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Engenharia do Produto, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Engenharia do Produto

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 24/03/2010

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fernanda-8 🇧🇷

4.7

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Engenharia do Produto
A forte concorrência globalizada torna a diferenciação do produto um dos
factores chave do sucesso das empresas.
Diversas estratégias podem ser implementadas, nomeadamente através do
preço final do produto, da qualidade percepcionada e da inovação introduzida.
Para inovar é necessário dominar
criativamente diversas competências no
âmbito da engenharia e da tecnologia e
possuir uma eficaz percepção das
necessidades e requisitos do mercado.
Para inovar com sucesso financeiro é
necessário realizar todo o processo com uma
celeridade superior à concorrência, diminuindo
o tempo para mercado.
assim é possível
colmatar os elevados custos
intervenientes no
desenvolvimento das
competências fulcrais à
engenharia do produto.
Engenharia do Produto
O produto mais competitivo já não é o melhor e o mais barato, mas
frequentemente é aquele que atinge o mercado mais rapidamente.
Custo
Qualidade
Tempo
Ontem
Hoje
Custo
Qualidade
Tempo
Ontem
Hoje
Engenharia do Produto
O ciclo de vida de um produto descreve a evolução desse produto medida
através do deu volume de vendas ao longo do tempo.
As quatro fases do ciclo e vida são o lançamento, o crescimento, a
maturidade e o declínio.
Procura
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Tempo de vida no mercado
lança-
mento
maturidade
crescimento
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neo
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Exemplos:
Telemóveis multi-média
Gravadores/Leitores de DVD
Leitores de DVD
Leitores de CD
Gravadores/Leitores de VHS
Engenharia do Produto
Antes de atingir o mercado esse produto já se encontra “vivo” dentro da
empresa, na sua fase de desenvolvimento, a consumir recursos e a induzir
custos.
Ciclo de vida
estendido do produto,
desde a fase de pré-
mercado, isto é, de
concepção,
desenvolvimento e
industrialização, até à
fase de mercado.
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Tempo de vida
no mercado
Bene-
fício
Vendas
Benefício
Vendas
fase de
incubação fase de
merc ado
Engenharia do Produto
Três fases de desenvolvimento produto / processo:
Na fase inicial os produtos são sujeitos a constantes alterações quer a nível de
mercado, quer a nível tecnológico. O processo produtivo adapta-se a baixos
volumes de vendas e, para manter controlado o risco de investimento, privilegia-
se a flexibilidade.
Na fase seguinte surge a competição com base no preço mas ainda fraca e
facilmente controlada. O processo produtivo torna-se mais especializado e
automatizado. Surgem as ilhas de automatização.
Finalmente com a maturidade do produto intensifica-se a concorrência com base
no preço. É necessário colocar ênfase na redução do custo dos factores de
produção, sem, afectar a qualidade do produto. Surge a linha de produção com
a integração de todas as etapas e com a crescente especialização de
equipamentos e de mão de obra. Qualquer alteração ao produto nesta fase é
difícil e onerosa.
Tal como o mercado do produto, também o processo de produção
sofre alterações e desenvolvimentos ao longo de todo o seu ciclo de
vida.
Engenharia do Produto
A evolução dos mercados tem resultado no aumento do risco associado à
própria função de desenvolvimento do produto.
Risco tecnológico comporta toda a incerteza relativa ao bom desempenho
funcional do produto e à sua exequibilidade,
Risco de marketing reporta-se ao possível sucesso comercial do produto.
Risco financeiro representa a variabilidade associada à recuperação do
investimento realizado (grandes valores de crescimento).
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Baixe Engenharia do Produto e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia de Produção, somente na Docsity!

A forte concorrência globalizada torna a diferenciação do produto um dos

factores chave do sucesso das empresas.

Diversas estratégias podem ser implementadas, nomeadamente através do

preço final do produto, da qualidade percepcionada e da inovação introduzida.

Para inovar é necessário dominar

criativamente diversas competências no

âmbito da engenharia e da tecnologia e

possuir uma eficaz percepção das

necessidades e requisitos do mercado.

Para inovar com sucesso financeiro é

necessário realizar todo o processo com uma

celeridade superior à concorrência, diminuindo

o tempo para mercado.

Só assim é possível

colmatar os elevados custos

intervenientes no

desenvolvimento das

competências fulcrais à

engenharia do produto.

O produto mais competitivo já não é o melhor e o mais barato, mas

frequentemente é aquele que atinge o mercado mais rapidamente.

