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Doença viral, vírus Flavivirus
Tipologia: Resumos
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A febre amarela é uma doença viral causada pelo vírus Flavivirus. Apresenta um amplo espectro clínico desde doença assintomá�ca a um quadro de febre, mialgia, icterícia e hemorragia, choque e morte.
Os animais que são os reservatórios são macacos e os vetores, em áreas urbanas, mosquitos das espécies Aedes aegyp� e, em locais de matas, outras espécies de Aedes e Haemagogus.
Há 3 �pos de ciclos:
No local da picada ocorre a replicação viral, seguindo-se a penetração no interior das células dendrí�cas; estas e os canais linfá�cos disseminam a infecção aos gânglios linfá�cos, rins, baço e medula óssea. Nos rins ocorre insuficiência renal quando os túbulos sofrem degeneração gordurosa e eosino�lica, devido à lesão pelo vírus, hipotensão e comprome�mento hepá�co. A lesão hepá�ca ocorre nos estágios finais da doença, por efeito direto do vírus causando morte celular. À medida que aumenta o comprome�mento hepá�co surge coagulação vascular disseminada, causada pela diminuição da síntese dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K. O choque ocorre devido à liberação em níveis altos de citocinas: interleucina – 6, antagonista do receptor da interleucina- 1 e fator de necrose tumoral alfa.
Freqüência – predomina na África e América do Sul; em outros locais ocorre em pessoas que retornam de áreas endêmicas.
Mortalidade – os casos fatais variam de 5 a 70%; >50% dos pacientes que progridem para a fase tóxica, morrem. Em presença de icterícia, a taxa de mortalidade a�nge 20%.
Raça – não há predileção racial.
Sexo – predomina em homens, pela maior exposição devido ao trabalho em áreas de risco.
Idade – na África, pelo contato com mosquitos provenientes de áreas de risco, há um grande número de crianças afetadas. Na América do Sul, a maior incidência é entre jovens e adultos, devido ao trabalho em locais de risco.
A evolução se dá de 2 maneiras:
A lesão hepato - renal evolui em 7 a 10 dias, com alta taxa de mortalidade e o quadro final apresenta:
Os pacientes que sobrevivem apresentam cansaço e fraqueza durante semanas.
Na fase aguda os sinais clínicos são inespecíficos, febre, vômitos, bradicardia e hiperemia conjun�val. Na fase tóxica aparecem outros achados:
Testes sorológicos apresentam reação cruzada entre o vírus da febre amarela e outros Flavivirus;
Detecta lesões específicas de febre amarela e em preparações histoquímicas pode-se detectar o vírus.
Avalia o comprome�mento cardíaco, através de alterações em ST-T. Arritmias também são causadas por distúrbios eletrolí�cos, hipóxia ou hipoperfusão.
É ú�l para o diagnós�co, mas não deve ser realizada em caso de risco significa�vo para hemorragia. Na fase aguda mostra �gado de coloração amarelada e friável, necrose, que poupa as células em torno da veia porta e central, esteatose e degeneração eosino�lica dos hepatócitos com par�culas de croma�na condensada que são chamadas de corpúsculos de Councilman. Na fase tardia a biópsia mostra lesões necró�cas severas, não específicas.
Não existe tratamento específico, sendo essencial o de suporte, que, em pacientes graves, deverá ser realizado em CTI.
Medidas de suporte:
O uso de AAS é contra-indicado pelo risco de sangramento conseqüente à disfunção plaquetária.
A febre amarela não é transmi�da pessoa a pessoa, mas pacientes virêmicos podem ser picados por mosquitos que irão picar outros pacientes e disseminar a doença, por isso, devem ser protegidos com mosquiteiros.
Pacientes que evoluem para o estágio tóxico têm uma taxa de mortalidade de 50%.
Importante, já que não há tratamento específico.
Vacina de vírus vivo atenuado deve ser administrada a moradores de áreas endêmicas e pessoas que irão viajar para estes locais.