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Tipologia: Resumos
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Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. São Paulo, v. 10, n. 10 , out. 2024.
doi.org/10.51891/rease.v10i10. A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O USO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA THE TRAINING OF TEACHERS FOR THE USE OF ASSISTIVE TECHNOLOGY AND ALTERNATIVE COMMUNICATION IN INCLUSIVE EDUCATION LA FORMACIÓN DE PROFESORES PARA EL USO DE TECNOLOGÍA ASISTIVA Y COMUNICACIÓN ALTERNATIVA EN LA EDUCACIÓN INCLUSIVA Erich Teles Bezerra^1 Joelma Pereira dos Anjos Chaves^2 Rosana Damacena^3 Jorayna Ruana Maciel da Fonsêca^4 Giselly Nascimento da Silva^5 Romulo Goes Freitas^6 Daniele Pereira Santana^7 Maria Amélia Catossi Graciano^8 Iracy Maria Rodrigues^9 Maria de Nazaré Duarte dos Santos^10 Geceilma Oliveira Pedrosa^11 Alessandro Gonzales Devidé Ferreira da Cruz^12 Arlice Lopes Monteiro^13 Juliana Monteiro Pinheiro^14 RESUMO: Este estudo examina como a formação de professores influencia o uso de tecnologia assistiva (TA) e comunicação alternativa e ampliada (CAA) na educação inclusiva. O objetivo foi avaliar o impacto dessa formação na eficácia da implementação dessas tecnologias nas escolas. A pesquisa qualitativa analisou documentos, materiais pedagógicos e entrevistas com educadores. Os resultados indicam que a formação docente adequada é essencial para a integração eficaz de TA e CAA, criando um ambiente mais inclusivo. A formação inicial, muitas vezes, não prepara suficientemente os educadores, dificultando a aplicação de estratégias inclusivas. A falta de suporte contínuo e recursos adequados compromete a efetividade das práticas pedagógicas. Programas de formação continuada com foco em TA e CAA são cruciais para capacitar os professores e garantir a implementação eficaz das tecnologias. As implicações incluem a necessidade de desenvolver esses programas e (^1) Graduado em Letras Libras - Bacharelado pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Licenciatura em Letras com Libras pelo Centro Universitário ETEP, e Pedagogia pelo UniCV (Centro Universitário Cidade Verde). Pós-graduado em Docência do Ensino Superior de Libras pela FACEMINAS e mestrando em Tecnologias Emergentes em Educação pela MUST University. Atualmente, atua como docente das disciplinas de Libras e Educação Especial no curso de Licenciatura em Computação na UEA (Universidade do Estado do Amazonas). (^2) Graduada em Pedagogia pela Universidade Anhanguera-Uniderp, com complementação em Letras pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas (ICSH). Possui especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela mesma instituição, além de especialização em Educação Especial e Inclusiva pelo Centro de Ensino Superior Dom Alberto LTDA. Atualmente, é mestranda em Tecnologias Emergentes da Educação pela Must University. (^3) Graduação em Pedagogia-Unifacs (Salvador-BA), 2014, Especialização em Gestão e Organização da Escola-Unopar(PR), 2018, Especialização em Formação de Professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Avamec-UnB, 2023, Mestranda em Tecnologias Emergentes em Educação na Must University- Florida-USA. (^4) Especialista em Libras com Docência do Ensino Superior pela Faculdade São Marcos, graduada em Licenciatura Letras Libras pela UFAM - Universidade do Estado do Amazonas (^5) Graduando em Licenciatura em computação pela UEA - Universidade do Estado do Amazonas. (^6) Graduando em Licenciatura em Computação pela UEA - Universidade do Estado do Amazonas. (^7) Graduada em Letras - Literatura Brasileira pela Universidade Católica de Brasília, com pós-graduação em Orientação Educacional, Atendimento Educacional Especializado (AEE), Saúde Mental e Psicanálise. Mestranda em Tecnologias Emergentes em Educação pela MUST University. (^8) Mestranda em Tecnologias Emergentes da Educação pela Must University Flórida, Pedagoga e Assistente Social, com especialização em Psicopedagogia, Gestão em Saúde Mental, Gestão em Saúde e Gestão Educacional. (^9) Graduada em Letras - Português e Inglês pela UniEVANGÉLICA, graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, pós-graduada em Psicanálise Clínica pela FTED (Faculdade de Tecnologia Equipe Darwin), e mestranda em Tecnologias Emergentes da Educação pela MUST University - Flórida. (^10) Licenciada em Letras - Língua e Literatura Portuguesa e Inglesa pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Pós-graduada Lato Sensu em Língua Portuguesa e Literatura em Contexto Escolar pela Universidade Paulista, e Pós-graduada Lato Sensu em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) pela Faculdade Facuminas. (^11) Graduada em Letras Libras pela Universidade Federal do Amazonas - UFAM, mestre em Letras pela mesma instituição e doutoranda em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC. (^12) Graduado em Pedagogia pela Faculdade Anahnguera de Sorocaba - SP, Pós-graduação em Alfabetização e Letramento Pela Faculdade de Educação São Luís, Mestrando em Tecnologias Emergentes na Educação. (^13) Graduada em Letras Libras pela UFAM - Universidade Federal do Amazonas, Pós-graduada em Gestão Educacional. (^14) Graduada em Letras-língua portuguesa pela UEA - Universidade do Estado do Amazonas.
