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Este trabalho analisa as oscilações mensais e anuais da evapotranspiração e evaporação no município de caruaru, pe, utilizando o método do balanço hídrico climatológico de thornthwaite e mather. Além disso, discute os fatores antrópicos e meteorológicos que podem influenciar essas oscilações.
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 07/10/2017
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Romildo Morant de Holanda^1 , Raimundo Mainar de Medeiros^2 , Emmanuelle Maria Gonçalves Lorena^3 , Marcelo Kozmhinsky^4 ,Vicente de Paulo Silva^5 , Alex Souza Moraes^6
(^1) Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, PE, Brasil, e-mail: [email protected]; 2 Dr.
em Meteorologia e Pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, e-mail: [email protected];^3 Mestranda em Engenharia Ambiental UFRPE-Universidade Federal Rural de Pernambuco, e-mail: [email protected]; 4 Mestrando em Engenharia Ambiental, UFRPE, e-mail: [email protected];^5 Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPR, e-mail: [email protected]; 6 Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, PE, Brasil, e-mail: [email protected]
RESUMO O objetivo deste trabalho foi analisar as oscilações médias mensais, anuais e flutuações da evapotranspiração e evaporação. Possivelmente fatores antrópicos, a falta de arborização nos leitos das lagoas, lagos, rios, córrego, riachos, açudes e lençóis de águas, a edificação vertical e compactação de solo urbano e rural mais sistemas meteorológicos transientes e fatores locais podem ter contribuído para períodos (meses, anos) com maiores variabilidades, entretanto sabe-se que dependendo da estação verão ou inverno a evapotranspiração e evaporação podem realmente variar, pois estão diretamente relacionadas com as épocas com maiores e menores precipitação, variabilidades na temperatura do ar, umidade do ar entre outras variáveis como radiação solar, cobertura de nuvens, velocidade do vento e pressão de saturação do vapor, que podem reduzir o processo evaporativo. Estudos futuros ainda mais específicos devem ser levados em consideração para visualizar melhor como os sistemas transientes e os efeitos locais afetam a evapotranspiração e evaporação.
PALAVRAS CHAVE: Balanço hídrico, Planejamento agropecuário e irrigação.
The objective of this work was to analyze the average monthly, annual fluctuations and evapotranspiration and evaporation fluctuations. Possibly anthropic factors, lack of afforestation in lagoon beds, lakes, rivers, streams, streams, water basins, vertical construction and compaction of urban and rural soil plus transient meteorological systems and local factors may have contributed to periods Months, years) with greater variability, however it is known that depending on the summer or winter season, evapotranspiration and evaporation may actually vary, since they are directly related to the seasons with higher and lower rainfall, variabilities in air temperature, air humidity between Other variables such as solar radiation, cloud cover, wind speed and vapor saturation pressure, which can reduce the evaporative process. Even more specific future studies should be taken into account to better visualize how transient systems and local effects affect evapotranspiration and evaporation.
Keywords : Water balance, Agricultural planning and irrigation.
Variáveis importantes que podem condicionar as safras agrícolas são aquelas obtidas por meio do Balanço hídrico climatológico (BHC), que tem fundamental importância em diversos
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estudos de uma região, ou seja, na determinação de locais favoráveis a determinado tipo de cultura, classificação climática, etc. Diversos autores como Pereira (2001) e Varejão-Silva (2005) definem balanço hídrico como sendo a contabilidade hídrica do solo, ou seja, o cômputo de todos os ganhos e perdas de água, juntamente com o seu armazenamento, que se verificam no solo ou bacia considerada. No balanço hídrico têm-se integrantes como: a precipitação e/ou irrigação, que são os grandes fornecedores de água no solo, o deflúvio superficial, à quantidade de água que ficou armazenada neste mesmo solo, a drenagem profunda, e por fim, a ação simultânea da evaporação e da transpiração das plantas que é denominada evapotranspiração, onde a equação composta por essas variáveis é considerada de modo que todos somados tenham valor zero, contribuindo para o raciocínio do balanço hídrico. A informação climática é importante atualmente nas atividades do homem, tanto para se