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OK-6-variabilidade pluviometric em caruaru, Notas de estudo de Engenharia Ambiental

Na região semiárida nordestina a precipitação é o elemento meteorológico que apresenta a maior variabilidade espacial e temporal em distribuição mensal e anual de um local para outro ou dentro da própria região. Objetiva-se a estudar a variabilidade pluviométrica do município de Caruaru compreendido entre os períodos secos e chuvosos, trimestre e o mês seco e chuvoso e sua contribuição ao armazenamento de água para a sobrevivência humana. Ocorrendo a Possibilidade de eventos extremos climáticos

Tipologia: Notas de estudo

2017

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VARIABILIDADE PLUVIOMÉTRICA EM CARUARU –
PERNAMBUCO, BRASIL
Temário: Recursos hídricos
Raimundo Mainar de Medeiros
Dr. em meteorologia e Pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE,
Brasil, e-mail:
Emmanuelle Maria Gonçalves Lorena
Mestranda em Engenharia Ambiental, UFRPE, PE, Brasil, e-mail:
Romildo Morant de Holanda
Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Brasil, e-mail:
Vicente de Paulo Silva
Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Brasil, e-mail:
RESUMO
Na região semiárida nordestina a precipitação é o elemento meteorológico que apresenta a
maior variabilidade espacial e temporal em distribuição mensal e anual de um local para
outro ou dentro da própria região. Objetiva-se a estudar a variabilidade pluviométrica do
município de Caruaru compreendido entre os períodos secos e chuvosos, trimestre e o mês
seco e chuvoso e sua contribuição ao armazenamento de água para a sobrevivência humana.
Ocorrendo a Possibilidade de eventos extremos climáticos devido à alta variabilidade
espaço-temporal da precipitação proporcionara eventos de secas como também de
precipitação intensa em curto intervalo de tempo. Nos meses de fevereiro a julho ocorrem
76% do total precipitado do ano. Os meses de maio, junho e julho tem seus percentuais
mensais de 14%, 16% e 14% representado o seu trimestre chuvoso. O trimestre seco que
corresponde aos meses de outubro, novembro e dezembro tem contribuição de 2%; 2% e
3% do valor anual do índice pluviométricos por isto considerou-se como o trimestre mais
seco. O mês considerado de baixos índices pluviométricos é outubro e tem 2% de seu valor
anual esperado. O mês de junho considerado o mês de altas incidências pluviométricas com
16% de ocorrências da cota anual. O mês de janeiro representa 6% do valor esperado anual,
os meses de agosto e setembro têm 4% e 7% do valor pluviométrico anual e são
considerados meses atípicos. Os fenômenos La Niña contribuem para aumentos nos índices
pluviométricos entre 20 e 30% ao passo que nos eventos El Niño suas reduções ultrapassam
os 40% dos meses chuvosos.
Palavras chaves: Semiárido, eventos extremos, seca, temporais, armazenamento de água.
ABSTRACT
In the semi-arid northeastern region rainfall is the weather element that has the highest
spatial and temporal variability in monthly and annual distribution from one location to
another or within the region. Aims to study the rainfall variability of Caruaru city between
the dry and rainy periods, quarter and the dry and rainy month and its contribution to water
storage for human survival. Occurring the possibility of extreme weather events due to the
high variability of rainfall space-time had given dry events as well as heavy rainfall in a
short period of time. In the months from February to July occur 76% of the total rainfall of
the year. The months of May, June and July have your monthly percentage of 14%, 16% and
14% represented its rainy quarter. Dry quarter corresponding to the months of October,
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VARIABILIDADE PLUVIOMÉTRICA EM CARUARU –

PERNAMBUCO, BRASIL

Temário: Recursos hídricos

Raimundo Mainar de Medeiros Dr. em meteorologia e Pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Brasil, e-mail: [email protected] Emmanuelle Maria Gonçalves Lorena Mestranda em Engenharia Ambiental, UFRPE, PE, Brasil, e-mail: [email protected] Romildo Morant de Holanda Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Brasil, e-mail: [email protected] Vicente de Paulo Silva Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Brasil, e-mail: [email protected]

