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factores interpessoais, Resumos de Psicologia

inteligencia, motivação, personalidade

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 04/01/2020

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TEMA 4 – INTELIGÊNCIA, MOTIVAÇÃO E PERSONALIDADE
O que é a inteligência?
Inteligência capacidades mentais gerais (linguagem, raciocínio, percepção, memória,
competências sensoriais e motoras).
Inteligência = raciocínio; atingir um fim a partir de certas premissas – Descartes (1596-1650)
Inteligência = raciocínio, compreensão, julgamento – Alfred Binet (Binet & Simon, 1916).
Anos 20-60 (sec. XX): ser-se inteligente é ser-se culto (cultura como o conjunto dos
conhecimentos, baseando-se na memória e nas aprendizagens).
Teorias da inteligência:
- Abordagens clássicas: perspetiva diferencial-psicométrica
- Abordagens não unitárias: teoria das inteligências múltiplas e teoria triárquica
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TEMA 4 – INTELIGÊNCIA, MOTIVAÇÃO E PERSONALIDADE

O que é a inteligência? Inteligência – capacidades mentais gerais (linguagem, raciocínio, percepção, memória, competências sensoriais e motoras). Inteligência = raciocínio; atingir um fim a partir de certas premissas – Descartes (1596-1650) Inteligência = raciocínio, compreensão, julgamento – Alfred Binet (Binet & Simon, 1916). Anos 20-60 (sec. XX): ser-se inteligente é ser-se culto (cultura como o conjunto dos conhecimentos, baseando-se na memória e nas aprendizagens). Teorias da inteligência:

  • Abordagens clássicas: perspetiva diferencial-psicométrica
  • Abordagens não unitárias: teoria das inteligências múltiplas e teoria triárquica

Perspetiva Diferencial-Psicométrica: Predominante até 1960, centra-se no estudo das diferenças individuais no âmbito intelectual e na busca de instrumentos para medir essas diferenças. Assenta em três pontos básicos:

  • A natureza da inteligência pode ser analisada pelo estudo das diferenças individuais no rendimento demonstrado na realização de determinadas tarefas cognitivas.
  • A utilização de diversas técnicas matemáticas baseadas na correlação, como a análise factorial, para obter informação acerca da estrutura das capacidades cognitivas.
  • A adoção de uma abordagem pragmática e empírica para, posteriormente, desenvolver formulações teóricas. Críticas principais:  Viés cultural  Utilização inadequada dos resultados  Não inclusão de dimensões como a criatividade A teoria das inteligências múltiplas A competência cognitiva é descrita em termos de um conjunto de potencialidades, de competências, de talentos ou de capacidades mentais denominadas inteligências. Cada uma dessas inteligências é definida como um potencial biopsicológico para processar informação que se pode activar num contexto cultural concreto para resolver problemas ou criar produtos que têm valor para uma cultura (Gardner, 1999).

A motivação extrínseca aplica-se à noção de comportamento determinado por drives (forças/impulsos) fisiológicos e pela aprendizagem estímulo-resposta (Lemos, 1996). Na motivação extrínseca o sujeito age quase exclusivamente em vista à recompensa, seja ela qual for. Os fatores motivadores não são inerentes ao sujeito ou à tarefa, dependendo de contingências alheias ao sujeito. A motivação intrínseca aplica-se à actividade realizada como resultado de uma decisão do organismo que age, decisão que tem em consideração o objectivo do organismo e a situação (Lemos, 1996). Segundo Lemos (1996, p. 6), o conceito de motivação intrínseca chama a atenção para vários fatores: (a) as pessoas são motivadas pela curiosidade e pela novidade; (b) as pessoas precisam de sentir responsabilidade pelas suas ações; e (c) a autonomia e autodeterminação levam as pessoas a agir de formas que frequentemente ultrapassam as instruções inscritas no seu sistema nervoso pelos genes e pela aprendizagem. De acordo com Csikszentmihalyi e Nakamura (1981, citados por Lemos, 1996), a experiência de envolvimento em actividades intrinsecamente motivadas pode ser descrita com base em alguns indicadores, tais como: (1) espírito e corpo totalmente absorvidos no que se faz; (2) concentração profunda; (3) saber o que se quer fazer; (4) saber qual o nível de desempenho (se a actividade está a ser bem realizada); (5) ausência de preocupação com o insucesso ou fracasso na realização da actividade; (6) percepção de que o tempo passa rapidamente; e (7) ausência da consciência de si mesmo e das preocupações habituais. Abordagem Comportamental: Os comportamentalistas acreditam que o comportamento é determinado por contingências reforçadoras e procuram explicar a motivação através da identificação das pistas que provocam o comportamento e dos reforços que o mantêm.

