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Curso de Biossegurança - RiscoBiolgico.Org - Capítulo 6 - "Equipamentos de Raios X"
Tipologia: Notas de estudo
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Embora não seja usual referir-se aos raios X em termos de comprimento de onda, na faixa do Radiodiagnóstico, que se estende de aproximadamente 20 até 150 kV os valores correspondentes de λ vão de 1 a 0,1 Angstrons. Propriedades
Esquema de um tubo de raios X É um tubo de vidro denominado ampola no qual se faz vácuo e que contém no seu interior o catodo e o anodo. Sua função também é de promover isolamento térmico e elétrico entre as partes. Possui uma janela com espessura menor do que o resto da ampola e pela qual passa o feixe útil com o mínimo de absorção possível. O tubo é colocado dentro de uma calota protetora revestida de chumbo, chamado de cabeçote a fim de reduzir a radiação espalhada. O cabeçote contém a ampola e demais acessórios. É geralmente de alumínio ou cobre cuja função é de blindar radiação de fuga. Possui uma janela radiotransparente por onde passa o feixe. O espaço é preenchido com óleo que atua como isolante elétrico e térmico. Cabeçote do tubo de raios X Catodo: e o lado negativo do tubo de raios X. Divide-se em duas partes: filamento e focalizador. O filamento é um fio de tungstênio (Z = 74) com a forma de espiral, que emite elétrons devido ao seu aquecimento. Focalizador: é utilizado para evitar a dispersão dos elétrons produzidos no filamento. Muitos tubos de raios X possuem dois focos, um pequeno chamado de foco fino e um grande chamado de foco grosso. Em geral, o foco fino tem comprimento entre 0,3 e 1,0mm e o foco grosso tem comprimento entre 1,3 e 1,5 cm. Anodo: e o lado positivo do tubo de raios X. Existem dois tipos de anodos: anodo fixo que e utilizado em tubos de baixas correntes (equipamentos odontológicos e equipamentos transportáveis) e anodo rotatório que e utilizado em tubos de raios X de alta intensidade.
Tamanho do ponto focal Efeito Heel (Efeito Anódico) Devido à inclinação da superfície do alvo, os elétrons que o atingem terão que atravessar diferentes espessuras do alvo. Os raios X são produzidos em várias profundidades no alvo e conseqüentemente sofrem atenuações diferentes. Quanto mais espesso, mais absorção. Isto resulta numa intensidade que é maior no lado do catodo que do anodo. No entanto esta aparente desvantagem poderá ser utilizada como um benefício, por exemplo, numa radiografia de tórax, posicionando-se o paciente com a parte mais espessa do lado do catodo. Deste modo será compensada a diferença de espessura do paciente pela maior intensidade do feixe. Efeito Heel