Custo

Qualidade

Tempo

Ontem Hoje

Custo

Qualidade

Tempo

Ontem Hoje

Engenharia do Produto

O ciclo de vida de um produto descreve a evolução desse produto medida

através do deu volume de vendas ao longo do tempo.

As quatro fases do ciclo e vida são o lançamento, o crescimento, a

maturidade e o declínio.

Procura

Tempo de vida no mercado

lança- mento

maturidade

crescimento

declí- neo

Exemplos:

Telemóveis multi-média

Gravadores/Leitores de DVD

Leitores de DVD

Leitores de CD

Gravadores/Leitores de VHS

Engenharia do Produto

Antes de atingir o mercado esse produto já se encontra “vivo” dentro da

empresa, na sua fase de desenvolvimento, a consumir recursos e a induzir

custos.

Ciclo de vida

estendido do produto ,

desde a fase de pré-

mercado, isto é, de

concepção,

desenvolvimento e

industrialização, até à

-10 fase de mercado.

Tempo de vida

no mercado

Bene-

fício

Vendas

Benefício

Vendas

fase de incubação

fase de mercado

Engenharia do Produto

Três fases de desenvolvimento produto / processo:

Na fase inicial os produtos são sujeitos a constantes alterações quer a nível de

mercado, quer a nível tecnológico. O processo produtivo adapta-se a baixos

volumes de vendas e, para manter controlado o risco de investimento, privilegia-

se a flexibilidade.

Na fase seguinte surge a competição com base no preço mas ainda fraca e

facilmente controlada. O processo produtivo torna-se mais especializado e

automatizado. Surgem as ilhas de automatização.

Finalmente com a maturidade do produto intensifica-se a concorrência com base

no preço. É necessário colocar ênfase na redução do custo dos factores de

produção, sem, afectar a qualidade do produto. Surge a linha de produção com

a integração de todas as etapas e com a crescente especialização de

equipamentos e de mão de obra. Qualquer alteração ao produto nesta fase é

difícil e onerosa.

Tal como o mercado do produto, também o processo de produção

sofre alterações e desenvolvimentos ao longo de todo o seu ciclo de

vida.

Engenharia do Produto

A evolução dos mercados tem resultado no aumento do risco associado à

própria função de desenvolvimento do produto.

Risco tecnológico comporta toda a incerteza relativa ao bom desempenho

funcional do produto e à sua exequibilidade,

Risco de marketing reporta-se ao possível sucesso comercial do produto.

Risco financeiro representa a variabilidade associada à recuperação do

investimento realizado (grandes valores de crescimento).

Um novo produto pode ser introduzido e desenvolvido de acordo com três

estratégias fundamentais:

Desenvolvimento dirigido pelo Mercado Desenvolvimento dirigido pela Tecnologia

Desenvolvimento Interfuncional

"Produzo o que consigo vender" "Vendo o que consigo produzir"

Produtos ecológicos Televisão de alta definição

O processo de introdução e desenvolvimento de um produto necessita da

efectiva colaboração das diversas áreas funcionais duma empresa industrial e

de diferentes competências desde a engenharia, materiais e concepção, ao

marketing, qualidade, planeamento e fabrico.

Exige trabalho de equipa

A falta de coordenação, cooperação e de comunicação gera produtos sem

mercados, caros, sem o nível de qualidade pretendido, com longos prazos de

produção.

