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Problemas de Física Eletromagnetismo
Tipologia: Exercícios
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Vers˜ao beta
Esta p´agina est´a intencionalmente em branco.
Os problemas foram mais ou menos agrupados por assunto.
Cap´ıtulo 1 Lei de Coulomb 5
d^2 F ( ′) d q ′^2
logo, q ′^ = q/ 2 e um ponto de m´´ aximo da func¸ ˜ao F (q ′).
PROBLEMA 1.2 Considere o arranjo for- mado pelas trˆes cargas puntiformes q, κq (κ > 0 ) e q 0 mostrados na figura abaixo. As cargas q e κq s˜ao fixas, mas q 0 pode mover-se sobre o se- mic´ırculo de raio a. Determine em func¸ ˜ao dos dados do problema o valor do ˆangulo α para o qual a carga q 0 permanece em equil´ıbrio e cal- cule o valor num´erico de α para κ = 8. (^) q
q 0
a
α
κq
b
(a) A forc¸a de v´ınculo – a forc¸a que o fio exerce sobre a carga – ´e perpendicular ao fio. Para que a carga q 0 fique em equil´ıbrio F 1 + F 2 + FV = 0. Da geometria do triˆangulo retˆangulo em cujos v´ertices est˜ao as cargas segue que:
2 β + π − α = π, ⇒ β =
α 2
e 2 γ + α = π ⇒ γ =
π − α 2
As projec¸ ˜oes de F 1 e F 2 sobre plano tangente Π devem cancelar-se mutuamente:
F 1 cos
(π
2
− β
= F 2 cos β.
Ou ainda:
q 0 κq 4 πǫ 0 y^2
sen
α 2
q 0 q x^2
cos
α 2
Usando a lei dos senos duas vezes:
Cap´ıtulo 1 Lei de Coulomb 6
x = a
sen α cos
α 2
y = a
sen α sen
α 2
Substituindo e simplificando obtemos finalmente:
tan
α 2
√ (^3) κ.
Para testar esta relac¸ ˜ao fazemos κ = 1. Neste caso obtemos α = π/ 2 , como dever´ıamos esperar.
(b) Para κ = 8, temos 3
8 = 2, logo:
tan
α 2
Segue que α/ 2 ≈ 27 graus e α ≈ 57 graus.
γ
b
b b
plano tangente Π F 1
F 2
a
q κq
q 0
α (^) β
π − β
x
y
Cap´ıtulo 1 Lei de Coulomb 8
(d) Evidentemente s˜ao neccess´arias forc¸as mecˆanicas adicionais para manter as cargas nas extremidades em equil´ıbrio mecˆanico.
PROBLEMA 1.4 Considere um aro circular e trˆes contas esf´ericas de raio desprez´ıvel, carre- gadas com cargas positivas de magnitude q e inicialmente dispostas em pontos arbitr´arios sobre o aro. As contas podem deslizar livremente ao longo anel at´e que o equil´ıbrio se estabelec¸a. Quando isto acontece, para cada uma das contas carregadas, a forc¸a de v´ınculo, a forc¸a que o aro exerce sobre a conta, e a repuls˜ao coulommbiana devido `as outras duas contas cancelam-se mu- tuamente. Entretanto, se colocarmos uma carga puntiforme adicional −Q no centro geom´etrico do aro ´e poss´ıvel estabelecer o equi´ıbrio e ao mesmo tempo anular as forc¸as de v´ıncculo que impedem que as cargas escapem do anel!. Ou seja: o aro poderia ser removido e a configurac¸ ˜ao permaneceria em equi´ıbrio (inst´avel). Isto acontecer´a para um dado valor da carga central, ver N. H. Pasqua e P. D. Emmel, Rev. Bras. Ens. F´ısica 23 (2001) 184. Neste caso, o equil´ıbrio (inst´avel) ficar´a determinada por forc¸as puramente eletrost´aticas.
(a) Fac¸a uso de argumentos de simetria e refac¸a o desenho da figura ao lado mostrando as contas carregadas sobre o aro j´a na configurac¸ ˜ao de equil´ıbrio.
(b) Represente por meio de flechas orientadas e notac¸˜ao apropriada a forc¸a que atua sobre uma conta no anel no caso em que a carga central n˜ao est´a presente.
(c) Mostre que para que as forc¸as que o aro ex- erce sobre as cargas sejam nulas, a magni- tude da carga central |Q| deve valer:
q
Observe que o resultado independe do raio do aro.
q (^) q
q
Cap´ıtulo 1 Lei de Coulomb 9
(a) Considere a figura abaixo:
b
b
b
α
β
γ
A soma dos ˆangulos α, β e γ deve ser igual a 2 π. Como as carga s˜ao idˆenticas, por simetria teremos obrigatoriamente α = β = γ. Portanto, 3 α = 2π, e conseq¨uentemente:
3 α = 2π logo, α =
2 π 3
(b) Os vetores F 1 e F 2 representam as forc¸as coulombianas repulsivas exercidas pelas cargas puntiformes. Observe que os m´odulos de F 1 e F 2 s˜ao iguais, i.e.: ‖F 1 ‖ = ‖F 2 ‖. O vetor F 3 representa a forc¸a de v´ınculo que o aro exerce sobre a carga em quest˜ao. Naturalmente,
Diagramas similares podem ser feitos para as outras duas cargas sobre o aro.
