Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Fisiologia do Exercício 01, Exercícios de Educação Física

Fisiologia do Exercício 01

Tipologia: Exercícios

2011

Compartilhado em 06/01/2011

fernando-de-sa-6
fernando-de-sa-6 🇧🇷

5

(5)

70 documentos

1 / 7

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v.4, n.19, p.06-12. Jan/Fev. 2010. ISSN 1981-9900.
6
Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício
ISSN 1981-9900
versão eletrônica
Pe rió di co do Inst i t uto Bra sil eiro d e Pesq u i s a e E nsin o em F isi olo gi a do E xerc í c io
w w w . i b p e f e x . c o m . b r / w w w . r b p f e x . c o m . b r
O EFEITO DO EXERCÍCIO AERÓBIO NO COMPORTAMENTO DA PRESSÃO
ARTERIAL EM INDIVÍDUOS HIPERTENSOS
Alexander Ribeiro Noronha1,2,3, Aurélio Carlos Souza de Oliveira Júnior1,4,
Patrícia Vargas Prates Goulart1,4, Antonio Coppi Navarro1,5
RESUMO
Objetivo: O objetivo do estudo foi verificar o
comportamento da pressão arterial antes,
durante e após uma única sessão de exercício
aeróbico. Materiais e métodos: 10 indivíduos
do gênero masculino entre 45 e 65 anos,
hipertensos e sedentários que faziam uso do
tratamento medicamentoso a base de inibidor
da enzima conversora de angiotensina,
realizaram uma sessão de caminhada de 30
minutos com intensidade moderada (50% a
70% da freqüência cardíaca da reserva). A
pressão arterial foi aferida quando os
indivíduos estavam em repouso por um
período de 15 minutos, durante o esforço (15
minutos) e imediatamente após completar 30
minutos. No período de recuperação foi aferida
a cada 5 minutos até completar 30 minutos.
Resultados: Uma única sessão de exercício
aeróbico provocou redução da pressão arterial
sistólica de 139,2 para 120 mmHg, após 30min
de recuperação; a pressão arterial diastólica
reduziu de 86,3 para 80,4 mmHg. Os valores
de pressão arterial média reduziram de 103,9
para 94,3 mmHg. Discussão: Considerando a
intensidade e a duração do exercício, essa
única sessão de exercício físico reduziu a
pressão arterial de indivíduos hipertensos,
fazendo com que os níveis de pressão arterial
tanto sistólico quanto diastólico medidos pós
exercício permanecessem inferiores aos níveis
analisados no período pré exercício.
Conclusão: Conclui-se que uma única sessão
de exercício físico aeróbico agudo foi capaz de
provocar efeito hipotensor pós-exercício em
indivíduos hipertensos.
Palavras - Chave: Pressão arterial, exercício
aeróbico, hipertensos, efeito hipotensor.
1- Programa de Pós-Graduação Lato-Sensu
da Universidade Gama Filho em Fisiologia do
Exercício: Prescrição do Exercício.
2- Especialista em Traumato Ortopedia e
Desportiva pela Universidade Tuiuti PR.
3- Graduado em fisioterapia na Pontifícia
Universidade Católica do Paraná.
ABSTRACT
The effect of aerobic exercise in the
bloodpressure in hypertensive indiduals
Objective: This study aimed to verify the blood
pressure before exercise, during and after a
single session of aerobic exercise. Materials
and methods: 10 male subjects between 45
and 65, hypertensive sedentary and who made
use of drug treatment based in inhibitor of
angiotensin-converting enzyme, held a walk of
30 minutes up to 70% of heart rate reserve.
Blood pressure was measured when the
individual was at rest for a period of 15 minutes
and during exertion in time of 15 minutes and
immediately after completing the 30 minutes.
In the recovery period was measured every 5
minutes to complete 30 minutes. Results: A
single session of aerobic exercise led to
reduction in systolic blood pressure from 139.2
to 120mmHg after 30 minutes of recovery, the
diastolic blood pressure decreased from 86.3
to 80.4 mmHg. The values of mean arterial
pressure decreased from 103.9 to 94.3 mmHg.
Discussion: Considering the intensity and
duration of the exercise, this single session of
exercise, reduced the blood pressure of
hypertensive individuals, making the levels of
both, systolic and diastolic blood pressure,
measured post exercise remained below the
levels discussed in the pre-exercise. It is
concluded that a single session of aerobic
exercise was able to cause acute hypotensive
effect after physical exercise in hypertensive
individuals.
Key- words: Hypertension, aerobic exercises,
hypertensive individuals, hypotensive effect.
Endereço para correspondência:
4- Graduado em Educação Física na
Universidade Católica Dom Bosco MS.
5- Programa de Pós-Graduação em
Engenharia Biomédica da UMC.
pf3
pf4
pf5

