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equilibrio ionico, Notas de estudo de Química

acidez e basicidade, PH e POH, hidrolise, solução tampão, titulação

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 04/03/2011

antonio-a-quilala-molecula-12
antonio-a-quilala-molecula-12 🇧🇷

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bg1
Equilíbrio iónico
Elaborado por António Adelino Quilala “MOLÉCULA”923382335 molecula1@live.com.pt Página 1
MOLÉCULA
Por que precisamos conhecer este assunto?
Os ácidos e bases são os dois tipos mais comuns de substâncias existentes no
laboratório e no mundo quotidiano. Precisamos saber como reconhecê-los, quais são as
suas reacções características. Veremos que o controle da acidez das águas da chuva, das
águas naturais dos lagos e rios, e da água corrente fornecida nas cidades é necessário
para a sociedade humana.
Quase todos os produtos de consumo que nos rodeiam como; tecidos sintéticos, metais,
plásticos fizeram uso de ácidos e bases no decorrer da sua fabricação. No laboratório,
muitas das reacções que os químicos realizam para estudar as propriedades das matérias
ou identificar e criar novas classes de matéria envolvem ácidos e bases.
Teoria de ácido base
Evolução de conceitos
Durante bastante tempo, ácidos e bases foram definidos tendo em conta algumas
propriedades detectadas pelos sentidos: um ácido era azedo (como por exemplo vinagre)
e uma base escorregadia ao tacto (como por exemplo o sabão).
Estas definições apresentavam, contudo, muitas insuficiências. Foram necessários os
trabalhos de Arrhenius e de Ostwald, para dar origem a uma teoria sobre ácidos e bases
baseada na composição e em grupos funcionais dessas substâncias.
1 Dissociação ( Ionização)
Comentário -1
Suponha que você coloque sal de cozinha em um copo com água. Que
acontece?
Como você sabe, o sal se dissolve.
De acordo com Arrhenius, determinadas substâncias, quando dissolvidas em água, são
capazes de se dissociar (separar) dando origem a partículas com cargas positivas (os
catiões), e partículas com cargas negativas (os aniões).
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MOLÉCULA

Por que precisamos conhecer este assunto?

Os ácidos e bases são os dois tipos mais comuns de substâncias existentes no

laboratório e no mundo quotidiano. Precisamos saber como reconhecê-los, quais são as

suas reacções características. Veremos que o controle da acidez das águas da chuva, das

águas naturais dos lagos e rios, e da água corrente fornecida nas cidades é necessário

para a sociedade humana.

Quase todos os produtos de consumo que nos rodeiam como; tecidos sintéticos, metais,

plásticos – fizeram uso de ácidos e bases no decorrer da sua fabricação. No laboratório,

muitas das reacções que os químicos realizam para estudar as propriedades das matérias

ou identificar e criar novas classes de matéria envolvem ácidos e bases.

Teoria de ácido – base

Evolução de conceitos

Durante bastante tempo, ácidos e bases foram definidos tendo em conta algumas

propriedades detectadas pelos sentidos: um ácido era azedo (como por exemplo vinagre)

e uma base escorregadia ao tacto (como por exemplo o sabão).

Estas definições apresentavam, contudo, muitas insuficiências. Foram necessários os

trabalhos de Arrhenius e de Ostwald, para dar origem a uma teoria sobre ácidos e bases

baseada na composição e em grupos funcionais dessas substâncias.

 1 – Dissociação ( Ionização)

Comentário -

Suponha que você coloque sal de cozinha em um copo com água. Que

acontece?

Como você sabe, o sal se dissolve.

De acordo com Arrhenius, determinadas substâncias, quando dissolvidas em água, são

capazes de se dissociar (separar) dando origem a partículas com cargas positivas (os

catiões), e partículas com cargas negativas (os aniões).

MOLÉCULA

 1.1 - Dissociação electrolítica (Iónização):

é a decomposição (separação) de um electrólito em iões.

XY → X+^ + Y-

 1.2 - Os electrólitos que se dissociam de uma forma completa dizem-se fortes.