Engenharia do Produto

Especificação de Design

Especificação de Projecto

O que o cliente pretendia

Resultado da Montagem

Resultado do Fabrico

Baloiço especificado pelo Marketing

Engenharia do Produto

Processo

final

Projecto

final

Produção

Testes

Protótipo

Projecto

Preliminar

Selecção

do Produto

Mercado Ideia I&D

Processo

Preliminar

Processo

final

Projecto

final

Produção

Testes

Protótipo

Projecto

Preliminar

Selecção

do Produto

Mercado Ideia I&D

Processo

Preliminar

Etapas sumárias do processo de

desenvolvimento de um novo

produto

Engenharia do Produto

Etapas de desenvolvimento do

produto e competências envolvidas

DesenvolDesenvol. de produto. de produto

Ideia^ Ideia

Simulação CAE Testes / ensaios

Simulação CAE Testes / ensaios

Métodos de Design Modelação CAD

Métodos de Design Modelação CAD

ConceitoConceito

EngenhariaEngenharia

DesenvolvimentoDesenvolvimento Aval. de Custos Técnicos

Aval. de Custos Técnicos

Avaliação económica Avaliação económica

Eng. InversaEng. InversaPrototipagemPrototipagem

DesenvolDesenvol. de produto. de produto

Ideia^ Ideia

Simulação CAE Testes / ensaios

Simulação CAE Testes / ensaios

Métodos de Design Modelação CAD

Métodos de Design Modelação CAD

ConceitoConceito

EngenhariaEngenharia

DesenvolvimentoDesenvolvimento Aval. de Custos Técnicos

Aval. de Custos Técnicos

Avaliação económica Avaliação económica

Eng. InversaEng. InversaPrototipagemPrototipagem

DesenvolDesenvol. do processo. do processo

Planeamento^ Planeamento

Simulação Simulaçãodo fabricodo fabrico

Mod. do produto Mod. dos MP Simulação do processo Planos da qualidade CAD/CAE

Mod. do produto Mod. dos MP Simulação do processo Planos da qualidade CAD/CAE

ProjectoProjecto

Fabrico de pré-séries Fabrico de pré-séries

Preparação fabricoPreparação fabrico

Aval. de Custos Técnicos

Aval. de Custos Técnicos Avaliação económica Avaliação económica

PrototipagemPrototipagem Controlo dimensional/formaControlo dimensional/forma Montagem / ensaioMontagem / ensaio

Engenharia do Produto

A ideia e a selecção do produto para

desenvolvimento

Nem todas as ideias para novos produtos têm capacidade para se transformar

em novos produtos no mercado.

Embora seja difícil avaliar à partida quais as boas ideias, é importante a

satisfação geral de três condições:

• mercado potencial,

• compatibilidade financeira,

• compatibilidade de produção.

Novas ideias geradas

Projecto preliminar

Projecto final

Novos produtos/serviços

Novas ideias geradas

Projecto preliminar

Projecto final

Novos produtos/serviços

Desenvolvimento preliminar de um produto

Análise económica

Se não houver alteração dos custos a redução do preço do produto é realizado à

custa da margem de lucro unitária.

Aumentar o valor do produto, por exemplo, com a incorporação de novos atributos

funcionais ou estéticos que de alguma forma correspondam a necessidades do

cliente, com a introdução de uma maior diferenciação, de um maior nível de serviço

e capacidade de resposta, conduz também a uma maior capacidade de penetração

no mercado.

Contudo, não pode ser esquecido que a competitividade sustentável de um produto

está também associada ao seu custo.

Desenvolvimento preliminar de um produto

Análise económica

simplificação de métodos

equipamentos mais produtivos

Redução de não-qualidade

Redução de stocks

I&DT

custos

custos

produçãoprodução

preços

preços

procura

procura

Produti-

vidade

Produti-

vidade

simplificação de métodos

equipamentos mais produtivos

Redução de não-qualidade

Redução de stocks

I&DT

custos

custos

produçãoprodução

preços

preços

procura

procura

Produti-

vidade

Produti-

vidade

Engenharia do Produto

Desenvolvimento preliminar de um produto

Aspectos da produção

O produto necessita não só de ser bem concebido e planeado no estirador, ou

virtualmente utilizando as tecnologias da informação, mas também de ser

transformável em algo “concreto e palpável” que efectivamente cumpra as funções

para as quais foi desenvolvido.

Factores que influenciam a selecção do processo de fabrico:

Volume de produção Tolerâncias

Custo do fabrico Ferramentas, Sistemas de fixação

Material Normas e regulamentações

Forma Geométrica Equipamento disponível

Acabamento Superficial Prazos de entrega

Engenharia do Produto

Desenvolvimento preliminar de um produto

Aspectos da produção

O volume de produção estimado é uma variável que influencia de forma

determinante a selecção dos processos de fabrico a envolver na fase de

industrialização do produto.

0 Quantidade produzida 5 10

Custo por peça

Varão

Pré-forma forjada

Alguns processos de fabrico não são

economicamente viáveis quando são

pequenas as quantidades a produzir,

devido ao investimento considerável em

ferramentas e set-up de instalações

Engenharia do Produto

Desenvolvimento preliminar de um produto

Aspectos da produção

Redução do número de peças 70% Redução do custo da montagem 52%

Nota : A nova concepção permite a montagem automatizada

Resultado da análise

Redução do custo do material 20%

Engenharia do Produto

Desenvolvimento preliminar de um produto

Aspectos da produção

Vazado, Laminado,

Estirado.

desbaste no torno semi acabamento acabamento rectificação honing

TOLERÂNCIAS

OPERAÇÕES NECESSÁRIAS À MAQUINAGEM

CUSTOS (em percentagem)