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Fisiologia do Exercício 01 e outras Exercícios em PDF para Educação Física, somente na Docsity!

Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício

ISSN 1981- 9900 versão eletrônica

Pe r i ó d i c o do I n s t i t u t o B r a si l e i r o d e P e sq u i s a e E n si n o e m F i s i o l o gi a do E x e r c í c i o w w w. i b p e f e x. c o m. b r / w w w. r b p f e x. c o m. b r

O EFEITO DO EXERCÍCIO AERÓBIO NO COMPORTAMENTO DA PRESSÃO

ARTERIAL EM INDIVÍDUOS HIPERTENSOS

Alexander Ribeiro Noronha1,2,3, Aurélio Carlos Souza de Oliveira Júnior1,4, Patrícia Vargas Prates Goulart1,4, Antonio Coppi Navarro1,

RESUMO

Objetivo: O objetivo do estudo foi verificar o comportamento da pressão arterial antes, durante e após uma única sessão de exercício aeróbico. Materiais e métodos: 10 indivíduos do gênero masculino entre 45 e 65 anos, hipertensos e sedentários que faziam uso do tratamento medicamentoso a base de inibidor da enzima conversora de angiotensina, realizaram uma sessão de caminhada de 30 minutos com intensidade moderada (50% a 70% da freqüência cardíaca da reserva). A pressão arterial foi aferida quando os indivíduos estavam em repouso por um período de 15 minutos, durante o esforço ( minutos) e imediatamente após completar 30 minutos. No período de recuperação foi aferida a cada 5 minutos até completar 30 minutos. Resultados: Uma única sessão de exercício aeróbico provocou redução da pressão arterial sistólica de 139,2 para 120 mmHg, após 30min de recuperação; a pressão arterial diastólica reduziu de 86,3 para 80,4 mmHg. Os valores de pressão arterial média reduziram de 103, para 94,3 mmHg. Discussão: Considerando a intensidade e a duração do exercício, essa única sessão de exercício físico reduziu a pressão arterial de indivíduos hipertensos, fazendo com que os níveis de pressão arterial tanto sistólico quanto diastólico medidos pós exercício permanecessem inferiores aos níveis analisados no período pré exercício. Conclusão: Conclui-se que uma única sessão de exercício físico aeróbico agudo foi capaz de provocar efeito hipotensor pós-exercício em indivíduos hipertensos.

Palavras - Chave: Pressão arterial, exercício aeróbico, hipertensos, efeito hipotensor.

1- Programa de Pós-Graduação Lato-Sensu da Universidade Gama Filho em Fisiologia do Exercício: Prescrição do Exercício. 2- Especialista em Traumato Ortopedia e Desportiva pela Universidade Tuiuti – PR. 3- Graduado em fisioterapia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

ABSTRACT

The effect of aerobic exercise in the bloodpressure in hypertensive indiduals Objective: This study aimed to verify the blood pressure before exercise, during and after a single session of aerobic exercise. Materials and methods: 10 male subjects between 45 and 65, hypertensive sedentary and who made use of drug treatment based in inhibitor of angiotensin-converting enzyme, held a walk of 30 minutes up to 70% of heart rate reserve. Blood pressure was measured when the individual was at rest for a period of 15 minutes and during exertion in time of 15 minutes and immediately after completing the 30 minutes. In the recovery period was measured every 5 minutes to complete 30 minutes. Results: A single session of aerobic exercise led to reduction in systolic blood pressure from 139. to 120mmHg after 30 minutes of recovery, the diastolic blood pressure decreased from 86. to 80.4 mmHg. The values of mean arterial pressure decreased from 103.9 to 94.3 mmHg. Discussion: Considering the intensity and duration of the exercise, this single session of exercise, reduced the blood pressure of hypertensive individuals, making the levels of both, systolic and diastolic blood pressure, measured post exercise remained below the levels discussed in the pre-exercise. It is concluded that a single session of aerobic exercise was able to cause acute hypotensive effect after physical exercise in hypertensive individuals.