Exemplo -1: NaCl → Na+^ + Cl –

 1.3 - Os electrólitos que se dissociam de uma forma incompleta dizem-se fracos.

 Nestas soluções estabelece-se um equilíbrio entre as partículas não dissociadas e

iões resultante desta dissociação.

Exemplo – 2 :

Numa solução de ácido acético (HCH 3 COO) estabelece-se o equilíbrio seguinte:

HCH 3 COO + H 2 O ↔ H+^ + CH 3 COO -

Nota – 1:

Uma solução electrolítica é electricamente neutra, ou seja, o número total de

cargas positivas na solução deve ser igual ao número total de cargas negativas.

Exemplo -

Represente o processo de dissociação (ionização) dos compostos seguintes em

água:

A) NaBr b) K

2

SO

4

c) CaCl

2

d) Al

2

(SO

4

3

Resolução:

a) NaBr + H

2

O → Na

+ Br

b) K

2

SO

4

+ H

2

O → 2K+^ + SO

4

2-

c) CaCl

2

+ H

2

O → Ca

2+

+ 2Cl

d) Al

2

(SO

4

3

+ H

2

O → 2Al

3+

+ 3 SO

4

2-

Eletrólito: substância cuja solução conduz corrente elétrica. Iões: partículas com carga positiva ou negativa

MOLÉCULA

 1.5 – Teoria de ácido – base segundo Bronsted-Lowry (teoria protolítica).

 Acido é uma espécie que cede protões (iões H

 Base é uma espécie que recebe protões (iões H

Comentário-

Observe a reacção:

HCH 3 COO + NH 3 CH 3 COO-^ + NH 4 +

 Na reacção directa o HCH 3 COO comporta-se como um ácido de Bronsted

entregando o H

ao NH 3 que se comporta como uma base recebendo este protão

(H

 Na reacção inversa (da direita para esquerda) o catião NH 4

cede o H

comportando-se como um ácido, ao passo que o anião CH 3 COO

recebe o H

comportando-se como uma base.

 Os pares HCH 3 COO / CH 3 COO

e NH 3 / NH 4

são chamados de pares ácido-

base

conjugados, ou seja:

 O HCH 3 COO é o ácido conjugado da base CH 3 COO

-

 O NH 3 é a base conjugada do ácido NH 4

+

Nota -

 Os ácidos segundo a teoria de Bronsted são na maior parte dos casos moléculas

neutras (HCI, H 2 O etc.) ou catiões (NH 4

+, H 3 O

, etc.) ..

 As bases podem ser aniões (Cl

, OH

, etc.) ou moléculas neutras (NH 3 ,

H 2 O,etc.).

Ex- (para1.5):

Escreve as fórmulas dos ácidos ou bases conjugadas das seguintes partículas em

solução aquosa:

a) H

2

S b)CO

3

2-

c)OH

d) H

3

O

e) SO

4

2-

f) Cl

Resolução:

a) H

2

S + H

2

O ↔ HS

+ H

3

O

o HS

é a base conj. do ácido H

2

S.(HS

/H

2

S).

b) CO 3

2-

+ H 2 O ↔ HCO 3

+ OH

o HCO 3

é o ácido conj. da base CO 3

2-

.( HCO 3

CO

3

2-

c) OH

é a base conjugada do ácido H

2

O. (OH

/H

2

O)

d) H

3

O

é o ácido conjugado da base H

2

O. (H

3

O

/H

2

O)

e) SO

4

2-

é a base conjugada do ácido HSO

4

.( SO

4

2-

/ HSO

4

f) Cl

é a base conjugada do ácido HCl. (Cl

/HCl)

 1.5.1. Se um determinado ácido for fraco, a sua base conjugada será forte, e vice-

versa.

