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Especial eletricista, Notas de estudo de Biotecnologia

Especial eletricista

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 14/08/2016

luiz-amaral-11
luiz-amaral-11 🇧🇷

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Especial Construtor | Ss dd Da j a: FanoNE Ed. 2 AA uu a Fh- e + a A k EN , » » asas Ds Einstalações BEM Selétricash E stniçdo cine indenizar “nan faniçãão Confira umallista! Edetalhada pETa A verificay sua (Redes.de computadores 85". à E Grupos qo ) | [Saiba mais;sobre economia de energia; segur: positivos; os:e planta baixa Scanned by CamScanner o IMÁfIO S Scanned by CamScanner 00 0 0000000 0006 Formação Guia de cursos para quem estó chegando ou está no mercado de trabalho Planta baixa Ela é essencial para o projeto de instalações elétricas. Confira Normalização Importantes na profissão do eletricista, cs normas garantem a qualidade dos instalações elétricos Instalações elétricas Conheça os caminhos e detalhes de codo tipo de instalação: residencial, predial, em edificações antigas e novas e confira as novidades do setor Aterramento Saiba a diferença entre o aterramento natural e o construído, ambos normatizados Manutenção Confira uma lista detalhada para atualizar o seu trabalho Segurança Conheça os tipos de pára-raios e as normas que regem a instalação destes sistemas Proteções contra choques e incêndios Os detalhes sobre os Dispositivo DR e o Disjuntor Eletromagnético, essenciais nas instalações residenciais Luminotécnica Conheça a técnica da correta iluminação de ambientes e como se tornar um profissional do setor Grupos geradores Como funcionam e em que casos são realmente necessários Rede de computadores À instalação de redes de computadores em empresas é um trabalho de instaladores e eletricistas. Descubra como entrar neste mercado Cabeamento estruturado À ausência de diálogo entre eletricistas e instaladores de redes de cabeamento estruturado quanto ao aterramento pode gerar prejuízos às instalações elétricas Eficiência energética Como economizar energia nos instalações e equipamentos Serviços Contatos de profissionais e empresas citados na edição «o PLANTA: BAIXA somos Com o projeto em mãos Planejar antes o que será feito numa instalação elétrica garante maior segurança e menos custos ao trabalho Para o profissional executar qualquer instalação elétrica, é preciso que ele tenha várias informações como a localização dos elementos elétricos, os percursos de uma instalação, condutores, distribuição da carga, proteções, entre outras. A única maneira para representar todos esses dados é a utilização de uma planta baixa da construção em questão. Como a planta é reduzida numa proporção de 50 ou até 100 vezes, para indicar os componentes de uma instalação é necessário o uso de símbolos. De acordo com Osmar de Souza, professor do curso de comandos elétricos no Senai Orlando Laviero Ferraivolo — Tatuapé (São Paulo), há uma norma que define esta simbologia para a planta de instalações elétricas, mas não é seguido à risca, "A NBR 5444 é bastante antiga e também é falha. Muitos símbolos de elementos diferentes são parecidos e se confundem. Com isso, os profissionais aqui do Brasil se espelham em outras simbologias, como a americana, por exemplo, para elaborar uma planta”. Osmar ainda diz que não existem símbolos totalmente definidos e que estes podem mudar de uma construtora para outro, de um profissional para o outro. Mesmo assim, não é possível que se faça confusão com as plantas, isso porque em todas elas é colocada uma legenda que indica o que cada símbolo contido nela representa. 8 ã E= DORMITORIO 1 BANHEIRE Bormtroao 2 UF ie ' A primeira planta feita em e cima do planta típico está 3 318 simbolizando toda q FSAjs tubulação elétrica, o interligando todos os pontos até o quadro de |) ] z : distribuição. Ela deve ser s feita antes da laje e, nessa E) fase, já se sabe a quantidade de eletrodutos e condutores da instolação, mas ainda não é mostrada P) comnHa com Es LEGENDA & Poti: Li atá: TETE (TOMADA MEDIA MONOFISCA C/TERRA QUADRO GE ENTRADA CO) Ponto DE Luz Na PAREDE E ex.0€ Sana media BASICA Z/TEARA ERES QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO S INTERRUPTOR SIMPLES MSI CxDE SAIDA ALTA BiFASICA C/TERRA —— ExETROOUTO SOBRE A LAJE SG” irenupron panuLeLO Ô cameamma ELETRODUTO EMBUTIDO HA PAREDE (B ToMadA BAIXA MONOFASCA C/TERRA- O —aório DE CAMPAINHA ELETRODUTO EMBUTIDO NO PISO Editora Provenzano Manual do Construtor . 