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Estacas H, Notas de estudo de Administração Empresarial

Apostila de estacas

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 27/12/2011

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Instituto Superior Técnico
Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura
Mestrado em Engenharia Civil
Obras Geotécnicas
Fundações por Estacas
Acções Horizontais
Elementos Teóricos
Prof. Jaime A. Santos
Abril de 2008
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Instituto Superior Técnico

Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura

Mestrado em Engenharia Civil

Obras Geotécnicas

Fundações por Estacas

Acções Horizontais

Elementos Teóricos

Prof. Jaime A. Santos

Abril de 2008

Fundações por Estacas – Acções Horizontais

1 - Generalidades

Nos tempos actuais, assiste-se, cada vez mais, à execução de obras de construção civil de

grande porte, graças ao progressivo aperfeiçoamento dos materiais e das técnicas construtivas.

Por condicionamentos de índole geológica e geotécnica, estas estruturas de grande porte são,

muitas vezes fundadas em estacas e envolvem acções horizontais consideráveis que podem

ser provocadas por diversas origens, tais como: ventos, sismos, impulsos de terras, frenagens

de veículos, ondas do mar, variações térmicas, etc.

As acções horizontais induzidas na superestrutura são transmitidas até ao nível das fundações

dando origem a cargas horizontais e momentos concentrados. Estas cargas são, em grande

parte, suportadas pela reacção lateral do solo que se opõe ao movimento das estacas,

gerando-se assim esforços de interacção.

Para o dimensionamento de estacas sujeitas a acções horizontais, vários métodos de análise

foram desenvolvidos. Praticamente, em todos estes métodos, a estaca é assimilada a uma peça

linear caracterizada por uma dada rigidez à flexão EI. A principal diferença entre os vários

métodos desenvolvidos reside na modelação do solo envolvente. Essa modelação pode ser

feita através de modelos do meio contínuo e de modelos do meio discreto (Figura 1):

M

1/r

p

y

p

y

Figura 1 – Modelos de interacção solo-estaca (Gomes Correia e Santos, 1994)

2 - Modelo de Winkler

O modelo do meio discreto baseado no conceito do coeficiente de reacção foi proposto por

Winkler em 1867. Neste modelo o solo é assimilado por uma série de molas independentes

com comportamento elástico e linear. A rigidez dessas molas é caracterizada assim por uma

constante de proporcionalidade entre a pressão aplicada e o deslocamento do solo, constante

essa designada por coeficiente de reacção horizontal kh. O kh é assim definido como sendo a

pressão necessária para provocar um deslocamento unitário e, portanto, com as dimensões de

[FL-3]. Define-se ainda, por vezes, uma outra grandeza designada por módulo de reacção do

solo k que é igual ao produto de kh pelo diâmetro (ou dimensão transversal) da estaca.

O modelo de cálculo consiste em assimilar a estaca a uma peça linear (viga) apoiada num

meio elástico. A influência do esforço normal na estaca é, em geral, desprezado. A equação

diferencial que rege o comportamento dessa viga é bem conhecida da Resistência de Materiais

(Timoshenko 1951) e traduz-se na seguinte equação:

q

dx

d M =

2

2

em que M é o momento flector, x é a profundidade e q é a pressão aplicada.

Admitindo válida a hipótese dos pequenos deslocamentos vem :

2

2 2

2

dx

d y

EI

dx

d M

em que y é o deslocamento, E é o módulo de elasticidade da estaca e I o momento de inércia

da estaca.

Se as características da estaca ( EI ) se mantiver constante em profundidade e atendendo a que

q =- k ( x ) y , a equação (2) toma então a seguinte forma:

k(x) y

dx

EI d^ y =

4

4

A solução da equação anterior pode ser obtida, quer por via analítica, quer por via numérica.

Hetenyi (1946) desenvolveu as soluções analíticas para várias hipóteses de carregamento e de

condições de fronteira, mas somente para o caso particular de k constante em profundidade.

Para outras distribuições de k , torna-se difícil a resolução analítica da equação (3), pois a

solução apresenta-se sob a forma geral de uma série infinita, pelo que, é mais conveniente

adoptar a via numérica.

3 - Classificação das estacas quanto ao seu comportamento estrutural

As estacas são habitualmente divididas em três grupos consoante o seu comportamento

estrutural quando sujeitas às acções horizontais:

i) estacas flexíveis;

ii) estacas semi-flexíveis;

iii) estacas rígidas.