CUSTO

APROXIMADO

DA MAQUINAGEM

MATERIAL - AÇO

Projecto detalhado de um produto

Prototipagem

Protótipos geométricos

Protótipos funcionais

Protótipos técnicos

Projecto detalhado de um produto

Prototipagem Rápida

Ferramenta

Rápida

Protótipo

Técnico

Protótipo

Geométrico

/Funcional

Modelo

componente

(CAD 3D)

Modelo

Ferramenta

(CAD 3D)

validação

tecnologias de conversão

Prototipagem Rápida

Prototipagem Rápida

validação

Ferramenta

Pré-série

Série

Engenharia do Produto

Desenvolvimento preliminar de um produto

Aspectos da produção

Boas práticas de DFM –

Design for Manufacturing

  • Trabalho de equipa – a diferença entre o “bom e o mau” projecto
  • Minimizar o número de peças e componentes
  • Conceber produtos cuja montagem possa decorrer de uma forma estratificada
  • Conceber peças cuja montagem seja facilitada ao nível da inserção e

alinhamento

  • Evitar operações de união longas: i.e. aparafusamento
  • Evitar a concepção de peças com formas semelhantes que permitam a confusão
  • Tornar as peças simétricas para facilitar o posicionamento automático
  • Se a simetria não poder ser atingida, exagerar as características assimétricas
  • Evitar ajustamentos

Engenharia do Produto

Análise do Valor

Custos ---- o conjunto de despesas induzidos num sistema produtivo pela

concepção, realização e disponibilização desse produto.

Qualidade ---- a sua aptidão à satisfação das necessidades objectivas e

subjectivas do utilizador

Para assegurar a competitividade de um produto ou serviço é fundamental

desenvolver um esforço continuado sobre duas vertentes:

• Reduzir os custos mantendo a qualidade,

• Melhorar a qualidade mantendo os custos.

Engenharia do Produto

Análise do Valor

Para a AV um produto é considerado, não como um conjunto de peças e

componentes, mas como um conjunto de funções que respondem às

necessidades do cliente.

A redução de custos é conseguida com base nas funções que um produto deve

satisfazer, detectando e eliminando custos inúteis que podem ser:

• custos associados a funções não necessárias ou a características

exageradas em relação às necessidades do utilizador;

• custos demasiado elevados associados a soluções de concepção ou

de fabrico.

Engenharia do Produto

Análise do Valor

Conceitos Base

Necessidade

Um produto (ou um serviço) é sobretudo um meio de satisfazer uma

necessidade.

Na fase de desenvolvimento ou de re-engenharia de um produto, deve

responder-se a questões fundamentais, como:

• PORQUÊ … … um produto?

• QUE … … produto?

• DE QUE … deve ser constituído?

• COMO … … pode ser realizado?

Lâmpada

Temos necessidade de

uma lâmpada?

Temos

necessidade de

luz?

Temos necessidade de

nos deslocarmos na

escuridão de uma

lâmpada?

Análise do Valor

Fases da Metodologia

.

Fases da AV Órgãos de decisão

Animad or AV

Grup o AV

Serviços operacio nais OrientaçãoInformação • • • Análise funcional • • Criatividade (^) • • Aval. e selecção das ideias

Estudo prévio • • DecisãoImplementação (^) • •

Análise do Valor

Funçã o

Verbo Complement o

Observações

A Medir Energia Eléctrica alternada 220V+- 10V B Ser Preciso Classe 2. C Ser Fiável 10 anos D Totaliza r

Energia

E Ser Inviolável Pelo menos manter vestígios F Facilitar Instalação G Mostrar Consumo H Mostrar Identificação I Indicar Funcioname nto J Ser Estético

A B C D E F G H I J T o ta l % n .o. A A 2

A

A

A

A

A

A

A

A

B C

D

E 2 B

B

B

B

B

C D

E 2 C

C

C

C

C

D D

D

D

D

D

D

E E 3 E 1 E 3 E 3 E 3 1 7 1 7 2

F G

H

F 1 F 2 3 3 8

0 - Ig u a lm e n te im p o rta n te

G G

G

G

1 - P o u c o m a is im p o rta n te

H H

H

2 - M e d ia n a m e n te m a is im p o rta n te

I I2 2 2 9

3 - M u ito m a is im p o rta n te

J 0 0 1 0

Engenharia do Produto

Análise do Valor

n.o. Funç ão

Verbo Complemento Coef. Pond. 1 A Medir Energia 18% 2 E Ser Inviolável 16% 3 D Totalizar Energia 14% 4 B Ser Preciso 13% 5 C Ser Fiável 12% 6 G Mostrar Consumo 10% 7 H Mostrar Identificação 8% 8 F Facilitar Instalação 4% 9 I Indicar Funcionamento 3% 10 J Ser Estético 2%