5 Scanned by CamScanner O professor ressalta que a planta baixa da inslalação é de muita importância por diversos fatores. “Com um projeto em mãos, o eletricista evita, por exemplo, colocar lomadas e interruptores atrás de portas e a perda ou sobra do produlos, pois ele pode calcular a quantidade exata que irá usar”, explica Osmar. Com a planta em mãos, o profissional Iambém evita ter retrabalho, pois ele pode criar uma estrulura que possibilite mudanças futuras, como a troca de lugares de móveis, por exemplo. Isso não acontece apenas na instalação comum, mas também na área de telefonia, sistemas de alarmes, redes de compuladores, entre outros. Para elaborar uma planta, é preciso que o profissional conheça o respeite as normas de instalações elétricas. Nelas existem determinações feitas em prol da segurança da instalação, como o limite para quantidade de tomadas por metro quadrado, “É preciso projetar o trabalho todo dentro das normas, o que evitará desperdício de energia e riscos de danos”, alerta o professor. DORMITORIO a Divulgação . HT - qe. : PV ZA Im Na segundo planta, é possível verificar os fios passando por dentro dos eletrodutos e a quantidade exata de condutores la seg! , [) Manual do Construtor Scanned by CamScanner Editora Provenzano | INSTALAÇÕES. ELÉTRICAS Energia pata Siga o caminho que a eletricidade leva passando pelas mãos dos instaladores até Para idealizar um projeto e colocá-lo em prática, engenheiros, técnicos eletrotécnicos e instalodores devem trabalhar lado a lado. Conhecer os critérios para a elaboração do projeto e as novidades na execução são algumas das maneiras de aperfeiçoar esta parceria e beneficiar o bom funcionamento e a segurança das instalações. Consultamos especialistas que apresentam como trilhar este caminho desde o projeto até uma possível reforma, se necessário. A partir dos necessidades do usuário que estará utilizando a instalação, os profissionais devem analisar todos os aspectos técnicos e de segurança indicados para que o projeto em que estão trabalhando alcance bons resultados. O projeto *Um projeto elétrico deve conter as informações necessárias para que o instalodor consiga executar a instalação, tal e qual o projetista a concebeu”, explica Humberto Farina, mestre em Sistemas Prediais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenador técnico da Tesis — Tecnologia de Sistemas em Engenhoria. Segundo Farina e o engenheiro eletricista Francisco Del Nero Landi, gerente técnico da Tesis, o projeto deve conter, no mínimo: * Locação de pontos de tomada e de iluminação, interruptores com identificação clara sobre os comandos a que se destinam; + Pontos para a alimentação de equipamentos e quadro de luz; + Eletrodutos interligando os pontos anteriormente descritos ao quadro de luz, e deste à entrada de energia; * Fiação necessária, estando claramente identificada a seção dos cabos e cor; * Diagrama elétrico do quadro de luz, identificando circuitos, potências e proteções; * Entrada de energia, contendo poste, caixas, proteções e cabeamento de acordo com o padrão da concessionária de energia elétrica local; 8 Manual do Construtor Scanned by CamScanner + Detalhes que o projetista julgar necessários para que se tenha o completo entendimento do projeto elétrico; * Consulta e, dependendo do tipo de edificação, aprovação do projeto elétrico da entrada de energia por parte do concessionária. Fique atento Ainda no projeto, devem estar especificados os moteriais a serem utilizados na execução. Antes de comparar preços, verifique se o produto tem ou não o selo do Inmetro. “O instalador pode optar por materiais econômicos desde que eles não comprometam a segurança das instalações. Para isso é importante procurar materiais certificados”, orienta Hélio Eiji Sueta, diretor da Divisão de Potência do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP (IEE-USP) e doutorando em engenharia elétrica na Poli-USP Lembre-se que produtos que não são certificados não têm garantia de que foram adequadamente testados e avaliados e podem oferecer perigo à instalação. Os instaladores, profissionais como técnicos em eletrotécnica ou auxiliares técnicos, devem atender ainda gs indicações dos fabricantes dos produtos para extrair deles um bom rendimento. Profissionais bem formados se preocupam em não comprometer 9 risco da instalação e em seu bom funcionamento. “É fundamental que os instaladores tenham boa formação técnica e estejam atualizados”, observa