RESUMO Na região semiárida nordestina a precipitação é o elemento meteorológico que apresenta a maior variabilidade espacial e temporal em distribuição mensal e anual de um local para outro ou dentro da própria região. Objetiva-se a estudar a variabilidade pluviométrica do município de Caruaru compreendido entre os períodos secos e chuvosos, trimestre e o mês seco e chuvoso e sua contribuição ao armazenamento de água para a sobrevivência humana. Ocorrendo a Possibilidade de eventos extremos climáticos devido à alta variabilidade espaço-temporal da precipitação proporcionara eventos de secas como também de precipitação intensa em curto intervalo de tempo. Nos meses de fevereiro a julho ocorrem 76% do total precipitado do ano. Os meses de maio, junho e julho tem seus percentuais mensais de 14%, 16% e 14% representado o seu trimestre chuvoso. O trimestre seco que corresponde aos meses de outubro, novembro e dezembro tem contribuição de 2%; 2% e 3% do valor anual do índice pluviométricos por isto considerou-se como o trimestre mais seco. O mês considerado de baixos índices pluviométricos é outubro e tem 2% de seu valor anual esperado. O mês de junho considerado o mês de altas incidências pluviométricas com 16% de ocorrências da cota anual. O mês de janeiro representa 6% do valor esperado anual, os meses de agosto e setembro têm 4% e 7% do valor pluviométrico anual e são considerados meses atípicos. Os fenômenos La Niña contribuem para aumentos nos índices pluviométricos entre 20 e 30% ao passo que nos eventos El Niño suas reduções ultrapassam os 40% dos meses chuvosos.

Palavras chaves: Semiárido, eventos extremos, seca, temporais, armazenamento de água.

ABSTRACT In the semi-arid northeastern region rainfall is the weather element that has the highest spatial and temporal variability in monthly and annual distribution from one location to another or within the region. Aims to study the rainfall variability of Caruaru city between the dry and rainy periods, quarter and the dry and rainy month and its contribution to water storage for human survival. Occurring the possibility of extreme weather events due to the high variability of rainfall space-time had given dry events as well as heavy rainfall in a short period of time. In the months from February to July occur 76% of the total rainfall of the year. The months of May, June and July have your monthly percentage of 14%, 16% and 14% represented its rainy quarter. Dry quarter corresponding to the months of October,

November and December is 2% contribution; 2% and 3% of the annual amount of rainfall index for this was considered as the driest quarter. The month considered low rainfall is October and has 2% of its expected annual value. The month of June considered the month of high rainfall incidents with 16% of the annual quota occurrences. The month of January is 6% of the expected annual value, the months of August and September have 4% and 7% of the annual rainfall amount and are considered atypical months. The La Niña phenomena contribute to increases in rainfall between 20 and 30% while the El Niño their reductions exceed 40% of the rainy months.

Keywords: Semi-arid, extreme events, drought, storms, water storage.

INTRODUÇÃO

Viana (2010) afirma que nos dias atuais é perceptível a importância das pesquisas que envolvem estudos de clima na investigação de conhecimento e consequente aplicação nas diversas atividades humanas, agricultura, represamento de água, agropecuário, economia, comércio, lazer, que dependem dos dados e informações cada vez mais concisos sobre chuvas, secas, temporais e eventos extremos com informações de médio e longo prazo acendidas de confiabilidade e consistência. Segundo Almeida (2001) a precipitação pluvial é o elemento meteorológico que apresenta a maior variabilidade espacial e temporal, tanto em quantidade quanto em distribuição mensal e anual, quando se compara o valor observado, ou mesmo esperado, de um local para outro ou dentro da própria região. Nascimento et al (2009) diz que individualizar as espécies climáticas de uma dada região ou estudos relacionados à complexidade ambiental podem requerer o uso de dados meteorológicos, os quais depende das séries espaço-temporal, os quais podem serem inviáveis, ao empregar estes dados sem consistência e homogeneização podendo obter-se resultados finais da pesquisa diferentes das condições locais. Medeiros et al (2016) as características fisiográficas das regiões semiáridas, dentre as quais se enquadra Cabaceiras no semiárido paraibano, caracterizam-se em aspectos geológicos pelo embasamento cristalino e as bacias sedimentares, com solos arenosos e rasos, o cristalino apresenta alta temperatura média anual e elevadas perdas de água no solo por evaporação e evapotranspiração; são recorrentes os cursos com nascentes intermitentes, com descarga apenas durante restritos períodos de chuva torrencial, soma-se a essas características um regime pluviométrico limitado entre os meses de fevereiro a julho com alta variabilidade interanual, causando as recorrentes secas sobre o município de Cabaceiras

