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UNIVERSIDEDA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL
UNIDADE DE BENTO GONÇALVES
ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS E BIOTECNOLOGIA
DISCIPLINA QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL
RELATÓRIO TÉCNICO
TÉCNICAS BÁSICAS DE LABORÁTORIO E TÉCNICAS DE MEDIÇÃO
Daniel Camini
BENTO GONÇALVES
1.ÍNDICE
- Índice.................................................................................................................
- Objetivos............................................................................................................
- Introdução..........................................................................................................
- Procedimento Experimental...............................................................................
- 4.1. Reagentes e Materiais.....................................................................................
- 4.2. Procedimentos...............................................................................................
- Resultados e Discussão....................................................................................
- Conclusão ........................................................................................................
- Bibliografia......................................................................................................
- Anexos.............................................................................................................
3. INTRODUÇÃO
Técnicas de aquecimento e utilização do bico de Bunsen: Os métodos de aquecimento de matérias são escolhidos a partir da determinação da temperatura desejada e principalmente das características do material a ser aquecido. O aquecimento com chama é usado quando há pequenas quantidades de materiais não inflamáveis e quando se deseja uma temperatura moderadamente elevada, o bico de Bunsen é o combustor mais utilizado. Ele é o bico de gás utilizado no laboratório, permite o aquecimento de até cerca de 800ºC. Nele ocorre a combustão do gás combustível e o oxigênio. Possui uma entrada de gás, uma janela ou entrada de ar que pode ser fixa ou móvel, e a camara de mistura. A chama resultante no bico de Bunsen pode ser de dois tipos
- Luminosa (amarela ou redutora): que aparece quando o bico é ligado, tem a cor amarela por ser uma combustão incompleta, devido a janela do bico estar sempre fechada quando aberta e assim não fornecendo o oxigênio necessário para a combustão completa. Como resultado dessa combustão, além da agia e dióxido de carbono, temos o oxido de carbono (fuligem).
- Chama não-luminosa (azulada ou oxidante): após a janela ser aberta o nível de oxigênio que pode ser consumido se eleva e a combustão passa a ser completa, caracterizada pela cor azulada. Não há mais produção de fuligem e terá maior temperatura. Para o aquecimento de líquidos não inflamáveis em tubos de ensaio no bico de Bunsen, é necessário que o tubo esteja preso a uma pinça de madeira. Ele deve ser agitado suavemente e colocado levemente inclinado sobre a chama. Há a necessidade de tomar cuidado na realização dessa pratica, pois o liquido ao ferver pode atingir quem está próximo do local da realização do experimento. No aquecimento de líquidos não inflamáveis em béqueres, necessita-se de um tripé, de uma argola e de uma tela de amianto, que espalhará o calor por toda a base do bequer. A velocidade do aquecimento pode ser controlada pela distancia da chama à tela de amianto e também pela intensidade da chama. Filtração Consiste no método de separar misturas entre sólidos e líquidos. Pode ser feita através de dois métodos:
- Filtração Simples: onde um papel de filtro é dobrado em forma de funil onde o líquido é posto e filtrado.
- Pressão Reduzida: um processo bem mais rápido que a filtração simples, no entanto a filtração simples é melhor pois sais mais limpa, feita por vácuo utilizando-se um funil e um kitassato. Medição de líquidos e sólidos As vidrarias que permitem a medição de volume são classificados em dois grupos:
- Os que contem certo volume: tem uma marcação exata de quantidade, como as pipetas volumétricas, e os balões volumétricos;
- Os que dispensão ou que da escoamento a um certo volume de líquidos: instrumentos que tem marcações graduadas como as pipetas graduadas, as buretas e as provestas. Já as medidas de massa são determinadas por meio de equipamentos chamados balança, que comparam a massa do corpo que se deseja saber e a massa de um corpo que é tomado como referência. Para se obter um resultado mais preciso da massa do material a ser pesado é necessário a utilização da balança apropriada, por exemplo, se necessita-se de x mg é necessário que a balança esteja programada para pesar em MG, assim se terá um erro menor de precisão.
- proveta
- béquer
- bastão de vidro -água
EXPERIMENTO 7
- 2 béquers
- suporte
- argola
- papel de filtração
EXPERIMENTO 8:
- béquer.
- espátula
- areia
- água
- kitassato
- funil de Büchner
- papel de filtração
- motor de compressão
EXPERIMENTO 9:
- 2 béquer
- 20 mL de solução de cloreto de bário
- 20 mL de solução de carbonato de cálcio
- suporte
- argola.