João Carlos Salgueiro, gerente comercial da área de serviços da Schneider Electric. Os instaladores devem estar preparados pora executar todos os tipos de projeto, seja em casas ou prédios. O projeto de instalações para residência e prédios é diferenciado desde o recebimento da energia da concessionária até a distribuição de energia, devido às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e, principalmente, pelos necessidodes dos usuários (veja box). Editora Provenzano | casas e prédios desde o projeto dos engenheiros, uma reforma ou modernização do sistema Dimensionando corretamente A NBR 5410/04 determina os condições mínimas para as cargos elétricos a serem previstas em uma edificação. “Ela dita a quantidade e potência de iluminação e tomadas de uso geral, eo projetista ainda deve considerar os equipamentos elétricos que serão instalados na residência”, observa Farina. / Potência instolodo e a demanda total são fatores complexos no dimensionomento da carga elétrica de uma instalação. A primeira refere-se à soma de todas as cargas elétricas que serão instalados na edificação, seja para um prédio ou casa. Já para a demanda total é feito um cálculo considerando que dificilmente todas os cargas estarão ligados simultaneamente. Assim o projeto é feito pela demanda total, o que torna a carga do sistema houver cinco chuveiros elétricos, dificilmente todos estarão sendo utilizados ao mesmo tempo", comenta Sueta. | menor do que a avaliada na potência instalado. "Se na residência N + Além das cargas previstas para o cotidiano do usuário, o projeto deve prever futuras expansões na rede elétrica da edificação. O | profissional deve estar atento ao dimensionamento das cargas Instalações elétricas em prédios Os sistemas elétricos em prédios são projetos de maior comple- xidade, se comparados aos de instalações em casas & geralmente são projetados por empresas de engenharia. Nestes cosos, o projeto elétrico abrange as áreas comuns da dificação bem como os circuitos de distribuição dos amentos. “Considerando o caso do distribuição de «, podemos deduzir que a carga exigido por um prédio ge ante é superior à de uma casa, o que demanda mais aic ,30 na elaboração do projeto”, explica Sueta. Esta diferença faz com que as instalações em prédios demandem Hélder Vasconcelos Edifício do Residencial Ville Belle Époque com instalação elétrica projetada pela Construtora Líder, em São Paulo (SP) componentes de maior capacidode, tais como disjuntores e cabos, sendo usual que os circuitos das áreas comuns dos prédios sejam um pouco mais sofisticados contando com circuitos de comando automático. “Deve-se considerar ainda os circuitos para prover outras comodidades nos condomínios, tais como redes de telefonia, cabos para TV e, mais recentemente, para redes de computadores”, completa Caires. Editora Provenzano Scanned by CamScanner Manual do Construtor o Manutenção de quadro de distribuição com uso de multímetro para verificar se há fuga no circuito, Programa Encontre seu Eletricista, do Procobre e Senai/SP no Senai Tatuapé Novos produtos para sua instalação 2 ê É] 2h E [a] Linha de Cabos Atumex, da Pirelli Energia, com baixa emissão de fumaça « gases tóxicos, indicado para uso em edifícios e indústrias. Editora Provenzano Scanned by CamScanner Sistema My Home, da BTicino, proporciona conforto e segurança aos ambientes domésticos através de um sistema integrado de comandos elétricos, que permite ao usuário acionar equipamentos em toda a casa. Renato Negrão Esta proteção é feita com a instalação de dispositivos de proteção contro surios (DPS), os quais evitam ou deveriam evitor os efeitos danosos das sobretensões transitórias nas instalações e seus aparelhos. A proteção da instalação deve ser feita por portes. Escolha os DPS, de acordo com a função do local e tipo do aparelho a proteger, como computadores, telefones, sistemos de interfones, além das redes elétrica e de informática. “Uma opção econômica poderia ser a proteção da rede elétrico no quadro de distribuição ou no quadro de entrada da residência e eventualmente, a proteção da rede telefônica também”, comenta Caires. Um outro ponto, referente a novos dispositivos, é a utilização obrigatória dos interruptores diferenciais nos circuitos em ambientes úmidos, tais como banheiros, área de serviço e cozinhas. Estes dispositivos protegem as pessoas contra choques elétricos e também a instalação contra incêndios. No caso dos interruptores diferenciais, o instalador