



Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Relatório defendido a cadeira de Manejo Integrado de Pragas e Doenças do curso Técnico em Agropecuária
Tipologia: Provas
1 / 6
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!




Lagoa Seca 2012
O feijão ( Phaseolus vulgaris L. ) é um dos mais importantes constituintes da dieta do brasileiro, além de possuir um alto valor cultural. Esta sua viabilidade se da a partir da
facilidade que esta cultura pode ser cultivada em diversificados sistemas de produção e em todas as regiões tanto pelo pequeno como pelo grande produtor, difundindo assim a grande importância econômica e social. Apesar da cultura do feijão ser muito resistente, ainda possui um grande índice de pragas e doenças que atacam a planta, o presente trabalho tem como finalidade as apresentar sucintamente descrevendo detalhadamente a principal e seus devidos métodos de controle e/ou profilaxia.
O que são pragas?
Designa-se como praga o surto de determinadas espécies nocivas ao
desenvolvimento agrícola, perturbando os ecossistemas.
Controle e/ou profilaxia:
Os produtos para tratamento de sementes ou aplicação no sulco de plantio podem ser empregados para seus controles, entretanto não se recomenda fazer o tratamento preventivo, devido a sua esporadicidade. O controle das vaquinhas adultas deve ser realizado nas etapas iniciais de desenvolvimento da cultura até o florescimento, quando forem observadas mais de dois insetos por planta. O controle pode ser realizado com inseticidas a base de Carbaril, Acephate, Metamidophos e Fenitrothion. E com controles biológicos como rotação de culturas, introdução de plantas resitentes e com a própria praga quando triturada.
O que são doenças?
Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos, ou seja, distúrbio causado por microorganismos (fungos, bactérias, vírus) e nematóides que interferem no desenvolvimento e produção das plantas.
Antracnose:
É uma doença considerada de maior importância na cultura do feijoeiro e está distribuída em todas as regiões produtoras. Ocorre com maior severidade no sul do país, onde as condições climáticas são mais favoráveis. Provoca queda na produtividade, prejudica também a qualidade do produto causando alterações, deformação, enrugamento e manchas nos grãos. A doença é
causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum sendo a sua fase perfeita o fungo Glomerella cingulata f. sp. Phaseoli. As condições ambientais ótimas para o desenvolvimento do fungo causador da antracnose são temperaturas amenas (14 oC a 20 oC) e alta umidade relativa. O patógeno pode sobreviver em restos de culturas, sendo a semente infectada a principal fonte de disseminação da doença. As folhas afetadas apresentam lesões que ocorrem inicialmente na face inferior da folha, caracterizando-se por um enegrecimento das nervuras que se estende aos tecidos adjacentes. Nas hastes, vagens e sementes, as lesões são geralmente de coloração escura, arredondada ou ovulada, e deprimidas em relação à superfície do órgão.
Controle e/ou profilaxia:
A utilização de sementes sadias e tratadas com fungicidas, utilização de cultivares resistentes, rotação de culturas são algumas das diversas formas de profilaxias que reduzirá o inoculo inicial que sobrevive no solo. Em relação ao controle químico pode-se realizar pulverizações semanais alternadas com benomil, na dosagem de 100 g/ 100L d’água, cujo intervalo de segurança é de 21 dias; e com mancozeb (150 g/ 100L d’água), cujo intervalo de segurança também é de 21 dias. Ambos são enquadrados como pouco tóxicos. O oxicloreto de cobre, em dosagens que variam de 200 a 400 g/ 100L d’água, dependendo do produto comercial, apresenta excelentes resultados quando aplicado preventivamente.