




























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
é uma técnica fundamentada no princípio didático de que o professor não ensina: ele é o agilizador da aprendizagem, ajuda o aluno a aprender. É o incentivador e o ativador do aprender
Tipologia: Exercícios
1 / 216
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





























































































Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A. Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730- Batel – Curitiba – PR 0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ R299e Reis, Evandro Paes dos Empreendedorismo / Evandro Paes dos Reis, Álvaro Cardoso Armond, Tatiana Souto Maior de Oliveira. - 1. ed. - Curitiba [PR] : IESDE Brasil, 2018. 212 p. : il. Inclui bibliografia ISBN 978-85-387-6436-
18-49829 CDD: 658.11CDU: 005.
© 2018 – IESDE BRASIL S/A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais. Projeto de capa: IESDE BRASIL S/A. Imagem da capa: peshkov/iStockphoto
MBA pela Fuqua School of Business da Duke University, nos Estados Unidos. Especialista em Marketing pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos. Graduado em Ciências da Computação pela Universidade Católica de Santos. Empresário e consultor de em- presas internacionais.
Mestre em Administração de Empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo. Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Consultor na área de educação corporativa e executiva, com projetos e trabalhos voltados para o mer- cado financeiro, administração de investimentos, gestão corporativa e empreendedorismo.
Doutora em Administração pela Universidad de la Empresa (Montevidéu), onde estudou a correlação entre a convergência tecnológica e a competitividade organizacional. Mestre em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Especialista em Gestão da Tecnologia da Informação pela Universidade Positivo (UP), em Planejamento da Comunicação e Informação (FAE) e em Planejamento e Gestão de Negócios (FAE). Graduada em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). É professora do ensino superior.
9
Apresentação
Empreendedorismo é uma palavra relativamente simples e que esconde um conceito muito poderoso, pois move a economia mundial e permite às pessoas realizarem seus sonhos.
Esta obra procura explicar os principais conceitos do empreendedorismo. O objetivo é per- mitir a aplicação prática e imediata do conhecimento apresentado, para que o leitor se interesse pelo assunto e deseje aperfeiçoar-se para se tornar um empreendedor.
Nos temas abordados, o leitor poderá encontrar as principais definições sobre o empreendedo- rismo, além de entender o comportamento empreendedor e ter respostas para perguntas como: Quem é o empreendedor? Qual seu perfil? É possível aprender a ser empreendedor? São perguntas aparentemente simples, mas que exigem um profundo conhecimento sobre como deve ser um empreendedor.
Será apresentada uma nova forma de empreender, ou seja, por meio de aquisições, moda- lidade ainda pouco utilizada no país por pequenos empresários, mas que toma corpo e começa a ser uma alternativa real. Planos de negócios, por sua vez, são muito importantes para o sucesso de empreendimentos, portanto saber como fazê-los é fundamental para empreender.
Planejamento financeiro, também aqui abordado, é talvez o assunto mais importante em um negócio e muitas vezes relegado a segundo plano. O livro mostra o quanto ele é relevante e como fazê-lo corretamente.
Já a inovação precisa estar aliada ao empreendedorismo, então de nada adianta um plane- jamento adequado sobre uma ideia revolucionária se os aspectos legais não são levados em con- sideração. Quais são as regras que um empreendedor deve seguir? O que diz a legislação? Que impostos pagar? Essas e outras perguntas serão abordadas e explicadas neste livro, além de um estudo sobre os novos modelos gerenciais.
Esperamos que a leitura seja prazerosa, assim como foi a escrita.
Boa leitura e bons negócios!
1
Conceituando empreendedorismo
Evandro Paes dos Reis Álvaro Cardoso Armond
Empreendedorismo mais do que uma palavra no mundo atual é um estilo de vida que no mun- do profissional assume as mais diversas formas. Por isso, há diversas definições para essa palavra.
Para Menezes (apud DIAS, 2016, p. 73): empreendedorismo é aprendizado pessoal que, impulsionado pela motiva- ção, criatividade e iniciativa, busca a descoberta vocacional, a percepção de oportunidades e a construção de um projeto de vida ideal. Ser empreende- dor é preparar-se emocionalmente para o cultivo de atitudes positivas no planejamento da vida. É buscar o equilíbrio nas realizações considerando as possibilidades de erros como um processo de aprendizado e melhoramento [...], é criar ambientes mentais criativos, transformando sonhos em riqueza.
Do ponto de vista etimológico, a palavra empreendedorismo vem do francês entrepreneur e quer dizer “aquele que está entre” ou “intermediário”. Ao contrário do que muitos pensam, esse termo é usado desde a Idade Média e definia pessoas encarregadas de projetos de produção em larga escala.
Uma das definições mais aceitas na atualidade é a de criar e dar valor a algo, além de de- dicar-se e assumir riscos para obter recompensas tanto econômicas quanto pessoais (HISRICH; PETERS, 2004).