pode proteger todos os circuitos elétricos individualmente, o que fica mais caro, ou implantar um único dispositivo na alimentação do quadro de distribuição, o que fica mais barato, mas pode provocar falta de energia em toda casa no caso de surtos. Reformas de construções antigas Algumas edificações estão longe das exigências da NBR 5410 desde sua última revisão em 1997. Com muitos anos sem passar por reformas, algumas instalações apresentam perigos que passom longe da cabeça de seus usuários. “O usuário não calcula o risco que está passando e tem que despertar para o ponto vital da questão: a segurança”, observa Campos. Manual do Construtor. mo Além dos possíveis danos causados pelotempo, o usuário se esquece também de que está adicionando equipamentos e que a instalação pode não estar preparada para alimentá-lo. A norma não esta- belece prazos para a revisão do instalação elétrica, mas os usuários devem estar sempre atentos às anormalidades. Nas reformas, os aspectos de segurança devem ser avaliados primeiro, “De uma forma geral, é necessário verificar o estado dos condutores e dos dispositivos de proteção. Dependendo do tipo de reforma, se foruma ampliação, por exemplo, verifique se os alimentadores existentes possuem capacidade de condução Para os novas cargas. Além disto, deve-se calcular se as novas quedas de tensão estarão dentro dos valores permitidos”, comenta Sueta. O técnico deve mostrar ao seu cliente que é Disjuntor em instalação industrial que passou por retrofit executado pela Schneider Eletric melhor trocar toda a instalação. “Misturar circuitos Ontigos q novos pode trazer problemas. Já que a intervenção vai ser het, opte portrocar tudo, não corra riscos de trabalhar com materio;s já desgastados”, finaliza Campos. Quando a proposta for modernizar o sistema elétrico, q eletricista deve avaliar as peculiaridades de cada caso. "Por exemplo, em uma instalação dimensionada em uma época que a demanda de equipamentos eletroeletrônicos não era tão grande, deve-se considerar não apenos o projeto, mas também as etapas de execução e as estratégias, visando diminuir ao máximo os transtornos aos moradores”, afirma Caires. Todo o projeto deve ser revisto para atender às exigências da última revisão da norma. Retrofit e modernizações “O retrofit é uma solução para clientes que precisam fazer alterações em curto espaço de tempo sem prejudicar suas operações”, diz Salgueiro. Bastante utilizado em projetos industriais, esta técnica atinge equipamentos, como luminárias, disjuntores, contactores e painéis, que são substituídos sem prejudicar de maneira rápida e precisa. Já a modernização das instalações passa pela linha de comandos inteligentes. Em um único ponto, pode-se Programar equipamentos eletroeletrânicos, iluminação, climatização e até mesmo o sistema de segurança. “Estes sistemas proporcionam um consumo racional de energia ao detectar, através de sensores de presença ou de luminosidade notural, se pode apagar ou acender luzes automaticamente”, orienta a equipe da BTicino. 12 Manual do Construtor Editora Provenzano Scanned by CamScanner Fotos: Divulgação Conexão refeita com Idarexotérmic. e Aterramentos e problemas com a conexão naturais. Estes são aterramentos especialmente construídos. Os eletrodos mais utilizados, entre os padronizados pela norma NBR-5410:2004, são barras redondas de aço cobreado, denominadas copperweld, cantoneiras de aço galvanizado a quente e cabos de cobre nus de no mínimo 50 mm? de seção. Os dois primeiros são eletrodos verticais e o último é um eletrodo horizontal, Além dos condutores enterrados ou da fundação utilizada como eletrodo de aterramento é preciso que haja dentro da edificação na entrada da instalação, uma barra denominada pele norma mois recente, BEP (Barramento de Equalização Principal) e pelas versões anteriores: TAP (Terminal de Aterramento Principal) ou LEP (Ligação Equipotencial Principal). Esta barra é que vai impedir que surjam diferenças de tensão (voltagem) entre os utensílios domésticos perigosas para as pessoas. Os fios de proteção denominados PE (fio verde ou verde amarelo) também denominados fios terra saem de todos os 14 ” Manual do Construtor Scanned by CamScanner utensílios e vão para esta barra diminuindo as diferenças de voltagem entre eles. A BEP é a única parte da instalação que é ligada diretamente ao aterramento. Nos prédios grandes, além do BEP devem haver outras barras auxiliares ligadas a ele e que são denominadas BES (Barramento de Equalização Suplementar). Tipos de aterramento construídos (eletrodos não-naturais) A norma prevê dois tipos: * Tipo A, também chamado de aterramento pontual em que cada descida de condutor de aterramento de um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) é conectada aum eletrodo. Este tipo de aterramento é reservado a prédios pequenos (com perímetro até 25 m) e em solos com resistividode de até 100 ohms.m; « Tipo B, ou em anel, em que cada descida do SPDA é ligada a um anel de cobre nu de 50 mm? de seção enterrado a uma profundidade mínima de 50 cm e a 1 metro de distância do Editora Provenzono Malhas para SPDA: aterramento pela fundação - preferencial O Pilores > [| | | Divulgação baldrome t 7 Sapata > «O Sapata <€ Estacas E» Ferragens de todos os componentes interligados com continuidade elétrica perímetro do prédio. É permitido também usar o tipo A em prédios maiores, onde não seja possível enterrar um cabo horizontal pela presença de uma laje em torno do prédio, por exemplo. Neste caso, considerado uma exceção em que as soluções padronizadas não podem ser usadas, é indicada a instalação de um condutor de interligação entre as descidas próximo do solo (sem ser enterrado), mos no máximo até uma altura de 4 metros em relação ao chão. Para uma instalação melhor Geralmente, os projetistas ainda cometem erros relativos aos equipamentos de tecnologia da informação, como computadores e centrais telefônicas, para os quais muitos ainda pensom que deve haver um terra separado. À questão é resolvida usando o BEP e eventualmente alguns BES interligados ao BEP e só este indo para o aterramento. Se a resistência de aterramento estiver muito alta, pode- se fazer um tratamento com bentonita ou, se possível, interligar à fundação. Neste caso, pode-se eliminar o aterramento não natural. Editora Provenzano Scanned by CamScanner l Não use: * Eletrodos não padronizados, os de aço | cobreado devem ter uma comoda de cobre acima de 254 micrometros, o que é chamado de camada alia, com | comprimento de 2,40 3m. | As barras de camada baixa, cuja camada de cobre desaparece já na cravação provocando a deterioração rápida do | eletrodo, às vezes em menos de um ano; Hostes práticas, cortadas com comprimento de 30 em ou hastes não-padronizadas, pois você pode economizar na compra e, depois, | estor sujeito a choques que podem ser fatais; Eletrodos de aço zincado eletroliticamente qo invés de aço galvonizado a quente, pois não duraram menos que um ano; Cabos de cobre nu de seção inferior a | 50 mm?, pois a duração também vai será menor que a prevista pelas normas (25 a 30 anos). * O professor Duílio Moreira Leite é diretor do Encontre Engenharia, coordenou a Comissão responsável pela elaboração da NBR 5419:2001 relativa à Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas e é autor do livro Proteção contra Descargas Atmosféricas: Edificações, Telecomunicações e Baixa Tensão (Oficina de Mydia Editora, São Paulo). Manual do Construtor 15 | Ácima, quadro ” entigo com fusivel rolha, proibido desde 1997 Ao lodo, tomada com três pólos é fios nos cores indicados pela NBR 5410, revista em 2004 proteção dos fios e das pessoas e animais, respectivamente, e devem ser dimensionados de acordo com a capacidade e a necessidade deles. Confira se as cores dos fios usados estão corretos, a NBR 5410 designa que o fio neutro é azul claro e o fio terra (condutor de proteção) deve apresentar a cor verde ou verde com amarelo. Após analisar o quadro de distribuição e os dispositivos de segurança, o instalador deve partir para a análise visual, verificando tomados e interruptores. As tomadas devem tertrês pólos (dois pólos e o fio terra), não dois como nas construções antigas. Pora finalizar, recomenda-se verificar se há fugas de energia, executando medições com o multimetro, equipamento que concentra as funções de voltimetro, amperímetro eohmímetro, Não fique parado O mercado, empresas e entidades estão preocupados com a formação e atualização do profissional e, atualmente, proporcionam cursos e palestras. O programa Encontre seu Eletricista, do Procobre e Senai/SP, realiza uma avaliação do profissional e fornece uma identificação para os profissionais avaliados. Conta também com site para consulta, para que os usuários encontrem os eletricistas avaliados pelo programa. “O profissional deve estar eualificado para a inspeção e manutenção, ter experiência ». NBR 5410 e optar por materiais e equipamentos que "“endam às normas”, ressalta Norberto. Editora Provenzano Scanned by CamScanner Na próxima manutenção Confira alguns dos itens que devem ser verificados em instalações elétricos residenciais e pequenos estabelecimentos não-residenciais. Os disjuntores, fios e cabos, reatores de lâmpadas | fluorescentes, interruptores e tomados têm selo do | INMETRO? [ISim [ ] Não. Se não liver, substitua, pois o selo é obrigatório Algum componente da instalação está visualmente danificado (quadro, disjuntor, fusível, chave, eletroduto, interruptor, tomada, placas ou | tampos de caixas etc.)