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Euplodias e aneuploidias, Resumos de Fisiologia

resumo de Euplodias e aneuploidias

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 22/10/2019

ludimila-freitas
ludimila-freitas 🇧🇷

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Euploidias e Aneuploidias
As variações numéricas dos numero cromossomos são de dois tipos: as euploidias que são
originarias de células com numero de cromossomos múltiplo do número haploide, e as
aneuploidias, que originam células onde há falta ou excesso de algum cromossomo.
Assim, euploidias são alterações de todo genoma; quanto a esse aspecto os indivíduos podem ser
haploides (n), diplóides (2n), triplóides (3n), tetraploides (4n), enm, poliploides (quando há vários
genomas em excesso). Euploidias são raras em animais, mas bastante comuns e importantes
mecanismos evolutivos nas plantas. Na espécie humana, a ocorrência das euploidias é
incompatível com o desenvolvimento do embrião, determinando a ocorrência do aborto. Células
poliplóides cujo número de cromossomos alcança 16n são encontradas na medula óssea, no fígado
e nos rins normais, além de ocorrerem em células de tumores sólidos e leucemia.
As aneuploidias podem se originar de anomalias ocorridas na meiose (isto é, serem pré-zigóticas)
ou nas mitoses do zigoto (pós-zigóticas). Quando a não-segregação é pré-zigótica, ela pode ter
ocorrido na espermatogênese ou na ovulogênese. Na origem de indivíduos com dois cromossomos
X e um Y, a contribuição feminina é maior do que a masculina; por outro lado, 77% dos casos onde
há apenas um X tem origem em erros ocorridos na espermatogênese. Nas aneuploidias
autossômicas, a inuência da idade materna leva a supor que a participação feminina é maior do
que a masculina. As aneuploidias produzidas por erros na mitose do zigoto ou na segmentação dos
blastômeros são menos frequentes.
As aneuploidias devem-se à não separação (ou não-segregação) de um (ou mais) cromossomo(s)
para as células-lhas durante a meiose ou durante as mitoses do zigoto A não-segregação na
mitose decorre do não-rompimento do centrômero no início da anáfase ou da perda de algum
cromossomo por não ter ele se ligado ao fuso.
A não-segregação na meiose é devida à falhas na separação dos cromossomos ou das cromátides,
que se separam ao acaso para um polo ou outro. Na meiose a não-segregação tanto pode ocorrer
na primeira divisão como na segunda. No primeiro caso, o gameta com o cromossomo em excesso,
em lugar de ter apenas um dos cromossomos de um dado par, ou seja, terá um cromossomo
paterno e um materno. No segundo, o gameta com o cromossomo em excesso terá dois
cromossomos paternos ou dois maternos, por exemplo.
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Euploidias e Aneuploidias

As variações numéricas dos numero cromossomos são de dois tipos: as euploidias que são

originarias de células com numero de cromossomos múltiplo do número haploide, e as

aneuploidias, que originam células onde há falta ou excesso de algum cromossomo.

Assim, euploidias são alterações de todo genoma; quanto a esse aspecto os indivíduos podem ser haploides (n), diplóides (2n), triplóides (3n), tetraploides (4n), enfim, poliploides (quando há vários

genomas em excesso). Euploidias são raras em animais, mas bastante comuns e importantes mecanismos evolutivos nas plantas. Na espécie humana, a ocorrência das euploidias é

incompatível com o desenvolvimento do embrião, determinando a ocorrência do aborto. Células poliplóides cujo número de cromossomos alcança 16n são encontradas na medula óssea, no fígado e nos rins normais, além de ocorrerem em células de tumores sólidos e leucemia.

As aneuploidias podem se originar de anomalias ocorridas na meiose (isto é, serem pré-zigóticas) ou nas mitoses do zigoto (pós-zigóticas). Quando a não-segregação é pré-zigótica, ela pode ter ocorrido na espermatogênese ou na ovulogênese. Na origem de indivíduos com dois cromossomos X e um Y, a contribuição feminina é maior do que a masculina; por outro lado, 77% dos casos onde há apenas um X tem origem em erros ocorridos na espermatogênese. Nas aneuploidias autossômicas, a influência da idade materna leva a supor que a participação feminina é maior do que a masculina. As aneuploidias produzidas por erros na mitose do zigoto ou na segmentação dos blastômeros são menos frequentes.

As aneuploidias devem-se à não separação (ou não-segregação) de um (ou mais) cromossomo(s) para as células-filhas durante a meiose ou durante as mitoses do zigoto A não-segregação na mitose decorre do não-rompimento do centrômero no início da anáfase ou da perda de algum cromossomo por não ter ele se ligado ao fuso.

A não-segregação na meiose é devida à falhas na separação dos cromossomos ou das cromátides, que se separam ao acaso para um polo ou outro. Na meiose a não-segregação tanto pode ocorrer na primeira divisão como na segunda. No primeiro caso, o gameta com o cromossomo em excesso, em lugar de ter apenas um dos cromossomos de um dado par, ou seja, terá um cromossomo paterno e um materno. No segundo, o gameta com o cromossomo em excesso terá dois cromossomos paternos ou dois maternos, por exemplo.

Quando em consequência desses processos de não-segregação falta um cromossomo de um dado

par, isto é, quando o número de cromossomos da célula é 2n - 1, diz-se, que a célula apresenta monossomia para este cromossomo. Se faltam os dois elementos do mesmo par 2n - 2,

tem-se nulisomia. Se, pelo contrário, houver aumento do número de cromossomos de um determinado par, a célula será polissômica para o cromossomo em questão; ela

será trissômica, tetrassômica , pentassômica etc., conforme tiver 1, 2 ou 3 cromossomos a mais, sendo, nesses casos, o seu número cromossômico designado por (2n + 1), (2n + 2), (2n + 3)

etc.

Aneuploidias dos cromossomos sexuais

Hermafroditismo

O hermafroditismo é uma anomalia sexual ainda pouco conhecida, configurando um distúrbio morfológico e fisiológico das gônadas sexuais de um indivíduo, que simultaneamente manifesta estrutura tecidual testicular e ovariana.

Por análise do cariótipo é sabido que não se trata de uma síndrome genética (mono ou trissomia halossômica), relacionada aos cromossomos sexuais X ou Y. No entanto, pode estar associado a uma ocorrência de dispermia, havendo fecundação normal (espermatozóide e ovócito de segunda ordem - óvulo) e outra fecundação paralela anômola (espermatozóide e um glóbulo polar – óvulo não diferenciado, em tese, inativo).

A tendência do hermafroditismo é o aparente aspecto externo da genitália masculina, quando coexistentes testículo e ovário. Nas demais situações, com duas ovotetis e gônada, a genitália possui aspecto feminino.

Naturalmente, os indivíduos portadores dessa anomalia somente revelam o hermafroditismo durante a puberdade, desencadeando transtornos psicossociais quando descoberto.

Dependendo do tipo anatômico aparente, o período de amadurecimento corpóreo, pode devido a estímulos hormonais, iniciar: o processo menstrual, bem como a ginecomastia (crescimento das mamas) em indivíduos criados como se fossem homens; e falha menstrual, crescimento do clitóris e surgimento de pêlos nos indivíduos criados como se fossem mulheres.