Pesquisa de turma: teoria de

ácido – base segundo Lewis

MOLÉCULA

 1.6 – Constante do produto iónico da água (KW)

Na água ocorre a seguinte reacção reversível:

H 2 O ↔ H+^ + OH -

Aplicando a lei de acção das massas ao equilíbrio, vem

ou ^ ^ ^  ^ 

 

K  H 2 O  H  OH

Medições efectuadas a 25 ºC indicam que;

H ^   OH   1 , 0 x 10 ^7 M

Note-se que a quantidade de moléculas de água que sofre ionização não é extremamente

elevada pelo que se pode considerar

'  

K  H 2 O  cons tan te  KW

Esta constante de equilíbrio (KW) é o produto iónico da água

KW   H ^   OH 

Que a 25 ºC é

 

72 1 , 010

KWx

Ou seja

14

KW  x

O produto iónico da água aumenta com a temperatura isto é, só depende da

temperatura.

Só a 25 ºC é que KW é igual a 1,0x

 1.7 - Se numa solução a concentração de H

+

for igual a concentração de OH

, a

solução será Neutra.

[H+] =[OH - ] =>Solução Neutra.

 1.8 - Se numa solução a concentração de H

for maior que a concentração de OH

, a

solução será Ácida.

[H+] >[OH - ] =>Solução Ácida.

 1.9 - Se numa solução a concentração de H

for menor que a concentração de OH

, a

solução será Básica.

[H+] < [OH - ] => Solução Básica.

Obs-

Devemos sempre nos recordar que o valor de Kw vária com a temperatura, só 25°C é

que Kw = 1,0xl

.

EQUILÍBRIO DE ÁCIDO – BASE

Vimos atras que os electrólitos que se dissociam nas suas soluções de uma forma

incompleta dizem-se Fracos, e que nestas soluções estabelece-se um equilíbrio entre as

moléculas não dissociadas e os iões resultante desta dissociação.

 HO 

H OH K 2

   

MOLÉCULA

Para a dissociação global teríamos:

Nota-5:

 O valor de K 1 é sempre maior que o valor de K 2 , isto é, o primeiro estagio da

dissociação é sempre mais completo que o segundo estagio.

 Os valores das constantes de ionização de muitos ácidos (Ka) já foram

determinados experimentalmente e encontram-se tabelados à mesma

temperatura. Por meio dos valores tabelados podemos comparar a força desses

ácidos:

Obs-2 : Desenvolvimento semelhante pode ser aplicado as bases.

YOH ↔ Y

+ OH

 2.3 - O grau de dissociação (simbolizado habitualmente por α) é definido

como sendo o quociente (divisão) do número de mol ionizados (x) pelo número

total de mol posto na solução (C).

W

 2.4 - Lei de diluição de Ostwald.

 Ostwald teve a ideia de exprimir as concentrações que aparecem na expressão da

constante de equilíbrio em termos de grau de dissociação (ionização).

Considere o equilíbrio de dissociação iónica no caso mais simples, do electrólito do tipo HX

vem o esquema:

HX ↔ H+^ + X –

Concentração inicial C 0 0

Variação da concentração - x + x + x

Conc. no equilíbrio (fim) C – x x x

Sendo implica que o numero de moleculas dissociadas logo teremos:

   

 

 

HX

H X

HX H X K

2

2

2

   

H X

H X

H X H X Kglobal K K

2

(^22)

1 2

2

 

   

YOH

Y OH

Kb

   

MOLÉCULA

HX ↔ H+^ + X –

Conc. no equilíbrio (fim) C – αC αC αC

Se o grau de dissociação for consideravelmente inferior a 1 ( ou se K, é bastante

pequeno, o valor de α também será pequeno) em cálculos aproximados pode-se

considerar que 1- α ≈ 1 e vem a expressão simplificada:

 Esta relação é conhecida como expressão da lei da diluição de Ostwald e mostra

que o grau de dissociação esta inversamente proporcional a raiz quadrada da concentração do

electrólito.

Cálculos das concentrações das espécies em equilíbrio.

Nos cálculos de equilíbrio a que considerar os seguintes casos (em alguns casos

usaremos o ácido acético no lugar de outros ácidos fracos):

 2. 5 - Solução de acido acético (HCH 3 COO) em água.