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promover um aprendizado colaborativo adaptado às salas de aula. Futuras pesquisas devem explorar as experiências de professores em diferentes contextos e a percepção dos alunos sobre o uso de TA e CAA. Também é importante analisar políticas públicas relacionadas à formação docente e inclusão educacional, destacando a importância de um compromisso coletivo para criar um ambiente escolar inclusivo. Palavras-chave Formação de Professores. Tecnologia Assistiva. Educação Inclusiva. ABSTRACT: This study examines how teacher training influences the use of assistive technology (AT) and augmentative and alternative communication (AAC) in inclusive education. The objective was to assess the impact of this training on the effective implementation of these technologies in schools. The qualitative research analyzed documents, educational materials, and interviews with educators. The results indicate that adequate teacher training is essential for the effective integration of AT and AAC, creating a more inclusive environment. Initial training often does not adequately prepare educators, making it difficult to apply inclusive strategies. The lack of continuous support and adequate resources compromises the effectiveness of pedagogical practices. Continuing education programs focused on AT and AAC are crucial to empower teachers and ensure effective implementation of technologies. Implications include the need to develop these programs and promote collaborative learning tailored to classrooms. Future research should explore teachers' experiences in different contexts and students' perceptions of the use of AT and AAC. It is also important to analyze public policies related to teacher training and inclusive education, emphasizing the importance of a collective commitment to creating an inclusive school environment. Keywords: Teacher Training. Assistive Technology. Inclusive Education. RESUMEN: Este estudio examina cómo la formación docente influye en el uso de la tecnología asistiva (TA) y la comunicación alternativa y aumentativa (CAA) en la educación inclusiva. El objetivo fue evaluar el impacto de esta formación en la implementación efectiva de estas tecnologías en las escuelas. La investigación cualitativa analizó documentos, materiales educativos y entrevistas con educadores. Los resultados indican que una formación adecuada de los docentes es esencial para la integración efectiva de TA y CAA, creando un entorno más inclusivo. La formación inicial a menudo no prepara adecuadamente a los educadores, dificultando la aplicación de estrategias inclusivas. La falta de apoyo continuo y recursos adecuados compromete la efectividad de las prácticas pedagógicas. Los programas de formación continua enfocados en TA y CAA son cruciales para capacitar a los docentes y asegurar la implementación efectiva de las tecnologías. Las implicaciones incluyen la necesidad de desarrollar estos programas y promover un aprendizaje colaborativo adaptado a las aulas. Futuros estudios deben explorar las experiencias de los docentes en diferentes contextos y la percepción de los estudiantes sobre el uso de TA y CAA. También es importante analizar las políticas públicas relacionadas con la formación docente y la educación inclusiva, destacando la importancia de un compromiso colectivo para crear un entorno escolar inclusivo. Palabras clave Formación Docente. Tecnología Asistiva. Educación Inclusiva. INTRODUÇÃO A inclusão de alunos com deficiência no sistema educacional demanda não apenas adaptações físicas, mas também uma reestruturação pedagógica que leve em consideração suas necessidades específicas. Nesse sentido, a tecnologia assistiva e a comunicação alternativa desempenham um papel crucial para assegurar a participação desses estudantes nas atividades escolares (Mantoan, 2006). A formação adequada de professores para utilizar essas tecnologias é essencial, pois impacta diretamente a qualidade do ensino e a inclusão (Sassaki, 2006). A pergunta de pesquisa que guia este estudo é: "Como a formação de professores impacta a utilização de tecnologia assistiva e comunicação alternativa na educação inclusiva?".
