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Cálculo de Derivadas Parciais no Curso de Engenharia de Materiais, Notas de estudo de Engenharia de Materiais

Este documento, proveniente do departamento de matemática para a ciência e tecnologia da universidade do minho, apresenta a definição e cálculo de derivadas parciais de primeira ordem das funções de duas variáveis, utilizando a definição formal. Fornece exemplos e problemas para resolver, incluindo a interpretação geométrica das derivadas parciais. Além disso, aborda derivadas parciais de segunda ordem e o teorema de schwarz. Parte do curso mestrado integrado em engenharia materiais.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/10/2007

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ANÁLISE MATEMÁTICA II
Universidade do Minho - Azurém
Departamento de Matemática para a Ciência e Tecnologia
Ficha de trabalho no3Março/2007
Curso Mestrado Integrado em Engenharia Materiais
Derivadas parciais
Definição: A derivada parcial de 1aordem da função Z=f(x, y)
relativamente à variável xno ponto (x0,y
0)édadapor
lim
h0
f(x0+h, y0)f(x0,y
0)
h
e representa-se por
f
x(x0,y
0)=f
x|(x0,y0)=fx
0(x0,y
0).
Do mesmo modo, a derivada parcial de 1aordem da função Z=f(x, y)
relativamente à variável yno ponto (x0,y
0)édadapor
lim
k0
f(x0,y
0+k)f(x0,y
0)
k
e representa-se por
f
y(x0,y
0)=f
y|(x0,y0)=fy
0(x0,y
0)
1. Usando a definição calcule f
xef
ynospontosindicados:
a) f(x, y)=
y35x4
x2+y2se (x, y)6=(0,0)
0se (x, y)=(0,0)
(0,0) b) f(x, y)= x3+3y3
x+y(1,1)
c) f(x, y)=
2x3y3
x2+3y2se (x, y)6=(0,0)
0se (x, y)=(0,0)
(0,0) d)f(x, y)=
xy
x+yse x 6=y
1se x =y
(0,0)
e) f(x, y)=
ex2+y21
x+yse x 6=y
0se x =y
(0,0) f) f(x, y)=
ln(x4+y4+1)
xyse x 6=y
0se x =y
(0,0
)
i
pf3
pf4

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ANÁLISE MATEMÁTICA II

Universidade do Minho - Azurém

Departamento de Matemática para a Ciência e Tecnologia

Ficha de trabalho no 3 Março/

Curso Mestrado Integrado em Engenharia Materiais

Derivadas parciais

Definição: A derivada parcial de 1aordem da função Z = f(x, y)

relativamente à variável x no ponto (x 0 , y 0 ) é dada por

lim h→ 0

f(x 0 + h, y 0 ) − f(x 0 , y 0 ) h

e representa-se por

∂f

∂x

(x 0 , y 0 ) =

∂f

∂x

|(x 0 ,y 0 ) = fx^0 (x 0 , y 0 ).

Do mesmo modo, a derivada parcial de 1aordem da função Z = f(x, y)

relativamente à variável y no ponto (x 0 , y 0 ) é dada por

lim k→ 0

f (x 0 , y 0 + k) − f(x 0 , y 0 ) k

e representa-se por

∂f ∂y

(x 0 , y 0 ) =

∂f ∂y

|(x 0 ,y 0 ) = fy^0 (x 0 , y 0 )

  1. Usando a definição calcule

∂f ∂x

e

∂f ∂y

nos pontos indicados:

a) f (x, y) =

y^3 − 5 x^4 x^2 + y^2

se (x, y) 6 = (0, 0)

0 se (x, y) = (0, 0)

(0, 0) b) f (x, y) =

x^3 + 3y^3

x + y

c) f(x, y) =

2 x^3 − y^3 x^2 + 3y^2

se (x, y) 6 = (0, 0)

0 se (x, y) = (0, 0)

(0, 0) d)f (x, y) =

x − y x + y

se x 6 = −y

1 se x = −y

e) f(x, y) =

ex

(^2) +y 2 − 1 x + y

se x 6 = −y

0 se x = −y

(0, 0) f) f(x, y) =

ln(x^4 + y^4 + 1) x − y

se x 6 = y

0 se x = y

i

Questão - O que significa

∂f ∂x

(x 0 , y 0 ) em termos geométricos?

