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ESTOU CAMUFLADO!, Notas de aula de Biologia

Camaleão; 6. Caranguejo; 7. Lagópode-escocês (ave galinácea); 8. Coruja; 9. Lagarta Baron; 10. Sapo; 11. Urutau- ...

Tipologia: Notas de aula

2023

Compartilhado em 17/01/2023

Jandiara62
Jandiara62 🇵🇹

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1
Protocolo experimental
Famílias
Camuflagem | Mimetismo | Animal | Natureza | Biologia
30 minutos
Na natureza, não sobrevivem só os mais fortes…, mas também, os mais astutos! Sabendo que são frágeis, e que
não sobreviveriam a um confronto com predadores, algumas espécies desenvolveram a capacidade de se
camuflagem. Com o passar do tempo, sapos, corujas e insetos, entre outros animais, dominaram a habilidade de
se camuflarem em ambientes que têm as mesmas cores e formatos que os seus corpos. Só os melhor “escondidos”
sobrevivem e serão estes que irão transmitir essas características à descendência. Quem diria que também os
animais sabem brincar às escondidas...
COMO EX
PLORAR ESTE MÓDULO?
A camuflagem é uma característica dos animais que está relacionada com o modo como estes se ocultam no
ambiente que os rodeia. Ocorre em muitas classes de animais e nos mais diferentes tipos de habitat. Esta técnica
de sobrevivência é resultado da seleção natural, uma vez que lhes permite passar despercebidos aos predadores
naquele ambiente. É de extrema importância para sobreviver a predadores que caçam recorrendo sobretudo à
visão, e não ao olfato. No entanto, é utilizada tanto por presas como por predadores: as presas tentam passar
despercebidas para não servirem de alimento, enquanto os predadores conseguem chegar mais perto ou caçar
por emboscada, sem as presas darem conta da sua presença a tempo. A camuflagem pode ocorrer devido às
cores, como é o típico caso do camaleão, enquanto outros animais, como os cefalópodes, conseguem imitar
também as formas e texturas do ambiente.
Assim como existem animais que se socorrem das cores fortes do seu corpo para demover os predadores,
avisando-os que são venenosos ou que têm um sabor desagradável, existem outros para os quais passar
despercebido é uma questão de sobrevivência. A camuflagem torna-os menos visíveis no ambiente onde vivem,
podendo assim caçar com sucesso ou evitar ser caçados.
Materiais
Imagens com “animais invisíveis” (anexo I);
Boneco de papel/cartolina para camuflar (anexo II);
Canetas de feltro, lápis de cor ou lápis de cera;
Tesoura;
Computador (para observar as imagens dos “animais invisíveis”):
1. Fundo do mar; 2. Areia; 3. Vegetação; 4. Borboleta e camaleão; 5. Camaleão; 6. Caranguejo; 7.
Lagópode-escocês (ave galinácea); 8. Coruja; 9. Lagarta Baron; 10. Sapo; 11. Urutau-gigante (ave); 12.
Bicho-pau; 13. Aranha-do-deserto; 14. Tropidoderus childrenii (família dos gafanhotos); 15. Sapos; 16.
Lagarta; 17. Cavalo-marinho; 18. Lagarto; 19. Osga-satânica-cauda-de-folha; 20. Leopardo-das-neves;
21. Cigarra; 22. Linguado; 23. Coruja; 24. Girafa e 25. Folhas.
ENQUADRAMENTO
ESTOU CAMUFLADO!
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Protocolo experimental Famílias Camuflagem | Mimetismo | Animal | Natureza | Biologia 30 minutos Na natureza, não sobrevivem só os mais fortes…, mas também, os mais astutos! Sabendo que são frágeis, e que não sobreviveriam a um confronto com predadores, algumas espécies desenvolveram a capacidade de se camuflagem. Com o passar do tempo, sapos, corujas e insetos, entre outros animais, dominaram a habilidade de se camuflarem em ambientes que têm as mesmas cores e formatos que os seus corpos. Só os melhor “escondidos” sobrevivem e serão estes que irão transmitir essas características à descendência. Quem diria que também os animais sabem brincar às escondidas... COMO EX PLORAR ESTE MÓDULO? A camuflagem é uma característica dos animais que está relacionada com o modo como estes se ocultam no ambiente que os rodeia. Ocorre em muitas classes de animais e nos mais diferentes tipos de habitat. Esta técnica de sobrevivência é resultado da seleção natural, uma vez que lhes permite passar despercebidos aos predadores naquele ambiente. É de extrema importância para sobreviver a predadores que caçam recorrendo sobretudo à visão, e não ao olfato. No entanto, é utilizada tanto por presas como por predadores: as presas tentam passar despercebidas para não servirem de alimento, enquanto os predadores conseguem chegar mais perto ou caçar por emboscada, sem as presas darem conta da sua presença a tempo. A camuflagem pode ocorrer devido às cores, como é o típico caso do camaleão, enquanto outros animais, como os cefalópodes, conseguem imitar também as formas e texturas do ambiente. Assim como existem animais que se socorrem das cores fortes do seu corpo para demover os predadores, avisando-os que são venenosos ou que têm um sabor desagradável, existem outros para os quais passar despercebido é uma questão de sobrevivência. A camuflagem torna-os menos visíveis no ambiente onde vivem, podendo assim caçar com sucesso ou evitar ser caçados. Materiais