- papel de filtração
EXPERIMENTO 10:
- béquer
- 20 mL de solução de cloreto de bário
- 20 mL de solução de carbonato de cálcio
- kitassato
- funil de Büchner
- papel de filtração
- motor de compressão
EXPERIMENTO 11:
- béquer
- água destilada.
- proveta
EXPERIMENTO 12:
- pipeta graduada
- pêra
- 6 béquers
- água
EXPERIMENTO 13:
- pipeta volumétrica
- pêra -água -proveta
EXPERIMENTO 14:
- pipeta volumétrica
- pêra
- água
- proveta
EXPERIMENTO 20:
- proveta de 50mL
- proveta de 100mL
- pêra
- pipeta
- água
EXPERIMENTO 21:
- bureta
- água destilada. -proveta
EXPERIMENTO 22:
EXPERIMENTO 23:
- proveta de 10mL.
- pipeta
- pêra -balança eletronica -agua
4.2. PROCEDIMENTO
Uso do bico de Bunsen e técnicas de aquecimento: EXPERIMENTO 1:
- Pegou-se um fósforo e acendeu-se o bico de Bunsen, com a janela fechada.
- Foi colocado um tripé com o triângulo de ferro com porcelana acoplado, em cima do bico de Bunsen. 3 Foi colocado uma cápsula de porcelana por alguns segundos em cima do triângulo de ferro com porcela.
- Com uma tenax, cuidadosamente foi retirado a cápsula de porcelana de onde estava e colocada em cima da bancada com uma identificação de “quente”.
EXPERIMENTO 2:
- Abriu-se a janela do bico de Bunsen.
- Pegou-se um palito de fósforo e colocou-o na chama azulada na zona redutora.
- Pegou-se um palito de fósforo e colocou-o na chama azulada na zona oxidante.
EXPERIMENTO 3:
- Pegou-se um tubo de ensaio. Segurou-o com uma pinça de madeira.
- Colocou-se ¼ de sua capacidade de água.
- Levou-se o tubo de ensaio até o bico de Bunsen e praticou-se o aquecimento da água, até a fervura, na chama oxidante.
- Repita a operação com mais de ½ da capacidade do tubo de ensaio.
EXPERIMENTO 4:
- Colocou-se o tripé, com uma tela de amianto em cima, sobre o bico de Bunsen.
- Pegou-se um béquer, pôs-se água da torneira acima da metade de sua capacidade e colocou-o em cima da tela de amianto.
- Após a fervura, desligou-se o bico de Bunsen, retirou-se o béquer quente com uma tenax e colocou-se sobre a bancada com a identificação de “quente”.
Trânferencia de Líquidos e Sólidos:
- Esperou-se acabar a filtração e desliguou-se o motor de compressão.
EXPERIMENTO 9:
- Pegou-se um béquer
- Colocou-se 20 mL de solução de cloreto de bário.
- Colocou-se 20 mL de solução de carbonato de cálcio.
- Misturou-se.
- Pegou-se um suporte e uma argola, fixou-se a argola no suporte.
- Com um papel de filtração, fez-se um funil e colocou-se sobe a argola.
- Colocou-se um béquer vazio sob a argola.
- Despejou-se a mistura no papel de filtração.
EXPERIMENTO 10:
- Pegou-se um béquer
- Colocou-se 20 mL de solução de cloreto de bário.
- Colocou-se 20 mL de solução de carbonato de cálcio.
- Misturou-se.
- Pegou-se um kitassato e um funil de Büchner, e acoplou-se o funil ao kitassato.
- No funil de Büchner colocou-se um papel de filtração, de maneira que tapasse todos os buraco e que não encostasse na borda do funil.
- Pegou-se a manga do motor de compressão e encaixou-se com o pequeno bico do kitassato.
- Ligou-se o motor de compresão.
- Despejou-se a mistura no funil de Büchner.
- Esperou-se acabar a filtração e desliguou-se o motor de compressão.
Medidas de volume: EXPERIMENTO 11:
- Pegou-se um béquer e mediu-se 100mL de água destilada.
- Pegou-se uma proveta e meça 50mL de água destilada.
EXPERIMENTO 12:
- Pegou-se uma pipeta graduada e uma pêra de sucção
- Colocou-se a pêra na ponta da pipeta graduada.
