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Escalas termométricas, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

Calorimetria, resumo geral

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 04/01/2012

rafael-rodrigo-maraja-1
rafael-rodrigo-maraja-1 🇧🇷

4.8

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bg1
Calorimetria
Resumo Teórico
Escalas Termométricas
Pon tos fi xosCel si usFah re nhe itKel vin
GeloC32ºF273K
Vapor100ºC212ºF373K
t
5
t32
9
t273
5
CFK
==tC = t K – 273
Dilatação do sólidos
I. Dilatação linear
II. Dilatação superficial
L0
L
L
θ0
θ
θ
L L=
0αθ
L L0
=+( )1αθ
L L L0
=
θ θ θ= 0
A0
A
A
θ
θ0
A A=
0βθ
A A0
=+( )1βθ
A A A0
=
θ θ θ= 0
βα=2
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

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Calorimetria

Resumo Teórico

Escalas Termométricas

Pontos fixos Celsius Fahrenheit Kelvin Gelo 0ºC 32ºF 273K Vapor 100ºC 212ºF 373K

t 5

t 32 9

t 273 5

C (^) = F −^ = K −^ t C = tK – 273

Dilatação do sólidos

I. Dilatação linear

II. Dilatação superficial

L 0

L

∆L

θ 0

θ

θ

∆ L = L 0 ⋅ α ⋅∆θ

L = L 0 ⋅ ( 1 + α ⋅∆θ)

∆L = L −L 0

∆θ = θ − θ 0

A 0

A

∆A

θ

θ (^0) ∆ A = A ⋅ ⋅∆ 0 β^ θ

A = A 0 ⋅ ( 1 + β ⋅∆θ)

∆A = A −A (^0)

∆θ = θ − θ 0

β = 2 α

III. Dilatação volumétrica

Dilatação dos líquidos

Dilatação anômala da água: Aumentando a temperatura da água entre 0ºC e 4ºC há diminuição de volume, a partir de 4ºC há aumento de volume.

Calorimetria

Variação de temperatura: ∆θ = θ – θ 0 ∆θ > 0 se θ > θ 0 e ∆θ < 0 se θ < θ 0

Equação fundamental da calorimetria: Q = m ⋅ c ⋅ ∆θ

Capacidade térmica de um corpo: C

Q

= = m c⋅ ∆θ

Trocas de calor: ⋅⋅Quando dois ou mais corpos, com temperaturas diferentes, são postos em

contato, eles trocam calor entre si , até atingirem a mesma temperatura,

chamada de temperatura de equilíbrio térmico. Para um sistema

termicamente isolado, temos:

Σ Qrecebido + Σ Qcedido = 0

V 0

V

∆V

θ

θ 0 ∆^ V^ =^ V^0 ⋅^ γ^ ⋅∆θ

V = V 0 ⋅ ( 1 + γ ⋅∆θ)

∆V = V −V 0

∆θ = θ − θ 0

γ = 3 α

V 0

θ

θ 0

∆VAP

∆Vreal = ∆Vap + ∆Vrecip

∆Vreal = V 0 ⋅ γreal ⋅ ∆θ

∆Vap = V 0 ⋅ γap ⋅ ∆θ

∆Vrecip =V 0 ⋅ γrecip ⋅ ∆θ

γreal = γap + γrecip

∆θ = θ – θ 0

Estudo dos gases

Equação de Clapeyron: p ⋅ V = n ⋅ R ⋅T n =

m M

Equação geral dos gases perfeitos:

p V T

1 1 1

p V T

2 2 2

Transformação Representação gráfica Lei

Isotérmica

(temperatura constante)

p 1 ⋅ V 1 = p 2 ⋅ V 2

Lei de Boyle-Mariotte

p e V são inversamente proporcionais

Isobárica

(pressão constante)

V

T

V

T

1 1

2 2

Lei de Charles e Gay-Lussac

V e T são diretamente proporcionais

Isométrica ou Isocórica

(volume constante)

p T

p T

1 1

2 2

Lei de Charles

p e T são diretamente proporcionais

Adiabática

(não há troca de calor)

p 1 ⋅ V 1 γ^ = p 2 ⋅V 2 γ

Equação de Poisson

γ =

c c

p V

cp e cV são os calores específicos do gás, a pressão constante e a volume constante.

p

V

p 1

p 2

V 1 V 2

isoterma

Quanto mais elevada a temperatura, mais afastada dos eixos está a isoterma.

