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Estudo detalhado sobre algumas funções cônicas e seu funcionamento.
Tipologia: Slides
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Jean kaio Pedro Henrique
Santarém Pará, 2026
**1. Introdução
distância positiva r , a circunferência é o conjunto de todos os pontos P tais que a distância de P a C é igual a r.
Figura 1 — Formação geométrica da circunferência: todos os pontos P estão à mesma distância r do centro C.
A propriedade que caracteriza os pontos da circunferência é, portanto, a equidistância : cada ponto da curva está à mesma distância do centro. Essa distância constante é o raio r. Quando r = 0, a circunferência degenera-se em um único ponto (o centro); quando r < 0, não há pontos reais satisfazendo a condição.
A partir da definição geométrica, podemos deduzir a equação da circunferência. Seja P ( x , y ) um ponto qualquer da circunferência de centro C ( x 0 , y 0 ) e raio r. Pela definição:
d ( P , C ) = r ⟹ = r (1)
Elevando ambos os membros ao quadrado, obtemos a equação reduzida da circunferência:
( x − x 0 )^2 + ( y − y 0 )^2 = r^2 (2)
Quando o centro está na origem (0, 0), a equação simplifica-se para x^2
equação reduzida:
x² + y² − 2x ₀ x − 2y ₀ y + (x ₀ ² + y ₀ ² − r²) = 0 (3)
Denotando A = −2 x 0 , B = −2 y 0 e C = x^2 + y^2 − r^2 , a equação geral assume a forma:
x^2 + y^2 + Ax + By + C = 0 (4)
No GeoGebra, a circunferência pode ser construída de diversas maneiras. A forma mais direta é inserir a equação reduzida na barra de entrada. Por exemplo, para construir uma circunferência de centro C (-2, 2) e raio r = 2, digitamos:
Figura 2 — Construção da circunferência ( x + 2)^2 + ( y − 2)^2 = 2 no GeoGebra, com sliders para os parâmetros h, k e r.
Os elementos geométricos identificados na construção são: centro C (-2, 2), raio r = 2, e os pontos de interseção com os eixos coordenados quando existirem. A janela de álgebra exibe automaticamente a equação e as coordenadas do centro.
Utilizando sliders no GeoGebra, podemos explorar como cada parâmetro influencia
● O eixo central da roda corresponde ao centro C da circunferência; ● O raio da roda (distância do eixo a uma cabine) é o raio r da circunferência; ● A posição de cada cabine em um instante t pode ser descrita por coordenadas paramétricas: x ( t ) = x 0 + r cos( ωt ) e y ( t ) = y 0 + r sin( ωt ) , onde ω é a velocidade angular.
A parábola é o lugar geométrico dos pontos de um plano que equidistam de um ponto fixo ( foco ) e de uma reta fixa ( diretriz ). Essa definição baseada em duas entidades geométricas — ponto e reta — diferencia a parábola das demais cônicas e explica muitas de suas propriedades reflexivas.
Figura 4 — Formação geométrica da parábola: todo ponto P equidistante do foco F e da diretriz d.
A propriedade característica da parábola é, portanto, a equidistância entre foco e
diretriz : para qualquer ponto P da parábola, a distância até o foco é igual à distância até a diretriz. A reta perpendicular à diretriz que passa pelo foco é chamada de eixo de simetria da parábola
Tabela 3 — Elementos principais da parábola.
Elemento Descrição Notação Foco Ponto fixo de referência (^) F Diretriz Reta fixa de referência d Vértice Ponto da parábola mais próximo da diretriz; ponto médio entre foco e diretriz
Eixo de simetria Reta perpendicular à diretriz passando pelo foco — Parâmetro Distância do vértice ao foco (ou vértice à diretriz) p Latus rectum Corda focal perpendicular ao eixo; comprimento^ = 4 p^ —
Considere uma parábola com vértice na origem V (0, 0), foco em F (0, p ) e diretriz y = − p (parábola com eixo vertical). Para um ponto P ( x , y ) na parábola:
d ( P , F ) = d ( P , d ) ⟹ = ∣ y + p ∣
Desenvolvendo e simplificando, obtemos a equação reduzida :
( x − x 0 )^2 = 4 p ( y − y 0 )
Para uma parábola com vértice em V ( x 0 , y 0 ), a equação transladada é:
(x − x ₀ )² = 4p(y − y ₀ )
Tabela 4 — Influência dos parâmetros na parábola ( x − h )^2 = 4 p ( y − k ).