Engenharia do Produto

Análise do Valor

Caixa 21.9 4.6 26 26% 0% 36% 0% 0% 12% 0% 6% 41% 0% 5%

Rotor 8 7 15 15% 55% 0% 5% 19% 19% 0% 0% 0% 2% 0%

Grupo Tensão

Grupo Intensidade

Grupo Frenagem

Integrador 8.2 2.9 11 11% 0% 0% 71% 13% 13% 3% 0% 0% 0% 0%

Embalagem 1/

Montagem Final

ITEMS Mat. Prima (UM)

Mão- Obra (UM)

C.

Direc. (UM)

C.

Direc. (%)

A E D B C G H F I J

TOTAL 68.3 31.7 100 100% 25%

Engenharia do Produto

Análise do Valor

A E D B C G H F I J

% do custo directo coef. de ponderação

Número de funções consideradas

% de custos acumulados

Fase de Criatividade

• Pensar e deixar pensar sem restrições;

• Encontrar a maior quantidade de ideias;

• Não emitir juízos de valor sobre as ideias geradas (nenhuma ideia é à partida

negativa uma vez que pode, pelo menos, revelar outras);

• Exprimir livremente as ideias através de palavras, desenhos, esquemas, etc.;

• Registar todas as ideias.

Engenharia do Produto

Nº Descrição das ideias para a caixa

1 Eliminar o parafuso superior para fixar a tampa 2 Eliminar os dois parafusos da tampa

3 Eliminar o pendurável

4 Usar termoplástico para a caixa 5 Eliminar chapa de fixação

6 Subst. parafusos de fixação do pendurável+chapa por rebites

7 Eliminar só as anilhas … … … … ...

40 Terminais cilíndricos em vez de paralelipipédicos

41 Mesma fixação pendural mais chassis

42 Agrafar a tampa 43 Agrafar os contactos ao plástico

44 Ligar os contactos por soldadura por resistência

45 Condutores por trás para eliminar tampa 46 Fixação macho-fêmea (por trás) para instalar o contador

47 Integrar tampa com tampa de terminais

48 Substituir clips por encaixe

Funções A E D B C G H F I J

Coef.

Pond.

Sma 8 8 7 8 7 6 5 3 4 4

Σ Coef

x

Spex

Cust

o

Valo

r

Spex 8 8 7 7.5 8 6 5 4 4 5 701.5 100 7.

SI 8 8 7 8 8 6 5 4 4 5 708 91.7 7.

SII

Desdobramento da Função Qualidade

Objectivos

Entender as necessidades e requisitos dos utilizadores e fornecer uma

disciplina estruturada para garantir que essas necessidades e requisitos são

transpostos para as especificações da qualidade do produto e que essas

especificações são satisfeitas.

.

Planeamento do produto

Planeamento do processo Planeamento do produção

Planeamento das partes

  1. Requisitos do Consumidor
  2. Requisitos do Projecto
  3. Características das Partes
  4. Operações de Fabrico
  5. Requisitos da Produção

A área privilegiada de aplicação tem

sido o Planeamento da Qualidade do

produto, se bem que se possa

estender ao planeamento dos

módulos e componentes do produto,

do processo e da produção, num

efectivo desdobramento de requisitos

e especificações em cascata

Engenharia do Produto

Estabelecimento dos requisitos do cliente/consumidor

Informação das vendas e marketing Reclamações / garantias /após-venda Estudos e pesquisas de mercado

Análise da posição competitiva

Plano estratégico da empresa Análise de custos (matriz custo-função) Análise dos concorrentes (produtos, serviços, custos,…) Benchmarking

Preenchimento da matriz de Planeamento do Produto

Classificação dos requisitos do consumidor Identificação dos requisitos do projecto (características de controlo do produto final) Elaboração da matriz das relações Avaliação competitiva e identificação de argumentos de venda Classificação da dificuldade técnica dos requisitos do projecto Definição de especificações Avaliação competitiva das especificações Elaboração da matriz de correlações Estabelecimento da importância técnica Interpretação da matriz Identificação dos pontos críticos (abaixo da concorrência) Identificação dos pontos de conflito (abaixo da concorrência nuns pontos e acima noutros) Identificação dos desejos do consumidor não satisfeitos Identificação de sobre-dimensionamentos Identificação de oportunidades Avaliação das dificuldades de alteração do projecto

