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Escoliose e dor e-book, Slides de Anatomia

Tudo que precisa saber sobre a escoliose e os sintomas de dor

Tipologia: Slides

2021

Compartilhado em 14/12/2024

kerol-4
kerol-4 🇧🇷

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ESCOLIOSE E DOR
ebook
Guia completo com tudo o que precisa
saber sobre o assunto
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ESCOLIOSE E DOR

ebook

Guia completo com tudo o que precisa

saber sobre o assunto

Sou ortopedista formado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP-SP). Realizei residência em ortopedia e traumatologia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP-SP) com especialização em cirurgia da coluna vertebral. Além de mestrado em ciências da saúde Além disso, realizei diversos estudos que lhe proporcionam amplo conhecimento técnico e experiência para compreender e aplicar o tratamento mais adequado a cada um de meus pacientes. Com diferentes especializações no exterior com expoentes da cirurgia de coluna e escoliose, incluindo pós-graduação em Pesquisa Clínica pela renomada Harvard Medical School (Boston-EUA). Busco sempre inovações e avanços da medicina como forma de aprimorar o atendimento e análise detalhada do quadro, para proporcionar o melhor e mais atual tratamento para cada paciente.

MEU PROPÓSITO

Resumo Dr. Barsotti:

Clique aqui para assistir o vídeo

1. INTRODUÇÃO

2. CAUSAS DA ESCOLIOSE

3. FATORES DE RISCO

4. TIPOS DE ESCOLIOSE

5. SINTOMAS DE ESCOLIOSE E DOR

6. COMO DIAGNOSTICAR A ESCOLIOSE

9. TRATAMENTO PARA ESCOLIOSE

10. O QUE ACONTECE SE A ESCOLIOSE NÃO FOR TRATADA?

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SUMÁRIO

ESCOLIOSE E DOR

Introdução

A escoliose é um problema de saúde bastante comum, que afeta a coluna e se não tratada pode comprometer outras partes do corpo, como as pernas ou quadril por exemplo, dificultando o andar ou até mesmo a prática de outras atividades no cotidiano.

Muitos acreditam que esta é uma deformidade adquirida apenas na fase adulta, mas crianças também podem apresentar escoliose. Além disso, esse desvio acentuado na coluna é mais incidente em mulheres, embora também há ocorrências de escoliose entre o público masculino.

Embora haja muitas informações e estudos acerca desse assunto, ainda existem alguns mitos sobre essa deformidade que geram muitas dúvidas. Por isso, elaboramos esse E-book com tudo o que você precisa e deve saber acerca da escoliose.

Se você quer conhecer mais e se inteirar sobre causas, fatores de risco, tratamentos e se há uma cura para escoliose continue sua leitura e descubra neste guia tudo o que precisa sobre o assunto.

Boa leitura!

O que é a Escoliose

A escoliose é uma curvatura que acomete a coluna vertebral e que causa a elevação de um dos lados do tronco. Ela pode ocorrer tanto na região cervical, quanto torácica ou lombar.

Além do fator físico e o desconforto com dores constantes, a escoliose também prejudica a autoestima, já que este desvio na coluna provoca uma deformidade física significativa e facilmente perceptível, pois a coluna do paciente com escoliose geralmente se apresenta na forma de “S” ou “C”.

Diferentemente do que se imagina, grande parte dos casos de escoliose surge ainda na infância. Por isso, é importante ficar atento aos sinais para garantir um diagnóstico precoce e, consequentemente, um tratamento mais eficiente, que reduza as chances de haver deformidades ou complicações mais severas e que só tenham solução com intervenção cirúrgica.

Doenças neurológicas

É muito comum que crianças e adolescentes com doenças neurológicas como paralisia cerebral, poliomielite entre outras, tenham escoliose. Isso porque sua própria condição gera uma fraqueza muscular que impossibilita a sustentação adequada do tronco, gerando desvios na coluna vertebral.

Distrofia muscular

Pacientes com distrofia muscular – patologias que causam fraqueza dos músculos e a perda de massa magra- são acometidos com a escoliose, pelo mesmo motivo daqueles que apresentam paralisia. Com o avanço da distrofia muscular, os pacientes tendem a piorar nos sinais da escoliose causando muito desconforto.

Estas são, portanto, algumas causas comuns que podem levar uma pessoa a desenvolver escoliose. Mas, vale lembrar que grande parte dos casos de escoliose estrutural (idiopática), que é a mais comum de ocorrer, possui causa desconhecida. Ou seja, essa deformidade pode surgir em qualquer pessoa.

FATORES DE RISCO

Os fatores de risco para escoliose referem-se aos grupos que possuem maior probabilidade de desenvolver o encurvamento na coluna. Nesse caso, podemos citar como fatores de risco:

Idade

apesar de ser um problema que começa a surgir e se acentuar antes da puberdade, pessoas idosas são um grupo que precisa maior atenção quanto a escoliose, pois com o avanço da idade a estrutura óssea fica enfraquecida e a probabilidade de surgir uma deformidade aumenta consideravelmente.