  • PB. De acordo com Silva et al. (2015) na região semiárida nordestina, a escassez de água afeta diretamente a vida de milhões de pessoas que vivem nas áreas rurais da região e acabam tendo pouco acesso a água potável, recorrendo ao armazenamento de água das chuvas através de cisternas e outros tipos de armazenamento para atender a demanda de água no período de estiagem e/ou durante as secas. Lacerda et al. (2016) mostraram que para a região nordestes do Brasil, (NEB) e particularmente no estado de Pernambuco, estão vulneráveis aos processos de desertificação e, variabilidade de clima com eventos extremos como: secas severas, chuvas intensas e torrenciais em curtos intervalos de tempo Costa et al (2013) mostraram que a região semiárida nordestina com o passar dos anos, vem configurando-se como importante laboratório, possibilitando diversos estudos sobre a precipitação pluviométrica, tendo em vista a sua alta variabilidade espaço-temporal. Em conformidade com Costa, et al (2015) às inúmeras atividades humanas, através destas informações de precipitação pode-se realizar-se planejamento adequado.

Figura 1. Localização do município de Caruaru – PE. Fonte: adaptada pelo autor.

O município de Caruaru está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1. metros. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta. O município é cortado por rios perenes, porém de pequena vazão e o potencial de água subterrânea é baixo. A vegetação é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes. Tem a caatinga como vegetação dominante do município, com suas arvores típicas, como: juazeiro, baraúna, mulungú, algaroba e imburana, arbustos do tipo velameiro, marmeleiro e urtiga, broméliaceas do tipo como o caroá, macambira, gravatá e os cactáceas do tipo facheiro, xique-xique, mandacarú, coroa-de-frade e palmatória. Possui ainda, vegetação úmida e arborizada (floresta tropical) ao sul, pois faz divisa com o brejo pernambucano no extremo sul do município. O clima de Caruaru de acordo com a classificação de Köppen-Geiger é do tipo semiárido (BSh), possuindo verões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. A quadra chuvosa se inicia em fevereiro com chuvas de pré-estação (chuvas que ocorrem antes da quadra chuvosa) com seu término ocorrendo no final do mês de agosto e podendo se prolongar até a primeira quinzena de setembro. O trimestre chuvoso centra-se nos meses de maio, junho e julho e o seus meses mais seco ocorrem entre outubro e dezembro. Os fatores provocadores de chuvas no município são a contribuição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), formação dos vórtices ciclônicos de altos níveis (VCAS) quando seu centro posiciona-se sobre o oceano, influencia da contribuição dos ventos alísios de nordeste no transporte de vapor e umidade a quais condensam e forma nuvens provocando chuvas de moderadas a fortes, as formações das linhas de instabilidades, a orografia e suas contribuições locais formando nuvens e provocando chuvas de moderada a forte. Por se localizar nas terras da Borborema o solo tem nas Superfícies suaves onduladas a onduladas, ocorrem os Planossolos, medianamente profundos, fortemente drenados, ácidos a moderadamente ácidos e fertilidade natural média e ainda os Podzólicos, que são profundos, textura argilosa, e fertilidade natural média a alta. Nas elevações ocorrem os solos Litólicos, rasos, textura argilosa e fertilidade natural média. Nos Vales dos rios e riachos, ocorrem os planossolos, medianamente profundos, imperfeitamente drenados, textura média/argilosa, moderadamente ácidos, fertilidade natural alta e problemas de sais. Ocorrem ainda Afloramentos de rochas. Os dados pluviométricos foram adquiridos da Agencia Pernambucana de Água e Clima (APAC) compreendido entre os anos de 1913 a outubro de 2016. Os dados trabalhos correspondem aos anos de 2013 a 2015 dos quais se se utilizou de cálculos simplificados estatisticamente para definir, média, desvio padrão, coeficiente de variância, máximos e mínimos valores absolutos ocorridos, Utilizou-se da série para definir a quadra chuvosa e seca, o trimestre seco e chuvoso além do mês seco e chuvoso. A limitação dos recursos hídricos na atualidade é um importante condicionante ao desenvolvimento econômico e social, uma vez que, pode acarretar inúmeros desafios ao

