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Extrusão Mecânica: Definição, Conceitos Básicos e Tipos, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Uma introdução detalhada sobre a conformação mecânica por extrusão, incluindo definições, conceitos básicos e tipos de extrusão, como extrusão direta, indireta, hidrostática e de tubos. Além disso, discute-se sobre as ferramentas de extrusão, mecânicas da extrusão e os fatores de influência no processo. Finalmente, são apresentados os defeitos comuns na produção de extrusados.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/10/2007

adriano-almeida-7
adriano-almeida-7 🇧🇷

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CONFORMAÇÃO MECÂNICA
EXTRUSÃO
DEFINIÇÃO
Processo de conformação plástica no qual o material sofre redução em sua área de seção
transversal pela aplicação de pressões elevadas e escoamento através do orifício de uma
matriz.
CONCEITOS BÁSICOS
Primeiros experimentos: final do século XIX
Conformação indireta (reação da matriz à pressão do pistão)
Em geral, a quente
Redução dos esforços
Evitar encruamento
Aplicado a materiais de difícil conformação (inoxidáveis e ligas de níquel)
Metais e não-metais (ex.: polímeros)
Esforços de compressão minimizam trincamentos
Extrusão a frio
Menos utilizado
Maiores esforços
Alto nível de encruamento
Maior precisão dimensional e geométrica
Metais submetidos à extrusão:
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CONFORMAÇÃO MECÂNICA

EXTRUSÃO

DEFINIÇÃO

Processo de conformação plástica no qual o material sofre redução em sua área de seção transversal pela aplicação de pressões elevadas e escoamento através do orifício de uma matriz.

CONCEITOS BÁSICOS

• Primeiros experimentos: final do século XIX

• Conformação indireta (reação da matriz à pressão do pistão)

• Em geral, a quente

• Redução dos esforços

• Evitar encruamento

• Aplicado a materiais de difícil conformação (inoxidáveis e ligas de níquel)

• Metais e não-metais (ex.: polímeros)

• Esforços de compressão minimizam trincamentos

• Extrusão a frio

• Menos utilizado

• Maiores esforços

• Alto nível de encruamento

• Maior precisão dimensional e geométrica

• Metais submetidos à extrusão:

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• Alumínio

• Cobre

• Metais não ferrosos

• Metais ferrosos: aplicação restrita:

• Temperaturas mais elevadas

• Maiores esforços

• Matéria prima: lingotes (fundidos) ou tarugos (laminados)

• Formas variadas

• Boa homogeneidade estrutural e dimensional

• Baixo índice de oxidação superficial

• Custo inicial elevado

• Limitação de comprimento do produto

• Baixas velocidades de trabalho

EXTRUSÃO DIRETA

EXTRUSÃO INDIRETA

• Êmbolo vazado

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EXTRUSÃO DE TUBOS SOLDADOS

MÁQUINAS DE EXTRUSÃO

• Quase sem exceção: prensas

• Cilindro/pistão

• Bomba hidráulica ou sistema acumulador

• Prensas horizontais (mais comuns)

• Material tem maior contato com a região inferior do container: maior

resfriamento

• Deformação assimétrica

• Prensas verticais

• Grandes espaços verticais livres

• Resfriamento uniforme

• Tubos de paredes finas

• Pistão sujeito a grandes esforços e elevadas temperaturas

• Aço-liga resistente ao calor

• Container (recipiente)

• Sujeito a altas temperaturas e atrito

• Aço-liga resistente ao calor

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FERRAMENTAS DE EXTRUSÃO

• Matrizes ou fieiras

• Capacidade de resistência a altas temperaturas, oxidação e atrito

• Aços ligados ou metal duro

• Faces planas ou cônicas

Face plana (a): metal escoa e forma seu próprio ângulo de entrada Face cônica (b): aumento de homogeneidade de extrusão e diminuição da pressão, com aumento do atrito nas paredes da fieira. Devem ser utilizadas com boa lubrificação (mais comum: vidro fundido).

MECÂNICA DA EXTRUSÃO

Metal sob pressão: fluxo pela matriz, adotando a forma de saída da mesma. Altos níveis de atrito entre material e container

Condição (a): Extrusão homogênea

• Atrito baixo: boas condições de lubrificação; extrusão hidrostática

• Deformação homogênea

Condição (b): Aumento do atrito entre peça e paredes do container

• Distorção do modelo reticulado

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F = Força de Extrusão Ao = área de seção transversal do tarugo antes da extrusão Af = área de seção transversal do tarugo após a extrusão K = constante de extrusão

A força máxima de atrito entre o tarugo e o container é obtida por:

Fa = U.l (^) 0.F 06 D .K Onde: U = perímetro interno do container l 0 = comprimento inicial do tarugo F 06 D = coeficiente de atrito K = Constante de extrusão

Sendo o atrito uma força a ser superada durante o processo, a força máxima de extrusão é calculada por:

F (^) max = F + Fa

FATORES DE INFLUÊNCIA NO PROCESSO DE EXTRUSÃO

• Homogeneidade de composição e estrutura da matéria prima

• Temperatura de operação

• Baixa: minimização de consumo de energia, desgaste de máquina,

ferramentas e container e de oxidação e/ou corrosão do material

• Alta (maioria dos casos): superior a temperatura de recristalização (limite

superior) e 50 ºC abaixo de Tf (limite superior). Na prática, o limite superior é fixado a temperaturas mais baixas, para evitar fragilidade a quente (fusão de microconstituintes de menor ponto de fusão)

• Pressão de trabalho

• Consumo de energia, robustez e custo do equipamento, desgaste.

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• Fator de maior influência: intensidade de redução. Reduções acima de 90%

acentuam aumento de pressão.

• Velocidade de trabalho.

• Produtividade

• Minimização das perdas de calor

É fácil de notar que estas condições são, não raro, contraditórias entre si. Em condições reais, deve-se buscar um ponto de equilíbrio entre estes fatores, de modo a se obter a melhor condição possível de operação. Via de regra, esta é uma das atribuições do engenheiro ou tecnólogo.

DEFEITOS

Os materiais metálicos mais comumente extrudados são o alumínio e suas ligas e o cobre e suas ligas. Outros metais não-ferrosos também podem ser extrudados, mas tem aplicação mais restrita. Tubos e barras de aço podem também ser produzidos por extrusão, mas apresentam dificuldades operacionais, relacionadas, principalmente, à temperatura de operação. Os defeitos típicos do processo de extrusão são os seguintes:

• Vazios internos na parte final do extrudado, decorrentes do modo de escoamento.

Velocidades de extrusão muito elevadas podem acentuar o problema.

• Trincas de extrusão, perpendiculares ao sentido de extrusão, decorrentes de

defeitos na matéria-prima, associadas à temperaturas de operação muito elevadas e/ou velocidades muito altas.

• Escamas superficiais, ocasionadas pela aderência de partículas de materiais duros

na superfície das ferramentas, devido a desgaste ou quebra de camadas superficiais do container. Temperaturas de operação muito elevadas ou desalinhamento do pistão podem também colaborar na ocorrência deste defeito.

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pelo tratamento térmico de recozimento do tarugo a ser extrudado ou pelo arredondamento do canto formado pela parte cônica com a cilíndrica da ferramenta.

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