Quando a molécula de HCH 3 COO se dissocia, forma-se um H

e um CH 3 COO

considerando que o H

fornecido pela agua é desprezível e que a única fonte dos

iões H

é o acido acético.

Nesta solução a:

E que estas concentrações podem ser calculadas através da seguinte expressão:

Ex- (para 2. 5 ):

Dada uma solução de HCH

3

COO á 0,01M. Sabendo que Ka (HCH

3

COO) = 1,8x

  • 5

a) Qual é a concentração (no equilíbrio) dos iões H

e CH

3

COO

nesta solução?

b) calcule o grau de dissociação (ionização) deste ácido.

Resolução:

   

 

 

2 2 2 C

C

C
C C
C C
HX
H X

Ka

C
K

C ou seja K C e

C

Ka      

2

   

  HCH 3 COO

     3       3     100

   

a

M a M a M a M K

C

H K C e CHCOO K C ou seja H CHCOO K C caso a a a

MOLÉCULA

Ex- (para 2.6):

calcule a concentração dos iões H

de uma solução contendo 0,300 M de

HCH

3

COO e 0,500 M em NaCH

3

COO. Dado ,Ka(HCH

3

COO) = 1,8x

Resolução:

Dados:

[H

] =? CM(ácido) (HCH 3 COO) = 0,300 M CM(sal) (NaCH 3 COO) = 0,500 M

Ka =1,8x

 2.7 - Na solução de um ácido forte a concentração do ião hidrogénio (H

) é

igual a concentração do próprio ácido que lhe deu origem uma vez que o mesmo

dissocia-se completamente em iões.

[H+] = [ácido]

Ex- (para 2. 7 ) :

Calcule a concentração dos H

de uma solução de HCl a 0,01 M?

Resolução:

Sendo o HCI um ácido forte teremos que [H

] = [HCl] = 0,01M.

 2. 8 - Quando se mistura um acido forte com um ácido fraco, considera-se como

fonte

dos iões H

o ácido forte, sendo desprezado a contribuição de H

proveniente do

ácido fraco.

HX (fraco) ↔ H+^ + X-

HY (forte) → H+^ + Y-

Ex- (para 2.8) :

Calcule a [CH

3

COO

] de uma solução que contem simultaneamente 0,100 M de

H CH 3 COO e 0,050 M de HCl. Dada Ka(HCH 3 COO) = 1,8x

Ião comum é aquele

ião que tanto pode vir

de um ácido (ou base)

como de um sal ex;

CH 3 COO-

 

x x M ou sejaHx M sal

ácido H Ka^5 1 , 08105 1 , 08105 0 , 500

0 , 300  (^)    1 , 810     

Despreza-se por ser extremamente

pequena

  TOTAL   do (^) ácido   do (^) SAL

M

CHCOO CHCOO CH COO

válida aaproximaçãofeitaacima doião comum do sal mais sim

nãosedespresa a concentraçãodoiãocomumprovenientedoácido e nãoé K

C Nota nos casos emque

 (^)    



 

 

 

 

3 3 3

6 : 100 ,

MOLÉCULA

Resolução:

De acordo com 2.7 podemos escrever que [H

] = [HCl] = 0,05M

HCH 3 COO + H 2 O. ↔ H +(aq) + CH 3 COO-(aq)

 2. 9 - Em uma solução contendo dois ácidos fracos, será considerada como fonte

primária de H

o mais forte dos dois, a não ser que as duas K sejam muito próximas.

Ex. (para 2.9):

Calcule a concentração de CN

de uma solução que! é simultaneamente 0,100 M

de HCH

3

COO (Ka = 1,8x

) e 0,200 M HCN (K; = 4,8x

Resolução:

HCH 3 COO + H 2 O. ↔ H +(aq) + CH 3 COO-(aq) Ka = 1,8x10-

HCN + H 2 O. ↔ H +(aq) + CN-(aq) Ka = 4,8x10-

Este problema é semelhante ao anterior o HCH

3

COO (por ser mais forte)

predomina sobre o HCN (que é mais fraco) na formação de [H

] que se calcula

através da expressão seguinte:

 3.1 - Para calcular a [H

] usa-se a expressão:

Ex: (para 3. 1 .2):

Calcule a [H

] na solução aquosa de 0,010 M de ácido cloroacetico

(HCH

2

CICOO).