O mundo passou por diversas transformações em curtos períodos, principalmente pe- las invenções criadas no século XX, revolucionando o estilo de vida das pessoas. Por trás dessas invenções, existem pessoas ou equipes com características especiais: as visionárias, as quais questionam, arriscam, buscam algo diferente, fazem acontecer, enfim, empreendem.
No Quadro 1 são apontadas algumas invenções, descobertas e acontecimentos do século XX feitas por empreendedores.
Quadro 1 – Invenções, descobertas e acontecimentos do século XX
1903 Avião motorizado 1915 Teoria geral da relatividade, de Albert Einstein (1879-1955) 1923 Aparelho televisor 1928 Penicilina 1937 Náilon (Continua)
12 Empreendedorismo
1943 Computador 1945 Bomba atômica 1947 Descoberta da estrutura do DNA 1957 Sputnik, o primeiro satélite 1958 Laser 1961 Viagem espacial 1967 Transplante de coração
1969 Chegada à Lua;Início da internet
1970 Microprocessador 1993 Clonagem de embriões humanos 1997 Primeiro animal clonado: a ovelha Dolly 2000 Sequenciamento do genoma humano Fonte: Elaborado pelos autores. O primeiro uso do conceito de empreendedorismo é creditado a Marco Polo (c. 1254-1324), que tentou estabelecer uma rota comercial para o Oriente. Rosenberg (2017) explica que Marco Polo, um viajante veneziano do fim da Idade Média, juntamente com o seu pai, Nicolau Polo, e o seu tio, Maffeo, foi um dos primeiros ocidentais a percorrer a Rota da Seda. O relato detalhado do navegador sobre as viagens pelo Oriente foi durante muito tempo uma das poucas fontes de infor- mação sobre a Ásia no Ocidente. As aventuras desse viajante têm todos os ingredientes de um empreendimento moderno: uma visão (o mundo possui riquezas inexploradas), uma missão (trazer essas riquezas para a Itália), investidores (obteve dinheiro da corte italiana, bem como de empresários locais), riscos (ninguém jamais havia feito essas viagens) e expectativa de retorno (as riquezas trazidas seriam maiores que o investimento feito). Na Idade Média, o termo empreendedorismo foi utilizado para definir quem gerenciava os grandes projetos de produção. Esses indivíduos não assumiam grandes riscos, apenas conduziam projetos por meio dos recursos disponíveis, geralmente provenientes do governo do país. No sécu- lo XVII, os primeiros indícios de empreendedorismo ocorreram quando se estabelecia um acordo contratual com o governo para realizar alguns serviços ou fornecer produtos. Já no século XVIII, o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, devido ao início da industrializa- ção no mundo. Como exemplo, as pesquisas referentes à eletricidade e à química, elaboradas por Thomas Edison (1847-1931), que contou com o auxílio de investidores para financiar esses expe- rimentos. No fim do século XIX e início do século XX, os empreendedores foram frequentemente confundidos com gerentes ou administradores, sendo analisados sob o ponto de vista econômico como aqueles que organizam as empresas, pagam os empregados, planejam, dirigem e controlam as ações desenvolvidas na organização, mas sempre a serviço do capitalista. No Brasil, o empreendedorismo começou a ganhar força na década de 1990, durante a aber- tura da economia. A entrada de produtos importados no mercado interno ajudou a controlar os
14 Empreendedorismo
carteira assinada no setor privado (16,1 milhões) [...] e 3,7 milhões de microempreendedores in- dividuais (MEI)”. Tomando como base o Sebrae, outras instituições de classe resolveram formatar seus pró- prios órgãos. Na indústria de software, a Softex foi criada na década de 1990, com o intuito de levar as empresas de software do país ao mercado externo, por meio de várias ações que proporcionavam ao empresário de informática a capacitação em gestão e tecnologia. No âmbito de capacitação, um dos mais famosos e bem-sucedidos programas dispo- níveis ao empreendedor brasileiro é o chamado Empretec. Esse programa foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em âmbito internacional. No Brasil, o Sebrae é o responsável por sua execução. A figura central do programa é o empreendedor que, ao participar, encontra as condições para aperfeiçoar características individuais. O principal objetivo do Empretec é promover o desen- volvimento das empresas existentes, bem como o surgimento de novas, treinando-as e prestando assistência técnica necessária para o crescimento e a viabilização econômica e social, com a finali- dade de estimular a competitividade da empresa no mercado. Esse projeto é desenvolvido por um intensivo programa de treinamento, combinando as- pectos comportamentais do empreendedor e exercícios práticos que visam ao aperfeiçoamento das habilidades do empreendedor voltadas para a criação e gestão de negócios. Ao participar desse workshop, empreendedores podem: detectar oportunidades de negócios, estabelecer metas desa- fiadoras, melhorar sua eficiência, aumentar seus lucros em situações complexas, satisfazer seus clientes, fornecer produtos e serviços de alta qualidade, utilizar múltiplas fontes de informação, de- senvolver planos de negócios, tomar e sustentar decisões diante de adversidades, calcular e correr riscos e aumentar seu poder pessoal.