- Apertou-se o botão inferior da pêra e o liquido subiu pela pipeta.
- Transfiriu-se os valores de 5,8mL, 10mL, 8,3mL, 25mL, 2,4mL e 15mL para um béquer.
EXPERIMENTO 13:
- Pegou-se uma pipeta volumétrica e uma pêra, encaixou-as.
- Encheu-se 25mL de água e transfiriu-se para uma proveta.
EXPERIMENTO 14:
- Pegou-se uma pipeta volumétrica e uma pêra, encaixou-as.
- Encheu-se 5 vezes 20mL de água na pipeta volumétrica e transferiu-se para uma proveta.
EXPERIMENTO 15:
- Pegou-se uma pipeta volumétrica e uma pêra, encaixou-as.
- Encheu-se 2 vezes 25mL de água na pipeta volumétrica e transferiu-se para um balão volumétrico de 50 mL.
EXPERIMENTO 16:
- Pegou-se uma pipeta volumétrica e uma pêra, encaixou-as.
- Encheu-se 4 vezes 25mL de água na pipeta volumétrica e transferiu-se para um balão volumétrico de 100mL.
EXPERIMENTO 17:
- Pegou-se uma bureta, encheu-se 25ml de água e transferiu-se para uma proveta de 25mL.
EXPERIMENTO 18:
- Pegou-se uma bureta, encheu-se 4 vezes de 25mL de água e transferiu-se para um balão volumétrico de 100mL.
Medidas de massa: EXPERIMENTO 19:
5. RESULTADO E DISCUSSÃO
Em nossa primeira aula p´ratica no laboratório, nosso trabalho foi iniciado com apresentação dos materiais laboratoriais e com métodos de aquecimento com o bico de Bunsen, onde foi observado todas as suas partes. Com base no experimento 1 podemos observar a existência de uma chama amarela concentrada na parte superior da chama, isso ocorre quando a janela esta fechada, o gás queima mas em uma queima incompleta pois não há oxigênio o bastante resultando numa chama amarela, e na foligem preta resultante na cápsula de porcelana. Já no experimento 2 com a janela do bico aberta se tem o aparecimento da chama azulada caracterizando uma queima completa, tendo uma chama mais alta e mais quente. O palito de fósforo não queima tanto na zona redutora como na zona oxidante, pois a redutora é onde o gás começa a ser queimado e como tem uma oferta menor de oxigênio, há uma temperatura relativamente menor que a oxidante, que é mais externa com maior zona de encontro com o oxigênio e onde o gás tem sua queima concluída. Nos experimentos 3 e 4 foi realizado as técnicas de aquecimento com tubo de ensaio e um béquer, respectivamente. O tubo de ensaio que tinha ¼ de sua capacidade ferveu mais rápido que o que tinha mais de ½ da capacidade preenchida, com o aparecimento de bolhas nas paredes cobertas de água e logo após a fervura. No béquer, logo após colocado sobre a chama, suas paredes começas a embaçar, logo depois observa-se a liberação de vapor e alguns instantes depois começa a ferver com a liberação de grandes bolhas de ar. Depois nos experimentos 5 e 6 treinamos a transferências de líquidos entre béquers e da proveta para o béquer utilizando o bastão de vidro, que impede que o líquido respingue para fora do seu “caminho ideal”. A seguir realizaram-se práticas de filtração. Utilizamos as técnicas de filtração simples e filtração reduzida. Obtivemos o mesmo resultado nos experimentos 7 e 9 e nos experimentos 8 e 10, com a mistura de areia e água (7 e 8) na solução de cloreto de bário e carbonato de sódio (9 e 10). Na filtração simples desses compostos (7 e 9) se observou que é uma operação lenta porem o filtrado saiu com um aspecto limpo, já na filtração reduzida, por mais que o processo tenha sido mais rápido e o precipitado ter ficado mais seco, o filtrado não ficou tão límpido. Aqui concluímos nossa primeira aula prática.
