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Fichamento do texto escolhido, Notas de aula de Idade Antiga

O fichamento contem anotações principais sobre o texto que esta no título do documento.

Tipologia: Notas de aula

2022

À venda por 24/03/2024

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Universidade Federal Da Bahia
Curso: História Licenciatura
Disciplina: História Antiga II
Docente: Rodrigo Andrade
Discente: Bianca Mascarenhas Machado
Fichamento do texto:
Entre a República e o Império: Apontamentos sobre a amplitude desta fronteira.
“Na visão predominante entre os historiadores contemporâneos, uma ruptura entre
República e Império.”(p.101).
“Essa visão que reforça os aspectos relativos à ruptura em detrimento daqueles de
continuidade deriva fundamentalmente da crítica construída por Ronald Syme à visão
constitucionalista de Theodor Mommsen”(p.101).
“O Senado, por sua vez, permaneceu “soberano” sob o Império, tratando da escolha de
magistrados e da legislação."(p.101).
“A crítica a esse paradigma formalista de análise do Estado romano ganhou força na primeira
metade do século XX, quando os estudos se deslocaram das normas jurídicas para os
mecanismos concretos de funcionamento do sistema político republicano e imperial.”(p.102).
“A análise dos grupos oligárquicos, e dos conceitos estruturadores das relações entre seus
membros - gratia, amicitia, fides, pietas etc.-, passou a um primeiro plano, no que se pode
chamar de uma história social e política da República e Principado.”(p.102).
“Parece que os historiadores criaram com sua periodização (e a crença muito comum de que a
análise que fazem é a realidade e não a sua interpretação) uma ruptura na vida das populações
e territórios dominados por Roma - para todas as populações e para todos os
territórios.”(103).
“Sem almejar o bem da república, mas apenas seus interesses pessoais, se dedicariam a
destruir seus compatriotas que para eliminar rivais, quer para tomar-lhes os bens.”(105).
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Universidade Federal Da Bahia Curso: História Licenciatura Disciplina: História Antiga II Docente: Rodrigo Andrade Discente: Bianca Mascarenhas Machado Fichamento do texto: Entre a República e o Império: Apontamentos sobre a amplitude desta fronteira. “Na visão predominante entre os historiadores contemporâneos, há uma ruptura entre República e Império.”(p.101). “Essa visão que reforça os aspectos relativos à ruptura em detrimento daqueles de continuidade deriva fundamentalmente da crítica construída por Ronald Syme à visão constitucionalista de Theodor Mommsen”(p.101). “O Senado, por sua vez, permaneceu “soberano” sob o Império, tratando da escolha de magistrados e da legislação."(p.101). “A crítica a esse paradigma formalista de análise do Estado romano ganhou força na primeira metade do século XX, quando os estudos se deslocaram das normas jurídicas para os mecanismos concretos de funcionamento do sistema político republicano e imperial.”(p.102). “A análise dos grupos oligárquicos, e dos conceitos estruturadores das relações entre seus membros - gratia, amicitia, fides, pietas etc.-, passou a um primeiro plano, no que se pode chamar de uma história social e política da República e Principado.”(p.102). “Parece que os historiadores criaram com sua periodização (e a crença muito comum de que a análise que fazem é a realidade e não a sua interpretação) uma ruptura na vida das populações e territórios dominados por Roma - para todas as populações e para todos os territórios.”(103). “Sem almejar o bem da república, mas apenas seus interesses pessoais, se dedicariam a destruir seus compatriotas que para eliminar rivais, quer para tomar-lhes os bens.”(105).

O artigo aborda sobre como a questão da periodização influência ainda nas correntes historiográficas sobre a República e o Império romano, com isso o autor aborda alguns autores e suas respectivas teses sobre as diversas formas de analisar esse período da história. Além disso, é possível perceber que as questões das rupturas são bem analisadas acerca das diferentes extensões em que se envolveu os Impérios e as diversas Repúblicas romanas. Através da exposição de diferentes pontos de vistas historiográficos é possível entender como a historiografia exclui certas questões sobre esse tema em debate. Outro ponto, importante, é a questão da constituição dessas Repúblicas e Impérios, o autor consegue desenvolver ao longo da leitura argumentos complementares com as teses abordadas no texto sobre as classes sociais em que estavam solidificadas em alguns momentos dentro da República mas no Império ou vice e versa. Em síntese, os apontamentos feitos pelo autor durante a leitura do texto abrangem os diversos debates sobre o tema, com isso a introdução desse assunto é de extrema relevância para um dos temas sobre a História Antiga. Por isso, entender que as diferentes formas de governa não se sucedem, ou seja, não são feitas de forma linear uma excluindo a outra, mas sim podendo coexistir durante os longos processos sociais, estes que constituem a História.