Fases Acções típicas

Determinação das características a desdobrar (desenvolver)

Definição de acções Atribuição de responsabilidades Definição de prazos Planeamento do seguimento e controlo

Etapas metodológicase acções a desenvolver num processo QFD

Engenharia do Produto

Matriz de Planeamento do Produto

A matriz de Planeamento do Produto ou Casa da Qualidade é uma forma de

confrontar os requisitos do utilizador, definidos a partir das suas

necessidades e expectativas, com as especificações do projecto, no sentido

de identificar deficiências e/ou oportunidades de melhoria e definir

prioridades nas acções a desenvolver.

objectivos específicos:

• Rever requisitos do consumidor,

• Analisar o produto face à concorrência,

• Determinar áreas de oportunidade no mercado,

• Identificar as características críticas de controlo do produto final,

• Identificar áreas de sobre-dimensionamento,

• Identificar caminhos alternativos para as dificuldades de alterar o projecto.

Engenharia do Produto

Passo 1 - Identificação dos requisitos do consumidor

Que necessidades e expectativas de um utilizador tipo devem ser satisfeitas por

esferográfica vulgar -- análise funcional do produto. Os requisitos são classificados

de acordo com a sua importância relativa e agrupados por afinidades.

Que

Escrita Transmitir tinta Regular débito Não borrar Escrever com temperaturas extremas Segurança Proteger o bico Não ser tóxica Ser resistente Tinta Armazenar a tinta Ver nível da tinta Identificar a cor Manuseamento Ser ergonómica Ser transportável Estética Ser estética Permitir a publicidade

Grupo Requisitos do utilizador (Funções)

Fixação Ser ergonómico Permitir transporte

Engenharia do Produto

Passo 2 - Identificação dos requisitos do projecto

Como é que os requisitos do consumidor vão ser satisfeitos a nível do projecto e

Como vão ser verificados sobre o produto final.

Os requisitos do projecto são as características de engenharia para avaliação e

controlo do produto final, ou seja, as variáveis e/ou atributos que vão ser utilizados

para verificar e medir a qualidade do produto final.

A ca b a m en t o

Ma t.

- P r im a

R e s i s te n c I a

D i a m et r o

D u r ez a

Ru g o s id a d e

D i a m et r o

Es f e r Ic I d a d e

D i a me t r o

D i a me t r o

D ia m. I nt e r I o r

D ia m. E xt e r I o r

C o ni c i d ad e

V o l um e

V i s c os I d a de

T e m p. Se c a g em

To x I c Id a d e

Corpo Exterior

PortaEsfera Carga Esfera

Tampa do Corpo

Tampa do Bico

B Ic o

Tu bo

- Tin ta

Di a m. I nt e r I or

Requisitos do consumidor (Passo1)

Como

Passo

Interpretação

da

matriz

de

planeamento

Matriz de Planeamento do Produto

Evidência Diagnóstico Observações

Linha Vazia na Matriz de Relações

Desejo do consumidor não satisfeito (faltam Requisitos do Projecto).

Se a Importância é 5 trata-se de uma situação grave. Se a Importância é 1 é necessário comparar com a concorrência

Coluna Vazia na Matriz de Relações

Sobre-dimensionamento. Pode existir uma satisfação exagerada da especificação mas que não é utilizada pelo utilizador. Pode ter sido esquecido um requisito do consumidor (por exemplo: segurança). Pontos Críticos Abaixo da concorrência na Avaliação Competitiva de mercado e abaixo da concorrência na Avaliação Técnica e Forte ou média relação

Se a Importância do requisito do utilizador for elevada (4 ou 5) é urgente melhorar.

Pontos de Conflito Abaixo da concorrência na Avaliação Competitiva e Acima da concorrência na Avaliação Técnica e Forte ou média relação.

Pode existir uma satisfação exagerada da especificação mas que não é utilizada pelo utilizador.

Área de Oportunidade

Posição competitiva de mercado fraca quer para o produto em análise quer para o(s) produto(s) concorrentes

Se o requisito do utilizador tem uma importância 5 e o produto em análise é melhor, então essa característica deve ser utilizada como argumento de marketing. Indispensável Melhorar

Posição competitiva de mercado do produto em análise fraca e do produto concorrente forte

Se o requisito do utilizador tem uma importância elevada (4 ou 5) trata-se de uma situação grave, que é urgente melhorar.