V

p

p 1 = p 2

V 1 V 2

p p 1

p 2 V V 1 = V 2

p

V

T 2 T 1

Termodinâmica

Trabalho realizado ou recebido por um gás:

sob pressão constante: τ = p ⋅ ∆V = p (V⋅ (^) final −Vinicial ) Vfinal > Vinicial τ > 0 o gás realiza trabalho Vfinal < Vinicial τ < 0 o gás recebe trabalho Vfinal = Vinicial τ = 0 transformação isométrica

sob pressão variável:

numa tranformação cíclica:

Variação da energia interna de um gás ideal:

∆U =

n ⋅ R ⋅ ∆T se o gás ideal for monoatômico. ∆T > 0; ∆U > 0; energia interna aumenta

Quantidade de calor recebida ou cedida pelo gás ideal

a volume constante: QV = n ⋅ CV ⋅ ∆T gás recebe calor: Q >

a pressão constante: Qp = n ⋅ Cp ⋅ ∆T gás cede calor: Q <

Relação de Mayer: Cp – CV = R não há troca de calor: Q = 0 transformação adiabática

Primeira lei da termodinâmica

∆ U = Q−τ

Nas transformações cíclicas ∆ U = 0.

τ = A

p

V

N

p

V sentido anti-horário

τ < 0

p

V sentido horário

τ > 0

∆T < 0; ∆U < 0; energia interna diminui ∆T = 0; ∆U = 0; tranformação isotérmica

Máquina térmica

τ = Q 1 – Q 2

Rendimento: η

τ

Q 1

ou η = 1 −

Q

Q

2 1

Ciclo de Carnot: Ciclo teórico que permite o maior rendimento numa máquina térmica operando entre as fontes fria e quente.

AB = isotérmica BC = adiabática CD = isotérmica DA = adiabática

ηmáx 2 1

T

T

Exercícios

  1. (FUVEST-99) A figura mostra uma bomba de encher pneu de bicicleta. Quando o êmbolo está todo puxado, a uma distância de 30 cm da base, a pressão dentro da bomba é igual à pressão atmosférica normal. A área da secção transversal do pistão da bomba é 24 cm^2. Um ciclista quer encher ainda mais o pneu da bicicleta que tem volume de 2,4 litros e já está com uma pressão interna de 3 atm. Ele empurra o êmbolo da bomba até o final de seu curso. Suponha que o volume do pneu permaneça constante, que o processo possa ser considerado isotérmico e que o volume do tubo que liga a bomba ao pneu seja desprezível. A pressão final do pneu será, então, de aproximadamente: a. 1,0 atm b. 3,0 atm c. 3,3 atm d. 3,9 atm e. 4,0 atm.
  2. (FGV-JUNHO-2000) Em determinada localidade, a temperatura de ebulição da água começa em 100ºC e o congelamento, em 0ºC, na escala centígrada. No entanto, as pessoas dessa localidade adotam como unidade de temperatura, em seus termômetros, o grau P (símbolo: ºP). Nessa escala, a temperatura de 0ºC eqüivale a –1000 ºP e a água entra em ebulição a 1000 ºP. Qual a temperatura em graus P (ºP) que corresponde a 25ºC?