Esta classificação está relacionada, quer com a rigidez relativa entre a estaca e o solo

envolvente, quer com as condições de fronteira e de carregamento da estaca.

Considere-se, então, uma estaca caracterizada por uma rigidez à flexão constante EI e

embebida num meio homogéneo. A partir de uma determinada profundidade, a designada

profundidade crítica lc (nota: não confundir com o conceito de profundidade crítica, no que

respeita à mobilização da resistência de ponta), o aumento do comprimento da estaca não traz

nenhum benefício e não influi praticamente nos deslocamentos e nos esforços na zona da

estaca acima da profundidade crítica (Figura 2).

Figura 2 – Comportamento flexível das estacas

As soluções apresentadas referem-se a situações em que k =cte^ ou k = nhx e para as hipóteses de

carregamento seguintes:

hipótese 1) Estaca com cabeça livre. Força horizontal concentrada aplicada na cabeça;

hipótese 2) Estaca com cabeça livre. Momento concentrado aplicado na cabeça;

No sentido de estabelecer o domínio de validade das expressões analíticas apresentadas,

torna-se necessária a definição dos limites de comportamento flexível e rígido das estacas. Os

limites propostos na bibliografia nem sempre são concordantes, visto o critério considerado

pelos diferentes autores não ter sido o mesmo.

Tendo em consideração que, de um ponto de vista prático, o dimensionamento de uma estaca

solicitada horizontalmente, é condicionado, pelo deslocamento da sua cabeça ( yo ) e pelo

momento flector máximo ( Mmáx ), parece ajustado definir um critério baseado exactamente na

análise da variação daquelas duas grandezas ( yo e Mmáx ) em função do parâmetro 8 L (ou 0 L

para o caso de k = nhx ) (Santos e Gomes Correia, 1992).

A título exemplificativo, faz-se referência ao caso particular em que o módulo de reacção k é

constante em profundidade. Neste caso, a solução analítica exacta pode ser equacionada sob a

forma adimensional em função de três parâmetros: 8 (coeficiente de rigidez relativa

solo-estaca), L (comprimento da estaca) e k (módulo de reacção). A solução simplifica-se

substancialmente para os casos limites de comportamento flexível e rígido das estacas, porque

o número de parâmetros relevantes reduz-se de três para dois:

  • comportamento flexível ( 8 L 64 ) - parâmetros relevantes: 8 , k
  • comportamento semi-flexível - parâmetros relevantes: 8 , L , k
  • comportamento rígido ( 8 L 6 0) - parâmetros relevantes: k , L

A Figura 3 referente ao caso particular de uma estaca com cabeça livre e sujeita a uma força

horizontal Vo , evidencia claramente os domínios de comportamento flexível ( 8 L $3) e rígido

( 8 L #1) da estaca: para 8 L $3 a solução deixa de depender do comprimento L , enquanto que

para 8 L #1 a solução não depende de k.

0

0

2

4

6

8

0 1 2 3 4 5 6

Mmáx l Vo

yo k Vo l

yo^ k

l Mmáx Vo

l Vo

lL

estaca flexível

0

0

4

8

12

16

0 1 2 3 4 5 6

Mmáx V Lo

yo k L Vo

lL

Mmáx^ V Lo yo^

estaca k L Vo rígida

Figura 3 – Limites de comportamento flexível e rígido da estaca

Seguindo o mesmo tipo de análise, pode-se observar a variação do esforço máximo e do

deslocamento da cabeça da estaca em função da rigidez relativa estaca-solo para as situações

em que k =cte^ ou k = nhx e para as hipóteses de carregamento seguintes:

hipótese 1) Estaca com cabeça livre. Força horizontal concentrada aplicada na cabeça;

hipótese 2) Estaca com cabeça livre. Momento concentrado aplicado na cabeça;

hipótese 3) Estaca com rotação impedida na cabeça. Força horizontal concentrada aplicada

na cabeça.