(c) O papel exercido pela forc¸a de v´ınculo ser´a exercido agora pela forc¸a de atrac¸ ˜ao coulom- biana que se deve `a carga central −Q, pois a id´eia ´e substituir a forc¸a de v´ınculo por esta forc¸a. O diagrama de forcc a ´e o mostrado na Figura ?? , mas agora F 3 deve ser interpre- tada como representando a forc¸a de atrac¸ ˜ao coulombiana entre a carga central negativa e a carga puntiforme positiva sobre o aro. Para que a conta carregada fique em equil´ıbrio sob a ac¸ ˜ao de forc¸as puramente eletrost´aticas devemos novamente impor a condic¸˜ao:
Fazendo uso da geometria mostrada na figura, a condic¸˜ao acima pode ser escrita na forma:
q^2 4 πǫ 0 x^2
cos
(π
3
q|Q| 4 πǫ 0 R 2
Cap´ıtulo 1 Lei de Coulomb 11
b
B b
A
grampo
(a) A forc¸a resultante sobre B deve ser nula, logo, veja a figura (a):
q^2 4 πǫ 0 r^2
= mg sen 30 0 ,
segue que:
r =
4 πǫ 0 mg
q.
Substituindo os valores dados obtemos r = 6 cm.
(b) Como A est´a em equil´ıbrio est´atico, veja o diagrama, temos:
Fgrampo = FCoulomb + mg sen 30 0 , ou
Fgrampo =
q^2 4 πǫ 0 r^2
mg 2
Substituindo os valores dados obtemos = Fgrampo = 1 × 10 −^3 N.
Cap´ıtulo 1 Lei de Coulomb 12
FCoulomb
mg
(a)
Fgrampo
mg
(b)
FCoulomb
Cap´ıtulo 2 Campo El´etrico 14
(a) Por simetria considere apenas a projec¸ ˜ao do campo el´etrico na direc¸˜ao da velocidade da part´ıcula alfa incidente:
Ex = − 2 E cos θ =
4 πǫ 0
e r^2
x r
ou,
Ex = −
2 e 4 πǫ 0
x r^3
onde:
r = (x^2 + D^2 /4)^1 /^2. Segue que
Ex = −
2 e 4 πǫ 0
x (x^2 + D^2 /4)^3 /^2
(b) A forc¸a resultante sobre a part´ıcula alfa ´e:
Fx = − 2 e Ex = −
4 e^2 4 πǫ 0
x (x^2 + D^2 /4)^3 /^2
(c) Para determinar o extermo calculamos:
dFx dx
4 e^2 4 πǫ 0
d dx
x (x^2 + D^2 /4)^3 /^2
Efetuando o c´alculo da derivada obtemos:
dFx dx
4 e^2 4 πǫ 0
(x^2 + D^2 /4)^3 /^2
3 x^2 (x^2 + D^2 /4)^5 /^2
Fazendo:
dFx dx
obtemos finalmente:
Cap´ıtulo 2 Campo El´etrico 15
x = −
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5
1
2
PROBLEMA 2.2 Duas cargas puntiformes de mesmo sinal e mesma magnitude est˜ao sepa- radas por uma distˆancia igual a 2 a. A meia distˆancia entre as cargas e perpendicularmente ao segmento de reta que as une temos um plano.
(a) Mostre que o lugar geom´etrico dos pontos do plano nos quais o campo el´etrico ´e um ex- tremo ´e uma circunferˆencia de raio igual a a/
(b) Mostre que o extremo encontrado no item anterior ´e um m´aximo.
(c) Fac¸a um gr´afico do campo el´etrico sobre o plano em func¸˜ao da distˆancia radial `a origem.
(a) A componente radial do campo el´etrico sobre o plano se escreve:
Eρ = 2Esen θ =
2 q 4 πǫ 0
ρ (a^2 + ρ^2 )^3 /^2
Para determinar os extremos calculamos:
Cap´ıtulo 2 Campo El´etrico 17
(b) Calcule o vetor o campo el´etrico E no ponto de observac¸˜ao P 2 (0, 0 , z 0 ).
(a) O campo el´etrico de um fio infinito uniformemente carregado pode ser calculado com a lei de Coulomb, ou mais facilamente com a lei de Gauss. O resultado ´e:
λ 2 πǫ 0 r⊥
, (m´odulo!)
onde r⊥ ´e a distˆancia perpendicular ao fio. Adaptando o resultado ao caso em tela obtemos:
E = Ey yˆ = −
λ 2 πε 0 y 0
ˆy
(b) E = Ey yˆ + Ez ˆz
Denotando por θ o ˆangulo entre o vetor campo el´etrico e o eixo y:
Ey = E cos θ = −
λ 2 πε 0
y 0 y 02 + z 02
Cap´ıtulo 2 Campo El´etrico 18
Ez = E sen θ =
λ 2 πε 0
z 0 y 02 + z 02
Note que se fizermos z 0 = 0, obtemos o resultado do item (a)!
PROBLEMA 2.4 Considere dois bast˜oes idˆenticos de material pl´astico de comprimento ℓ uniformemnte carregados com uma densidade de carga λ. Os dois bast˜oes jazem sobre o eixo x positivo e suas extremidades mais pr´oximas uma da outra est˜ao separadas por uma distˆancia fixa D, veja a figura.
(a) Determine a forc¸a eletrost´atica entre os dois bast˜oes.
(b) Determine a forc¸a eletrost´atica entre os dois bast˜oes no limite D ≫ ℓ.
λ
λ
(a) Considere o primeiro bast˜ao, o que est¨a a esquerda. Ent˜ao:
dEx =
4 πǫ 0
dq (x − x′)^2
4 πǫ 0
λdx′ (x − x′)^2
onde x > ℓ e o ponto de observac´ ¸˜ao e x′^ ∈ [0, ℓ] e um ponto dentro da distribuic´ ¸˜ao. Integrando
Ex(x) =
λ 4 πǫ 0
0
dx′ (x − x′)^2
Fazendo u = x − x′^ temos
Ex(x) =
λ 4 πǫ 0
∫ (^) x−ℓ
x
(−du) u^2