Dada Ka = 1,36x

x x M H

HCCOO CHCOO K HCHCOO

H CHCOO K (^) a a 3 5 5 3 3

(^3 3) , 610 0 , 050

0 , 100 1 , 810

  

       

 

3

10

5 3

 

   

x

x H

HCN
CN K

H K C x x M e a concentração deCN é calculada atravesda espressão

a

a Ma

a

M a M

K

C

H K C caso

a

2

a

M M

K

C

caso

K K KC

H

MOLÉCULA

 3.4.2 - PH de uma solução aquosa de bases fortes.

[OH

] = concentração da base.

Ex – (para 3.4.2):

Calcule o PH de uma solução aquosa 0,01 M de NaOH.

Resolução :

 3.4.3 – PH uma solução aquosa de ácidos fracos.

Lembre-se que:

Ex- (para 1º):

Calcule o PH de uma solução aquosa de O,O1M de HCH

3

COO.

Dado Ka(HCH

3

COO) = 1,8x

Ex- (para 2º)

Calcule o PH em uma solução aquosa de 0,010 M de ácido cloroacetico

(HCH

2

CICOO).

Dada Ka =1,36x

Resolução:

 log  log 0 , 02   ´ 1 , 7

PH H PH

   

       

log^ ^ log 1 , 010 ^12

log log 0 , 01 2

12

12

14

 

  

PH H x

x M

x

OH

K
K H OH H

ou

sendo PH POH PH

POH OH POH

W W

1 º :      100

a

M a M K

C

H K C caso a

  100 2

2

a

M M

K

C

caso

K K KC
H

   1 , 8 10 0 , 01  4 , 210 log  log 4 , 210  3 , 4

5 4 4         

     H K C x x M e PH H x PH a Ma

 

 

log   log 3 , 0710  2 , 51

3

3

2 3 32 3

 

   

PH H x PH

x M

K K KC x x x H

M

MOLÉCULA

 3.4.4 - PH de uma mistura de ácidos fortes.

Quando se mistura dois ou mais electrólito a operação da mistura provoca a diluição de

cada um, cujas concentrações finais podem ser calculadas através da expressão:

C 1 •V 1 = C 2 •V 2

Caso V 1 = V 2 teremos que

Sendo que

Ex- (para 3.4.4):

Calcule o PH da solução obtida por mistura de volumes iguais de HCl 0,5 M e

HCI

4

0,1 M.

Resolução:

Depois da mistura os ácidos passam a ter as seguintes concentrações:

Obs-3: O mesmo raciocínio é aplicado também para bases fracas e fortes.

3.5 - Comportamento Ácido-Base de soluções Aquosas de Sais. Hidrólise

Comentário-5 :

Ácidos reagem com as bases, com a formação de um sal e água (reacção de

neutralização) ou seja na solução [H+] = [HO-].

 Existe sais cujas soluções têm carácter ácido e outras têm carácter básico.

Isto deve-se ao que se seus iões reagem com água provocando um deslocamento no seu

equilíbrio, e as concentrações de H

e de OH

deixam de ser iguais, portanto a solução

deixam de ser neutra.

 3.5.1 – Hidrolise é a reacção dos iões de um sal com o solvente – água – com a

formação de H

ou de OH

 Quando o NaCH 3 COO é dissolvido em água sofre a seguinte dissociação:

NaCH 3 COO + H2O → Na+^ + CH 3 COO –

A espécie Na

é um ácido conjugado de uma base bastante forte (NaOH), pelo que não

reagirá com a água. No entanto, algo de diferente de passa com o ião CH 3 COO

que é

 H ^  total  H  ácido 1  H  ácido 2

     

log  0 , 3  0 , 52

1 2 0 ,^250 ,^050 ,^3

  

PH PH

H (^) total H ácido H ácido M

MOLÉCULA

Considere o equilíbrio de hidrólise:

NH 4 +^ ↔ H+^ + NH 3

Conc. no equilíbrio (fim) C – hC hC hC

Ex-3.5.4 - (para 1º):

Qual é o PH de uma solução de cloreto de amónio (NH

4

CI) 0,20 M.