A análise dos resultados permite, com base no critério adoptado, ou seja no deslocamento da

cabeça da estaca e do momento flector máximo, uniformizar os limites de comportamento

flexível e rígido das estacas. Santos e Gomes Correia (1992) estabeleceu, assim, o domínio

de validade das soluções analíticas (Quadro 1):

A título indicativo, apresentam-se algumas propostas no Quadro 2 seguinte:

Quadro 2 – Módulo de reacção

Solos arenosos:

módulo de reacção crescente em profundidade k = nhx

Terzaghi (1955)

Compacta 18000 11000

Média 6800 4500

Solta 2300 1300

Seca ou húmida Submersa

Compacidade da areia

nh (kN/m^3 )

Compacta 18000 11000

Média 6800 4500

Solta 2300 1300

Seca ou húmida Submersa

Compacidade da areia

nh (kN/m^3 )

Solos argilosos:

Argilas normalmente consolidadas

módulo de reacção crescente em profundidade k = nhx

Argila mole

nh = 160 a 3450 kN/m

3

, Reese e Matlock (1956)

nh = 270 a 540 kN/m

3

, Davisson e Prakash (1963)

Argila orgânica

nh = 110 a 270 kN/m^3 , Peck e Davisson (1962)

nh = 110 a 810 kN/m^3 , Davisson (1970)

Argilas sobreconsolidadas

módulo de reacção k constante em profundidade

k = 67cu , Davisson (1970)

Uma das hipóteses simplificativas, mais questionada no modelo de Winkler, é exactamente o

carácter descontínuo do meio. Torna-se assim interessante comparar os resultados obtidos a

partir do modelo de Winkler com os obtidos com base no modelo do meio elástico contínuo.

Essa comparação entre as duas soluções permitirá relacionar o módulo de reacção k com os

parâmetros elásticos Es e < s do solo. Essa metodologia permitiria ultrapassar uma das

dificuldades anteriormente apontadas, no que respeita à dependência do valor de k das

características da própria estaca. No entanto, a generalização deste tipo de correlações para

ter em conta situações mais complexas, tais como a estratificação do terreno, ou a não

linearidade do comportamento do solo pode oferecer algumas dificuldades.

Note ainda que, como as duas soluções não são exactamente iguais, a confrontação pode ser

feita para qualquer das grandezas intervenientes e para qualquer ponto da estaca, conduzindo

assim a uma infinidade de relações do tipo ( Es ,< s ) 6 k. Porém, é sempre possível seleccionar as

grandezas mais importantes, do ponto de vista de dimensionamento, e procurar a relação

( Es ,< s ) 6 k que conduza globalmente a um melhor ajustamento entre as duas soluções.

Foi nesta perspectiva que Vesic (1961) estabeleceu a comparação entre as duas soluções para

o caso de uma viga de comprimento infinito apoiada num meio isotrópico, elástico e contínuo.

A relação que mais aproxima as duas soluções, quer em termos de deslocamentos, quer em

termos de momentos flectores máximos, é segundo o autor dado por:

(^122)

4

s

s ee

s E

El

EB

k.

= × (5)

A aplicação da expressão anterior para o caso de uma estaca não é directa, pois implica a

consideração da influência do solo na parte de trás da estaca. De uma forma muito simplista,

poder-se-á considerar dois conjuntos de molas, um à frente e outro atrás da estaca e, portanto,

o valor de k a considerar seria aproximadamente igual a duas vezes o valor obtido pela

equação (5).

Essa extrapolação implica necessariamente uma certa aproximação, mas que deverá situar-se

do lado da segurança, uma vez que se está a desprezar o efeito das tensões de corte que se

desenvolvem ao longo da superfície lateral da estaca.

Em face do exposto, o ideal seria comparar as soluções respeitantes a estacas obtidas a partir

do modelo de Winkler e do modelo do meio elástico contínuo. Assim, Poulos (1980)

comparou as duas soluções, para o caso particular de estacas com rotação impedida na cabeça,

com comprimento igual a 25 vezes o diâmetro, embebidas num meio com < s =0.5. Igualando

os deslocamentos ao nível da cabeça da estaca para diferentes situações, Poulos obteve

k =0.82 Es. Aplicando essa relação, Poulos chegou à conclusão, quer para as estacas rígidas,

quer para as estacas flexíveis, que o modelo de Winkler conduz, em geral, a valores dos

deslocamentos e dos momentos flectores ligeiramente mais elevados e, portanto do lado da

segurança.

Seguindo a mesma metodologia, Santos (1993) confrontou a solução de Winkler com a

solução do meio elástico contínuo de Randolph (1981), para o caso de estacas flexíveis, tendo

concluído que a equação (5) afectada do factor multiplicativo de 2 conduz, em geral, a valores

de k do lado da segurança, ou seja, sobrestimando os deslocamentos e os esforços da estaca.