precaver de fenômenos atmosféricos adversos, e para auxiliar e otimizar a produção agropecuária, hidrológica. A busca pela otimização da prática agrícola e dos controles hídricos é uma questão estrategicamente fundamental diante da necessidade de produzir alimentos e no armazenamento de água potável para uma população cada vez maior em conformidade com Brasil (2005). Costa et al. (2015) avaliaram a variação da evaporação no tanque classe “A” no município de Teresina-PI em três décadas e meia e realizaram comparação com as mudanças na urbanização ocorrida em tal período, encontrando alterações nos índices evaporativos em face da ocupação do Homem e suas respectivas modificações no espaço. Verificaram-se as oscilações de menores e maiores valores ocorridos, com destaque para as décadas 1976-1985 e 1986-1995 que apresentaram as menores variações. A década de 2006-2011 no mês de outubro apresentou a maior flutuação dos períodos estudados. As flutuações anuais oscilaram entre 1.852,7 a 2.409,4 mm. Os índices evaporativos tiveram maiores significâncias a partir da década de 1996, devido à verticalização urbana, alteração da área vegetal, compactação do solo com a pavimentação, aterramento de lagoas e eutrofização dos espelhos da água A evapotranspiração potencial (ETP) é o fenômeno associado à perda simultânea de água do solo pela evaporação e da planta pela transpiração. A estimativa da ETP mostra a máxima perda de água possível ocorrer em uma comunidade vegetada. Ela significa a demanda máxima de água pela cultura e vem a tornar-se o referencial de máxima reposição de água à cultura, seja pela irrigação ou pela precipitação de acordo com Barros et al., (2012). De acordo com Bezerra et al. (2012) a evapotranspiração das culturas é variável, fundamental no planejamento e execução de um manejo de irrigação. O método proposto pela FAO-56 (Allen et al., 1998) baseado no produto entre a evapotranspiração de referência e o coeficiente de cultura, característico de cada fase fenológica da cultura. Medeiros et al. (2014a) estudando o município de Campina Grande - PB observaram que a Evapotranspiração Potencial (ETP) obteve taxa anual de 1.076,8 mm, com variações de 105,4 mm no mês de dezembro a 71,3 mm no mês de agosto, demostrando que os índices pluviais são abaixo do registrados em Caruaru. Diante da necessidade atual visando subsídio à produção agropecuária, irrigação e armazenamento de água e dando informações seguras aos tomadores de decisões na escala municipal, regional e nacional quanto a ocorrências de eventos extremos dos elementos estudados, o objetivo deste trabalho foi analisar as oscilações médias mensais, anuais e mapear as flutuações da evapotranspiração e evaporação.
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Na figura 2 tem-se o comportamento da evapotranspiração e evaporação através do cálculo do balanço hídrico climatológico para o município de Caruaru – PE, referente ao período de 1962-
Destaca-se que a evapotranspiração é maior que a evaporação em praticamente todos os meses do ano, a exceção são junho e julho em que a mesma apresenta valores idênticos. A evapotranspiração oscila entre 68,3 mm no mês de julho a 115,6 mm em novembro, A evapotranspiração anual é 1.130,3 mm, o quadrimestre de maior poder evaporativo é de novembro a fevereiro e o quadrimestre de menor poder evapotranspirativo ocorre nos meses de junho a setembro. A evaporação flui entre 15,7 mm no mês de novembro a 80,1 mm no mês de maio com taxa anual é de 573,8 mm.
Figura 2. Comportamento da evapotranspiração e evaporação através do cálculo do balanço hídrico climatológico para o município de Caruaru – PE.
CONCLUSÕES
Possivelmente fatores antrópicos, a falta de arborização nos leitos das lagoas, lagos, rios, córrego, riachos, açudes e lençóis de águas, a edificação vertical e compactação de solo urbano e rural mais sistemas meteorológicos transientes e fatores locais podem ter contribuído para períodos (meses, anos) com maiores variabilidades, entretanto sabe-se que dependendo da estação verão ou inverno a ETP e EVR podem realmente variar, pois estão diretamente relacionadas com as épocas com maiores e menores precipitação, variabilidades na temperatura do ar, umidade do ar entre outras variáveis como radiação solar, cobertura de nuvens, velocidade do vento e pressão de saturação do vapor, que podem reduzir o processo evaporativo. Estudos futuros ainda mais específicos devem ser levados em consideração para visualizar melhor como os sistemas transientes e os efeitos locais afetam a ETP e EVR.
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