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Eletroeletrônica, Notas de estudo de Tecnologia Industrial

Material de apoio - CETEB

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 06/01/2011

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Curso: Eletroeletrônica Módulo: II Carga Horária: 90h
Docente: Turno: Turma: 2004
Assinatura:
Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia
Unidade de Camaçari
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Curso: Eletroeletrônica Módulo: II Carga Horária: 90h Docente: Turno: Turma: 2004 Assinatura:

Unidade de Camaçari

Eletroeletrônica

Unidade de Camaçari

Material Instrucional especialmente elaborado pelo Prof. Luiz Tadeu para uso exclusivo do CETEB-CA.

Camaçari/BA

Setembro de 2005

Unidade de Camaçari

    1. Noções de Eletricidade Sumário
    • 1.1 Energia e Energia Elétrica
    • 1.2 Tensão e Corrente Elétrica
    • 1.3 Resistência Elétrica – Lei de Ohm
    • 1.4 Potência e Energia Elétrica
    • 1.5 Aparelhos de Testes
    • 1.6 Aparelhos de Medição
    • 1.7 Corrente Alternada
    • 1.8 Potência em Corrente Alternada (CA)
    • 1.9 O Fator de Potência
    1. Os Circuitos Elétricos Residenciais e Diagramas de Ligações
    • 2.1 Tipos de Instalações Elétricas
    • 2.2 Símbolos e Convenções
    • 2.3 Dimensionamento de Carga
    • 2.4 Divisão de Circuitos e Seção Mínima dos Condutores
    • 2.5 Interruptores e Tomadas
      • 2.5.1 Número de Tomadas por Cômodo
    • 2.6 Esquemas de Ligações
    • 2.7 “Three Way” (paralelo) e “Four Way” (intermediário)
    • 2.8 Cálculo de Corrente
    • 2.9 Outros Circuitos
    1. Dimensionamento de Condutores
    • 3.1 Tipos de Condutores
    • 3.2 Maneiras de Instalar
    • 3.3 Cálculo dos Condutores
      • 3.3.1 Limite de Condução de Corrente
      • 3.3.2 Limite de Queda de Tensão
    • 3.4 Exemplos de Cálculos de Condutores
    1. Proteção dos Circuitos Elétricos
    • 4.1 Elementos Básicos
      • 4.1.1 O Neutro
      • 4.1.2 O Aterramento
      • 4.1.3 Distúrbios nas Instalações Elétricas
      • 4.1.4 Fugas de Corrente – Perdas – Sobrecarga
      • 4.1.5 Curto – Circuito
    • 4.2 Equipamento de Proteção
      • 4.2.1 Dimensionamento da Proteção
    • 4.3 Dispositivo Diferencial Residual
      • 4.3.1 Contato Direto
      • 4.3.2 Contato Indireto
      • 4.3.3 Fuga de Corrente
    1. Projeto das Instalações
    • 5.1 Importância do Projeto
    • 5.2 O Traçado do Diagrama – Convenções
    • 5.3 Exemplo de Projeto
    • 5.4 Circuitos Especiais
      1. Execução das Instalações Residenciais Unidade de Camaçari
      • 6.1 Instalações em Linhas Aéreas
      • 6.2 Instalações em Eletrodutos
      • 6.3 Algumas Observações Importantes sobre Instalações Elétricas
      1. Segurança
      • 7.1 Prevenção
      • 7.2 Tensão de Contato
        • 7.2.1 Choque Elétrico
      • 7.3 Isolação e Classes de Proteção
        • 7.3.1 Condutores de Proteção
      • 7.4 Situações nas quais as Pessoas possam estar Imersas
      1. Conservação de Energia Elétrica na Residência
      • 8.1 Medidas de Conservação de Energia Elétrica na Residência
      • 8.2 Iluminação
      • 8.3 Recomendações Úteis para Utilização Adequada das Lâmpadas
      • 8.4 Geladeira ou Freezer
      • 8.5 Aquecimento de Água
      • 8.6 Televisor
      • 8.7 Ferro Elétrico
      • 8.8 Condicionador de Ar
      • 8.9 Máquina de Lavar Louça
      • 8.10 Máquina de Lavar Roupa
      • 8.11 Secadora de Roupa
      • 8.12 Horário de Ponta ou Pico
      • 8.13 Leitura e Controle do Consumo de Eletricidade
      • 8.14 Dicas de Segurança
  • Bibliografia

Unidade de Camaçari

1.2 Tensão e Corrente Elétrica

Chamamos de elétrons as partículas invisíveis existentes nos fios, que estão em constante movimento desordenado. Para que estes elétrons se movimentem de forma ordenada nos fios é necessário ter uma força que os empurre. A esta força chamamos de tensão elétrica (U).

