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Feijão, Provas de Cultura

Relatório defendido a cadeira de Manejo Integrado de Pragas e Doenças do curso Técnico em Agropecuária

Tipologia: Provas

2013

Compartilhado em 11/01/2013

alisson-queiroz-11
alisson-queiroz-11 🇧🇷

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Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Ciências Agrárias e Ambientais – CCAA
Departamento de Agroecologia e Agropecuária – DAA
Escola Agrícola Assis Chateaubriand – EAAC
Campus II – Lagoa Seca
Álisson Queiroz Moura
Manejo integrado de pragas e doenças na cultura do
feijoeiro Phaeseolus vulgaris L.
Lagoa Seca 2012
Introdução
O feijão (Phaseolus vulgaris L.) é um dos mais importantes constituintes da dieta do
brasileiro, além de possuir um alto valor cultural. Esta sua viabilidade se da a partir da
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Universidade Estadual da Paraíba – UEPB

Centro de Ciências Agrárias e Ambientais – CCAA

Departamento de Agroecologia e Agropecuária – DAA

Escola Agrícola Assis Chateaubriand – EAAC

Campus II – Lagoa Seca

Álisson Queiroz Moura

Manejo integrado de pragas e doenças na cultura do

feijoeiro Phaeseolus vulgaris L.

Lagoa Seca 2012

Introdução

O feijão ( Phaseolus vulgaris L. ) é um dos mais importantes constituintes da dieta do brasileiro, além de possuir um alto valor cultural. Esta sua viabilidade se da a partir da

facilidade que esta cultura pode ser cultivada em diversificados sistemas de produção e em todas as regiões tanto pelo pequeno como pelo grande produtor, difundindo assim a grande importância econômica e social. Apesar da cultura do feijão ser muito resistente, ainda possui um grande índice de pragas e doenças que atacam a planta, o presente trabalho tem como finalidade as apresentar sucintamente descrevendo detalhadamente a principal e seus devidos métodos de controle e/ou profilaxia.

O que são pragas?

Designa-se como praga o surto de determinadas espécies nocivas ao

desenvolvimento agrícola, perturbando os ecossistemas.

Pragas do feijoeiro:

Controle e/ou profilaxia:

Os produtos para tratamento de sementes ou aplicação no sulco de plantio podem ser empregados para seus controles, entretanto não se recomenda fazer o tratamento preventivo, devido a sua esporadicidade. O controle das vaquinhas adultas deve ser realizado nas etapas iniciais de desenvolvimento da cultura até o florescimento, quando forem observadas mais de dois insetos por planta. O controle pode ser realizado com inseticidas a base de Carbaril, Acephate, Metamidophos e Fenitrothion. E com controles biológicos como rotação de culturas, introdução de plantas resitentes e com a própria praga quando triturada.

O que são doenças?

Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos, ou seja, distúrbio causado por microorganismos (fungos, bactérias, vírus) e nematóides que interferem no desenvolvimento e produção das plantas.

Doenças do feijoeiro:

  • Antracnose - Colletotrichum lindemuthianum ;
  • Mancha angular - Phaeoisariopsis griseola ;
  • Ferrugem - Uromyces oppendiculatus ;
  • (^) Mancha de Alternaria - Alternaria alternata e Alternaria tenuis ;
  • Carvão - provocado pelo fungo Microbotryum phaseoli n. SP;
  • Mofo branco - Sclerotinia sclerotiorum ;
  • Oídio - Erysiphe polygoni ;
  • Crestamento Bacteriano Comum - Xanthomonas axonopodis pv. Phaseoli;
  • (^) Vírus do mosaico dourado - Bean golden mosaic vírus – BGMV;
  • Mosaico comum - Bean commom mosaic vírus – BCMV;
  • Podridão radicular seca - Fusarium solani.

Antracnose:

É uma doença considerada de maior importância na cultura do feijoeiro e está distribuída em todas as regiões produtoras. Ocorre com maior severidade no sul do país, onde as condições climáticas são mais favoráveis. Provoca queda na produtividade, prejudica também a qualidade do produto causando alterações, deformação, enrugamento e manchas nos grãos. A doença é

causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum sendo a sua fase perfeita o fungo Glomerella cingulata f. sp. Phaseoli. As condições ambientais ótimas para o desenvolvimento do fungo causador da antracnose são temperaturas amenas (14 oC a 20 oC) e alta umidade relativa. O patógeno pode sobreviver em restos de culturas, sendo a semente infectada a principal fonte de disseminação da doença. As folhas afetadas apresentam lesões que ocorrem inicialmente na face inferior da folha, caracterizando-se por um enegrecimento das nervuras que se estende aos tecidos adjacentes. Nas hastes, vagens e sementes, as lesões são geralmente de coloração escura, arredondada ou ovulada, e deprimidas em relação à superfície do órgão.

Controle e/ou profilaxia:

A utilização de sementes sadias e tratadas com fungicidas, utilização de cultivares resistentes, rotação de culturas são algumas das diversas formas de profilaxias que reduzirá o inoculo inicial que sobrevive no solo. Em relação ao controle químico pode-se realizar pulverizações semanais alternadas com benomil, na dosagem de 100 g/ 100L d’água, cujo intervalo de segurança é de 21 dias; e com mancozeb (150 g/ 100L d’água), cujo intervalo de segurança também é de 21 dias. Ambos são enquadrados como pouco tóxicos. O oxicloreto de cobre, em dosagens que variam de 200 a 400 g/ 100L d’água, dependendo do produto comercial, apresenta excelentes resultados quando aplicado preventivamente.