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Febre amerela -resumo, Resumos de Enfermagem

Doença viral, vírus Flavivirus

Tipologia: Resumos

2011

Compartilhado em 13/01/2011

suelen-lapa-marcolino-de-souza-3
suelen-lapa-marcolino-de-souza-3 🇧🇷

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FEBRE AMARELA
INTRODUÇÃO
A febre amarela é uma doença viral causada pelo vírus Flavivirus. Apresenta um amplo
espectro clínico desde doença assintomáca a um quadro de febre, mialgia, icterícia e
hemorragia, choque e morte.
TRANSMISSORES
Os animais que são os reservatórios são macacos e os vetores, em áreas urbanas,
mosquitos das espécies Aedes aegyp e, em locais de matas, outras espécies de Aedes
e Haemagogus.
Há 3 pos de ciclos:
- Selvagem em áreas silvestres, mando por macacos. O homem é angido
quando mora ou trabalha nestes locais;
- Intermediário presente na África, em áreas onde macacos convivem com o
homem; os mosquitos vivem em árvores e podem angir áreas urbanas causando a
doença em pessoas não vacinadas;
- Urbano – o Aedes prolifera em reservatórios de água.
FISIOPATOLOGIA
No local da picada ocorre a replicação viral, seguindo-se a penetração no interior das
células dendrícas; estas e os canais linfácos disseminam a infecção aos gânglios
linfácos, rins, baço e medula óssea.
Nos rins ocorre insuciência renal quando os túbulos sofrem degeneração gordurosa e
eosinolica, devido à lesão pelo vírus, hipotensão e compromemento hepáco.
A lesão hepáca ocorre nos estágios nais da doença, por efeito direto do vírus
causando morte celular. À medida que aumenta o compromemento hepáco surge
coagulação vascular disseminada, causada pela diminuição da síntese dos fatores de
coagulação dependentes da vitamina K.
O choque ocorre devido à liberação em níveis altos de citocinas: interleucina 6,
antagonista do receptor da interleucina- 1 e fator de necrose tumoral alfa.
EPIDEMIOLOGIA
Freqüência predomina na África e América do Sul; em outros locais ocorre em
pessoas que retornam de áreas endêmicas.
Mortalidade – os casos fatais variam de 5 a 70%; >50% dos pacientes que progridem
para a fase tóxica, morrem. Em presença de icterícia, a taxa de mortalidade ange 20%.
Raça – não há predileção racial.
Sexo – predomina em homens, pela maior exposição devido ao trabalho em áreas de
risco.
Idade – na África, pelo contato com mosquitos provenientes de áreas de risco, há um
grande número de crianças afetadas. Na América do Sul, a maior incidência é entre
jovens e adultos, devido ao trabalho em locais de risco.
HISTÓRIA
- Viagem a áreas de risco: África, América do Sul e Caribe, sem vacinação prévia.
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FEBRE AMARELA

INTRODUÇÃO

A febre amarela é uma doença viral causada pelo vírus Flavivirus. Apresenta um amplo espectro clínico desde doença assintomá�ca a um quadro de febre, mialgia, icterícia e hemorragia, choque e morte.

TRANSMISSORES

Os animais que são os reservatórios são macacos e os vetores, em áreas urbanas, mosquitos das espécies Aedes aegyp� e, em locais de matas, outras espécies de Aedes e Haemagogus.

Há 3 �pos de ciclos:

  • Selvagem – em áreas silvestres, man�do por macacos. O homem é a�ngido quando mora ou trabalha nestes locais;
  • Intermediário – presente na África, em áreas onde macacos convivem com o homem; os mosquitos vivem em árvores e podem a�ngir áreas urbanas causando a doença em pessoas não vacinadas;
  • Urbano – o Aedes prolifera em reservatórios de água.

FISIOPATOLOGIA

No local da picada ocorre a replicação viral, seguindo-se a penetração no interior das células dendrí�cas; estas e os canais linfá�cos disseminam a infecção aos gânglios linfá�cos, rins, baço e medula óssea. Nos rins ocorre insuficiência renal quando os túbulos sofrem degeneração gordurosa e eosino�lica, devido à lesão pelo vírus, hipotensão e comprome�mento hepá�co. A lesão hepá�ca ocorre nos estágios finais da doença, por efeito direto do vírus causando morte celular. À medida que aumenta o comprome�mento hepá�co surge coagulação vascular disseminada, causada pela diminuição da síntese dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K. O choque ocorre devido à liberação em níveis altos de citocinas: interleucina – 6, antagonista do receptor da interleucina- 1 e fator de necrose tumoral alfa.

EPIDEMIOLOGIA

Freqüência – predomina na África e América do Sul; em outros locais ocorre em pessoas que retornam de áreas endêmicas.

Mortalidade – os casos fatais variam de 5 a 70%; >50% dos pacientes que progridem para a fase tóxica, morrem. Em presença de icterícia, a taxa de mortalidade a�nge 20%.

Raça – não há predileção racial.

Sexo – predomina em homens, pela maior exposição devido ao trabalho em áreas de risco.

Idade – na África, pelo contato com mosquitos provenientes de áreas de risco, há um grande número de crianças afetadas. Na América do Sul, a maior incidência é entre jovens e adultos, devido ao trabalho em locais de risco.

HISTÓRIA

  • Viagem a áreas de risco: África, América do Sul e Caribe, sem vacinação prévia.
  • Período de incubação – 3 a 6 dias, seguindo-se um quadro que pode variar de febre e mal estar até febre hemorrágica e morte.