Esforço de Engenharia Inconsequente

Especificações onde o produto em análise está abaixo do produto concorrente e a importância da especificação é elevada.

È necessário comparar a posição na Avaliação Técnica e de Mercado nos requisitos do utilizador relacionados com a especificação técnica.

Dificuldade de Alterar o Projecto

Dificuldade Técnica elevada (4 ou 5) Deve seguir-se caminhos alternativos através da Matriz de Correlações.

Engenharia do Produto

Passo 11 - Características a desdobrar (desenvolver)

Como resultado da análise da Matriz de Planeamento deve definir-se o que será

alterado, quais os objectivos, quem o deve fazer e quando.

Deste modo, é planeado um conjunto consequente de acções que podem

abranger diferentes funções da empresa e que conduzirão a um produto mais

competitivo,

• quer porque está mais adequado às necessidades e expectativas do

utilizador,

• quer porque a satisfação dessas necessidades é conseguida de forma mais

fácil e robusta e, como tal, em princípio mais económica.

Engenharia do Produto

A AMFE é uma técnica analítica que assegura que cada falha potencial é

antecipadamente considerada e estudada.

É uma forma de estruturar os pensamentos e o raciocínio:

ƒ do projectista quando opta por soluções que conferem robustez,

fiabilidade e segurança ao componente, produto ou sistema ( AMFE do

projecto );

ƒ do engenheiro do processo à medida que desenvolve os métodos e

processos de fabrico ( AMFE do processo ) no sentido de evitar falhas,

avarias e roturas e a manter o processo sob controlo;

ƒ do projectista ou do utilizador da máquina ou da ferramenta (meio de

fabrico) à medida que desenvolve o fabrico ou prepara a utilização do

modo de fabrico ( AMFE de meios ).

Análise Modal de Falha e seus Efeitos

Engenharia do Produto

Método de análise usado na identificação dos modos de falhas potenciais, suas

causas e efeitos, tendo em atenção

a gravidade das mesmas,

a probabilidade da sua ocorrência e

a probabilidade da sua detecção,

na fase de concepção e desenvolvimento do produto.

A AMFE do projecto contribui para

• Avaliar objectivamente os requisitos do projecto

• Avaliar as alternativas do projecto,

• Aumentar a probabilidade de serem identificados e estudados, numa fase de

concepção, os modos de falha potenciais e os seus efeitos

• Proporciona informação para a preparação de programas de teste e ensaio.

• Estabelece um sistema de prioridades para melhorias no projecto

• Proporciona uma discussão aberta sobre as medidas de redução do risco.

• Constitui uma referência futura para apoiar o desenvolvimento de novos produtos.

AMFE do projecto

Engenharia do Produto

Modo de falha potencial

Existe uma falha quando um produto, módulo ou componente não satisfaz ou não

cumpre a função de acordo com a especificação. A forma como se produz uma

falha é chamado Modo de Falha.

“Como pode falhar o produto ou componente?”,

“Que tipo de falhas podem ocorrer no cumprimento da função do produto ou

componente?”

Modos de falha típicos:

Desgaste (prematuro) Corrosão Fadiga Curto-circuito

Queimadura Instabilidade Fuga Descoloração

Empeno Deformação Vibrações Desalinhamento

Entrada de água/sujidade Rotura Etc.

AMFE do projecto

Engenharia do Produto

Efeito potencial de falha

Supondo que ocorreu um modo de falha é necessário descrever os efeitos

potenciais dessa falha. Os efeitos devem ser sempre referidos em relação ao

rendimento do produto/módulo/componente.

Efeitos de falha típicos

Ruído excessivo Mau-aspecto Inoperância

Funcionamento irregular Cheiro Corrente de ar

Esforço excessivo Entrada de água/sujidade Rotura

Consumo excessivo Etc.

AMFE do projecto

Causa potencial de falha

Todas as causas potenciais de falha atribuídas a cada modo de falha devem ser

identificadas, de uma forma concisa e tão completa quanto possível para que as

acções correctivas possam ser orientadas para as causas pertinentes.

Causas potenciais de falha típicas

Fissuração Impurezas do material

Tratamento térmico incorrecto Pintura de má qualidade

Interpretação incorrecta do desenho Porosidades

Uso incorrecto do material Marcas de ferramenta

Material incorrectamente especificado Erro de montagem

Soldadura deficiente Sobrecarga

Demasiado quente / frio Corrosão antes da montagem

Lubrificação insuficiente

AMFE do projecto

Situação actual - Índice de Ocorrência

São combinadas duas probabilidades:

• 1. A probabilidade de se produzir a causa potencial de falha, considerando os meios

de controlo na prevenção da causa da falha.