Key- words: Hypertension, aerobic exercises, hypertensive individuals, hypotensive effect.

Endereço para correspondência: [email protected] [email protected] [email protected]

4- Graduado em Educação Física na Universidade Católica Dom Bosco – MS. 5- Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica da UMC.

Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício

ISSN 1981- 9900 versão eletrônica

Pe r i ó d i c o do I n s t i t u t o B r a si l e i r o d e P e sq u i s a e E n si n o e m F i s i o l o gi a do E x e r c í c i o w w w. i b p e f e x. c o m. b r / w w w. r b p f e x. c o m. b r

INTRODUÇÃO

A Hipertensão Arterial (HA) é um sério problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Estudos revelam que as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) crescem em todo o mundo. A hipertensão arterial é considerada uma das DCNT mais comuns e mais graves; estima-se que, 1,7 milhões de pessoas morram anualmente por pressão arterial elevada em todo o mundo. No Brasil, com base em estudos populacionais a hipertensão arterial prevalece nas cidades brasileiras variando entre 22% e 44% da população (Boing e Boing, 2007). O exercício físico provoca uma série de respostas fisiológicas nos sistemas do organismo, em especial no sistema cardiovascular. Como forma de tratamento não medicamentoso uma única sessão de exercício físico aeróbico é capaz de reduzir os níveis pressóricos em indivíduos hipertensos. A hipertensão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre as paredes dos vasos de tal modo a comprometer o sistema nervoso simpático, renais e até mesmo o sistema renina angiotensina e disfunções endoteliais (Mano, 1999). A hipertensão arterial pode ser considerada uma doença dependente dos fatores que podem alterar a relação entre o volume sanguíneo e a resistência arteriolar total. As possíveis alterações dos fatores entre volume sanguíneo e resistência arteriolar total podem causar danos a todo o sistema cardiovascular (Cotran, Kumar e Robbins, 1991). Os principais fatores de risco para hipertensão arterial são: gênero, etnia, fatores socioeconômicos, excesso de sódio, obesidade, consumo elevado de bebidas alcoólicas, sedentarismo, além da predisposição genética e fatores ambientais. De acordo com a V Diretriz de Hipertensão (2006) os valores que permitem classificar os indivíduos adultos acima de 18 anos, de acordo com os níveis de pressão arterial são de ótima para pressão arterial sistólica (PAS) <120 mmHg e pressão arterial diastólica (PAD) <80 mmHg; normal com PAS < 130 mmHg e PAD entre 85 mmHg; limítrofe PAS entre 130 mmHg e 139 mmHg e PAD entre 85 mmHg e 89 mmHg. Para hipertensão estágio I, a PAS fica entre 140 mmHg e 159

mmHg e a PAD fica entre 90 mmHg e 99 mmHg; Hipertensão estágio II é de PAS 160 mmHg a 179 mmHg e PAD entre 100 mmHg a 109 mmHg; Hipertensão estágio III com PAS

180 mmHg e PAD > 110 mmHg e hipertensão sistólica isolada a PAS deve ser _ 140 mmHg e PAD < 90 mmHg. Estudos demonstram que o exercício físico provoca uma série de benefícios cardiovasculares e tem um papel muito importante como tratamento não medicamentoso e está relacionado com a diminuição da dependência de medicamentos anti-hipertensivos (Monteiro e Sobral Filho, 2004; Gonçalves, Silva e Navarro, 2007). Segundo Forjaz e colaboradores (1998), uma única sessão de exercício físico é capaz de reduzir os níveis de pressão arterial de normotensos e hipertensos quando comparado com níveis pressóricos tanto sistólicos como diastólicos observados no período pré-exercício. Entretanto, é importante levar em consideração a intensidade e a duração do exercício.

Portanto o objetivo do presente estudo foi verificar o comportamento da pressão arterial antes do exercício, durante e após uma única sessão de exercício aeróbio.

