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METODOS DE PESQUISA DE PARASITOS
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Cacoal/RO 2020
O exame microscópico do sangue constitui valioso recurso para o diagnóstico das doenças parasitárias cujos agentes apresentam formas evolutivas sanguíneas. A preparação de bons esfregaços sanguíneos é importante na diferenciação de parasitos, principalmente de protozoários. Do ponto de vista da parasitologia, existem algumas técnicas largamente utilizadas no exame do sangue e de tecidos com o intuito de detectar a presença de parasitas. Estas técnicas descritas na literatura apresentam valores de sensibilidade e especificidade variáveis no que tange à detecção de formas parasitárias em diferentes tecidos, podendo ser a detecção realizada de maneira direta ou indireta.
1. MÉTODO PARASITOLÓGICO DIRETO 1.1. Fundamentos Conforme relatado anteriormente, os métodos parasitológicos diretos baseiam-se na pesquisa direta do parasita na amostra clínica. Eles podem ser realizados em laboratórios clínicos com condições mínimas de equipamentos, porém é necessário que o profissional tenha passado por um treinamento de reconhecimento do parasito. É importante ressaltar que os métodos parasitológicos diretos só apresentam alta sensibilidade na presença de parasitemia patente, sendo por isso o método de escolha na suspeita de casos agudos ou de reativação da infecção. 1.2. Coleta da amostra O sangue pode ser colhido por punção do lóbulo da orelha, da superfície palmar da ponta de um dedo da mão, no caso de lactentes da superfície plantar do grande artelho ou no calcanhar. No caso da orelha, é a margem livre do lóbulo e não a face lateral que deve ser puncionada. A picada deve ser feita com deliberação e lentamente, para não provocar dor. A picada deve ter profundidade de 3mm. Não se deve utilizar um local edemaciado ou congestionado. Em animais de laboratório a colheita de sangue é feita segundo o seu porte.
não ser submetida à desemoglobinização. As distensões finas conservam por maior tempo a coloração original e resistem mais ao atrito após a remoção do óleo de imersão. 2.2.1. Confecção e coloração das distensões 1ª ETAPA: COLETA DA AMOSTRA E PREPARAÇÃO DAS LÂMINAS
4.1. Fundamento Precipitação de partículas, inclusive de cistos, ovos e larvas de parasitos ao fundo do cálice de sedimentação, devido a força de gravidade. 4.2. Indicação Utilizado na pesquisa de ovos de S. mansoni, é atualmente usado na rotina diária dos laboratórios, na detecção de cistos de protozoários, de ovos e larvas de helmintos. Adolf Lutz, eminente pesquisador brasileiro, empregou o modelo pela primeira vez, no entanto, foi a partir dos trabalhos de Hoffman, Pons e Janer, que a técnica passou a ser conhecida mundialmente. A vantagem deste método é a economia dispensando o uso de reagentes e centrífugas. A desvantagem é a grande quantidade de detritos fecais, dificultando, com frequência a preparação e o exame da lâmina. 4.3. Procedimento
5. CENTRÍFUGO-FLUTUAÇÃO PELO SULFATO DE ZINCO (FAUST & Cols.) 5.1. Fundamento Flutuação de cistos de protozoários e ovos leves de helmintos em solução de sulfato de zinco. 5.2. Indicação Indicado na pesquisa de protozoários e de ovos leves de helmintos ( Ancilostomídeos, Enterobius vermicularis, Trichuris trichiura ). Esta técnica é imprópria para espécimes que contenham grande quantidade de gorduras. A técnica pode ser utilizada com fezes preservadas em formaldeído, SAF e outros fixadores, no entanto a densidade específica deverá se ajustada em 1.2 g/mL. O aumento de densidade poderá resultar em uma distorção dos organismos. 5.3. Procedimento 1. Colocar 1 ou 2 g de fezes coletadas de várias partes do bolo fecal em frasco contendo 10 ml de água. Filtrar a suspensão através de gazes dobradas em quatro vezes, e receber o filtrado em um tubo cônico de centrífuga de 15 ml. 2. Adicionar água corrente até completar 2/3 da capacidade do tubo. Centrifugar (650x g (2500rpm) por 1 minuto). 3. Decantar o sobrenadante e adicionar 1 a 2 ml de água corrente ao sedimento, antes de ressuspendê-lo. Completar com água 2/3 do volume do tubo, agitar e centrifugar. 4. Repetir a etapa 3, até que o sobrenadante apresente-se relativamente claro. 5. Depois que o último sobrenadante é decantado, adicionar 1 a 2 ml do reagente, e ressuspender o sedimento: completar com sulfato de zinco 33% até 0,5 cm da borda do tubo e centrifugar (650x g(2500rpm) por 1 min). 6. Cuidadosamente, remover o tubo da centrifuga e, sem agitação. Coloca-lo em uma estante em posição vertical. 7. Com uma alça de arame (diâmetro de 5 a 7 mm) tocar no centro da membrana formada na superfície, transferido várias alçadas para uma lâmina de microscopia. Examinar ovos larvas e cistos. 8. Depois de concluída a etapa 4, com auxílio de pipeta, encher o tubo até a borda com solução de sulfato de zinco. Colocar uma lamínula (22 x 22 mm) na superfície do tubo. Deixando-a em contato com o líquido durante 8 a 10 minutos. Remover a lamínula, invertendo a sua posição, e colocar a face com a gota sobre uma lâmina. Examinar para larvas e cistos.
7.2. Indicação Indicado na pesquisa de larvas de Strongyloides stercoralis. Demonstra também a presença de larvas de ancilostomídeos e por vezes até adultos de nematódeos pequenos como E. vermiculares. Ao serem examinadas fezes que permaneceram, antes do exame, em temperatura ambiente por período superior a 24 horas, ou ainda de indivíduos que sofrem de constipação intestinal, ocorre a possibilidade de que as larvas encontradas sejam rabditóides ou filarióides de ancilostomídeos e não de Strongyloides stercoralis 7.3. Procedimento
8.2. Indicação Este método é indicado para a pesquisa de todos os parasitos que prioritária ou ocasionalmente se deslocam até a região perianal. Assim sendo, poderemos detectar o Enterobius vermicularis , Taenia sp , e eventualmente ovos de Ascaris lumbricoides , Ancilostomídeos e Trichuris trichiura. 8.3. Procedimento