planejamento e gerenciamento deste recurso em conformidade com Sousa et al. (2015). As falhas dentre a década de 90 pode ser explicada pela troca de responsabilidade na coleta dos registros pluviométricos da antiga SUDENE para a atual APAC, neste período de transição as estações passaram por manutenção e outras foram implantadas em algumas cidades dentre 1989 e 1992. Para tanto foram realizados preenchimentos de falhas, homogeneização e consistência nos referidos dados para pode-se trabalhar e fornecer informações confiáveis ao publico em geral.

RESULTADOS E DISCURSÕES

Figura 2 tem-se a distribuição média mensal e seu percentual dos índices pluviométricos do município de Caruaru – PE ocorrido entre o período de 1913 a 2015. Nos meses de fevereiro a julho ocorrem 76% do total precipitado do ano. Os meses de maio, junho e julho tem seus percentuais mensais de 14%, 16% e 14% representado o seu trimestre chuvoso. O trimestre seco que corresponde aos meses de outubro, novembro e dezembro tem contribuição de 2%; 2% e 3% do valor anual do índice pluviométricos por isto considerou-se como o trimestre mais seco. O mês considerado de baixos índices pluviométricos é outubro e tem 2% de seu valor anual esperado. O mês de junho considerado o mês de altas incidências pluviométricas com 16% de ocorrências da cota anual. O mês de janeiro representa 6% do valor esperado anual, os meses de agosto e setembro têm 4% e 7% do valor pluviométrico anual e são considerados meses atípicos.

Figura 2. Distribuição média mensal e seu percentual dos índices pluviométricos do município de Caruaru – PE ocorrido entre o período de 1913 a 2015.

O período chuvoso ocorre entre os meses de fevereiro a agosto onde se calculou sua respectiva média representativa para a figura 3. As irregularidades registradas na média do período chuvoso interanualmente com flutuações entre 180 a 1900 mm ano -1. As variabilidades anuais estão interligadas aos fenômenos de larga escala e aos fatores locais e regionais. O período seco que compreende os meses de setembro a janeiro e sua representatividade na figura 3 e da sua média que oscilações entre 0 a 360 mm, para tanto a gestão da escassez de água deve prever a aplicação de conhecimentos necessários sobre a dinâmica dos ecossistemas de zonas secas e das tecnologias apropriadas para captação, estocagem e conservação da quantidade e qualidade das águas precipitadas em anos de abundantes aportes pluviométricos, formando significativos estoques reguladores,

Figura 4. Variabilidade pluviométrica do trimestre chuvoso e seco entre os anos de 2013 a 2015 no município de Caruaru – PE.

A Figura 5 demostra a variabilidade pluviométrica do mês chuvoso (junho) e do mês

seco outubro entre os anos de 2013 a 2015 no município de Caruaru – PE. A variabilidade mensal flui entre 0,0 mm a 344,4 mm, com média de 92 mm para o mês chuvoso. No mês seco tem média de 12,1 mm e suas flutuações ocorrem entre 0 a 77,1 mm, estes registros com índices elevados ocorrem em dias isolados onde as formações de aglomerados convectivos forma-se e ocasiona chuvas isoladas e ocasionais.

Figura 5. Variabilidade pluviométrica do mês chuvoso e seco entre os anos de 2013 a 2015 no município de Caruaru – PE.

