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Apostila sobre o dimensionamento de estacas
Tipologia: Notas de estudo
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Segundo Luciano Décourt, as estacas usuais no Brasil podem ser classificas em duas
categorias:
a) ESTACAS DE DESLOCAMENTO são aquelas introduzidas no terreno através de algum
processo que não provoca a retirada do solo.
b) ESTACAS ESCAVADAS são aquelas executadas “in situ” através de perfuração do terreno por um
processo qualquer, com remoção de material, com ou sem revestimento, com ou sem a utilização de fluido
estabilizante.
Algumas características das estacas:
DESVANTAGENS:
quebra a cabeça da estaca;
Unidade VI - Mecânica dos Solos II
2.0 – ESTACA METÁLICA
cupim e brocas marinhas quando cravadas no mar;
A sua execução obedece o seguinte roteiro:
pilão, de modo a formar um tampão estanque;
tanto quanto o solo suporta, de modo a construir uma base alargada (ponta alargada da estaca);
momento inicia-se a retirada do tubo;
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colocado brita e apiloado;
concretagem é colocada a ferragem e a parte final da estaca é vibrada com um vibrador de imersão.
A estaca tipo hélice contínua é executada mediante a introdução no terreno de uma haste tubular
dotada externamente de uma hélice continua a qual é descida no terreno por aplicação de um torque. Durante
a penetração e dependendo do diâmetro da haste, não ocorre a retirada do solo escavado, resultando uma
estaca do tipo implantada sem deslocamento do solo. Todavia, pode ocorrer além de uma certa profundidade,
que o solo fique totalmente aderido às pás da hélice quando então, na continuação da penetração, a estaca
passa a ser por deslocamento de solo. Na parte inferior da haste tubular existe um tampão, a ser perdido, que
impede a penetração do solo no seu interior.
Alcançada a cota de assentamento inicia-se a concretagem da estaca por bombeamento de concreto
pela haste tubular sob pressão constante de 1 kgf/cm^2 , retirando-se a composição de perfuração sob
velocidade constante. Durante a remoção da haste um limpador mecânico retira o solo que está aderente entre
as pás da hélice continua.
Imediatamente após o término da concretagem é inserido dentro do concreto, por gravidade ou com
o auxílio de um vibrador, a armação.
Características:
b) Armação:
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VANTAGENS:
25m;
das estacas;
fornecendo uma maior resistência por atrito lateral da estaca;
execução da estaca;
terreno.
A execução de uma estaca-raiz compreende quatro fases consecutivas:
A perfuração em solo é feita por rotação de tubos com o auxilio de circulação de água, que é
injetada pelo interior e retorna à superfície pela face externa. Estes tubos vão sendo emendados a medida
que a perfuração avança, sendo posteriormente recuperados após a colocação da armadura e
preenchimento do furo com argamassa. O revestimento deve ser instalado ao longo de toda perfuração. Entretanto, caso as características
do solo permitam, pode ser parcial mas com comprimento que permita aplicar, com garantia de não ser
arrancado, pelos golpes de ar comprimido. Neste caso a perfuração é feita por rotação, com auxilio de
circulação de água, utilizando-se de uma ferramenta cortante chamada “TRICONE”.
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confeccionada em um misturador de alta turbulência, geralmente acionado por motorbomba, pra
garantir a homogeneidade da mistura.
Para atender o consumo mínimo estipulado pela NBR 6122, ou seja 600kg/m 3 , o traço
normalmente utilizado contém 80 litros de areia para 50 kg de cimento e 20 a 25 litros de água,
para se obter uma argamassa com uma resistência característica acima de 20 Mpa.
Quando a argamassa está saindo pela parte superior do tubo de revestimento, é rosqueado na
parte superior deste tubo um tampão metálico ligado a um compressor para permitir aplicar golpes
de ar comprimido durante a extração do revestimento, a extração é auxiliada por macaco
hidráulico. A medida que os tubos vão sendo extraídos o nível da argamassa no interior dos tubos
vai baixando, necessitando ser completado antes da aplicação de novo golpe de ar comprimido.
Esta operação é repetida várias vezes até a conclusão da retirada do revestimento.
Uma vez feita a escolha do tipo de fundação mais adequada, levando em conta as
características geotécnicas, as condições de oferta do mercado, (equipamentos) o problema mais
importante é definir a cota de assentamento da fundação. Na escolha desta cota devemos levar
em conta a resistência dos materiais que compõem as peças estruturais.