MATERIAIS E MÉTODOS

Amostra

Foram selecionados 10 indivíduos hipertensos do gênero masculino, com idades entre 45 e 65 anos, sedentários, todos residentes na cidade de Campo Grande/MS. Os participantes apresentaram atestado médico de recomendação para prática de exercícios físicos, sendo que todos eles faziam uso de medicamentos anti-hipertensivos (captopril) e não apresentavam cardiopatias. De forma voluntária os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido de acordo com a resolução 196 do Ministério da Saúde.

Procedimentos

Os participantes foram submetidos a uma única sessão de exercícios físicos realizado individualmente em dias diferentes previamente estabelecidos, sempre no mesmo horário (período da manhã). A sessão de exercícios foi realizada em esteira ergométrica

Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício

ISSN 1981- 9900 versão eletrônica

Pe r i ó d i c o do I n s t i t u t o B r a si l e i r o d e P e sq u i s a e E n si n o e m F i s i o l o gi a do E x e r c í c i o w w w. i b p e f e x. c o m. b r / w w w. r b p f e x. c o m. b r

Tabela 2 – Valores de pressão arterial diastólica (PAD) dos indivíduos. VALORES DE PAS DOS INDIVÍDUOS

AMOSTRAS REPOUSO

15 minutos EXERCÍCIO

IMED.

APÓS

REC.

5min

REC.

10min

REC.

15min

REC.

20min

REC.

25min

REC.

30min 1 81 80 94 81 84 81 81 84 82 2 81 85 80 81 87 84 81 84 82 3 91 100 94 91 96 90 87 88 91 4 77 95 83 76 74 76 73 74 79 5 81 85 86 82 81 81 82 81 80 6 93 81 83 81 83 81 80 84 80 7 92 82 83 81 80 80 80 80 80 8 87 95 80 81 81 82 83 81 80 9 92 91 82 81 81 85 78 79 70 10 87 91 95 82 82 80 80 81 80 Média 86,3 88,5 86 83 , 8 82,9 82 80,5 88,6 80, Desvio Padrão

Tabela 3 – Valores de pressão arterial média (PAM) dos indivíduos. VALORES DE PAS DOS INDIVÍDUOS

AMOSTRAS REPOUSO

15 minutos EXERCÍCIO

IMED.

APÓS

REC.

5min

REC.

10min

REC.

15min

REC.

20min

REC.

25min

REC.

30min 1 94,6 100,3 141 109,6 96,3 94 94 90,6 91, 2 97,6 105 100,6 95 99,3 96,6 96 97 95 3 110,3 130,6 114,3 109 109 107,3 104,6 105,6 107, 4 99 116 101, 3 86,3 85,3 88,3 86,3 87,6 91, 5 101,6 111,3 116,3 105 101,6 98 96,6 95,6 93, 6 109,3 108,6 106,3 104,3 102,6 99 97 100 96, 7 108 113 108,6 108,3 105 100,3 101 98,3 96, 8 106,6 118,6 105 104 101,3 99,6 100 98,3 93, 9 105,6 117,6 109,3 116 101 97 92,3 93,3 83, 3 10 106,3 112,6 118,3 113,3 102,6 97 96 96 93, Média 103,9 113,2 106 104,2 100,8 97,7 96,4 96,46 94, Desvio Padrão

Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício

ISSN 1981- 9900 versão eletrônica

Pe r i ó d i c o do I n s t i t u t o B r a si l e i r o d e P e sq u i s a e E n si n o e m F i s i o l o gi a do E x e r c í c i o w w w. i b p e f e x. c o m. b r / w w w. r b p f e x. c o m. b r