Este movimento ordenado de elétrons, provocado pela tensão, forma então uma corrente de elétrons. A esta corrente de elétrons chamamos de corrente elétrica (I).

Para fazermos idéia do comportamento da corrente elétrica, podemos compará-la com uma instalação hidráulica. A pressão que a água faz depende da altura da caixa. A quantidade de água que flui pelo cano vai depender desta pressão, da grossura do cano, e da abertura da torneira.

De maneira semelhante, no caso da energia elétrica, temos: A pressão da energia elétrica é chamada tensão e sua unidade é o Volt (V) : a corrente elétrica que circula pelo circuito e que depende da tensão e da resistência, tem como unidade o Ampére (A) : e a resistência que o circuito oferece à passagem da corrente é medida em Ohms (  ). A energia elétrica é transportada sob a forma de uma corrente elétrica e esta se apresenta sob duas formas:

CORRENTE CONTÍNUA – CC CORRENTE ALTERNADA – CA

A corrente contínua é aquela que mantém sempre a mesma polaridade, fornecendo uma tensão constante, como é o caso das pilhas e baterias. Temos um pólo positivo e um negativo. A corrente alternada tem a sua polaridade invertida certo número de vezes por segundo. Ao número de variações que a corrente faz por segundo dá-se o nome de freqüência e a sua unidade é Hertz (Hz).

Unidade de Camaçari

U
I =
R
U

U = R x I e R = I

U

Como U = R x I e R = , podemos calcular a potência P dos seguintes modos: I

U P = (R x I) x I  P = R x I^2 e P = U x  P = U^2 / R R

Um Hertz corresponde a um ciclo completo de variação da corrente, daí ser comum falar em “ciclo por segundo” ao invés de Hz. Dependendo do tipo de trabalho que temos de executar, podemos necessitar de corrente continua (CC) ou corrente alternada (CA). A maioria dos equipamentos elétricos funciona em corrente alternada (CA), como os motores de indução, os eletrodomésticos, iluminação, etc. A corrente continua (CC) é pouco utilizada. Como exemplo, temos: sistema de segurança, equipamentos que funcionam com pilhas ou baterias, motores de corrente continua, etc.

Corrente alternada Corrente contínua

1.3 Resistência Elétrica – Lei de Ohm

Chamamos de resistência elétrica a oposição que o circuito oferece à circulação da corrente elétrica. Lei de Ohm Assim chamada devido ao físico que a descobriu, estabelece que: Se aplicarmos a um circuito, uma tensão de 1V , cuja resistência seja de 1 , a corrente que circulará pelo mesmo será de 1A. Assim:

desta relação podemos tirar outras como:

1.4 Potência e Energia Elétrica

Potência Elétrica (P): é calculada através da multiplicação da tensão pela corrente elétrica de um circuito. Deste modo, uma lâmpada ao ser percorrida por uma corrente elétrica se acende e se aquece. A luz e o calor produzido nada mais são do que o resultado da potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz) e potência térmica (calor). Então: P = U x I

Energia Elétrica (E): é a potência vezes o tempo de utilização (em horas, por exemplo). E = U x I x h ou E = P x h

Unidade de Camaçari

1.6 Aparelhos de Medição

Os aparelhos de medição são instrumentos que, através de escalas, gráficos ou outros recursos semelhantes (por ex.: dígitos), nos fornecem os valores numéricos das grandezas que estão sendo medidas. As ligações desses medidores são feitas de duas maneiras: em série com a carga, quando se deseja saber a corrente (A) circulante (amperímetro): e em paralelo com a carga, quando se deseja conhecer a tensão (V) aplicada (voltímetro).