  • Imagens com “animais invisíveis” (anexo I);
  • Boneco de papel/cartolina para camuflar (anexo II);
  • Canetas de feltro, lápis de cor ou lápis de cera;
  • Tesoura;
  • Computador (para observar as imagens dos “animais invisíveis”):
  1. Fundo do mar; 2. Areia; 3. Vegetação; 4. Borboleta e camaleão; 5. Camaleão; 6. Caranguejo; 7. Lagópode-escocês (ave galinácea); 8. Coruja; 9. Lagarta Baron; 10. Sapo; 11. Urutau-gigante (ave); 12. Bicho-pau; 13. Aranha-do-deserto; 14. Tropidoderus childrenii (família dos gafanhotos); 15. Sapos; 16. Lagarta; 17. Cavalo-marinho; 18. Lagarto; 19. Osga-satânica-cauda-de-folha; 20. Leopardo-das-neves;
  2. Cigarra; 22. Linguado; 23. Coruja; 24. Girafa e 25. Folhas. ENQUADRAMENTO

ESTOU CAMUFLADO!

  • Conseguem detetar a presença dos animais nas imagens? Porquê?
  • Como é que a camuflagem ajuda os animais a sobreviver?
  • É possível camuflar o boneco no ambiente?
  • Qual foi a camuflagem mais eficaz?
    1. Observar as imagens no anexo I;
    2. Tentar identificar em que imagens se encontram animais escondidos e que animais são esses;
    3. Desenhar e recortar um boneco para camuflar no ambiente ao seu redor (pode usar o anexo II);
    4. Colorir o boneco com as cores e padrões do ambiente escolhido, de modo a que fique “escondido”;
    5. Pedir aos familiares que encontrem o boneco dissimulado no ambiente;
    6. Eleger o boneco mais bem camuflado no ambiente. Alguns animais encontram-se camuflados desde a nascença, estando os seus padrões presentes no revestimento, enquanto outros são capazes de modificar a sua cor ou formato de acordo com o ambiente que os rodeia. O polvo é um verdadeiro “mestre do disfarce” conseguindo alterar não só a sua cor, como também o seu aspeto (forma) e textura. Muitas vezes ocorre ainda mimetismo, quando um animal tenta fazer-se passar por outro organismo (animal ou vegetal). O mimetismo difere da camuflagem, uma vez que consiste na presença por parte de determinados organismos – denominados mímicos – de características que os confundem com um outro grupo de organismos. Por exemplo, o bicho-folha é confundido com a folha de determinada espécie de plantas, há cobras que imitam espécies venenosas e borboletas que simulam o olhar de predadores noturnos. Essa semelhança pode dar-se, principalmente, no padrão de coloração, textura, forma do corpo e comportamento, conferindo ao mímico uma vantagem adaptativa. Os animais utilizam diferentes combinações de cores para se camuflarem. O método mais simples consiste em imitar a cor do fundo. Se o animal passa toda a sua vida num fundo da mesma cor, a camuflagem pode ser simples (como a cor aparentemente branca do urso polar^1 , que vive sempre na neve e no gelo árticos). Os predadores desenvolveram sistemas para não serem detetados pelas suas presas. As riscas do tigre ou as manchas do leopardo são camuflagens perfeitas nos seus lugares de caça habituais. Tubarões, golfinhos, tartarugas e aves marinhas possuem um dorso bem mais escuro que o ventre. Este contraste de cor, a contra sombra , serve para os animais se confundirem com o meio ambiente e ficarem assim mais protegidos dos predadores, representando o dorso o fundo do mar e o ventre a claridade superficial da água iluminada pelo Sol. Por outro lado, há animais que têm uma série de faixas ou riscas de cores que atravessam o seu corpo, em que as cores claras e escuras dispostas alternadamente servem para dissimular a forma do corpo. Além disso, também é importante esconder certas partes do corpo, como as patas, o pescoço ou as asas, que normalmente chamam a atenção e revelam a posição da presa. A cobra-capelo tem um par de marcas oculares no pescoço extensível, por isso nenhum animal ousa atacá-la pelas costas, pois esta parece estar a olhar diretamente para ele. Algumas espécies de borboletas, lagartas, mochos e peixes usam a mesma estratégia perante os seus predadores. Um caso particular de camuflagem é a do caranguejo-decorador. O exosqueleto deste caranguejo segrega uma substância aderente, semelhante a uma cola, e o seu nome advém do facto de este colocar em cima do seu exosqueleto e de todo o seu corpo, seixos e animais marinhos, como anémonas e corais. Este comportamento constitui uma excelente defesa contra predadores, uma

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