Os parâmetros de campo disponíveis para definir a cota de assentamento das fundações tem sido os
resultados obtidos nas sondagens com o SPT. Alguns pesquisadores tem descobertos novos dados que estão
sendo utilizados com sucesso na engenharia de fundação, de modo que a capacidade de carga à compressão
das estacas pode ser estimada em função dos parâmetrosF 0 6 1eF 0 6 2da equação geral:
Ex. Determine a carga C (kgf) que a estaca com um diâmetro de 38 cm suporta
Ex. Verifique se o concreto da estaca de diâmetro 50 cm suporta uma carga de
130 toneladas.
Resp.: O concreto não suporta a carga da estaca.
Nega
Penetração permanente de uma estaca, causada pela aplicação de um golpe do pilão. Em geral é
medida por uma série de dez golpes. Ao ser fixada ou fornecida, deve ser sempre acompanhada do peso do
pilão e da altura de queda ou da energia de cravação (martelo automático).
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Onde:
Pe Peso da estaca
PM Peso do pilão (ou martelo)
h Altura de queda livre do pilão
5 / 6 Coeficiente de segurança
Pa Carga admissível da estaca, cujo valor deve ser previamente conhecido
e NEGA, é o valor de penetração da estaca no solo para um golpe do pilão
Neste Apêndice, são apresentados os tipos mais comuns de estacas e suas respectivas cargas nominais usuais (cargas “admissíveis” considerando apenas o aspecto estrutural), em função da seção transversal do fuste e da tensão média do fuste (). Os catálogos mais recentes das empresas fabricantes ou executoras de estacas mostram valores maiores de carga nominal para alguns tipos de estacas.
(Velloso & Lopes, 1996)
Tipo de estaca Dimensão (cm) Carga nominal (kN) Pré-moldada vibrada Quadrada = 6,0 a 9,0 Mpa
20 x 20 25 x 25 30 x 30 35 x 35
Pré-moldada vibrada circular = 9,0 a 11,0 MPa
Pré-moldada protendida circular = 10,0 a 14,0 MPa
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Escavada com trado espiral (sem lama) = 4,0 Mpa
Estacão (escavada com lama bentonítica) = 4,0 Mpa
Estaca-diafragma ou “barrete” = 4,0 Mpa
40 x 250 50 x 250 60 x 250 80 x 250 100 x 250 120 x 250
Nas estacas do tipo broca, geralmente a carga admissível do ponto de vista geotécnico não ultrapassa cerca de 10 KN por metro linear de estaca. Nos estações e “barretes” é possível aumentar a tensão média no concreto para 5,0 ou 6,0 Mpa, com o correspondente acréscimo na carga nominal, desde que o equipamento disponível seja capaz de alcançar a profundidade prevista. De maneira geral, os equipamentos convencionais de escavação podem penetrar terrenos com índice de resistência à penetração do SPT de até 60 golpes.
Tipo de estaca Dimensão (cm)^ Carga nominal (kN) Apiloada = 4,0 Mpa
Franki = 6,0 Mpa
Raiz = 8,0 a 22,0 MPa
Hélice contínua = 4,0 a 5,0 MPa
Nas estacas apiloadas, geralmente a carga admissível do ponto de vista geotécnico não ultrapassa cerca de 15 kN por metro linear de estaca.
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A estaca apiloada está mal definida na NBR 6122/96 (item 3.16), em que este tipo de estaca é tratado como estaca tipo broca ( sic ). Para as estacas raiz, a carga nominal depende da armadura utilizada. Os valores apresentados são indicados por Alonso (1993). Os valores apresentados de carga nominal para hélice continua são os indicados por Antunes & Tarozzo (1996). Para as estacas Franki, as bases alargadas têm usualmente os seguintes volumes de concreto:
Diâmetro do tubo (cm) Volume de base V (m 3 ) F 0 6 6 35 F 0 6 6 40 F 0 6 6 45 F 0 6 6 52 F 0 6 6 60
O exposto acima foi retirado do livro Carga admissível em fundações profundas de José Carlos A. Cintra e Nelson Aoki
Roteiro de dimensionamento de Estaca (de acordo com o apresentado no 3º Seminário de Fundações Especiais e Geotecnia
Onde:
F 0 6 1 parâmetro que depende do tipo de estaca e do tipo do solo;
F 0 6 2 parâmetro que depende do tipo de estaca;
N (^) P valor médio do SPT medido no intervalo de 4 diâmetros acima da ponta da
estaca e 1 (um) diâmetro abaixo;
N (^) L valor médio do SPT ao longo do fuste da estaca;
A (^) P área da ponta da estaca;
A (^) L área da lateral da estaca;
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Carga admissível e Coeficiente de Segurança
ESTACA TIPO (^) P (^) a = Carga admissível
I (^) P (^) a = PR / 2
II P (^) a = PR / 2
III P (^) a = [(P (^) P / 4) + (P (^) L / 1,5)]
IV P (^) a = PR / 2
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