? | [ | Sim. Substitua o componente danificado | [ | Não O quadro de distribuição está limpo, seco e os disjuntores estão identificados de modo que o usuário | saiba a que circuito cada disjuntor pertence? [Sim [ | Não. Em coso negotivo, limpe o quadro e identifique os componentes | Os circuitos de iluminação estão separados dos | circuitos de tomadas? | [Sim | [ ] Não. A separação é obrigotório em cozinha, | copa e área de serviço | Existe algum condutor neutro sendo usado como fio terra? [ | Sim. Em coso positivo, desligue-o e providencie o ligação de um fio terra independente do neutro [] Não no quadro de distribuição ou DRs de 30 mA (no máximo) pelo menos nos circuitos de força? [Sim | | | Não. Desde 1997, o uso de DR é obrigatório para | proteger circuitos de tomadas situados em áreas molhados, garagens e áreas extemas. Teste-o o cada 3 meses | | t Existe um dispositivo DR geral de 30 mA (no móximo) | | Existem fios soltos no piso, nas paredes, nos tetos ou nos forros? ' [ | Sim. Em caso positivo, instale os fios no interior de eletrodutos, canaletas, etc. | | | Não | Fonte: programa Encortta o seu Eleincisto, reciizado pelo Procobre em porceria com o SenaiSP Manual do Construtor 17 SEGURANÇA mm Proteção contra descargas atmosféricas Saiba como prevenit a edificação dos perigos dos raios Por Hélio Eiji Sueta e Celso Pereira Braz* Para proteger uma edificação das descargas atmosféricas (conhecidas como raios ou relâmpagos) é necessária a instalação de um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), por um engenheiro eletricista ou técnico em eletrotécnica. Em projetos maiores como prédios, por exemplo, a execução deve ser feita por empresas de instalações elétricas, devido à maior estrutura que elas possuem e por questões de segurança. Em ambos os casos, é importante verificar se a proteção está sendo feita de acordo com a norma brasileira NBR 5419, para Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas, de 2001. A norma possui um anexo que determina a necessidade de proteção, que varia de acordo com a média dos números de raios que cai em uma cidade, com a altura e a área da edificação, além do tipo de utilização da edificação (escola, museu, fábrica) e do material empregado na construção (alvenaria, estrutura metálico). A norma determina tombém como devem ser realizados o projeto, a instalação e a manutenção dos três subsistemas de um SPDA: captação, descida e aterramento. À norma prevê como deve ser a documentação e a manutenção de um SPDA, que além da instalação deve ser inspecionado periodicamente por um especialista, A inspeção, segundo a NBR 5419, consiste em verificar se o SPDA está de acordo com o projeto, o estado dos componentes, das conexões e fixações, que deverão estar firmes e livres de corrosão, se a resistência de aterramento está compatível com a norma, se há novos construções em volta da inicial ou se houve alguma reforma. Todo ano a inspeção visual do sistema deve ser feita. 18 Manual do Construtor Scanned by CamScanner Fotos: Marco Antônio Borges Tipos de proteção Existem três tipos de proteção: tipo Franklin, Gaiola de Faraday e Modelo Eletrogeométrico e também é possível realizar uma composição entre eles, ao utilizar, por exemplo, a gaiola de Faradoy e instalar uma haste (Franklin) em um determinado ponto da edificação. O tipo Franklin consiste na instalação de mastros que são pontos preferenciais para o recebimento dos raios. À gaiola de Faraday, como o próprio nome diz, é composta por uma malha colocada adequadamente no teto e nas paredes das edificações, perfazendo uma gaiola. No modelo Eletrogeométrico, utiliza-se uma teoria baseada no raio de atração das descargas em que, a edificação protegida com malhas e/ou mastros, é verificada através de uma esfera fictícia o qual é passada pela edificação, para confirmar a proteção. Qualquer que seja o tipo utilizado, não existe uma proteção 