Figura 6. Distribuição da precipitação anual e da média histórica para o município de Caruaru – PE, no período de 1913 a 2015. A precipitação histórica anual é de 573,4 mm. As irregularidades registradas interanual decorrem das variabilidades dos sistemas sinóticos atuantes e dos efeitos locais. Nos anos de 1928, 1929, 1930, 1967, 1973, 1978, 1984, 1988, 1993, 1994, 1999, 2004, 2009, 2010 e 2011os índices pluviométricos foram influenciados pelas atividades da La Niña com intensidade moderada a forte onde seus índices fluíram acima dos 800 mm. Com as influencias do fenômeno de El Niño e suas flutuações de moderadas a forte onde se registrou índices pluviométricos abaixo dos 300 mm para os anos de 1914, 1923, 1933, 1939 1942, 1949, 1953, 2012. Destaca-se ainda que as irregularidades nos índices para o período de estudo apresenta oscilação variando entre 200 a 1900 mm. Marengo et al. (2011) demonstrou que as variabilidades pluviométricas que vem-se registrando-se no semiárido deixando mais árido e com o aumento da frequência de ocorrência das secas, a base de sustentação para as atividades humanas diminuirá, sendo provável que aumente o deslocamento da população para as grandes cidades ou para as áreas nas quais seja possível desenvolver a agricultura irrigada.

Figura 6. Distribuição da precipitação anual e da média histórica para o município de Caruaru – PE, no período de 1913 a 2015.

CONCLUSÕES

Possibilidade de eventos extremos climáticos devido à alta variabilidade espaço- temporal da precipitação proporcionara eventos de secas como também de precipitação intensa em curto intervalo de tempo. Nos meses de fevereiro a julho ocorrem 76% do total precipitado do ano. Os meses de maio, junho e julho tem seus percentuais mensais de 14%, 16% e 14% representado o seu trimestre chuvoso. O trimestre seco que corresponde aos meses de outubro, novembro e dezembro tem contribuição de 2%; 2% e 3% do valor anual do índice pluviométricos por isto considerou-se como o trimestre mais seco. O mês considerado de baixos índices pluviométricos é outubro e tem 2% de seu valor anual esperado. O mês de junho considerado o mês de altas incidências pluviométricas com 16% de ocorrências da cota anual. O mês de janeiro representa 6% do valor esperado anual, os meses de agosto e setembro têm 4% e 7% do valor pluviométrico anual e são considerados meses atípicos. Os fenômenos La Niña contribuem para aumentos nos índices pluviométricos entre 20 e 30% ao passo que nos eventos El Niño suas reduções ultrapassam os 40% dos meses chuvosos.

AGRADECIMENTOS

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela concessão de bolsa de Pós-doc pela pesquisa em desenvolvimento e ao departamento de Engenharia Ambiental.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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SILVA, H.P.; ANDRADE, S.M. Brasil um país de terras secas: problemática, dimensão e alternativas de tecnologias apropriadas para o semiárido. In: CIRELLI, A.F.; ABRAHAM, E. El agua en Iberoamérica: Aspectos de la problemática de las tierras secas. CYTED XVII. Aprovechamento y gestión de los recursos hídricos, 2003. p. 55-64.

SILVA, A.L. Avaliação da qualidade da água armazenada em cisternas localizadas em comunidades rurais na região semiárida. In: MESSIAS, A.S. Tratamento de água: Qualidade, economia e sustentabilidade. Recife: FASA, p. 44-54. 2015.

SOUSA, K.S.; DANTAS, I.A.M.; SÁ, G.B.; ANDRADE, A.B.A.; MARACAJÁ, P.B.

Levantamento da disponibilidade de dados hidrométricos na Paraíba – Brasil. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável. 10, 139-144. 2015.

SUDENE. Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - Dados pluviométricos mensais do Nordeste – Série pluviometria 5. Estado de Pernambuco. Recife, 239 p.,

VIANA, P.C. Estimativa e espacialização das temperaturas do ar mínimas, médias e máximas com base em um modelo digital de elevação para o Estado do Ceará. Trabalho de Conclusão de Curso – Curso de Graduação em Tecnologia em Irrigação e Drenagem, Instituto Federal de Educação e Ciência Tecnologia, Campus Iguatu - CE, 2010.