  • Drives biológicos primários.
  • Padrões de comportamento estabelecidos através de processos de condicionamento; associação com a satisfação de drives primários.
  • Padrões de comportamento com poder motivacional, funcionando como drives secundários. Segundo Bandura: Motivação proveniente de duas origens:
  • Previsão dos resultados com base nas consequências de acções passadas.
  • Estabelecimento de objectivos (próximos/distantes, específicos/gerais, desafiadores) Expectativas de eficácia - ideias acerca da própria capacidade para atingir o objectivo. As expectativas de eficácia (auto-eficácia):
  • determinam:
  • a quantidade de esforço que o indivíduo está disposto a despender e
  • o tempo que persistirá na tarefa na presença de obstáculos (in Good & Brophy, 1990);
  • influenciam a forma como as pessoas pensam, sentem, se motivam e actuam (Bandura, 1995)
  • podem ser desenvolvidas através de 4 tipos de influência (Bandura, 1995):
  • experiências de realização (desempenhos pessoais);
  • experiências vicariantes;
  • persuasão social;
  • estados fisiológicos e emocionais. Teoria Humanista: Foco no conceito de necessidade.
  • Ênfase em mecanismos de condicionamento incluindo, também, elementos cognitivos. A teoria das necessidades de Murray (1938):  Necessidade: constructo hipotético que representa uma força que influencia a percepção e o comportamento do indivíduo na tentativa de modificar uma situação não satisfatória. Uma necessidade é uma tensão que conduz alguém a perseguir um objectivo (que, se atingido, libertará a tensão sentida) (Murray, 1938, citado por Good & Brophy, 1990).  20 necessidades sociais.

Abordagem Cognitivista: As teorias cognitivistas da motivação dão ênfase ao facto de que a forma como os indivíduos pensam acerca do que lhes acontece condicionará o seu comportamento posterior. Perceção dos acontecimentos presentes como determinante do comportamento futuro:

  • Perceção de sucesso.
  • Perceção de fracasso. VER POWERPOINT Personalidade: O que é?
  • “Causas subjacentes do comportamento e da experiência individual que existem dentro da pessoa”
  • Apesar da diversidade de conceções, o conceito de personalidade centra-se em alguns itens aglutinadores como a consistência, a essencialidade, a estabilidade, a continuidade e a estrutura, suportando-se numa coerência interna.
  • Permite que o indivíduo se reconheça e seja reconhecido, sendo ele mesmo no desempenho dos diferentes papéis sociais.
  • A personalidade permite distinguir uma pessoa das outras pessoas, tornando-a única.  Factores biológicos de equilíbrio  Factores psicossociais  Factores socioculturais A formação e o desenvolvimento da personalidade dependem do equilíbrio dinâmico entre os factores hereditários, os do meio social e os factores relativos às experiências pessoais. Freud: Formação e desenvolvimento da personalidade a partir das disposições inatas do indivíduo.
  • Orientada por forças pulsionais de origem inconsciente e marcada por experiências relacionais precoces.
  • Marcada pelo desenvolvimento psicossexual, ao longo das fases oral, anal, fálica, de latência e genital, e pela identificação às pessoas significativas.
  • Importância atribuída à forma como o ego gere os conflitos intrapsíquicos e aos mecanismos de defesa.