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Toda reação química tende a alcançar um estado de equilíbrio. Porém, este equilíbrio não é estático, e sim, dinâmico. Isto quer dizer que, em estado de equilíbrio, não há uma acomodação total de estruturas definidas de produtos e reagentes, mas sim, uma contínua formação e conversão destes um em outro, de modo que a quantidade de produtos formados seja sempre a mesma, enquanto que a quantidade de reagentes também permanecerá igual, após o equilíbrio ser alcançado. Em outras palavras, o equilíbri
Tipologia: Provas
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Introdução Toda reação química tende a alcançar um estado de equilíbrio. Porém, este equilíbrio não é estático, e sim, dinâmico. Isto quer dizer que, em estado de equilíbrio, não há uma acomodação total de estruturas definidas de produtos e reagentes, mas sim, uma contínua formação e conversão destes um em outro, de modo que a quantidade de produtos formados seja sempre a mesma, enquanto que a quantidade de reagentes também permanecerá igual, após o equilíbrio ser alcançado. Em outras palavras, o equilíbrio químico é um estado onde a velocidade de reação de formação dos produtos é igual à velocidade de reação de formação dos reagentes, conforme mostra a figura 1. É o equilíbrio químico que determina quanto de produto podemos esperar em uma reação. 1
Figura 1 - Gráfico de velocidades das reações direta e inversa em função do tempo, mostrando o ponto de equilíbrio químico alcançado.
O equilíbrio químico de um sistema depende de fatores como temperatura, pressão, e concentração. Estes fatores podem deslocar o equilíbrio, tanto no sentido da formação dos produtos quanto no sentido da formação dos reagentes. Assim, quando o equilíbrio é alterado por um destes fatores, o sistema tende a encontrar um novo ponto de equilíbrio, no qual a energia do sistema seja a menor possível. Este fato é enunciado pelo Princípio de Le Châtelier , que define que a posição do equilíbrio químico sempre se altera na direção que tende a minimizar os efeitos da perturbação aplicada. 2 Nos equilíbrios de reações que não envolvem substâncias gasosas, geralmente a pressão terá pouca ou praticamente nenhuma influência. Já nos sistemas gasosos, a pressão é um fator determinante para o equilíbrio. Um exemplo disto é a reação de formação da amônia, em equilíbrio com a sua reação de decomposição:
N (^) 2(g) + 3H (^) 2(g) 2NH3(g)
Quando se aumenta a pressão do sistema, as moléculas de hidrogênio e de nitrogênio tendem a realizar colisões mais efetivas, deslocando o equilíbrio no sentido da formação de amônia. Porém, quando se diminui a pressão, o equilíbrio é deslocado para a formação de decomposição da amônia, ou seja, para a formação de nitrogênio e hidrogênio. Porém, o foco deste trabalho é o equilíbrio de complexos químicos, que envolvem substâncias sólidas em solução. Portanto, a pressão, enquanto fator de alteração de equilíbrio, poderá ser desprezada, considerando-se apenas a influência da pressão e da concentração das substâncias. O efeito da temperatura no equilíbrio de uma reação dependerá da natureza desta reação, conforme a entalpia envolvida na reação. Se a reação for exotérmica, no sentido da formação dos produtos, então a absorção de calor, aumentando a entalpia do sistema, deslocará o equilíbrio para o sentido da formação dos reagentes. No entanto, se a reação de formação dos produtos for endotérmica, um aumento na entalpia deslocará o equilíbrio para a formação dos produtos. A concentração das substâncias altera o equilíbrio da seguinte forma: quando se aumenta a concentração de um dos produtos, o equilíbrio é deslocado no sentido da formação dos reagentes; quando se aumenta a concentração de um dos reagentes,
Figura 2 - Formação de um complexo a partir da reação entre um ácido de Lewis e uma base de Lewis. Assim, seis moléculas de água se arranjam em torno no íon trivalente do alumínio para formar o complexo [Al(H2O)6]3+. Outros exemplos de complexos, bastante presentes no nosso dia-a-dia, são a hemoglobina, complexo de ferro que dá a cor vermelha ao sangue, e a clorofila, complexo de magnésio que dá a cor verde aos vegetais. Nos casos de formação de complexos em solução aquosa, a constante não é mais chamada de constante de equilíbrio, e passa a ser chamada de constante de formação ou constante de estabilidade , calculada pela mesma relação descrita na lei de ação das massas. Para a reação de formação de um complexo descrita como:
a constante de estabilidade é dada por:
Esta constante pode ser alterada à medida que ligantes (L) vão se unindo, sucessivamente, ao átomo central (M), caso a formação de se dê por etapas sucessivas:
M + L F 0A BF 02 0 ML k 1 = [ML]/[M][L] ML + L F 0A BF 02 0 ML 2 k2 = [ML 2]/[ML][L] ML 2 + L F 0A BF 02 0 ML 3 k3 = [ML 3]/[ML2][L] ML n-1 + L F 0A BF 02 0 ML n kn = [ML n]/[MLn-1 ][L]
Para os complexos de formação sucessiva, os valores de K 1 , K 2 , K 3 , Kn são denominados constantes de formação parcial , e o produto destes valores é chamado
de constante de formação total ou absoluta. Assim, pode-se combinar as equações acima em apenas uma:
M + nL F 0A BF 02 0F 04 D Ln k = [ML (^) n] / [M][L]n
A constante de formação entre a concentração do íon complexo do metal e as concentrações dos íons metálicos e dos ligantes livres na solução. Visto que quanto maior é a concentração do complexo e menor é o produto das concentrações do íon e dos ligantes livres, maior é o valor da constante e maior é a estabilidade do complexo. Ao contrário, se a concentração do complexo for muito pequena, e o produto das concentrações dos íons metálicos e dos ligantes livres tiver um alto valor, menor será o valor da constante de estabilidade e menor será a estabilidade do complexo formado. Assim, quanto maior for o valor da constante, maior é a estabilidade do complexo formado.
Objetivos Observar e interpretar experimentalmente os efeitos de temperatura e de concentração no equilíbrio de soluções aquosas de complexos, assim como prever a estabilidade de complexos a partir dos valores de suas constantes.
Procedimento Experimental a) Materiais utilizados
Em um terceiro tubo, foi separada uma pequena quantidade da solução azul resultante da adição do ácido clorídrico, e, aos poucos, adicionou-se água, agitando- se o tubo durante a adição.
Resultados e discussões
Efeito da temperatura em Equilíbrio envolvendo Íons complexos de Cobalto (II): O cloreto de cobalto (II) é uma solução que apresenta a cor rosa. Quando aqueceu- se o tubo de ensaio contendo a solução de cloreto de cobalto (II) notou-se mudança na coloração de rosa para rosa intenso. Ao tubo que foi resfriado, notou-se uma tonalidade mais clara na solução. Quando os tubos se restabeleceram a temperatura ambiente sua coloração voltou ao “tom” inicial. O cloreto de cobalto (II) em solução aquosa apresenta-se como o íon : [Co(H 2 O) 6 ]2+ de coloração rosa, na medida em que varia a temperatura sua estrutura também varia :
[Co(H 2 O) 6 ] 2+^ [Co.( H 2 O) 4 ]2+^ (aq) + 2H 2 O(l)
Nesta equação, a reação direta ocorre com aumento de temperatura, enquanto que a reação inversa ocorre com diminuição da temperatura. Então : K diss= [Co.( H 2 O) 4 ]2+ [Co.(H 2 O) 6 ] 2+ Então com o aumento da temperatura o [Co.(H 2 O) 6 ] 2+(aq) desidratou-se e “perdeu” duas moléculas de água, ou seja, sua concentração na solução diminuiu, e a concentração de íons [Co.( H 2 O) 4 ] 2+(aq) aumenta na solução, como a constante é
uma divisão da concentração dos produtos pela concentração dos reagentes pode- se dizer que, com o aumento da temperatura o valor de constante de dissociação para esta reação aumenta, pois em altas temperaturas á favorecido a formação de íons [Co.( H 2 O) 4 ]2+(aq). Quando a temperatura diminuiu ocorre o contrario, a concentração de íons [Co.(H 2 O) 6 ]2+^ aumenta e de [Co.( H 2 O) 4 ]2+(aq) diminuiu, ou seja , o complexo torna-
se hidratado, pode-se dizer portanto que a constante de dissociação para este caso diminuiu com a diminuição da temperatura. Com o aquecimento o equilíbrio desloca para a direita e com o resfriamento o equilíbrio desloca-se para esquerda. Após restabelecidos os tubos em temperatura ambiente separou-se um pouco de cloreto de cobalto(II) e adicionou gostas de acetona, observou-s então que a solução
Ao adicionar-se apenas água no tubo contendo cloreto de cobalto(II0 a solução tornou-se mais clara, ou seja, quando aumenta a concentração de H 2 O na solução aumenta a concentração de íons [Co(H 2 O) 6 ]2+.
