pedagogos, como por exemplo a ergonomia
dos softwares e plataformas.
Ampliando a discussão da EAD, temos
uma segunda trilha que aborda as Comunidades
de Aprendizagem Virtual, onde os autores
realizam uma reflexão conceitual, analisam
experiências e ambientes, mapeiam
potencialidades e denunciam banalizações.
E finalmente a terceira via, que não é a
última, já que a partir desta estrada o leitor é
convidado, a construir inúmeras outras trilhas a
partir dos links que certamente realizará. Nesta

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11 E DUCAÇÃO

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Escrever um texto (ou dar
texto à escrita?) é sempre
um pretexto para
sistematizar idéias,
ressignificar e construir
conceitos, consolidar
idéias e práticas.
É uma prática ao mesmo
tempo prazerosa e
dolorosa, entre os gozos e
os medos que se
encontram presentes na
produção do
conhecimento e da arte.
Quase sempre um ato
solitário, envergonhado ...
Que só se exterioriza
quando todo arrumado.
Parecendo ter vergonha de
seu próprio processo de
construção. Dos percalços
e empréstimos intelectuais
vividos da primeira página
em branco à formatação
final.
Quando “finalizado”,
apresenta-se à
comunidade como algo
pronto, sem fissuras.
E os rascunhos,
broullions, como chamam
os franceses, são
amassados e jogados fora,
ou simplesmente
deletados.
E ao lixo se vai uma das
partes mais interessantes e
ricas do ato criativo: sua
própria criação.

Dea entra no texto – E aí meninas, vamos fazer um artigo juntas? Crisnova entra na texto – Topo. Sobre Interatividade? Lynn entra na texto – Pode ser. Acho que Interatividade e EAD poderia ser uma boa. O que acham? Dea – Massa. Interatividade ... Somos inerentemente interativos e conectados. Inicialmente pelo cordão umbilical; hoje, pelo cordão digital. Devaneios permitidos pelo pensar sobre as tecnologias. Lembro do exemplo citado por Edvaldo Couto, do parque em Poitier, onde chuviscava cheirinho de pêssego enquanto se via a imagem numa enorme tela. Crisnova – Poderíamos pensar em um formato diferente! Lynn – É algo que rompesse com a linearidade da escrita convencional. Dea – Legal essa coisa de ler em movimento (ler- escrever-pensar) ... me lembrei de um texto que falava da máquina de leitura, criada em 1588: “muito útil e eficiente para aqueles que queriam ler uma grande quantidade de texto sem sair do lugar. Na verdade, tratava-se de uma máquina que possibilitava a realização da leitura extensiva em uma velocidade espantosa ... No fundo, esta máquina poderia ser colocada na origem dos modernos dispositivos eletrônicos que possibilitam a navegação hipertextual” (Parente: 1999:91) Lynn – Interessante. Ratifica mais uma vez a existência dos elementos tecnológicos desde do início da humanidade. Então, acho que a necessidade de romper

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A discussão atual em torno das questões ligadas à Educação a Distância (EAD) exige por parte dos educadores a necessidade de repensar o conceito desta modalidade de ensino, evitando, assim, repetir certas fragilidades e contradições de experiências realizadas no passado. Literalmente, o conceito de EAD remeteria a qualquer modalidade de transmissão e/ou construção do conhecimento sem a presença simultânea dos agentes envolvidos. Nessa perspectiva, a difusão da escrita teria sido uma das principais (e até hoje mais eficazes) tecnologias aplicáveis à EAD. Com a institucionalização dos sistemas formais de ensino — que exigiam dos aprendentes a presença obrigatória, com tempo pré-definido, nos estabelecimentos credenciados, para a obtenção de certificados de comprovação da aprendizagem, e que tinham na escrita uma de suas principais tecnologias de comunicação do conhecimento —, o conceito derivou para uma forma mais complexa. O Ensino a Distância se referiria agora apenas às modalidades de ensino cuja aprendizagem não mais estivesse atrelada à presença física dos alunos nas chamadas escolas, atendendo à necessidade de uma parcela da população que, por motivos diferentes, não tinha possibilidades de freqüentar esses estabelecimentos. Foram criados