• 2. A probabilidade de que, ocorrida a causa da falha, esta resulte no modo de falha

indicado. Supõe-se que a causa e o modo de falha não são detectados antes do

produto chegar ao cliente.

O Índice de Ocorrência só se altera se

houver uma modificação do projecto que reduza a probabilidade da causa

dar origem ao modo de falha,

ou se houver uma “melhoria” nos meios de controlo que impedem que a

causa aconteça.

AMFE do projecto

Engenharia do Produto

AMFE do projecto

Critérios Classificação Índice de ocorrência Muito escassa: Falha inexistente nos projectos antecedentes

Escassa: Muito poucas falhas nos projectos antecedentes

Moderada: Falha que apareceu ocasionalmente nos projectos antecedentes, mas em pequena quantidade

Frequente: Falha associada a uma concepção marginal ou a uma fraca exactidão no procedimento de controlo

Elevada: Falha que tenha causado com frequência problemas no passado. Falha devida a uma omissão numa etapa crítica de produção.

Muito elevada: Quase garantido que a falha ocorrerá em grandes proporções

Engenharia do Produto

Situação actual - Índice de Gravidade

O Índice de Gravidade está baseado unicamente no efeito da falha e assim todas

as causas potenciais de falha para o mesmo efeito da falha têm o mesmo Índice

de Gravidade.

O índice de Gravidade só

se altera se houver

uma alteração do projecto.

AMFE do projecto

Critérios Índice de gravidade

Efeito no cliente

Pouco significativo: A falha pode causar algum efeito notório no rendimento do produto

Efeito mínimo O cliente não será capaz de detectar a falha Pouco importante: A falha causa somente ligeiro inconveniente ao cliente

Efeito menor O cliente não notará deterioração alguma no rendimento do produto Moderado: A falha causa certo descontentamento no cliente

Efeito maior O cliente observa certa deterioração no rendimento do produto Grave: A falha causa grande descontentamento no cliente

Efeito crítico Grande deterioração no rendimento do produto sem por em causa a segurança ou requisitos legais Muito grave: A falha causa problemas de segurança.

Segurança O produto não cumpre os requisitos legais

Engenharia do Produto

Situação actual - Índice de Detecção

Evidencia a probabilidade de detectar a causa de um modo de falha, antes de

chegar ao cliente.

Supõe-se que a falha ocorreu e avalia-se a capacidade de todos os meios de

controlo actuais a detectarem.

O Índice de Detecção só

se altera se houver uma

melhoria no controlo

da qualidade, ou se existirem

mudanças do projecto que

incrementem a probabilidade

de detecção.

AMFE do projecto

Critérios Índice de

Detecção

Probabilidade remota

do defeito chegar ao cliente

Probabilidade baixa

do defeito chegar ao cliente

Probabilidade moderada

do defeito chegar ao cliente

Probabilidade elevada

Do defeito chegar ao cliente

Probabilidade muito elevada

Do defeito chegar ao cliente

De certeza

Que o defeito chega ao cliente

Engenharia do Produto

Situação actual - Número de Prioridade de Risco (NPR)

NPR = Índice de Ocorrência X Índice de Gravidade X Índice de Detecção.

Pretende-se com o NPR hierarquizar as causas potenciais de falha, através do seu

grau de risco, para dirigir de forma mais eficaz possíveis acções correctivas.

AMFE do projecto

Engenharia do Produto

Situação actual - Índice de Detecção

Probabilidade de detectar a causa de um modo de falha, antes de chegar ao

cliente (interno ou externo).

Supõe-se que a falha

ocorreu, para avaliar a

capacidade de todos os

meios de controlo

actuais a detectarem.

AMFE do processo

Critérios Classificação Muito alta O controlo detecta com toda a certeza o defeito. Probabilidade de detecção de pelo menos 99.99%

Alta O controlo tem uma boa probabilidade de detectar o defeito. Probabilidade de detecção de pelo menos 99.8%

Moderada O controlo pode detectar o defeito. Probabilidade de detecção de pelo menos 98%.

Baixa O controlo tem pouca probabilidade de detectar o defeito. Probabilidade de detecção de pelo menos 90%.

Muito baixa O controlo não detecta provavelmente o defeito. Probabilidade de detecção inferior a 90%.

Certeza absoluta de não detecção O controlo não detecta o defeito. Com certeza que o defeito chegará ao cliente