A superficie Z = f(x, y) intersecta o plano y = y 0 segundo uma curva γ.

A recta tangente à curva γ no ponto P = (x 0 , y 0 , f (x 0 , y 0 )) forma um ângulo α com

a recta paralela ao eixo dos XX e que passa em (0, y 0 , 0). Tem-se

∂f ∂x

(x 0 , y 0 ) = tgα.

∂f ∂x

(x 0 , y 0 ) é uma medida da taxa de ’’variação’’ de f em (x 0 , y 0 ) na direcção

do eixo dos XX.

Explora: Faz uma interpretação geométrica do significado de

∂f ∂y

(x 0 , y 0 ).

Considera Z = f (x, y) uma função real de duas variáveis. Se existir

∂f ∂x

(x 0 , y 0 )

em todos os pontos (x 0 , y 0 ) de um conjunto D ⊂ R^2 , então pode definir-se uma

nova função

∂f

∂x

em D :

∂f ∂x

: D ⊂ R^2 → R

(x, y) 7 −→

∂f

∂x

(x, y)

  1. Determine as derivadas parciais de 1aordem das seguintes funções e calcule-as

nos pontos indicados:

a) f(x, y) = x^3 y + 7x^2 y^3 + 5x + 3 P = (1, 1) b) g(x, y) =

y^2 + 3x

7 x + y

P = (1, 1)

c) h(x, y) = (cot gx)

tgy P = (π/ 4 , −π/4) d) i(x, y) = ex^ ln (y^2 + 3x) P = (0, 2)

e) j(x, y) = sen(1 + exy) P = (1, 2) f) f(x, y) =

2 x^3 x^2 + 3y^2

se (x, y) 6 = (0, 0)

0 se (x, y) = (0, 0)

g) f(x, y) =

2 xy

x^2 + y^2

se (x, y) 6 = (0, 0)

0 se (x, y) = (0, 0)

h) f(x, y) =

(4x^2 + 4y^2 ) cos

μ 2 x x^2 + y^2

se x^2 + y^2 6 = 0

0 se x^2 + y^2 = 0

Nota: Nas alíneas f) , g) e h) calcule nos pontos em que

∂f ∂x

e

∂f ∂y

tenham significado.

ii

Nota:

A equação diferencial

∂^2 z

∂x^2

∂^2 z

∂y^2

= 0 onde z = f (x, y), denomina-se por

equação de Laplace.

Uma função de duas variáveis que possua derivadas parciais de 2aordem

contínuas numa região do plano, e que aí satisfaça a equação de Laplace

diz-se uma função harmónica.

  1. Mostre que a função f(x, y) = 3x^2 y − y^3 é harmónica em R^2.

Indique outra função polinomial do 3ograu em x e y que também seja harmónica.

As funções harmónicas têm muitas propriedades interessantes:

  • possuem derivadas de todas as ordens;
  • são analíticas, isto é, admitem desenvolvimentos em série de Taylor;
  • podem atingir o seu valor máximo e mínimo apenas em pontos pertencentes à fronteira do seu domínio.
  1. Sejam u e v funções de duas variáveis que possuem derivadas parciais de 2aordem

contínuas e que satisfazem as equações de Cauchy-Riemann, isto é, tais que ∂u ∂x

∂v ∂y

e

∂v ∂x

∂u ∂y

Mostre que as funções u e v são harmónicas.

  1. Mostre que a função u(x, t) = t−^

1 (^2) e−^

x^2 4 t (^) satisfaz a equação diferencial

∂u ∂t

∂^2 u ∂x^2

A equação denomina-se por equação do calor e traduz o comportamento da difusão

do calor numa barra isolada (onde u(x, t) representa a temperatura na posição x no

instante t) e outros fenómenos semelhantes.

  1. Mostre que a função f definida por f(x, t) =

t

e

x^2 4 kt (^) , k ∈ R satisfaz a equação

de difusão

∂f

∂t

= k

∂^2 f

∂x^2

iv