QUADRO CLÍNICO

  • Febre – que dura 3 a 4 dias; acompanhada de quadro, com desenvolvimento abrupto, de:
  • mal estar;
  • calafrios;
  • cefaléia;
  • dor na região lombar;
  • náuseas;
  • ver�gem;
  • sinal de Faget – dissociação febre – pulso;
  • hiperemia conjun�val;
  • eritema facial.

A evolução se dá de 2 maneiras:

  • Remissão - após o quadro agudo há regressão da febre e dos sintomas com recuperação do paciente em 24 horas.
  • Intoxicação – após 24 horas os sintomas retornam. Neste período a viremia diminui e ocorre a resposta humoral. Este quadro afeta metade dos pacientes que apresentam:
  • febre;
  • vômitos;
  • dor abdominal;
  • insuficiência renal;
  • hemorragias;
  • icterícia;
  • lesão miocardica – com alterações em ST –T e cardiomiopa�a dilatada.

A lesão hepato - renal evolui em 7 a 10 dias, com alta taxa de mortalidade e o quadro final apresenta:

  • delírio;
  • estupor;
  • coma;
  • hipotensão;
  • hipoglicemia;
  • hipotermia;
  • acidose metabólica;
  • edema cerebral;
  • hemorragia perivascular.

Os pacientes que sobrevivem apresentam cansaço e fraqueza durante semanas.

EXAME FÍSICO

Na fase aguda os sinais clínicos são inespecíficos, febre, vômitos, bradicardia e hiperemia conjun�val. Na fase tóxica aparecem outros achados:

  • icterícia – que piora com o aumento das aminotransferases;
  • hepatomegalia e sensibilidade à palpação do quadrante superior direito;

TESTES ESPECÍFICOS PARA DETECÇÃO DO VÍRUS DA FEBRE AMARELA

  • Testes rápidos
    • detecção do an�geno – por imunoensaio enzimá�co;
    • detecção do genoma viral – através da reação da polimerase em cadeia (PCR) em tecido ou sangue.
  • Cultura
  • Sorologia
  • IgM – ensaio imunoenzimá�co para captura de IgM (MAC ELISA) detecta IgM específico, que aparece em 7 a 10 dias após o início da infecção;
  • Inibição de hemaglu�nação, fixação de complemento e neutralização de an�corpos – os testes devem ser realizados na fase aguda e na convalescença – um aumento de 4 vezes do �tulo comprova a infecção;
  • Imunofluorescência indireta - teste para an�corpo monoclonal contra o vírus da febre amarela.

Testes sorológicos apresentam reação cruzada entre o vírus da febre amarela e outros Flavivirus;

  • Histopatologia

Detecta lesões específicas de febre amarela e em preparações histoquímicas pode-se detectar o vírus.

IMAGEM

  • RX de tórax – avalia a extensão do edema pulmonar e mostra a presença de pneumonia bacteriana secundária;
  • TC – em presença de deterioração mental indica se a causa é hemorragia intracraniana.

ECG

Avalia o comprome�mento cardíaco, através de alterações em ST-T. Arritmias também são causadas por distúrbios eletrolí�cos, hipóxia ou hipoperfusão.

BIÓPSIA DE FÍGADO

É ú�l para o diagnós�co, mas não deve ser realizada em caso de risco significa�vo para hemorragia. Na fase aguda mostra �gado de coloração amarelada e friável, necrose, que poupa as células em torno da veia porta e central, esteatose e degeneração eosino�lica dos hepatócitos com par�culas de croma�na condensada que são chamadas de corpúsculos de Councilman. Na fase tardia a biópsia mostra lesões necró�cas severas, não específicas.

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico, sendo essencial o de suporte, que, em pacientes graves, deverá ser realizado em CTI.

Medidas de suporte:

  • Hidratação;
  • Drogas vasoa�vas – através de acesso venoso central para pacientes em estágio tóxico;
  • Intubação e ven�lação assis�da - em caso de hemorragia grave, edema pulmonar, infecções secundárias e choque;
  • Plasma fresco – em caso de hemorragia, para manter tempo de protrombina em 25 a 30 segundos;
  • Heparina – em presença de coagulação vascular disseminada;
  • Diálise – em caso de insuficiência renal ou acidose refratária a tratamento convencional;
  • Sonda oro ou nasogástrica – para suporte nutricional

O uso de AAS é contra-indicado pelo risco de sangramento conseqüente à disfunção plaquetária.

ISOLAMENTO

A febre amarela não é transmi�da pessoa a pessoa, mas pacientes virêmicos podem ser picados por mosquitos que irão picar outros pacientes e disseminar a doença, por isso, devem ser protegidos com mosquiteiros.

COMPLICAÇÕES

  • Insuficiência hepá�ca;
  • Insuficiência renal;
  • Edema pulmonar;
  • Miocardite;
  • Hemorragia;
  • Coagulação vascular disseminada;
  • Choque;
  • Infecção bacteriana secundária;
  • Encefalite - rara.

PROGNÓSTICO

Pacientes que evoluem para o estágio tóxico têm uma taxa de mortalidade de 50%.

PREVENÇÃO

Importante, já que não há tratamento específico.

  • Vacinação – para residentes em áreas endêmicas e pessoas que irão viajar para estes locais;
  • Controle do vetor – através de educação sanitária e uso de inse�cidas para combate ao Aedes aegyp�
  • Uso de roupas protetoras, repelentes e mosquiteiros em áreas endêmicas.

VACINA

Vacina de vírus vivo atenuado deve ser administrada a moradores de áreas endêmicas e pessoas que irão viajar para estes locais.