Obs.: O uso do instrumento de medida deve obedecer todos os procedimentos operacionais a fim de evitar possíveis danos materiais. A medição de potência elétrica (W) é feita por um aparelho, o wattímetro, que associa as funções do voltímetro e do amperímetro (este aparelho tem indicações de qual deve ser o terminal comum que deve ser ligado ao lado da carga). As figuras abaixo mostram o esquema de ligação:

Os aparelhos de medição, segundo a maneira de indicar os valores, podem ser:

Indicadores

São aparelhos que, através do movimento de um ponteiro em um quadrante com escala (ou de uma tela digital), nos dão os valores instantâneos das grandezas medidas. Estes instrumentos possuem uma bobina que, ao ser percorrida por uma corrente, provoca a deflexão de um ponteiro (a deflexão é proporcional a corrente que passa). Este sistema é adotado tanto para medir corrente, como para medir tensão, sendo que, para cada caso utilizam-se resistências em série ou em paralelo com a bobina de tal forma que só circula na mesma, no máximo, a corrente máxima que a (bobina) suporta. O wattímetro é uma aplicação do mesmo principio somente que neste caso, a deflexão do ponteiro se deve a duas bobinas (uma de tensão e outra de corrente) ligadas convenientemente. Um tipo desses instrumentos, largamente utilizado, é o medidor de corrente e tensão, tipo alicate. Ele possui garras que abraçam o condutor onde passa a corrente elétrica a ser medida. Essas garras funcionam como núcleo de um transformador em que o primário é o condutor, o qual estamos realizando a medida, e o secundário é uma bobina enrolada que está ligada ao medidor propriamente dito, conforme indica a figura. Obs.: O amperímetro deverá abraçar apenas o(s) fio(s) da mesma fase. No caso de se medir tensão, esse instrumento possui dois terminais nos quais são conectados os fios que serão colocados em contato com o local a ser medido. Nota: esse instrumento possui escalas para corrente e tensão. Deverá ser ajustado antes de ser feita a medição. Geralmente a escala de corrente esta escrita na cor preta e a escala de tensão na cor vermelha. Se não temos uma idéia do valor da corrente ou da tensão a ser medida, devemos ajustar o aparelho para a maior escala de corrente ou tensão e se for o caso, ir diminuindo a escala para efetuarmos a medição corretamente.

Unidade de Camaçari

Registradores

Têm o principio de funcionamento idêntico ao dos instrumentos indicadores, tendo sido adaptada à extremidade do ponteiro uma pena, onde se coloca tinta: sob a pena corre uma tira de papel com graduação na escala conveniente: a velocidade da tira de papel é constante e dada por um mecanismo de relojoaria. Deste modo, teremos os valores da grandeza medida a cada instante e durante o tempo que quisermos. Alguns instrumentos deste tipo utilizam um disco ao invés de tira (rolo) de papel, neste caso o tempo da medição é limitado a uma volta do disco.

Integradores

São aparelhos que somam os valores instantâneos e dão, a cada instante, os resultados acumulados em um sistema registrador que pode ser de ponteiros ou de ciclômetro (o medidor tem janelinhas onde aparecem os números) um exemplo, são os medidores de energia de nossas residências. O medidor convencional de energia elétrica compõe-se de duas bobinas: uma de tensão, ligada em paralelo com a carga e uma de corrente, ligada em série com a carga. As duas bobinas são enroladas sobre o mesmo núcleo de ferro. Um disco colocado junto ao núcleo, por força dos campos magnéticos formados (de tensão e de corrente) quando a carga esta ligada, passa a girar com velocidade proporcional a energia consumida. Através de um sistema de engrenagens, a rotação do disco é transportada a um mecanismo integrador. Nesses medidores o valor relativo a certo período de tempo corresponde à diferença entre as duas leituras realizadas, uma no final e outra no inicio do respectivo período. A leitura destes medidores é feita seguindo a seqüência natural dos algarismos, ou seja, se forem quatro ponteiros, ou quatro janelas, o primeiro a esquerda indica os milhares, o segundo as centenas e assim por diante. Deve-se tomar cuidado, entretanto, no caso dos medidores de ponteiro: uma vez que cada ponteiro gira quase sempre em sentido inverso ao de seus vizinhos. Nota: o número que se deve considerar é aquele pelo qual o ponteiro acabou de passar, isto é, quando o ponteiro esta entre dois números, considera-se o de menor valor. Obs.: Quase todos os medidores existentes se baseiam em um dos tipos citados com adaptações no seu sistema de ligações. Por exemplo, o ohmímetro (medidor de resistência), nada mais é do que um medidor de corrente ligado em série com uma pilha. Observe a figura abaixo:

Como temos a tensão constante, a corrente vai variar de acordo com a resistência que ligarmos ao circuito. Assim, para cada valor de resistência, circulará certa corrente no circuito (I = U/R) de tal forma que basta construir a escala convenientemente e, quando ligarmos uma resistência ao circuito, teremos o seu valor em ohm () na escala. O ohmímetro também é frequentemente usado para se verificar a continuidade de um circuito, podendo neste caso, ser substituído pela “lâmpada série” uma vez que os circuitos internos são semelhantes e na verificação de continuidade não nos interessam valores de corrente.

