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Filariose e oncocercose, Notas de estudo de Enfermagem

Filariose e oncocercose

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 18/08/2010

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gleici-moreira-1 🇧🇷

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FILARIOSE
LINFÁTICA
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FILARIOSE

LINFÁTICA

INTRODUÇÃO

Ordem filariidea: grande número

de espécies parasitando o

homem e animais. Vermes finos e

delicados.Parasitando o sistema

circulatório, linfático, músculos ou

cavidades serosas. Necessitam

de um hospedeiro intermediário

(artrópode).

Introdução  Endêmica em regiões tropicais (Brasil: Belém, Manaus e Recife).  Mais de 120 milhões de pessoas sofrem com a doença.  Doença crônica  Quadro grave: elefantíase

MORFOLOGIA

Wucheria bancrofti

MACHO: delgado, leitoso, menor que a fêmea, extremidade anterior: afilada; posterior: fortemente enrolada ventralmente. 4 cm de comprimento por 0,1mm de diâmetro.  (^) FÊMEA: órgãos genitais duplos, com exceção da vagina,ovovivíparas, 8 a 10cm de comprimento por 0,3 mm de diâmetro. Região posterior levemente curvada ventralmente.

Morfologia  MICROFILÁRIAS: possuem uma "bainha" envoltória, como uma membrana elástica. Há espaço entre a extremidade caudal e cefálica. A bainha se apóia em núcleos somáticos, que ajudam na caracterização de cada espécie. Mede de 250 a 300 μm e m e se movimenta ativamente na corrente sangüínea do hospedeiro.

PERIODICIDADE DAS MICROFILÁRIAS

Periodicidade noturna de

microfilárias no sangue periférico

CICLO BIOLÓGICO

Heteroxênico

CICLO NO INSETO

CICLO NO HOMEM

TRANSMISSÃO

 Picada dos mosquitos transmissores com larvas infectantes (L3).  Não se transmite de pessoa a pessoa.  Mosquito: Culex quinquefasciatus.

Patogenia As lesões surgidas são devidas a dois fatores principais:Ação mecânica: obstrução do vaso linfático (estase linfática,derramamento linfático=> edema linfático).  Ação irritativa: presença do parasito + produtos do metabolismo + degeneração após morte => fenômenos inflamatórios (linfangite, linfadenite, fenômenos alérgicos - urticárias e edemas extrafocais).

Outros fenômenos patológicos:

Eosinofilia pulmonar tropical (EPT): hiper- resposta a antígenos filariais => aparecimento de abscessos eosinofílicos com microfilarias e posterior aparecimento de fibrose intersticial crônica nos pulmões.  Elefantíase: casos crônicos. Processo de inflamação e fibrose crônica do órgão atingido, hipertrofia do tecido conjuntivo, dilatação dos vasos linfáticos e edema linfático. Aparência típica: aumento exagerado do volume do órgão com queratinização e rugosidade da pele.