Dado K

b

(NH

3

) = 1,8x

Resolução:

NH

4

CI → NH

4

+ Cl

  • reacção de dissociação
  • O Cl

provem de um ácido forte (HCl), portanto será uma base conjugada

fraca e não reagira com água.

  • O NH 4

provem de uma base fraca (NH

3

), portanto será um ácido conjugado

forte

reagira com água entregando um H

NH 4 +^ + H 2 O ↔ NH 3 + H 3 O+^ reacção de hidrólise

Ex-3.5.4: (para 2º)

Qual é o PH de uma solução de acetato de potássio (KCH

3

COO) 0,10 M.

Dado Ka(HCH

3

COO) = 1,8x

Resolução:

NaCH 3 COO + H 2 O → Na+^ + CH 3 COO-^ reacção de dissociação

   

 

W

M

PH

PH a

W M b

M

W a

b

W M

b

W M

b

W h

h M M

h M M M

h

M

k M

K
C
K
K C
K

caso a reacção de hidrolise dar a formação de OH C

K K
PH

caso a reacção de hidrolise dar a formação de H K

K C
PH

ou seja K

K C

podemos escrever que H K

K

lembrando se que K

K C
C
K C
C
C
K

implica que H C

K

H hC sendo h

 

2

2

2

2 º: log

1 º: log

log log 5

14   

PH x

x

K

K C
PH

b

W M

MOLÉCULA
  • O Na

provem de uma base forte (NaOH), portanto será um ácido conjugado

fraco e não reagira com água.

  • CH 3

COO

provem de um ácido fraco (HCH

3

COO), portanto será uma base

conjugada forte reagira com água recebendo um H

CH 3 COO -^ + H 2 O ↔ HCH 3 COO + OH -^ reacção de hidrólise

Ex- 3 .5. 4 - (para 3º):

O PH de uma solução 1,0 M de nitrito de sódio (NaNO

2

) é 8,65. Calcule Ka para

o ácido nitroso (HNO

2

Resolução :

NaNO 2 + H 2 O → Na+^ + NO 2 -^ reacção de dissociação

NO 2 -^ + H 2 O ↔ HNO 2 + OH -^ reacção de hidrólise

 3.6 - A concentração hidrogénionica de um ião do tipo HX

que tanto pode se

dissociar (1), como pode se hidrolisar (2)

-;j'

HX -^ + H 2 O ↔ H+^ + X 2-^ (1)

HX -^ + H 2 O ↔ H 2 X + OH -^ (2)

Pode ser calculada através da seguinte expressão:

Ex-(para 3.6):

Qual é o PH de uma solução aquosa 0,10 M de hidrogénocarbonato de sódio

(NaHCO 3 ). Dada a K

a 1

(H 2 CO 3 ) = 4,2x

e K

a 2

(H 2 CO 3 ) = 5,6x

Dissociação: HX

+ H 2 O ↔ H

+ X

2-

Ka 2 = 5,6x

Nota-se que Kh > K 2 ,ou seja, a solução será básica devido o OH

produzido em

maior quantidade na hidrolise.

8 , 87 0 , 10

110 1 , 810 log log

14 5  

 

 

  PH

x x C

K K PH M

W a

4 14

(^228) , 65 510 110

(^10 101) , (^0)  

  

 

  x K x

C K

x

W

M

PH a

H   Ka 1  Ka 2

8 11

14

2

2 2

11 2

2 2

 

  

   

x x

x

K

K

hidrolise HX HO H X OH K

dissociação HX HO H X K x

a

W h

a

  log 4 , 210 5 , 610 8 , 31

7 11  1  2     

   H Ka Ka PH x x PH

MOLÉCULA

HX ↔ H+^ + X –

Ou seja o PH de uma solução tampão é dado por:

Esta expressão é conhecida como Equação de Henderson - Hasselbalch.