O parâmetro p é o mais significativo geometricamente: ele determina tanto a concavidade quanto a largura da parábola. Quando ∣ p ∣ é pequeno, a curva é "pontiaguda" próximo ao vértice; quando ∣ p ∣ é grande, a curva é mais "suave". O sinal de p controla a direção de abertura.
Figura 6 — Ponte suspensa: os cabos de suspensão assumem formato parabólico sob carga uniformemente distribuída . As pontes suspensas constituem um exemplo clássico da aplicação da parábola
Parâmetro Variação Efeito na Curva
p ∣ p ∣ aumenta
A parábola se "abre" mais lentamente (mais larga); ∣ p ∣ diminui, a parábola se torna mais estreita p > 0 — Abertura para cima (eixo vertical) ou direita (eixo horizontal) p < 0 — Abertura para baixo (eixo vertical) ou esquerda (eixo horizontal) h h varia Desloca a parábola horizontalmente no plano k k varia Desloca a parábola verticalmente no plano
na engenharia civil. Os cabos principais de suspensão, quando submetidos a uma carga uniformemente distribuída ao longo do vão horizontal, assumem a forma de uma parábola. A relação matemática é estabelecida da seguinte forma:
● O ponto mais baixo do cabo corresponde ao vértice V da parábola; ● A carga distribuída (peso da pista, veículos) age como a diretriz que "puxa" o cabo para baixo; ● A tensão no cabo converge para um ponto equivalente ao foco F ; ● A equação que modela o cabo é y = (w/2T₀)x² + y₀, onde w é a carga por unidade de comprimento e T 0 é a tração horizontal.
A elipse é o lugar geométrico dos pontos de um plano cuja soma das distâncias a dois pontos fixos (os focos ) é constante. Essa definição, envolvendo a soma de distâncias, confere à elipse sua característica forma ovalada e está na base de importantes aplicações em astronomia e óptica.
Tabela 5 — Elementos principais da elipse.
Para deduzir a equação da elipse, considere focos em F 1 (− c , 0) e F 2 ( c , 0) e a condição d ( P , F 1 ) + d ( P , F 2 ) = 2 a. Desenvolvendo algebricamente = 2 a
A equação geral da elipse assume a forma Ax^2 + Bxy + Cy^2 + Dx + Ey + F = 0 com B^2 − 4 AC < 0 (condição de elipticidade) e A ⋅ C > 0.
No GeoGebra, a elipse pode ser construída utilizando o comando Elipse [Foco1, Foco2, Ponto] ou inserindo diretamente a equação. Para a elipse vertical, utilizamos a seguinte equação: x²/9 + y²/25 = 1 (onde A = 25, B = 9 e C = 4).
Figura 8 — Construção da elipse vertical no GeoGebra com focos e eixos identificados.
Excentricidade Medida do "achatamento" da elipse e^ =^ c / a ,^ 0 ≤^ e^ < 1 Latus rectum Cordas focais perpendiculares ao eixo maior 2 b^2 / a
Agora, para uma Elipse Horizontal, é utilizada a seguinte equação: x²/25 + y²/9 = 1 (onde A = 25, B = 9 e C = 3).
Figura 9 — Construção da elipse horizontal no GeoGebra com focos e eixos identificados.
Na construção, os elementos identificados são: A = (0,4), b = (0, -4), C = (-4, 0) e o ponto G que pode variar na função deslizante. Tabela 6 — Influência dos parâmetros, a, b, h,k em relação a a e b na elipse
A relação fundamental c^2 = a^2 − b^2 implica que os três parâmetros não são independentes: fixados a e b , a posição dos focos fica c² = a² − b² =
Parâmetro Variação Efeito na Curva a (semi-eixo maior)
a aumenta
Alonga a elipse na direção do eixo maior; aumenta o "tamanho" geral
b (semi-eixo menor)
b aumenta (^) Espessura a elipse na direção perpendicular; quando b → a , a elipse se aproxima de uma circunferência
h , k variam^ Translada a elipse no plano cartesiano
Relação a / b a^ ≫^ b^
Elipse muito achatada (alta excentricidade); a ≈ b , elipse aproximadamente circular
envolve uma soma constante, a hipérbole caracteriza-se pela diferença, resultando em uma curva com duas ramificações simétricas separadas.