DISCUSSÃO

Os resultados obtidos no presente estudo demonstraram que uma única sessão de exercício físico dinâmico realizado em forma de caminhada com duração de 30 minutos a uma intensidade moderada (50% a 70% da freqüência cardíaca da reserva), provocou redução pressórica da PAS de 139, mmHg para 120 mm Hg, significando uma diferença de 17,2 mmHg no período de recuperação comparados com os valores obtidos durante o período de repouso, a PAD de 86,3 mmHg reduziu para 80,4 mmHg, representando uma alteração de 5,9 mmHg em relação aos níveis de repouso. Para os valores de PAM da amostra em repouso de 103,9 mmHg, reduziu-se a pressão arterial para 94,3 mmHg, observando-se uma queda de 9,64mmHg. A redução da pressão arterial após uma única sessão de exercício físico aeróbico, quando comparada com os valores de pressão arterial em repouso é capaz de promover o fenômeno conhecido como efeito hipotensor pós-exercício, que significa a queda pressórica abaixo dos valores observados no período pré- exercício conforme o estudo de Cunha e colaboradores (2006). Segundo Kenne (1993) citado por Laterza, Rondon e Negrão (2006) mostraram a queda da pressão arterial sistólica e diastólica pós exercício em pacientes hipertensos, elas apresentaram uma variação de 18 a 20mmHg e de 7 a 9mmHg, respectivamente. Conforme a V diretrizes da hipertensão (2006), os dados do estudo demonstram que o grupo de PAS e PAD são limítrofes no repouso, ou seja, 139,2 mmHg e 86,3mmHg respectivamente. Após a sessão aguda do exercício aeróbico (caminhada), os indivíduos em repouso saíram da classificação limítrofe e atingiram a classificação normal. A prática regular de exercício físico é uma forma eficaz de tratamento não medicamentoso e estudos realizados em laboratório mostram que apenas uma sessão de exercício físico em intensidade de 50% do consumo de oxigênio, ocorre redução na pressão arterial sistólica e diastólica em indivíduos hipertensos e que essa redução pode durar até 22 horas após a realização do exercício (Laterza, Rondon e Negrão, 2006). Essa prática regular de exercício físico é recomendada para todos os hipertensos,

inclusive aqueles que fazem uso de medicamentos. O tratamento medicamentoso associado ao não medicamentoso tem como objetivo reduzir os valores da pressão arterial sistólica maior que 140mmHg, e pressão arterial diastólica maior que 90mmHg (V diretrizes brasileira de hipertensão, 2006). Corrobora o estudo de Jordão e Santos (2002) com o do grupo estudado que faz o uso de medicamentos inibidores da enzima de conversão de angiotensina I para angiotensina II. Os medicamentos inibidores da enzima de conversão da angiotensina I para angiotensina II (ECAS) são muito utilizados por pacientes hipertensos e com insuficiência cardíaca. ECAS são potentes vasos dilatadores. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e estimula a produção de aldosterona que promove a retenção de sódio e água; a enzima é estimulada pela secreção de renina pelos rins. Ao inibir essa enzima os ECAS produzem vasodilatação periférica diminuindo a pressão arterial nesse sentido. Segundo Braunwald (1996) a hipertensão tem sido estabelecida como um grande fator de risco etiológico para o desenvolvimento de aterosclerose coronária que se estendem através das categorias, sexuais, etárias e comportamentais, desta forma, em relação ao grupo do estudo, verificou-se a presença de certos fatores de riscos modificáveis como sedentarismo, obesidade e hábitos alimentares inadequados. Uma única sessão de exercício físico reduz a pressão arterial de indivíduos normotensos e hipertensos, fazendo com que os níveis de pressão arterial tanto sistólicos quanto diastólicos medidos pós exercícios permaneçam inferiores aos níveis analisados no período pré exercício (Cléroux e colaboradores; Kaufman e colaboradores; Pescatello e colaboradores; Shyu e Thorén; Overton e colaboradores; Forjaz e colaboradores; Silva e colaboradores, citados por Gonçalves, Silva e Navarro, 2007). De acordo com Guyton e Hall (1992) o sistema nervoso simpático tem uma grande importância na gênese da hipertensão arterial contribuindo para a evolução da doença. A organização geral do sistema nervoso simpático se dá por uma das duas cadeias ganglionares simpáticas paravertebrais, situadas lateralmente à coluna vertebral, dos dois gânglios pré-vertebrais (celíaco e

Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício

ISSN 1981- 9900 versão eletrônica

Pe r i ó d i c o do I n s t i t u t o B r a si l e i r o d e P e sq u i s a e E n si n o e m F i s i o l o gi a do E x e r c í c i o w w w. i b p e f e x. c o m. b r / w w w. r b p f e x. c o m. b r

4- Cunha, G.A,; Santos Rios, A.C.; Moreno, J.R.; Braga, P.L.; Campbell, C.S.G.; Simões, H.S.; Denadai, M.L.D.R.. Hipotensão pósexercício em hipertensos submetidos ao exercício de intensidade constante. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Niterói. V.