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implementação efetiva de tecnologias assistivas e comunicação alternativa, conforme preconizado por Saviani (2003) e Matiskei (2004). 2 EMBASAENTO TEÓRICO 2.1. Contextualização da Educação Inclusiva A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, sancionada em 6 de julho de 2015, representa um marco significativo na promoção dos direitos e da inclusão social de pessoas com deficiência no Brasil. De acordo com a Lei n. 13.146 (BRASIL, 2015), a inclusão deve ser garantida em todos os âmbitos da vida, incluindo a educação, o trabalho e a cultura, refletindo um compromisso com a dignidade e a igualdade de oportunidades. Essa legislação reforça a ideia de que a inclusão não é apenas uma responsabilidade das instituições educacionais, mas uma obrigação social que envolve o compromisso de toda a sociedade em criar um ambiente que respeite e valorize a diversidade. Conforme destacado pela Política Nacional de Educação Especial, a inclusão deve ser uma prática cotidiana nas escolas, que deve se adaptar às necessidades dos alunos (BRASIL, 2007). A Lei de Inclusão também traz à tona a importância da formação contínua de professores. Manzini (2013) aponta que “para que os docentes possam efetivamente aplicar as diretrizes da Lei, é necessário que recebam formação adequada e contínua”. Essa formação deve incluir estratégias que permitam a utilização de recursos de tecnologia assistiva, conforme ressaltado por Givigi et al. (2015), que afirmam que “a avaliação da aprendizagem deve considerar as ferramentas tecnológicas que possibilitam a inclusão de alunos com deficiência”. Além disso, a legislação enfatiza o papel fundamental da família e da comunidade. Segundo Nunes (2008), “a inclusão escolar deve ser um esforço conjunto, onde a participação dos familiares é essencial para o desenvolvimento dos alunos com deficiência”. O apoio da família não apenas enriquece o ambiente escolar, mas também cria uma rede de suporte que é vital para o sucesso da inclusão. A Lei Brasileira de Inclusão é, portanto, um passo importante na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Como afirma Veiga-Neto (2003), “o reconhecimento da diversidade como um valor fundamental é essencial para transformar as práticas pedagógicas e criar ambientes que acolham todos os alunos”. Para que essa transformação ocorra de fato, é imprescindível que as diretrizes da Lei sejam implementadas efetivamente nas escolas, promovendo um ensino que respeite e valorize a diversidade, permitindo que cada aluno alcance seu potencial máximo.
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2.2. Formação de Professores para Inclusão A formação de professores é um dos pilares fundamentais para a efetivação da Educação Inclusiva. É notável que muitos docentes saem de suas formações iniciais sem as competências necessárias para lidar com a diversidade nas salas de aula. Isso se deve, em parte, à estrutura curricular dos cursos de formação, que nem sempre contempla a inclusão como um tema central. A ausência de disciplinas específicas sobre inclusão e tecnologias assistivas compromete a preparação dos futuros educadores e, consequentemente, a qualidade do ensino para alunos com deficiência. Candaú (2007) aponta que essa lacuna na formação inicial resulta em uma falta de habilidades práticas que são cruciais para a atuação em contextos inclusivos. Além da formação inicial, a formação continuada se torna imprescindível. Os professores estão em constante atualização, buscando novas metodologias e recursos que possam ser aplicados em suas práticas pedagógicas. Programas de formação continuada que abordem de forma prática e contextualizada as metodologias inclusivas são essenciais. Eles proporcionam oportunidades para que os educadores compartilhem experiências, troquem ideias e desenvolvam competências que vão além do conhecimento teórico, permitindo a aplicação efetiva em suas salas de aula. Schirmer et al. (2020) corroboram essa visão, sugerindo que a formação