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então sistemas de ensino a distância, utilizando-se veículos de comunicação diversos, a exemplo do correio, do rádio e mais recentemente da televisão. Um dos grandes problemas desses cursos relacionava-se à quase que completa falta de interatividade do processo de aprendizagem, devido à dificuldade dos alunos de trocarem experiências e dúvidas com professores e colegas, o que desestimulava e empobrecia todo o processo educacional. Nesse sentido, a ênfase da aprendizagem centrava-se no autodidatismo. Essas dificuldades, aliadas a outras de teor sócio- econômico e político-cultural, acabavam por limitar o sucesso desses empreendimentos, que, apesar disto, continuaram a existir. Com a difusão das tecnologias de comunicação em rede, esse cenário começou a se modificar, visto que as possibilidades de acesso a informações e conhecimentos sistematizados, assim como a interação entre diferentes sujeitos educacionais, ampliaram-se significativamente. Isso é potencializado pelo fato de que a chamada revolução digital tem transformado e ressignificado boa parte dos sistemas de organização social, incluindo as formas de ser, estar, sentir e se comunicar do homem urbano no mundo contemporâneo, o que traz

Desses cursos No Brasil, podemos citar algumas experiências passadas de Ensino a Distância, tais como os oferecidos pelo Instituto Universal Brasileiro, MEB (1956), projeto Minerva (1970), Logos (1977), Telecurso 2 o^ Grau (1978), Telecurso 2000 (1995) e TV Escola (1996). (Preti, 1998) Rede Hoje, praticamente todos os cursos de Educação a Distância utilizam a Internet como espaço de armazenamento e forma de comunicação entre os alunos e professores

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autodidatismo, mas sim na construção coletiva do conhecimento, mediada pelas tecnologias de rede. Todavia, a observação e análise de algumas experiências de Educação a Distância atuais ainda sinalizam, mesmo que de forma velada, uma concepção de aprendizagem sknineriana, baseada na modelagem de comportamentos adquiridos mediante uma relação com o objeto do conhecimento a partir de estímulos e respostas. Dentro desta abordagem, o sujeito estaria sendo visto como passivo na relação de ensinar e aprender. Esse modelo praticamente não deixa espaço para o estabelecimento da interação nos processos comunicativos que se realizam entre os sujeitos do conhecimento, que, quando muito, acaba se manifestando num grau muito reduzido. Pierre Lèvy denomina essa variação de interatividade como Um- Todos (Lèvy, 1994), caracterizando-a pela existência de um centro pensante — representado neste momento pelo professor — que difunde as idéias e informações que devem ser assimiladas pelos alunos de forma fidedigna, numa situação em que não existe espaço para a criação e a subjetividade dos sujeitos envolvidos. Essa concepção de educação e de comunicação não consegue atender a complexidade do processo de

Assimilação compreendida aqui como retenção de conteúdos e informações, significando, portanto, o contrário do que Jean Piaget (1983) denominou de assimilação.

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construção do conhecimento e, por conseguinte, inibe o potencial cognitivo e afetivo dos sujeitos aprendentes que, por natureza, são seres interativos, como já afirmava, há mais de 50 anos, o teórico Vygotsky (1994) e algumas abordagens mais recentes das teorias comunicacionais (Machado, 1997). A interatividade era então entendida como possibilidade de troca ativa de informações e de construção processual e social do conhecimento. O sujeito interativo de Vygotsky transforma o objeto do conhecimento e é transformado por ele numa relação de total imbricamento. Logo, o sujeito é concomitantemente ator e autor dos processos de construção de conhecimento, num fenômeno que se estabelece a partir de dimensões ao mesmo tempo objetivas e subjetivas. Hoje, frente ao intenso desenvolvimento das tecnologias digitais e das redes telemáticas de comunicação, muitas discussões vêm sendo realizadas no sentido de tornar a Educação a Distância uma modalidade de comunicação mais interativa. As possibilidades de ampliação da interatividade permitidas por essas redes de comunicação e informação tornaram-se o núcleo mais importante e avançado das discussões em torno da EAD. Com as novas mídias digitais, defrontamo-nos com novas

Interatividade Palavra muito em voga na mídia e no discurso dos pesquisadores das áreas de educação, comunicação, informação e tecnologia. Lèvy, em quase todas as suas obras, destaca a interatividade como uma das grandes possibilidades da comunicação digital. Segundo Couchot, “a obra interativa só tem existência e sentido na medida em que o espectador interage com ela”. Sem isso “a obra permanece uma potencialidade” (1997:140).