Gênero

não se sabe o motivo exato, mas a escoliose ocorre com maior frequência nas mulheres, embora seja importante ressaltar que os homens também podem desenvolver desvios anormais na coluna.

Histórico Familiar

Pessoas que apresentam antecedente familiar com escoliose tem mais chance de desenvolver escoliose.

Apesar de não se ter a causa exata é possível mapear a propensão de desenvolvimento dessa curvatura anormal na coluna. Para isso, é fundamental definir o tipo de escoliose que o paciente apresenta.

TIPOS DE ESCOLIOSE

Muitas pessoas acreditam que só existem um tipo de escoliose, a idiopática. Mas, dependendo da região da coluna afetada, assim como do grau de curvatura ou então da origem de formação da escoliose, essa deformidade pode apresentar até 5 tipos diferentes.

1. Escoliose congênita

A escoliose do tipo congênita corresponde aos pacientes que possuem a escoliose desde o nascimento, ou seja, sua causa é genética e se caracteriza por uma má-formação da coluna no 4° ao 6° mês de gestação.

Este é um tipo de escoliose que possui baixa incidência. Além disso, muitas crianças que nascem com essa deformidade, por não apresentar sinais aparentes, só tem o diagnóstico definido na adolescência ou fase adulta.

2. Escoliose neuromuscular

A escoliose neuromuscular é um tipo que surge em decorrência de doenças neurológicas que afetam diretamente os músculos do corpo. Ou seja, normalmente esse tipo de patologia atinge a ligação dos

Normal Escoliose

após a estruturação óssea começaram a apresentar sinais de uma curvatura incomum em sua coluna.

Válido ressaltar que apesar de se considerar escoliose degenerativa do adulto a partir dos 20 anos, grande parte dos indivíduos só apresentam os sintomas entre os seus 40 a 45 anos.

SINTOMAS DE ESCOLIOSE E DOR

Embora existam diferentes tipos de escoliose, esta é uma deformidade da coluna que apresenta sintomas físicos e internos comuns entre si. Entre os principais sintomas da escoliose, estão:

Desproporção dos membros

Quem possui escoliose apresenta como sintoma físico e visível a desproporção dos membros, principalmente dos ombros. Mas é possível observar também assimetrias no tamanho das pernas, na caixa torácica e no quadril. Além disso, o corpo tende a se inclinar mais para um lado.

A inclinação e a desproporção dos membros ocorrem de acordo com o grau da escoliose. E nos casos mais grave, o indivíduo fica totalmente incapaz de realizar algumas tarefas, como correr, por exemplo.

Dores musculares

Outro fator muito comum entre as pessoas que apresentam escoliose são as dores musculares, principalmente na região das costas, ombros e pernas. Isso geralmente acontece porque a curvatura anormal da coluna, acaba sobrecarregando outras musculaturas gerando um grande desconforto.

Além disso, a dor e o desconforto provocados pela escoliose pode surgir de forma leve ou mais acentuada, dependendo do grau em que a deformidade se apresenta. Em alguns casos é comum sentir dor muscular após ficar um longo período sentado ou deitado.

Fadiga

A fadiga é o sintoma que está relacionado a posição que o paciente permanece por longos períodos.

É comum pacientes com paralisia cerebral e distrofia musculares terem como principal sintoma as dores e a fadiga, uma vez que em grande parte dos casos são pessoas que precisam utilizar a cadeira de rodas e por esse motivo ficam durante logos períodos sentados.

Rigidez na coluna

Outro sintoma da escoliose dos diferentes tipos é a rigidez na coluna, ou seja, uma falta de mobilidade e movimentação da coluna. Essa rigidez também é conhecida popularmente como “coluna travada”. Nesse estagio o paciente encontra-se em um caso grave de escoliose e essa rigidez o impossibilita de realizar grande parte das tarefas do dia a dia.

Ao notar algum destes sintoma é necessário procurar um médico ortopedista para que se faça uma avaliação mais detalhada e, com isso, seja possível chegar a um diagnóstico preciso sobre o problema.

COMO DIAGNOSTICAR A ESCOLIOSE

O diagnóstico deverá ser realizado sempre com o acompanhamento de um médico especialista no assunto, pois somente este profissional tem capacidade técnica de identificar se o quadro se trata realmente de uma escoliose. E em caso afirmativo, indicar o tipo, assim como as prováveis causas e a abordagem terapêutica mais adequada em cada caso.

No geral, o diagnostico para escoliose envolve a realização dos seguintes exames:

Radiografia da coluna vertebral:

Por meio do exame é obtido imagens da coluna, onde após a análise médica conseguirá averiguar a presença da escoliose no paciente. No entanto a depender do caso, o profissional pode pedir a realização de outros exames como a tomografia computadorizada, por exemplo.