a. 0ºP b 500ºP c. 750ºP d. 250ºP e. –500ºP

Fonte quente

Fonte fria

Máquina térmica

Q 1 Q 2

τ

30 cm

p

V

A

D

B

C T^2

T 1

  1. (FUVEST-2001) Um gás contido em um cilindro, à pressão atmosférica, ocupa um volume V 0 , à temperatura ambiente T 0 (em kelvin). O cilindro contém um pistão , de massa desprezível, que pode mover-se sem atrito e que pode até, em seu limite máximo, duplicar o volume inicial do gás. Esse gás é aquecido, fazendo com que o pistão seja empurrado ao máximo e também com que a temperatura do gás atinja quatro vezes T 0. Na situação final, a pressão do gás no cilindro deverá ser: a. metade da pressão atmosférica b. igual à pressão atmosférica c. duas vezes a pressão atmosférica d. três vezes a pressão atmosférica e. quatro vezes a pressão atmosférica
  2. (FGV- outubro-2000) O dono de um posto de gasolina recebeu 4000 l de combustível por volta das 12 horas, quando a temperatura era 35ºC. Ao cair da tarde, uma massa polar vinda do Sul baixou a temperatura para 15ºC e permaneceu até que toda a gasolina fosse totalmente vendida. Qual foi o prejuízo, em litros de combustível, que o dono do posto sofreu? (Dado: coeficiente de dilatação do combustível é de 1,0.10–3^ ºC–1).

a. 4 b. 80 c. 40 d. 140 e. 60

  1. (FUVEST-98) Considere uma máquina térmica em que n moles de um gás ideal executam o ciclo indicado no gráfico pressão P versus volume V. Sendo T a temperatura do gás, considere as relações: I. TA = 4 TC e TB = TD II. TA = TC ⋅ e TB = 4 TD

Sendo W o trabalho realizado pelo gás no trecho correspondente, considere as relações III. WAB = WCD IV.WAB > WCD Estão corretas as relações:

a. I e III b. I e IV c. II e III d. II e IV e. somente III

  1. (FUVEST-2000) Um bujão de gás de cozinha contém 13kg de gás liqüefeito, à alta pressão. Um mol desse gás tem massa de, aproximadamente, 52g. Se todo o conteúdo do bujão fosse utilizado para encher um balão, à pressão atmosférica e à temperatura de 300 K, o volume final do balão seria aproximadamente de: a. 13 m³ b. 6,2 m³ c. 3,1 m³ d. 0,98 m³ e. 0,27 m³

V 0

p

2p 1

p 1

V 1 2V 1

V

A (^) B

D C

Constante dos gases R R = 8,3 J/(mol (^) ⋅ K) ou R = 0,082 atm ⋅ l/(mol ⋅ K) patmosférica= 1 atm = 1 ⋅ 105 Pa (1 Pa = 1N/m^2 ) 1 m^3 = 1000 l

  1. Alternativa c.

Da Equação Geral dos Gases Perfeitos, temos:

p V T

pV T

0 0 0

p V T

p 2V 4T

0 0 0

0 0

p = 2 (^) ⋅ p 0

  1. Alternativa b.

|∆V| = V0 ⋅ γ ⋅ |∆θ | | ∆V| = 4000 ⋅ 1,0 ⋅ 10 –3^ ⋅ |15 – 35 | |∆V| = 4 ⋅ |–20| |∆V| = 80 l

  1. Alternativa d.

p V T

p V T

A A A

C C C

2p V T

p 2V T

1 1 A

1 1 C

= TA = TC

p V T

p V T

B B B

D D D

2p 2V T

p V T

1 1 B

1 1 D

= TB = 4 ⋅ TD

W = P ⋅ ∆V

Na transformação AB, tem-se |WAB| = 2p 1 V 1 Na transformação CD, tem-se |WCD| = p 1 V 1

  1. Alternativa b.

Usando a equação de Clapeyron: p ⋅ V = n ⋅ R ⋅ T p ⋅ V =

m M

⋅ R ⋅ T

1 ⋅ 105 ⋅ V =

⋅ 8,3 ⋅ 300 V ≅ 6,2 m^3

Afirmação II é verdadeira. Afirmação I é falsa.

Afirmação IV é verdadeira. Afirmação III é falsa.