contínua deve ser vista como um espaço de reflexão crítica e troca de saberes, o que enriquece a prática docente. A reflexão crítica sobre as práticas docentes é outro aspecto importante da formação para a inclusão. Os educadores devem ser incentivados a questionar suas abordagens pedagógicas e a explorar formas inovadoras de ensinar. Isso pode incluir a implementação de metodologias ativas, que promovam a participação e o engajamento de todos os alunos. Segundo Candaú (2007), a formação continuada deve permitir que os professores desenvolvam habilidades reflexivas, que lhes possibilitem adaptar suas práticas às necessidades dos alunos. A comparação entre metodologias tradicionais e ativas evidencia a necessidade de os docentes estarem abertos a novas abordagens que atendam a diversidade presente nas salas de aula. Ademais, a formação deve considerar as especificidades de cada aluno. O entendimento das diferentes deficiências e das abordagens pedagógicas adequadas a cada uma delas é fundamental para garantir um ensino inclusivo eficaz. A capacitação dos professores deve incluir a análise de casos reais, discussões sobre estratégias de ensino diferenciadas e o uso de tecnologias assistivas que podem facilitar a aprendizagem de alunos com deficiência. Givigi et al. (2015) discutem a importância da tecnologia assistiva como um recurso essencial que
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A inclusão das TAs no ambiente educacional também exige um investimento adequado por parte das instituições de ensino. A aquisição de equipamentos e softwares, bem como a manutenção e atualização das tecnologias, são fatores essenciais para garantir que as escolas possam oferecer um ensino inclusivo de qualidade. Nesse contexto, as políticas públicas devem apoiar essas iniciativas, fornecendo recursos financeiros e diretrizes claras para a implementação de tecnologias assistivas nas escolas. Poker, Valentim e Garlа (2017) ressaltam que a percepção de alunos egressos de cursos de Pedagogia indica uma necessidade urgente de formação continuada para que os professores possam lidar de maneira eficaz com a inclusão escolar. Além disso, a combinação de práticas pedagógicas diversificadas com o uso de tecnologias assistivas pode proporcionar um ambiente de aprendizagem mais equitativo. Pletsch (2015) argumenta que a formação de professores deve incluir não apenas o conhecimento sobre TAs, mas também abordagens inovadoras que integrem diferentes metodologias de ensino. Essa perspectiva é corroborada por Prado et al. (2012), que discutem a importância de metodologias ativas na formação de profissionais de saúde, sugerindo que uma abordagem similar poderia beneficiar a formação de educadores na área da inclusão. Por fim, é importante ressaltar que as TAs não devem ser vistas como soluções isoladas, mas sim como parte de um conjunto mais amplo de estratégias inclusivas. A formação de professores deve estar alinhada a essa perspectiva, garantindo que todos os alunos tenham a oportunidade de se desenvolver plenamente e que as práticas pedagógicas sejam constantemente avaliadas e ajustadas às necessidades dos alunos. 2.4. Avaliação Inclusiva A avaliação inclusiva é essencial na educação, pois valoriza a diversidade de habilidades dos alunos. A avaliação tradicional, baseada em testes padronizados, não atende a essas particularidades, tornando necessária uma prática contínua e formativa, que identifique as necessidades individuais e adapte estratégias pedagógicas (Schirmer et al., 2020). A formação de professores em tecnologia assistiva e metodologias inclusivas é fundamental para essa adaptação. Seabra Júnior e Lacerda (2018) defendem que o Atendimento Educacional Especializado deve incluir recursos pedagógicos que atendam à diversidade, e Schirmer et al. (2020) destacam a importância da formação continuada para a implementação eficaz dessas tecnologias. Schirmer e Nunes (2020) mostram que a formação inicial baseada em metodologias problematizadoras tem efeitos positivos na prática docente.