19 E DUCAÇÃO

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grau de interação entre os participantes deste (do) evento. Estas possibilidades de trocas se efetivam devido ao

desenvolvimento das tecnologias numéricas (da Realidade Virtual na Web, passando pelo CD-ROM) [que] autoriza[m] agora formas de participação mais elaboradas e mais ampliadas. O computador permite, efetivamente, ao público interagir instantaneamente com as imagens, com os textos e com os sons que lhe são propostos. É permitido a cada um, e conforme o caso, de uma forma mais ou menos profunda, associar-se diretamente, não somente à produção da obra, mas também à sua difusão. (Couchot, 1997:137)

Portanto, desloca-se a ênfase do aspecto quantitativo — número de pessoas interagindo — para o qualitativo — variedade, riqueza e natureza das interações (Machado, 1997). A interatividade passa então a levar em consideração a possibilidade de imersão, navegação, exploração e conversação presentes nos suportes de comunicação em rede, privilegiando um visual enriquecido e “recorporalizado”, em contraponto com um visual retiniano (linear e seqüencial), que recompõe uma outra perspectiva do sensível (Couchot, 1997), instaurando, assim, uma lógica que rompe com a linearidade, com a hierarquia, para dar

apenas passiva, sendo parte ator, parte roteirista de um texto que ainda não foi completamente escrito. As regras se constituem em um apoio que podem, ou não, ser utilizadas, não há ganhadores: todos se divertem e todos ganham. Este tipo de jogo vem sendo adaptado para a WEB. Muds Masmorras Multiusuárias: são jogos on line nos quais os participantes podem construir diferentes personagens, atuando no mundo virtual, exercendo o poder da palavra por meio do teclado.

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lugar a uma lógica heterárquica, rizomática, hipertextual. Teríamos a possibilidade de alcançar aquilo que Pierre Lèvy (1994) chamou de terceiro nível de interatividade, não mais de tipo Um - Todos, nem Um - Um, mas do tipo Todos - Todos, em que os sujeitos podem trocar, negociar e intercambiar diferentes saberes ao mesmo tempo. Logo, a interatividade passa ser compreendida como a possibilidade do usuário participar ativamente da construção do conhecimento, interferindo no processo com ações, reações, intervindo, tornando-se receptor e emissor de mensagens que ganham plasticidade e dinamicidade (Lèvy, 1994), criando novos caminhos, novas trilhas, novas cartografias, valendo-se do desejo do sujeito. Acrescenta-se, portando, a capacidade desses novos sistemas de “acolher as necessidades do usuário e satisfazê-lo” (Battetini, 1997:69). No entanto, como já apontado acima, os resultados desses investimentos no domínio da EAD ainda se mostram pouco relevantes. A maior parte dos ambientes de Educação a Distância explora pouco as possibilidades de interatividade das tecnologias digitais. A ênfase é dada na disponibilização de informações e textos prontos. As avaliações não são formatadas num modelo diferenciado, como que

Rizomática Esta lógica caracteriza-se pela possibilidade de favorecer conexões em qualquer sentido, sem caráter hierárquico, onde “qualquer ponto pode ser conectado a qualquer outro e deve sê-lo”, podendo inclusive ocorrer rompimento entre pontos, sem, no entanto, acarretar perdas ao sistema. Não existe ponto central no rizoma, um eixo a partir do qual emergiriam caminhos e pontos conectáveis. Apenas linhas, que apesar de guardarem uma organização, também suportam linhas de fuga, desterritorializações, multiplicidades. (Deleuze e Guatari, 1995:30).