Na segunda aula prática realizada, foi nos apresentadas as medições volumétricas e as medidas de massas, que podem ser observados do experimentos 11 ao
- No experimento 11 foi feito a medida de 100mL num béquer de 250mL e uma medida de 50mL numa proveta para obtermos pratica na medição na medição na identificação do menisco. No experimento 12 realizamos praticas de transferência de quantidades exatas de pipetas graduadas e pipetas volumétricas para béquers. Seguindo, realizamos praticas que nos demonstraram a comparação na exatidão de medidas entre vidrarias, nos experimentos 13 e 14, comparamos a exatidão do volume entre pipetas volumétricas e provetas; nos experimentos 15 e 16 foram comparadas medidas volumétricas entre pipetas volumétricas e balões volumétricos; e nos experimentos 17 e 18 compararam-se buretas, provetas e balões volumétricos. Por mais que essas vidrarias tenham a identificação da régua volumétrica algumas são mais exatas que outras. As buretas, pipetas volumétricas e balões volumétricos têm a mesma exatidão e são as melhor vidrarias nessa questão, elas são mais exatas que as pipetas graduadas, que por sua vez são mais exatas que as provetas, que são mais exatas que os béquers, que possuem um nível de exatidão muito baixo.
Vidraria Massa vidraria seca
Massa vidraria + 10mL de H 2 O
Massa de H 2 O (g)
Volume de H 2 O (mL)
Densidade da água g/mL Proveta 10mL 20,4738 30,5019 10,0281 10 1, Balão 50mL 38,8568 48,7289 9,8721 10 0, Béquer 10mL 8,9355 18,4602 9,5247 10 0,
Terminado as técnicas de medidas de volume, passamos para as medidas de massa. No experimento 19, foram pesados na balança uma proveta de 10 mL, um balão volumétrico de 50mL e um béquer de 10mL vazios. Depois foi colocado 10mL em cada vibraria e novamente foram pesadas. Assim obtivemos as informações abaixo: Com o experimento 20 podemos concluir que com a adição de uma gota de agia proveniente de pipeta, pouca variação se detectou nas provetas, tanto de 50mL quanto na de 100mL apesar da proveta de 50mL ser mais precisa que a de 100mL. Pode-se verificar como a precisão da pipeta a maior que a das provetas, pois ela mostrou variação com a perda se uma gota. Para se demonstrar como a bureta e a proveta apresentam precisões diferentes, realizamos o experimento 21. Onde, pela lógica, se escoarmos, digamos, 25mL de uma bureta para uma proveta, esta deveria marcar os mesmos 25mL exatos. No entanto, a
6. CONCLUSÕES
Nas técnicas de aquecimento com o bico de Bunsen concluímos que:
- Se a janela estiver fechada a chama que sai dele é luminosa (amarela) e se a janela estiver aberta se tem uma chama não luminosa (azul).
- A chama azul possui maior calor devido a sua combustão ser completa, já a chama amarela é menos quente por sua combustão incompleta e tem liberação de fuligem. Pelas técnicas de filtração podemos concluir que:
- A filtração simples, apesar de mais demorada e não tão eficaz para secar o precipitado, filtra melhor os resíduos, deixando o solvente mais limpo. Portanto é mais eficaz se quisermos uma maior pureza do líquido.
- A filtração por pressão reduzida, além de se mais rápida, se tem o precipitado mais seco, no entanto apresenta um aspecto ainda sujo. Assim, esse processo é recomendado quando se necessita utilizar do sólido filtrado. Os experimentos de medidas de volume nos possibilitam concluir que:
- A diferença de exatidão entre as vidrarias, como a pipeta volumétrica e o balão volumétrico para com a proveta foi observado, mostrando um aumento no volume ao transferirmos daquelas para esta vidraria. Concluído o que já se havia dito que buretas, pipetas volumétricas e balões volumétricos são mais precisos que a pipeta graduada, que é mais precisa que a proveta, que é mais precisa que o béquer.
7. BIBLIOGRAFIA
- http://www.demec.ufmg.br/disciplinas/ema003/significativos.htm
- http://docs.google.com/viewer? a=v&q=cache:mwCdFHqJwGgJ:qinorgamaia.uepb.edu.br/ SUPLEMENT...pdf+balan%C3%A7a+mais+precisa+e+mais+exata&hl=pt- BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESj6nh7XZHXlUcW2HCxbOB3yO0GTEG- gpkavSbZlost1C8cNwjG4dlngaax91ST14So4pUFNSZLQ0pOcAbTfNjPNo1Q4t6rv1H Z0-rHblgOUAKCCVLBwdAkCGx04Ep7HPpmgdWz7&sig=AHIEtbT2p- U6Sn7vRA_jsDb_4FuXISZUHg
- Apostila Química Geral Experimental, segundo semestre 2010.