Nota-5: Se [ácido] = [base-conjugada] => PH = PKa

Ex-(para 3.8.3):

Calcule o PH antes e depois da adição de HCI 0,10 M a uma solução na qual as

concentrações de ácido fórmico (HCHO

2

) e do ião formiato (CHO

2

) são iguais

1,00M. Ka(HCHO

2

) = 1,8x

Solução:

 PH antes da adição do HCl:

Para o ácido fórmico PKa = - log1,8x

  • 4

Usando a equação de Henderson – Hasselbalch:

 PH depois da adição de HCI (H

o ácido clorídrico (HCI) reagira com a base conjugada (CHO

2

H+^ + CHO 2 -^ ↔ HCHO 2

Inicio: 0,10 1,00 1,

Fim 0 0,9 1,

O novo PH será:

   

 

 

 

 

 

  

     

  

      

  

   

   

 

 

 

 

X

HX PH PK X

HX H K X

HX H K

multiplicandoambosos por vem X

HX H K HX

H X K

a a a

a a

log log log log log log

log

 ácido 

baseconjugada

ou PH PK

baseconjugada

ácido PH PKa a

 

  

 

 

  

  log log

tan 3 , 74

3 , 74 0 3 , 74 1 , 00

1 , 00 log 3 , 74 log

por to o PH inicial do tampãoé de

baseconjugada

ácido PH PKa     

 

  

 

tan ( ) 3 , 65

3 , 74 0 , 09 3 , 65 0 , 9

1 , 1 log 3 , 74 log

por to o PH final depois da adição do HCl do tampãoé de

baseconjugada

ácido PH PKa     

 

  

 

MOLÉCULA

 3.9 – Titulação ácido - base e indicadores

Comentário-6 :

Uma das aplicações mais correntes das reacções ácido - base são a

determinação da concentração de um ácido (ou de uma base) por

reacção com uma base (ou um ácido) de concentração rigorosamente

conhecida.

Este procedimento é conhecido como titulação (de neutralização) e a

solução cuja concentração é conhecida, é designada por titulante (é

uma solução padrão).

 Na titulação de uma solução dum ácido de concentração

desconhecida, um

volume medido do ácido é adicionado ao frasco e uma solução de

concentração

conhecida de base, é adicionada até que o ponto de equivalência é

atingido.

Este é o ponto no qual quantidades equivalentes do ácido e da base

foram misturados.

 Procedimento de uma titulação:

Mede-se rigorosamente o volume de uma das soluções que se coloca

num balão erlenmeyer, e sobre ela deixa-se gotejar através de uma

bureta a outra solução até que se considere atingido o ponto de

equivalência.

Do ponto de vista prático, a detecção do ponto de equivalência pode

fazer-se usando um indicador apropriado, que, muda de cor para um valor

de pH, o mais próximo possível do ponto de equivalência, assinalando o fim

da titulação.

 4.1 - Indicadores utilizados no método da neutralização.

Comentário -7 :

como se sabe, a reacção de neutralização não é acompanhada de modificações

visíveis como por exemplo uma alteração da cor da solução .. Por isso. para se

determinar o ponto de equivalência, adiciona-se à solução titulada um indicador

apropriado.

 Entre elas, pode citar-se o tornesol. o alaranjado de metilo (heliantina), a

fenoftaleína e muitos outros.

Ponto de equivalência : é o ponto final de uma titulação.

A coloração de cada um destes indicadores “vira” numa zona limitada e bem determinada dos valores do PH. Alem disso

esta zona de viragem depende exclusivamente das propriedades do indicador escolhido e não da natureza do ácido e da

base que reagem.

Por isso a viragem do indicador dá-se regra geral. não rigorosamente no ponto de equivalência mas para um valor

que se afasta um pouco desse ponto, este afastamento provoca um erro, chamado erro do indicador de titulação.