Deslocamento de equilíbrio envolvendo Complexos de ferro (III): Em um béquer com 30 ml de água destilada, 2 gotas de cloreto de ferro(II) e 4 gotas de tiocianato de amônio, misturados e agitados pode –se obter a reação:
FeCl 3 + 3NH 4 SCN(aq) ↔ Fe(SCN) (^) 3(aq) + 3 NH 4 Cl (^) (aq)
Depois de separada a solução em 4 tubos de volumes iguais:
estão livres em solução e o complexo não pode ser formado.
FeCl (^) 3(aq) + 3NH 4 SCN (^) (aq) ↔ Fe(SCN) (^) 3(aq)+ 3NH 4 Cl(aq)
Fe(SCN) 3 (H 2 O) 3 + 6 NaF ↔ [FeF 6 ] 3-(aq) + 3Na +(aq) + 3 NaSCN(aq) + 3H 2 O (^) (l)
A solução mudou de marrom para incolor. Isso ocorre porque há poucos íons Fe 3+ dissociados em solução, por isso ela apresenta-se de cor amarela fraca. O flúor é um ligante bem mais fraco que o SCN-^ , porém, como ele está em excesso pode-se ligar ao ferro;
Fe(H 2 O) 3 (SCN) 3 +3(NH 4 ) 2 (2O (^) 4(aq) )[FeC 2 O 4 ]3-(aq) +NH 4 +(aq)+ 3NH 4 SCN(aq)+3 H 2 O(l)
Dissociação do Íon tetraaminocobre (II) pela adição de Ácido
A solução de cloreto de cobre dissolvido em água é incolor, e quando se adicionou a ela hidróxido de amônio tornou-se de coloração azul. Formou-se o complexo octaédrico:
[Cu(H 2 O) 6 ]2+(aq) + 2Cl-(aq) + 4 NH 4 OH (^) (aq) [Cu(NH 3 ) 4 (H 2 O) 2 ] 2+(aq) + 2Cl-^ + 8 H 2 O(l)
Com a adição de H 2 SO 4 a esse complexo o equilíbrio se deslocou para a esquerda, para o lado do reagente de partida, pois com a sua adição (H 2 SO 4 ) ao complexo, ocorre a formação do sal CuSO 4. 5 H 2 O
[Cu(NH 3 ) 4 (H 2 O) 2 ] Cl2(aq) + 2 H 2 SO4(aq) CuSO (^) 4(aq) + 4 NH 4 OH (^) (aq) + 2 HCl(aq) Verificou-se o pH da solução e observou-se pH ácido.
Dissolução e Reprecipitação do Cloreto de Prata Em dois tubos de ensaio contendo água destilada e nitrato de prata, observou-se esta solução incolor e após a observação feita os seguintes testes: Ao primeiro tubo, pingou-se gotas de hidróxido de amônio, e não ocorreu mudança na coloração; Em seguida nos dois tubos pingaram-se gotas de solução de cloreto de sódio. No primeiro tubo, onde já havia sido adicionado hidróxido de amônio, a coloração ficou límpida e transparente, ou seja, formou um complexo solúvel, incolor de Ag+^ :
Ag NO (^) 3(aq) + 2 NH 4 OH (^) (q]aq) + NaCl(aq) Ag(NH 3 ) 2 + Cl-(aq) + NaNO (^) 3(aq) + 2 H 2 O
No segundo tubo, quando colocou-se cloreto de sódio, sem hidróxido de amônio, ocorreu a formação de um precipitado branco, que é proveniente do cloreto de prata, de acordo com a reação:
AgNO (^) 3(aq) + NaCl (^) (aq) AgCl(s) + NaNO (^) 3(aq)
Adicionou-se em seguida ao precipitado NH 4 OH:
AgCl (^) (s) + 2 NH 4 OH (^) (aq) [Ag(NH 3 ) 2 ]+(aq) + Cl - (aq) + 2 H 2 O(l)
Com adição de base formou o complexo[Ag(NH 3 ) 2 ]+^ que é incolor e solúvel.