Existem diferentes tipos de coletes, sendo que os mais comuns são: Colete thoracolumbar sacral orthosis: É um colete de fácil utilização, onde o paciente utiliza durante o dia e afeta pouquíssimo a realização das tarefas do cotidiano. Ele pega toda a extensão torácica gerando um alinhamento de postura e não possui o suporte para pescoço e também há a possibilidade de usá-lo por baixo das roupas. Colete noturno: Possui maior rigidez para utilizá-lo no período noturno. Como o período de uso dos coletes ocorre entorno e 22horas, os pacientes precisam dormi com o colete e nesse caso o mais indicado é o colete noturno ou Colete de Charleston.

Cirúrgicos

Recomenda-se o tratamento cirúrgico apenas em casos onde a curvatura da coluna é superior a 50º. Por meio da cirurgia é possível fazer com que a deformidade não evolua e chegue ao nível avançado ao ponto de comprometer o bem-estar e qualidade de vida do paciente.

De forma resumida, a cirurgia tem como objetivo realinhas as vertebras gerando uma diminuição na curvatura e diminuindo sintomas como as dores excessivas e a fadiga que é comum em casos de escoliose.

Fisioterapia

Em casos que apresentam um menor nível de curvatura, ou seja, curvas abaixo de 30º, a fisioterapia também acaba sendo uma ótima abordagem terapêutica. Com a ajuda de uma profissional o paciente será acompanhado em uma séria de exercícios cujo o objetivo é o alinhamento da coluna e a diminuição da desproporção corpórea.

Inclusive, a RPG é uma abordagem dentro da fisioterapia bastante usada para corrigir a postura e

reabilitar o sistema muscular de pacientes com escoliose.

Por meio dessa abordagem, trabalha-se um conjunto de posturas envolvendo a coluna, braços e pernas, além de usar processos respiratórios, com o objetivo de melhorar o alinhamento da coluna, o equilíbrio corporal e reduzir as tensões musculares.

É importante salientar, que não se deve realizar exercícios fisioterápicos sem a presença de um profissional. Os exercícios atuam diretamente na coluna vertebral, se mal realizados, o paciente pode ficar com sequelas e até perder movimentos dos membros inferiores.

Exercícios físicos

Realizar exercícios físicos também é uma forma de tratamento para escoliose. Inclusive, há quem diga que as pessoas com escoliose não devem fazer esporte, mas pensar dessa forma é um erro.

Dependendo do grau de escoliose, os exercícios físicos e esportes como o pilates, por exemplo, podem gerar benefícios ao estado geral do paciente.

O tipo de tratamento a ser aplicado vai depender de fatores como as possíveis causas, a localização e tamanho da curvatura, assim como o grau de evolução, idade que o paciente apresenta entre outras coisas. Por isso, o mais indicado é que busque ajuda de um profissional para que, juntos possam traçar a melhor linha de tratamento.

Até o momento ainda não existe um tratamento a base de medicamentos indicado para escoliose. Contudo existem uma série de fatores que irá contribuir para o sucesso do tratamento.

Basicamente, os fatores que influenciarão para que o tratamento da escoliose seja bem sucedido são:

Tratamento realizado de forma adequada Grau de curvatura do paciente O início do tratamento

Geralmente nos casos em que o início do tratamento ocorreu logo na infância, observou-se uma melhora significativa do quadro. Por isso, quanto antes o diagnóstico da escoliose for definido, maiores são as chances de minimizar as deformidades, os sintomas e, com isso garantir uma vida muito mais saudável.

Para concluir...

A escoliose é uma deformidade que pode ser gerado por inúmeros fatores, desde fatores congênitos até traumas. No entanto, na maioria dos casos, não há como descobrir a causa exata. O que não significa de forma alguma que você deve conviver com o problema e as consequências que ele proporciona, pelo contrário.

Ao perceber os sintomas da escoliose, você deve buscar ajuda profissional, para realizar uma avaliação minuciosa do problema. E, com base nisso, estabelecer a melhor abordagem terapêutica para o caso.

Realizado o tratamento de forma adequada você poderá ter seu quadro de escoliose em menor proporção, diminuindo assim o seu grau de curvatura e até mesmo a melhora significativa do quadro.

A escoliose apesar de muito conhecida é cercada de muitas dúvidas, especialmente por quem sofre com esse tipo de problema.

Mas, esperamos que por meio deste ebook você tenha compreendido melhor sobre o que se trata essa deformidade, seus tipos, o que fazer para diagnostica-la. E principalmente as abordagens terapêuticas mais adequadas para cada caso.

Cuide da sua saúde e busque orientação médicas.

A escoliose é uma doença comum, mas que precisa

ser vista e tratada com muita atenção!