Figura 11 — Formação geométrica da hipérbole: ∣ d 1 − d 2 ∣ = 2 a é constante, com focos, vértices e assíntotas indicados. A condição 2 a < d ( F 1 , F 2 ) = 2 c assegura que a hipérbole seja uma curva real com dois ramos distintos. Quando 2 a = 2 c , a hipérbole degenera em duas semirretas opostas contidas na reta que passa pelos focos. A hipérbole é a única cônica não fechada entre as quatro estudadas.
Tabela 7 — Elementos principais da hipérbole.
Elemento Descrição Relações Focos Dois pontos fixos de referência F 1 (− c , 0) e F 2 ( c , 0) Centro Ponto médio entre os focos C (0, 0) Vértices Pontos onde a hipérbole intersecta o eixo real A 1 (− a , 0), A 2 ( a , 0)
Eixo real (transverso)
Segmento que contém os vértices e os focos; comprimento 2 a
2 a
Eixo imaginário (conjugado)
Segmento perpendicular ao eixo real; comprimento 2 b
2 b
Assíntotas Retas que a hipérbole se aproxima infinitamente y = ± x
Distância focal Distância entre os focos 2 c , onde^ c^2 =^ a^2 +^ b^2 Excentricidade Medida da "abertura" dos ramos e = c / a > 1
Ramos As duas curvas simétricas separadas
Ramo direito e ramo esquerdo
A partir da definição geométrica, com focos em F 1 (− c , 0) e F 2 ( c , 0) e condição ∣ d ( P , F 1 ) − d ( P , F 2 )∣ = 2 a , desenvolvemos algebricamente:
|√[(x+c)²+y²] − √[(x−c)²+y²]| = 2a x²/a² − y²/b² = 1
A Partir disso, obtém-se duas equações reduzidas: a horizontal e vertical, respectivamente.
(x − x ₀ )²/a² − (y − y ₀ )²/b² = 1 (y − y ₀ )²/a² − (x − x ₀ )²/b² = 1
Para cada uma delas existe um assíntota, para a equação horizontal é:
assíntotas.
Tabela 8 — Influência dos parâmetros na hipérbole.
Parâmetro Variação Efeito na Curva a a aumenta Os vértices se afastam do centro; o eixo real aumenta b b aumenta As assíntotas ficam mais íngremes ( b / a aumenta); os ramos se "abrem" mais Relação b / a
b / a aumenta
Ramos mais abertos (ângulo entre assíntotas aumenta); b / a diminui, ramos mais "fechados" h , k variam^ Translada a hipérbole no plano cartesiano
A relação c^2 = a^2 + b^2 distingue a hipérbole da elipse ( c^2 = a^2 − b^2 ) e implica que todos os três parâmetros são independentes na hipérbole (exceto pela restrição c > a ). A excentricidade e = c / a > 1 mede a abertura dos ramos: quando e é próximo de 1, os ramos são mais "fechados"; quando e é muito maior que 1, os ramos se abrem amplamente.
Figura 13 — Torre de resfriamento de usina nuclear: estrutura hiperbólica que otimiza a troca térmica e a resistência estrutura
As torres de resfriamento de usinas nucleares e termelétricas adotam o formato de hiperboloide de uma folha , uma superfície de revolução gerada pela rotação de uma hipérbole em torno de seu eixo imaginário. A escolha desse formato não é estética, mas fundamentada em princípios matemáticos e de engenharia:
● O perfil hiperbólico cria uma chaminé natural : o ar quente sobe mais rapidamente no centro estreito, acelerando o fluxo de ar e aumentando a eficiência do resfriamento; ● A estrutura de dupla curvatura (curvatura negativa) distribui uniformemente as tensões, permitindo paredes mais finas e menos material; ● O perfil hiperbólico cria uma chaminé natural : o ar quente sobe mais rapidamente no centro estreito, acelerando o fluxo de ar e aumentando a eficiência do resfriamento; ● A estrutura de dupla curvatura (curvatura negativa) distribui uniformemente as tensões, permitindo paredes mais finas e menos material; ● A hipérbole de revolução possui rigidez estrutural superior a cilindros ou cones;