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Z: impedância do circuito R: resistência do circuito X: reatância total do circuito (que é igual à XL - XC ou XC - XL) Z X

R

kVA

kVAr 90°

kW

Ø

Este triângulo é chamado, normalmente de “triângulo das potências”, o ângulo Ø é o ângulo do fator de potência (cos Ø = FP). Partindo do triângulo das potências, podem-se obter as seguintes expressões matemáticas:

A reatância capacitiva opõe-se à indutiva. Assim a reatância total do circuito (X) é dada pela diferença entre XL e XC (o maior destes dois valores determina se o circuito é indutivo ou capacitivo).

X = XL - XC XL > XC Circuito Indutivo XC > XL Circuito Capacitivo

Os valores da resistência, das retas e da impedância podem ser representados graficamente através de um triangulo retângulo, como abaixo: Onde:

Uma carga ligada a um circuito de corrente alternada é, quase sempre, constituída de resistência e reatância, ou seja, temos sempre uma impedância. Assim, a expressão de potência W = U x I, em geral não é válida para circuitos de corrente alternada, devendo ser acrescida à expressão um outro fator, conforme veremos. Pela Lei de Ohm, temos que a potência desenvolvida em um circuito é: R x I^2 = W (Watts) Por outro lado se substituirmos na expressão acima a resistência pela reatância total, termos: X x I^2 = VA Expressão da potência reativa desenvolvida no circuito e que depende das reatâncias existentes. Ao produto V x I (ou Z x I^2 ) = VA chamamos de potência aparente, que é a soma vetorial das duas potências ativa e reativa. Assim temos: W = R x I^2 Var = X x I^2 VA = Z x I^2 = U x I Onde: W = potência ativa (ou kW, que corresponde a 1000W) VAr = potência reativa (ou kVAr, que corresponde a 1000Var) VA = potência aparente (ou kVA, que corresponde a 1000VA) Assim como no caso anterior, podemos tomar as três acima e construir um triangulo com seus valores, ou seja:

kVA^2 = kW^2 + kVAr^2 cos Ø = kW / kVA tg Ø = kVAr / kW

kVA = kW^2 + kVAr^2 kW = kVA x cos Ø kVAr = kVA x sen Ø

Unidade de Camaçari

Obs.: 1 – os valores de cos, sen e tg podem ser obtidos através de uma tabela de funções trigonométricas. 2 – anexo uma tabela com formas utilizadas para calculo das grandezas elétricas mais comuns.

1.9 O Fator de Potência

A potência ativa (kW) é a que efetivamente produz trabalho. A potência reativa (kVAr), ou magnetizante, é utilizada para produzir o fluxo magnético necessário ao funcionamento dos motores e transformadores. Para termos uma idéia do que vem a ser as duas formas de energia, vamos fazer uma analogia com um copo de cerveja. Num copo de cerveja temos uma parte ocupada só pelo liquido e outra ocupada só pela espuma. Se quisermos aumentar a quantidade de liquido teremos que diminuir a espuma. Assim, de maneira semelhante ao copo de cerveja, a potência elétrica solicitada, por exemplo, por um motor elétrico comum, é composta de potência ativa (kW) que corresponde ao liquido, e potência reativa (kVAr) que corresponde a espuma. A soma vetorial (em ângulo de 90°), das potências ativa e reativa á a potência aparente (kVA) que corresponde ao volume do copo (liquido mais espuma). Assim como o voluma do copo é limitado, também a capacidade em kVA, de um circuito elétrico (fiação, transformadores, etc.) é limitada de tal forma que, se quisermos aumentar a potência ativa em um circuito, temos que reduzir a potência reativa. O fator de potência é o quociente da potência ativa (kW), pela potência aparente (kVA), que é igual ao coseno do ângulo Ø do triângulo do item 1.8. FP = cos Ø FP = kW / kVA Para ilustrarmos a importância do fator de potência (FP), vejamos o seguinte exemplo: Qual a potência do transformador, necessária para se ligar um motor de 10kW com FP = 0.50 e qual a corrente que circula pelo circuito para a tensão igual a 220V? (Calcular também para FP = 1.00) 1º Caso: Para FP = 0. PkVA = PkW / cos Ø PkVA = 10 / 0. PkVA = 20kVA I = PVA / V I = 20.000 / 220 I = 90A Resposta: Transformador de 20 kVA Corrente de 90A