Em suma, a consideração do comportamento não linear, quer do solo, quer da estaca, só é

necessário nos casos em que a quantificação da rigidez transversal do sistema seja factor

determinante no dimensionamento estrutural, devido a danos consideráveis que possam ser

induzidos na superestrutura.

Nos casos correntes, o modelo de comportamento elástico e linear é geralmente suficiente

para efeitos de dimensionamento estrutural das estacas de fundação.

Referências bibliográficas

Davisson, M.T. (1970) – “Lateral load capacity of piles”. High. Res. Rec., no. 333, pp. 104-112.

Davisson, M.T. e Prakash, S. (1963) – “A review of soil-pile behavior”. High. Res. Rec., no. 39, pp. 25-48.

Gomes Correia, A. e Santos, J.A. (1994) – “Métodos de dimensionamento de uma estaca isolada sob acções horizontais”. Revista Geotecnia da Sociedade Portuguesa de Geotecnia, 71, pp. 51-64.

Hetenyi, M. (1946) – “Beams on elastic foundations”. Ann Arbor, Mich.: Univ. of Mich. Press.

Peck, R.B. e Davisson, M.T. (1962) – Discussion. Trans. ASCE, vol. 127, pt. 4: 413.

Poulos, H.G.; Davis, E.H. (1980) – “Pile foundation analysis and design”. John Wiley and Sons.

Randolph, M.F. (1981) – “The response of flexible piles to lateral loading”. Géotechnique 31, pp. 247-249.

Reese, L.C. e Matlock, H. (1956) – “Non-dimensional solutions for laterally loaded piles with soil modulus assumed proportional to depth”. Proc. 8th^ Texas Conf. SMFE, Special Publication 29, Bureau of Eng. Res., Univ. Texas, Austin.

Santos, J.A. (1993) – “Comportamento de estacas verticais sob acção de cargas horizontais estáticas”. Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em Mecânica dos Solos.

Santos, J.A. (1999) – “Caracterização de solos através de ensaios dinâmicos e cíclicos de torção. Aplicação ao estudo do comportamento de estacas sob acções horizontais estáticas e dinâmicas”. Dissertação submetida ao Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa para obtenção do grau de Doutor em Engenharia Civil.

Santos, J.A. e Gomes Correia, A. (1992) – “Uniformização dos limites de comportamento flexível e rígido das estacas sob acção de cargas horizontais com vista ao respectivo dimensionamento”. III Encontro de Mecânica Computacional. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Vol. 1, pp. G4.1- G4.14.

Terzaghi, K. (1955) – “Evaluation of coefficients of subgrade reaction. Géotechnique, vol. 5, no. 4, pp. 297-326.

Timoshenko, S.P. (1951) – “Theory of elasticity”. McGraw-Hill.

Vesic, A. (1961) – “Bending of beam resting on isotropic elastic solid”. JEMD, ASCE, vol. 87, pp. 35-53.

Obras Geotécnicas Fundações por Estacas - Acções Horizontais

4 k

4 EpIp

5 n

h

EpIp

Estaca isolada em meio de Winkler sujeita à carga transversal Vo e ao momento Mo à cabeça

a) terreno homogéneo com módulo de reacção constante (k=cte) - a solução vem expressa

em função do parâmetro de rigidez relativa λ definido por:

b) terreno com módulo de reacção crescendo linearmente em profundidade (k=nh·x) - a

solução vem expressa em função do parâmetro de rigidez relativa η dado por:

Simbologia utilizada nas expressões:

Ep - módulo de elasticidade da estaca

Ip - momento de inércia da estaca

x - profundidade

y - deslocamento transversal

L - comprimento

x' - L-x

θ - rotação

V - esforço transverso

M - momento flector

Obras Geotécnicas Fundações por Estacas - Acções Horizontais

y '

2Vo λ k

(e &λx^ cos λx) (^) (3)

θ ' &

2Vo λ^2 k

e &λx^ (cos λx % sen λx) (4)

M '

Vo λ

(e &λx^ sen λx) Mmáx(x ' 0. λ

Vo λ

V ' Vo e &λx^ (cos λx & sen λx) (^) (6)

y '

2Vo λ k

KyV KyV ' senh^ λL cos^ λx cosh^ λx^

) (^) & sen λL cosh λx cos λx ) senh 2 λL & sen 2 λL

θ ' &

2Vo λ^2 k

KθV (8)