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A diversificação das estratégias de avaliação, como apontado por Pletsch (2015), é crucial para atender às necessidades de alunos com deficiência múltipla. O uso de apresentações orais e projetos em grupo permite que os alunos demonstrem suas competências de formas significativas. Além disso, o feedback construtivo é fundamental para o desenvolvimento do aluno, promovendo confiança e comunicação aberta (Prado et al., 2012). Por fim, as políticas educacionais devem promover práticas de avaliação inclusiva, como ressaltado pelo Ministério da Educação (2007). A integração de diferentes estratégias de avaliação, formação docente e políticas públicas inclusivas são essenciais para um ambiente educacional mais acessível e justo para todos. 1.5 Políticas Públicas e Educação Inclusiva As políticas públicas são essenciais para a Educação Inclusiva, estabelecendo diretrizes que garantem a qualidade educacional para alunos com deficiência. Embora a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e o Decreto 5.296/2004 promovam a inclusão, Matiskei (2004) observa que a aplicação dessas políticas nas escolas ainda é limitada, criando um descompasso entre legislação e prática. A efetividade das políticas depende do compromisso de gestores e educadores, como destaca Saviani (2003), que defende a necessidade de mobilização social e formação específica dos professores. Drago et al. (2023) também ressaltam a importância de capacitar docentes para lidar com a diversidade. A colaboração intersetorial é fundamental para ambientes inclusivos. Pletsch (2014) sugere que a parceria entre educação, saúde e assistência social facilita a implementação de estratégias integradas que atendam às necessidades dos alunos. Mecanismos de monitoramento e avaliação das políticas são cruciais para ajustes e melhorias. Mantoan (2003) argumenta que a transparência nesse processo permite a adequação das ações às necessidades reais dos alunos e escolas. A formação continuada de professores deve integrar metodologias inclusivas e tecnologias assistivas, como propõe Sassaki (2006). Isso assegura que os docentes desenvolvam competências para atender à diversidade, alinhando-se à visão inclusiva defendida por Matiskei (2004). Por fim, a inclusão é um compromisso coletivo. Figueira (2010) afirma que a participação da comunidade escolar e da sociedade é essencial para promover uma cultura de respeito e celebração da diversidade
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As análises realizadas com base na revisão bibliográfica e documental evidenciam que, apesar dos avanços na legislação brasileira em prol da Educação Inclusiva, os desafios enfrentados pelas instituições educacionais e pelos educadores ainda são consideráveis. Segundo Gil (2001), a implementação de políticas públicas é um processo complexo, que envolve múltiplos atores e contextos, sendo essencial que haja um esforço contínuo para adaptar as diretrizes legais à realidade das escolas. Minayo (2011) complementa essa visão ao destacar que a efetividade das políticas depende não apenas de sua formulação, mas também de sua execução prática e do apoio institucional oferecido aos profissionais de educação. Um dos principais desafios identificados é a resistência à mudança nas metodologias tradicionais de ensino. Muitos educadores relataram dificuldades em abandonar práticas pedagógicas arraigadas e em adaptar-se às novas exigências impostas pelas políticas de inclusão. Essa resistência pode ser entendida como resultado de uma formação inicial que ainda valoriza práticas pedagógicas excludentes e homogêneas. Gil (2008) aponta que a transformação das práticas educacionais requer não apenas a introdução de novas metodologias, mas também uma reavaliação das crenças e valores dos educadores. Isso sugere a necessidade de programas de formação continuada que não apenas transmitam novos conhecimentos, mas que promovam uma reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas e a inclusão. A colaboração entre educadores e profissionais de outras áreas, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, foi destacada como essencial para o desenvolvimento de uma abordagem inclusiva e integrada. Essa interdisciplinaridade permite que as necessidades específicas dos alunos com deficiência sejam atendidas de forma mais abrangente, conforme defendido por autores como Mantoan (2003). No entanto, a ausência de uma política clara para a formação e atuação de equipes multidisciplinares nas escolas ainda é um entrave significativo, apontando para a necessidade de maior articulação entre as políticas de saúde, educação e assistência social. Outro aspecto central nas discussões foi a falta de suporte tecnológico nas escolas, especialmente em relação ao uso de tecnologias assistivas. A ausência de recursos adequados impede que educadores apliquem metodologias inclusivas que façam uso dessas ferramentas, limitando o potencial de aprendizagem dos alunos com deficiência. A carência de equipamentos e a falta de conhecimento sobre como utilizar essas tecnologias refletem a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura e na capacitação docente. Conforme Gil (2008), a