2º Caso: Para FP = 1. PkVA = PkW / cos Ø PkVA = 10 / 1. PkVA = 10kVA I = PVA / V I = 10.000 / 220 I = 45A Resposta: Transformador de 10kVA Corrente de 45A

Pelo exemplo, verifica-se que quanto menor o FP mais problemas trará o circuito transformadores maiores, fiação mais grossa, etc. Logo, é interessante corrigirmos o fator de potência de uma instalação para os valores mais próximos possíveis da unidade (as companhias de energia elétrica cobram um ajuste sobre o FP, quando o mesmo é inferior a 0.92, de acordo com a legislação do FP). As causas mais comuns do baixo FP são:

 Nível de tensão elevado acima do valor nominal.  Motores que, devido a operações incorretas, trabalham a vazio desnecessariamente durante grande parte do seu tempo de funcionamento.  Motores super dimensionados para as respectivas máquinas.  Grandes transformadores de força sendo usados para alimentar, durante longos períodos, somente pequenas cargas.  Transformadores desnecessariamente ligados a vazio por períodos longos.  Lâmpadas de descarga fluorescentes, vapor de mercúrio, etc.: sem a necessária correção individual do FP.

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Fornecimento a quatro fios

  • três fases e um neutro
  • tensões de 127 e 220V

A norma da CEMIG ND – 5.1 – “Fornecimento de Tensão Secundaria – Rede de Distribuição Aérea” – ND/90 classifica os consumidores em 6 tipos de acordo com a tabela a seguir: Especificações Ligação Tipo Carga Não Pode Constar Fases Fios

A

Até 10kW

 Motores monofásicos com potência superior a 2cv.  Máquina de solda a transformador com potência superior a 2kVA.

B

Entre 10kW e 15kW

 Aparelhos vedados a consumidores tipo A, se alimentados em tensão fase-neutro (127V)  Motores monofásicos, alimentados em 220V ou 254V, com potência superior a 5cv.  Máquina de solda a transformador, alimentadas a 220V ou 254V com potência superior a 9kVA

C

Entre 10kW e 20kW

 Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A, se alimentados em 127V.  Motores monofásicos com potência superior a 5cv, alimentados a 254V.

D

Até 75kW

 Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A, se alimentados em 127V.  Motores monofásicos com potência superior a 5cv, e alimentados em 220V.  Motores de indução trifásicos com potência superior a 15cv.  Máquina de solda tipo motor-gerador, com potência superior a 30kVA.  Máquina de solda a transformador com potência superior a 15kVA, alimentada em 220V – 2 fases ou 2220V – 3 fases em ligação V - v invertida.  Máquina de solda a transformador com potência superior a 30kVA e com retificação em ponte trifásica alimentada em 220V – 3 fases.

E

Até 37.5kW (rural)

 Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A, se alimentados em 127V.  Motores monofásicos com potência superior a 12.5cv, e alimentados em 254V.

F

Até 75kW (rural)

 Motores de indução trifásicos com potência superior a 50cv.  Motores monofásicos com potência superior a 10cv, alimentados em 220V.

Uma vez pronto o padrão de entrada estando ligados o medidor e o ramal de serviço, a energia elétrica entregue pela concessionária estará disponível para ser utilizada. Essa entrada de energia fornecida pela concessionária e denominada de ENTREGA DE ENERGIA.

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2.2 Símbolos e Convenções

A tabela a seguir mostra a simbologia utilizada nas instalações prediais:

2.3 Dimensionamento de Carga

A carga pode ser considerada a potência elétrica de cada aparelho elétrico. Para determinar a carga de uma instalação elétrica residencial, deve-se somar a carga prevista para as tomadas de corrente, a potência das lâmpadas e dos equipamentos elétricos. As tomadas de corrente deverão ser consideradas como sendo de 100VA cada, com exceção das tomadas ligadas a um circuito especial que deverá atender: cozinha, copa, área de serviço, lavanderia (com carga de 600VA por tomada, até 3 tomadas, e 100VA por tomada para as excedentes). Para as tomadas de uso especifico deve-se considerar a potência nominal do aparelho a ser alimentado. A carga de iluminação deve ser calculada de acordo com a NBR-5413/92 – Iluminação de Interiores. Entretanto, a titulo de referencia, poderão ser utilizados os valores da tabela a seguir:

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Modelos de QDC

Seccionador geral Quant. máx. módulos nenhum 18 Bipolar 16 Tripolar 15

Modelo QDC-

Interruptor DR 15

Seccionador geral Quant. máx. módulos nenhum 24 Bipolar 22 Tripolar 21

Modelo QDC-

Interruptor DR 21

Seccionador geral Quant. máx. módulos nenhum 32 Bipolar 30 Tripolar 29

Modelo QDC-

Interruptor DR 29

Deverá haver um condutor neutro para cada circuito, não podendo ser o neutro seccionado para instalação de proteção ou para qualquer outro fim. O desenho abaixo mostra um circuito elétrico de uma residência com seus pontos de carga.

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2.5 Interruptores e Tomadas

Como foi explicado anteriormente, todo produto deve estar em conformidade com as normas da ABNT. Para exemplificar, iremos relacionar alguns testes que o interruptor tem que se submeter para comprovar que esta dentro das normas da ABNT e receber a marca de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial – INMETRO.

1) Os organizadores vão reconhecer a fábrica, analisam as máquinas, laboratórios e a equipe técnica. Após aprovarem tudo, iniciam as provas nos produtos. 2) Isolamento e rigidez elétrica: o interruptor tem que resistir a 2000V, sem deixar passar corrente, com resistência superior a mínima aceitável, que é de 5megaohms – NBR nº 6271. 3) Elevação de Temperatura: ligam um condutor apertando um pouco o parafuso do borne do interruptor, durante 1h, passando 35% da corrente nominal e o interruptor não pode aquecer mais de 45°C – NBR nº 6278. 4) Sobrecorrente e durabilidade: primeiro o interruptor tem que resistir a 200 mudanças de posição, ou seja, 100 liga-deslida com tensão 10% e corrente 25% superior a nominal, alem de um fator de potência extramente desfavorável (0.3): segundo, interruptor passa por mais de 40.000 mudanças de posição, com corrente e tensão e tensão nominal, ou seja, 220V e 10A – NBR nº 6269. 5) Resistência mecânica: recebe o impacto de um martelo de 150g a uma altura de 10cm, e o produto não pode apresentar rachadura por onde pudesse ter acesso as partes energizadas do produto – NBR nº 6275. 6) Resistência ao calor: o produto em uma estufa a 100°C, sem umidade, durante uma hora e não pode apresentar deformações – NBR nº 6266. 7) Prova de resistência ao calor anormal ou fogo: em fio incandescente a 850°C, que provoca que provoca fogo é colocado sobre o produto e embaixo deste é colocado um papel de seda a uma altura de 20cm. Retira-se o fio em menos de 30s e o papel de seda são deve inflamar com o gotejamento – NBR nº 6272.

Como podemos observar, o interruptor tem que resistir a 40.000 mudanças de posição (manobras), com tensão e corrente nominal, bornes enclausurados, evitando contatos acidentais e a resistência a impactos. Tomadas – 10.000 mudanças de posição (inserção e retirada do plugue), bornes enclausurados, evitando contatos acidentais, resistência a impactos. Plugues monoblocos – 10.000 mudanças de posição (inserção e retirada da tomada) prensa cabo que não permite que o cabo solte quando puxado. Disjuntor – 20.000 mudanças de posição (manobras), sendo 12.000 com corrente e tensão nominal 8. em vazio (sem carga), atuação imediata contra curto-circuito.

2.5.1 Numero de Tomadas por Cômodo

Cada cômodo de uma residência deverá ter tantas tomadas quantos forem os aparelhos a serem instalados dentro do mesmo. Uma sala de estar, por exemplo, deve ter tomadas para: televisor, aparelho de som, vídeo, abajures, enceradeira, etc. A norma NBR 5410/90 determina as seguintes quantidades mínimas para instalação de tomadas:

 1 tomada por cômodo para área igual, ou menor que 6m^2.  1 tomada para cada 5m, ou fração de perímetro, para áreas maiores que 6m^2.  1 tomada para cada 3,5m, ou fração de perímetro, para copas, cozinhas, sendo que acima de cada bancada de 30cm, ou maior, deve ser prevista uma tomada.  1 tomada em subsolos, sótãos, garagens e varandas.  1 tomada junto ao lavatório, em banheiros.