KθV ' senh^ λL(sen^ λx cosh^ λx^

) (^) % cos λx senh λx ))%sen λL(senh λx cos λx ) (^) % cosh λx sen λx )) senh 2 λL & sen 2 λL

M '

Vo λ

KMV KMV ' senh^ λL sen^ λx senh^ λx^

) (^) & sen λL senh λx sen λx ) senh 2 λL & sen 2 λL

V ' Vo KVV (11)

KVV ' senh^ λL(cos^ λx senh^ λx^

) (^) & sen λx cosh λx ))&sen λL(cosh λx sen λx ) (^) & senh λx cos λx )) senh 2 λL & sen 2 λL

y '

2Vo L k

(2& 3 x L

θ ' &

6Vo L 2 k

M ' Vo L [ x L

& 2( x L

)^2 % ( x L

)^3 ] Mmáx(x ' L 3

Vo L (^) (15)

V ' Vo [1 & 4( x L

) % 3( x L

)^2 ] (16)

Estaca com cabeça livre, força horizontal aplicada na cabeça. k=cte

a) Estacas flexíveis ( λ L>3.0)

b) Estacas semi-flexíveis (1.0< λ L<3.0)

c) Estacas rígidas ( λ L<1.0)

Obras Geotécnicas Fundações por Estacas - Acções Horizontais

y '

Vo η^2 nh

AyV (30)

θ '

Vo η^3 nh

AθV (31)

M '

Vo η

AMV (32)

V ' Vo AVV (33)

AyV (x'0)' 2.44 AθV (x'0) '&1.62 Mmáx (x' 1. η

0.77 Vo η

AyV ' 2.44 S 1 & 1.62 S 2 % S 4 AθV '

d AyV d x

AMV '

d 2 AyV d 2 x

AVV '

d 3 AyV d 3 x

S 1 ' 1 & (ηx)

5 5!

% 6(ηx)

10 10!

& 6 @^ 11(ηx)

15 15!

S 2 ' ηx& 2(ηx)

6 6!

% 2 @^ 7(ηx)

11 11!

& 2 @^7 @^ 12(ηx)

16 16!

S 4 ' (ηx)

3 3!

& 4(ηx)

8 8!

% 4 @^ 9(ηx)

13 13!

& 4 @^9 @^ 14(ηx)

18 18!

y '

Vo L 2 nh

(18& 24 x L

θ ' &

24Vo L 3 nh

M ' Vo L [ x L

& 3( x L

)^3 % 2( x L

)^4 ] Mmáx (x'0.42 L) ' 0.26 Vo L (^) (41)

V ' Vo [1 & 9( x L

)^2 % 8( x L

)^3 ] (42)

Estaca com cabeça livre, força horizontal aplicada na cabeça. k=nh·x

a) Estacas flexíveis ( η L>4.0) e estacas semi-flexíveis (1.5< η L<4.0)

Para as estacas flexíveis

b) Estacas rígidas ( η L<1.5)

Obras Geotécnicas Fundações por Estacas - Acções Horizontais

y '

Mo η^3 nh

AyM (43)

θ '

Mo η^4 nh

AθM (44)

M ' Mo AMM (45)

V ' Mo η AVM (46)

AyM (x'0) ' 1.62 AθM (x'0) ' &1.75 (^) (47)

AyM ' 1.62 S 1 & 1.75 S 2 % S 3 AθM '

d AyM d x

AMM '

d 2 AyM d 2 x

AVM '

d 3 AyM d 3 x

S 1 ' 1 & (ηx)

5 5!

% 6(ηx)

10 10!

& 6 @^ 11(ηx)

15 15!

S 2 ' ηx& 2(ηx)

6 6!

% 2 @^ 7(ηx)

11 11!

& 2 @^7 @^ 12(ηx)

16 16!

S 3 ' (ηx)

2

& 3(ηx)

7

% 3 @^ 8(ηx)

12

& 3 @^8 @^ 13(ηx)

17

y '

Mo L 3 nh

(24& 36 x L

θ ' &

36Mo L 4 nh

M ' Mo [1 & 4( x L

)^3 % 3( x L

)^4 ] (54)

V '

Mo L

[&12( x L

)^2 % 12( x L

)^3 ] (55)

Estaca com cabeça livre, momento aplicado na cabeça. k=nh·x

a) Estacas flexíveis ( η L>4.0) e estacas semi-flexíveis (1.5< η L<4.0)

Para as estacas flexíveis

b) Estacas rígidas ( η L<1.5)