Existem dois tipos de empreendedorismo: o empreendedorismo de startup (ou de criação de empresas) e o intraempreendedorismo (ou empreendedorismo corporativo). O mais comum e conhecido é o de startup, que consiste na criação de empresas que viabilizarão o sucesso de um ne- gócio. Ele oferece maiores recompensas e apresenta os maiores riscos para o empreendedor, afinal, precisa amparar todas as necessidades do negócio. A decisão de iniciar um novo empreendimento não é fácil. As razões pelas quais um indiví- duo decide iniciar um novo empreendimento podem variar, mas todos têm em comum o desejo de fazer algo novo e obter uma recompensa no momento apropriado. O primeiro passo que um empreendedor precisa dar em um startup é definir se existe real- mente uma oportunidade de negócio para a ideia em vista. A análise de oportunidade é fator pre- ponderante antes de realizar qualquer investimento. Conversar com potenciais clientes e parceiros, analisar pesquisas de mercado e validá-las por meio de protótipos são algumas das técnicas para legitimar uma oportunidade.
Conceituando empreendedorismo 15
Há um outro tipo de empreendedorismo cada vez mais forte em nossa sociedade, o em- preendedorismo corporativo ou intraempreendedorismo. Ele é caracterizado pelo emprego das técnicas de empreendedorismo em empresas estabelecidas. A diferença básica é que nesse modelo o ambiente é mais controlado e os riscos mitigados com maior precisão.
Antes de iniciar qualquer atividade relativa ao empreendimento, devemos definir se real- mente ele apresenta uma oportunidade de negócios e como financiá-lo.
Como saber se minha ideia é um bom negócio? Não existe fórmula mágica para definir com precisão, até porque isso depende da implementação e esforço contínuo do empreendedor. Entretanto, algumas fontes podem servir de base para a identificação, como associações de classe, amigos empresários, pesquisas de mercado, experiência prévia e potenciais clientes.
Intuição também é algo fortemente presente em empreendedores e confiar nela pode, em alguns casos, servir como o início de uma investigação mais profunda. O mais importante é saber se os riscos serão suportáveis. Para isso, o tamanho de mercado e a duração da janela de oportuni- dade devem ser definidos e medidos contra o nível de tolerância, habilidades do empreendedor e planejamento financeiro. Nisso, está incluso o plano de negócios , ou business plan.
Antes de existir fisicamente, um negócio deve existir no papel, ou seja, deve ser planejado cuidadosamente. Por isso, o plano de negócio visa organizar e demonstrar todas as ideias do em- preendedor, desde como o negócio irá se comportar, passando pela descrição de produtos, servi- ços, sócios, mercado, concorrentes, visão e missão, além de toda a parte financeira, por exemplo o quanto de dinheiro o negócio irá gerar, quanto de capital e como ele será usado. Tudo isso deve ser documentado para subsidiar potenciais investidores para uma tomada de decisão rápida e precisa.
Aliás, o planejamento estratégico e financeiro é muito importante na obtenção de capital para o novo empreendimento. Mesmo que o dinheiro investido seja próprio, o planejamento deve ser cuidadoso e profundo (não precisa ser muito detalhado, mas consistente). Uma vez feito o planejamento, devemos nos preocupar em como financiar o empreendimento. Embora existam diversas formas de financiamento, nem sempre é esclarecida qual é a melhor em determinadas fases do negócio. Mas uma máxima do empreendedorismo é válida: se o negócio for bom, sempre haverá capital disponível para ele.
Existem diversas formas disponíveis de financiamento, por exemplo: capital próprio, em- préstimos e doações por parte de familiares e amigos, empréstimos bancários, sociedade capita- lista (na qual um sócio recebe uma parte em troca de participação) e subsídios públicos. O mais importante é saber se o financiamento será capaz de sustentar o negócio até que ele gere receitas suficientes para a sobrevivência, o chamado lucro operacional.
O financiamento deve ser capaz de cobrir despesas iniciais, como instalações, equipamen- tos, documentação etc. e despesas operacionais, aquelas que dizem respeito à operação do negócio
Conceituando empreendedorismo 17
empreendedor nessas tarefas são o advogado e o contador. Nenhum empreendedor deve tentar tomar decisões sem ajuda desses profissionais.
O empreendedorismo na atualidade é um modo de vida. Ao entender o comportamento de um empreendedor e os mecanismos usados por eles, futuros empreendedores obterão mais con- trole e sucesso sobre esse modo de vida.
Atividades
Referências
DIAS, R. G. O. Falando sobre empreendedorismo. Administradores, 13 jan. 2016. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. 2018.
HISRICH, R.; PETERS, M. Empreendedorismo. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.
GEM – Global Entrepreneurship Monitor. Empreendedorismo no Brasil. Curitiba: IBQP, 2017. Disponível em: . Acesso em: 7 mar. 2018.
MENEZES, R. MTC – Metodologia para Gestão do Processo de Formação Empreendedora em Universidades. Locus Científico, Brasília, DF, v. 1, n. 4, p. 91-97, nov. 2007. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2018.
SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Pequenos negócios em números. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2018.
SZCZEPANSKI, K. Marco Polo biography. Thoucht.Co, 8. mar, 2017. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2018.