100% segura, iá que as descargas atmosféricas são fenômenos completamente aleatórios. Por isso, seria anti-econômico instalar uma proteção para todos os tipos de descargas. O melhor, neste caso, é avaliar o risco de uma descarga atingir uma edificação e, de acordo com dados estatísticos, realizar a proteção para uma porcentagem elevada de descargas. Um exemplo é proteger uma edificação para 80% das descargas atmosféricas. A proteção vai além do SPDA O fato de uma edificação possuir um SPDA instalado corretamente não significa que os aparelhos que estão dentro dessa edificação serão protegidos. Para isso, é preciso fazer a proteção desses equipamentos, através de protetores contra surtos adequados. Esses aparelhos são dispositivos utilizados Editora Provenzano PROTEÇÃO -CONTRA- CHOQUES. E. INCÊNDIOS Dispositivos de segurança Saiba a importância da instalação destes equipamentos e os tipos existentes Por Edson Martinho! Os dispositivos internos de segurança para instalações residenciais são equipamentos inseridos normalmente nos quadros de distribuição de energia elétrica e que servem para proteger a instalação elétrica contra problemas causados pelo mau uso, ou contra problemas causados por equipamentos com defeito. Um dos dispositivos é o disjuntor termomagnético que protege a fiação da instalação elétrica contra sobrecargas, já que todo fio tem uma capacidade de condução entanto, um item a ser ressaltado é a interligação do fio neutro no DR, o que não ocorre no disjuntor. No caso do DR é importante lembrar que é obrigatório a instalação em áreas molhadas e úmidas, porque são as de maior incidência e possibilidade de ocorrência de choques. No caso dos dis- positivos, ambos devem ser instalados pelo eletricista desde o início da obra. É importante que haja uma verificação dos de corrente elétrica que, se for ultrapassada, aquece e pode causar incêndios. O disjuntor tem a função de limitar essa corrente desligando o circuito toda vez que ela for ultrapassada. Outro, é o DR (Dispositivo Diferencial Residual), que tem a função de desligar o circuito quando as correntes de fuga, causadas por defeitos em equipamentos, ultra- passarem um determinado valor. Este dispositivo evita ainda que pessoas ou animais sofram acidentes com as instalações elétricas e tomem choque elétrico em equipamentos eletrodomésticos e chuveiros. Para adquirir os dispositivos é importante verificar se os produtos estão certificados. No caso dos disjuntores, é importante adquirir produtos que atendam à norma Dispositivo DR 5SMI, da Siemens, detecta fugos de corrente que possam existir em circuitos elétricos, desligando a alimentação deles. As lugos podem ser provocados por falhas de isolamento ou mesmo por toques de pessoas em pontos eletrificados Segundo o fabricante, a instalação é simples, similar à de um disjuntor NBR MM 60898, de Proteção de Sobrecorrentes para Instalações Domésticas e Similares. Instalação e manutenção Na instalação do disjuntor, a capacidade de interrupção do equipamento deve estar de acordo com a capacidade de condução de corrente do fio. No caso específico do DR, no [ Engenheiro Edson Maninho, consultor do Procobre (nsiluto Brasileiro do Cobre) e Presidente do | | Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização pora os Perigos da Eletricidade) | 20 Manual do Construtor Scanned by CamScanner dispositivos a cada 5 anos no mínimo. No caso específico do DR há um botão de teste que deve ser acionado a cada 3 meses. O usuário final também pode realizar o teste, desde que seja orientado pelo eletricista responsável pelas instalações. Editora Provenzano Valorizando ambientes Conheça a importância do planejamento da iluminação de ambientes, a luminotécnica ica da correta iluminação de ambientes de empresas e ias, a luminotécnica, tem o objetivo de combinar fatores «os com subjetivos. Os objetivos são a economia de energia na escolha de produtos, para que não gerem custos adicionais e de manutenção para o usuário e à definição do nível de iluminação de cada ambiente. Segundo Sérgio Bindo, gerente Editora Provenzano Scanned by CamScanner de OEM da Philips Light, a confiabilidade e durabilidade das lâmpadas contam no projeto. “Se há utilização de uma lâmpada que permanece acesa por 10 mil horas ou mais é possível ter uma redução no custo de manutenção, diferentemente do uso de uma incandescente, que tem duração de 150 horas, A economia se reflete em mão-de-obra, em consumo de fios é Manual do Construtor 21