  1. Num. 6. 2006. p. 313-317.

5- V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2006. Disponível em: http://www.sbn.org.br/Diretrizes/V_Diretrizes_B rasileiras_de_Hipertensao_Arterial.pdf. Acesso em 06 de novembro de 2008.

6- Forjaz, C.L.M.; Santaella, D.F.; Rezende, L.O.; Barreto, A.C.P.; Negrão, C.E.. A duração do exercício determina a magnitude e a duração da hipotensão pós-exercício. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. São Paulo. Vol. 70. Num. 2. 1998. p. 99-104.

7- Gonçalves, I.O.; Silva, G.J.J.; Navarro, A.C.. Efeito hipotensivo do exercício físico aeróbico agudo em idosos hipertensos entre 60 e 80 anos. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo. Vol. 1. Núm. 5. 2007. p. 76-84.

8- Guyton, A.C.; Hall, J.E.. Tratado de Fisiologia Médica. 8ª edição. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 1992.

9- Jordão, M.G.; Santos, A.T.L.. Hipotensão arterial em cirurgia de revascularização do miocárdio: influência dos inibidores da enzima conversora de angiotensina. Revista Brasileira de Anestesiologia. Campinas. Vol. 52. Num. 2.

  1. p. 209-216.

10- Laterza, M.C.; Rondon, M.U.P.B.; Negrão, C.E.. Efeitos do Exercício Físico Aeróbio na Hipertensão Arterial. Revista da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul. São Paulo. Vol. 15. Num. 9. 2006. p. 1-8.

11- Mano, Reinaldo. Manuais de Cardiologia - Livro Virtual ano 10. 1ª edição. 1999. Disponível em: http://www.manuaisdecardiologia.med.br/has/h as.htm.

12- Mansur, A.P.. Comportamento da função endotelial em hipertensos coronariopatas. HiperAtivo. São Paulo. Vol. 6. Num. 1. 1999. p. 23-25.

13- Miranda, R.D.; Perrotti, T.C.; Bellinazzi, V.R.; Nóbrega, T.M.; Cendoroglo, M.S.; Neto, J.T.. Hipertensão arterial no idoso: peculiaridades na fisiopatologia, no diagnóstico e tratamento. Revista de hipertensão. São Paulo. Vol. 9. Num. 3. 2002. p. 293-300.

14- Monteiro, H.L.; Rolim, L.M.C.; Squinca, D.A.; Silva, F.C.; Ticianeli, C.C.C.; Amaral, S.L.. Efetividade de um programa de exercícios no condicionamento físico, perfil metabólico e pressão arterial de pacientes hipertensos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Niterói. Vol. 13. Num. 2. 2007. p. 107-

15- Monteiro, M.F.; Sobral Filho, D.C.. Exercício Físico e Controle da Pressão Arterial. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Niterói. Vol. 10. Num. 6. 2004. p. 513-

16- Passos, V.M.A.; Assis, T.D.; Barreto, S.M. Hipertensão arterial no Brasil: estimativa de prevalência a partir de estudos de base populacional. Epidemiologia e Serviços de Saúde. Belo Horizonte. Vol. 15. Num. 1. 2006. p. 35-45.

17- Pessuto, J.; Carvalho, E.C.. Fatores de risco em indivíduos com hipertensão arterial. Revista latino-americana de enfermagem. Riberão Preto. Vol. 6. Num. 1. 1998. p. 33 – 39.

18- Ribeiro, R.A.; Mello, R.G.B.; Melchior, R.; Diel, J.C.; Hohmann, C.B.; Luchese, A.M.; Stein, R.; Ribeiro, J.P.; Polanczyk, C.A.. Custo anual do manejo da cardiopatia isquêmica crônica no Brasil. Perspectiva pública e privada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Porto Alegre. Vol. 85. Num. 1. 2005. p. 3-8.

Recebido para publicação em 25/04/ Aceito em 25/02/2010.