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integração das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no contexto educacional é fundamental para promover a inclusão, mas requer uma estrutura que sustente essa integração. As dificuldades relacionadas à avaliação dos alunos com deficiência também foram mencionadas com frequência. A avaliação tradicional muitas vezes não captura as habilidades e competências desses alunos, gerando frustração tanto para os estudantes quanto para os educadores. Mantoan (2003) defende que a avaliação deve ser entendida como um processo contínuo e formativo, que reconheça as diferentes formas de aprendizagem e valorize os progressos individuais. Assim, é necessário repensar os critérios e os instrumentos avaliativos, garantindo que todos os alunos sejam avaliados de maneira justa e adequada. Além disso, a análise revelou que, embora existam leis e diretrizes que promovam a inclusão, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), a sua efetividade depende de um comprometimento ativo das instituições educacionais e das esferas governamentais. Minayo (2011) ressalta que políticas públicas só se tornam efetivas quando acompanhadas de ações concretas e recursos adequados para sua implementação. Nesse sentido, é crucial que as políticas sejam monitoradas e avaliadas continuamente para que possam ser ajustadas conforme as necessidades emergentes da comunidade escolar. Por fim, a promoção de uma cultura inclusiva deve envolver toda a comunidade escolar e a sociedade em geral. A inclusão não pode ser vista apenas como uma responsabilidade dos professores, mas deve ser um compromisso coletivo que envolva pais, alunos e profissionais de diferentes áreas. A conscientização sobre a importância da inclusão e o combate a preconceitos e estigmas são passos fundamentais para criar um ambiente educacional que valorize a diversidade e promova oportunidades equitativas para todos os estudantes. Assim, o desenvolvimento de políticas públicas, práticas pedagógicas e estratégias institucionais deve ser um esforço contínuo e colaborativo, sempre em busca de uma educação mais inclusiva e democrática. CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa realizada buscou responder à pergunta: "Como a formação de professores impacta a utilização de Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa na Educação Inclusiva?" Os resultados evidenciam que a formação dos educadores desempenha um papel fundamental na integração eficaz de recursos de Tecnologia Assistiva (TA) e Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) nas práticas pedagógicas. Educadores que recebem formação específica e contínua demonstram maior competência para incorporar essas tecnologias em
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impacto na aprendizagem e na participação escolar. Além disso, uma análise crítica das políticas públicas voltadas para a formação de professores e para a inclusão educacional pode fornecer insights valiosos para aprimorar o sistema educacional e torná-lo mais inclusivo e equitativo. Essas reflexões destacam a importância de um compromisso coletivo com a inclusão, onde a formação contínua dos educadores é fundamental para criar um ambiente escolar que respeite e valorize a diversidade. A construção de um sistema educacional inclusivo depende de uma abordagem integrada, que combine a formação docente com o suporte adequado e a implementação efetiva de tecnologias assistivas e comunicação alternativa, em conformidade com os princípios estabelecidos por autores como Gil (2008) e Minayo (2011). REFERÊNCIAS BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: agosto de 2024. BRASIL. Ministério da Educação. Secretária de Educação Continuada. Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Nota Técnica n. 24/2013/SECADI/DPE. Orientação aos Sistemas de Ensino para a implementação da Lei nº 12.764/2012. Brasília, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/competencias/secretaria- de-educacao-continuada-alfabetizacao-de-jovens-e-adultos-diversidade-e-inclusao. Acesso em: Julho de 2024. BRASIL. Ministério da Educação. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: agosto de 2024. BRASIL, 2015, Lei n. 13.146, de 6 de jul. de 2015. Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência_._ Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015- 2018/2015/lei/l13146.htm; ACESSO EM: 15 setembro de 2024. CANDAU, V. M. F. Formação Continuada de professores: tendências atuais. In: REALI, A.M.M.; MIZUKAMI, M.G.N. (Orgs.). Formação de professores: tendências atuais. São Carlos: EDUFSCar, 2007, p.139-182. DRAGO, R.; BRAVO, D. de O. M.; F. M. M.; GABRIEL, E. Educação especial e educação inclusiva: um debate histórico, político, conceitual e legal. In: araújo, m. P. M; drago, r. (org). Educação especial na perspectiva da educação inclusiva: um caminho em construção. Itapiranga: Schreiben, 2023. p. 16 - 31. Disponível em: https://www.editoraschreiben.com/_files/ugd/e7cd6e_43b2cd75024042bead576d512ac1e51f.pdf. Acesso em: agosto de 2024.
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