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folder biofertilizante, Notas de estudo de Agronomia

biofertilizante para plantas em geral

Tipologia: Notas de estudo

2019

Compartilhado em 28/08/2019

cassio-alexandre-bertoldo-11
cassio-alexandre-bertoldo-11 🇧🇷

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O que é um bioferlizante?
É o produto oriundo de um processo predominan-
temente fermentativo, aeróbico ou anaeróbico, de
diversos materiais orgânicos. O resultando é uma
matriz contendo macro e micronutrientes (Tabela 1),
metabólitos e alta carga de comunidades microbianas
(Tabela 2) que atuam na promoção do crescimento e na
saúde das plantas.
Os biofertilizantes enquadram-se como mais uma
importante ferramenta no manej o integrado de
sistemas produção.
A vantagem dos biofertilizantes em relação aos
fertilizantes orgânicos sólidos está na possibilidade de
sua aplic ação v ia equ ipamento de irrigaçã o ou
fertirrigão, economizando mão de obra.
Assim, os nutrientes e micro-organismos benéficos
são facilmente aplicados sobre o sistema radicular das
plantas cultivadas.
Formulação com insumos marinhos
A Estão Experimental de Itajaí- (Epagri/EEI) tem
desenvolvido trabalhos com o uso de biofertilizante
aeróbico formulado com farinha de peixe ou casca de
camarão. O objetivo é estimular, no processo de
fermentão, comunidades microbianas com atividade
quitinol ítica p ara o contro le de f itop atógenos
habi tantes do solo, com resultados promiss ores
(Tabela 2).
Para 100 litros de biofertilizante utiliza-se:
- 94 litros de água
- 1kg de farinha de peixe ou casca de camarão seca e
moída
- 1kg de matéria orgânica (composto ou esterco ou
serapilheira)
- 2kg de farelo de arroz
- 0,5kg de amido de milho
- 1kg de açúcar ou melado
- 0,5kg de amido de mandioca
Vantagens
As principais vantagens desta técnica são o custo e a
disponibilidade do produto. O custo é basicamente o
relaciona do ao prep aro do material pelo próp rio
agricultor. Para minimizar os possíveis problemas com
contaminantes, sugere-se o uso de matéria orgânica livre
de metais pesados e de agentes nocivos à saúde pública.
A elaborão correta de um biofertilizante prevê a
utilizão de matérias-primas balanceadas, o controle
das variáveis de fermentão (tempo, temperatura e
ox ig ena çã o) e o monit orame nt o da dinâ mi ca
populacional dos microrganismos no fermentado.
A vantagem do todo aeróbico de produção do
biofertilizante está no tempo de fermentão para ficar
pronto. Enquanto fermentados anaebicos oscilam
entre 60 e 90 dias, os fermentados aeróbicos estão
prontos entre 8 e 30 dias, facilitando a sua adoção nos
sistemas de produção.
Modo de preparo e frequência de
aerão
Este biofertilizante é fermentado aerobicamente.
Colocar os insumos e a água em um tanque para 200
litros de capacidade e bombear oxigênio, através de
compressores radiais ou com bombas hidráulicas e
sistemas de Venturi adaptados com conexões de PVC,
durante oito dias em intervalos de 15 minutos.
A utilizão do biofertilizante deve ser de, no ximo,
até o oitavo dia após o início do processo de fermentão.
Para a formulação sugerida o tempo de fermentão
su pe ri or a o ito di as promov e a lt era çõ es nas
comunidades microbianas e na qualidade final do
fermentado.
Modo de aplicão, concentrão e
frequência de aplicão
O modo de aplicão recomendado é via terrestre, no
sistema de gotejo ou de regas, diluído em um tanque
ligado ao sistema de irrigão.
Aconselha-se a diluição em água, na propoão
biofertilizante:água de 1:4 (20%) a 1:1 (50%), com
frequência de aplicão entre 7 a 15 dias. Concentrões
superiores a 60% podem provocar fitotoxidez às plantas
(Figura 3). Baixas concentrões, inferiores a 20%, podem
não produzir o efeito desejado.
No momento da diluição aconselha-se o uso de um
filtro feito com espuma, toalha grossa ou feltro para
ret enção do m aterial particulado, evit ando-se o
entupimento dos filtros do sistema de irrigão.
Resultados de pesquisa na EEI demonstraram que
biofertilizantes formulados com farinha de peixe e da
casca de camarão, produzidos aerobicamente e aplicados
semanalmente a 50%, reduziu a severidade (Figura 1) da
murcha-de-esclerócio causada pelo fungo Sclerotium
rolfsii (Figura 2) em cultivo de alface (Figuras 3).
Tabela 1. Composição química dos biofertilizantes*
Tabela 2. Comunidades microbianas presentes nos
biofertilizantes prontos em unidades formadoras de
colônias por mililitro de biofertilizante (UFC/mL).
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O que é um bioferlizante?

É o produto oriundo de um processo predominan- temente fermentativo, aeróbico ou anaeróbico, de diversos materiais orgânicos. O resultando é uma matriz contendo macro e micronutrientes (Tabela 1), metabólitos e alta carga de comunidades microbianas (Tabela 2) que atuam na promoção do crescimento e na saúde das plantas. Os biofertilizantes enquadram-se como mais uma importante ferramenta no manejo integrado de sistemas produção. A vantagem dos biofertilizantes em relação aos fertilizantes orgânicos sólidos está na possibilidade de sua aplicação via equipamento de irrigação ou fertirrigação, economizando mão de obra. Assim, os nutrientes e micro-organismos benéficos são facilmente aplicados sobre o sistema radicular das plantas cultivadas.

Formulação com insumos marinhos

A Estação Experimental de Itajaí- (Epagri/EEI) tem desenvolvido trabalhos com o uso de biofertilizante aeróbico formulado com farinha de peixe ou casca de camarão. O objetivo é estimular, no processo de fermentação, comunidades microbianas com atividade quitinolítica para o controle de fitopatógenos habitantes do solo, com resultados promissores (Tabela 2).

Para 100 litros de biofertilizante utiliza-se:

  • 94 litros de água
  • 1kg de farinha de peixe ou casca de camarão seca e moída
  • 1kg de matéria orgânica (composto ou esterco ou serapilheira)
  • 2kg de farelo de arroz
  • 0,5kg de amido de milho
  • 1kg de açúcar ou melado
  • 0,5kg de amido de mandioca

Vantagens

As principais vantagens desta técnica são o custo e a disponibilidade do produto. O custo é basicamente o relacionado ao preparo do material pelo próprio agricultor. Para minimizar os possíveis problemas com contaminantes, sugere-se o uso de matéria orgânica livre de metais pesados e de agentes nocivos à saúde pública. A elaboração correta de um biofertilizante prevê a utilização de matérias-primas balanceadas, o controle das variáveis de fermentação (tempo, temperatura e oxigenação) e o monitoramento da dinâmica populacional dos microrganismos no fermentado. A vantagem do método aeróbico de produção do biofertilizante está no tempo de fermentação para ficar pronto. Enquanto fermentados anaeróbicos oscilam

entre 60 e 90 dias, os fermentados aeróbicos estão prontos entre 8 e 30 dias, facilitando a sua adoção nos sistemas de produção.

Modo de preparo e frequência de

aeração

Este biofertilizante é fermentado aerobicamente. Colocar os insumos e a água em um tanque para 200 litros de capacidade e bombear oxigênio, através de compressores radiais ou com bombas hidráulicas e sistemas de Venturi adaptados com conexões de PVC, durante oito dias em intervalos de 15 minutos. A utilização do biofertilizante deve ser de, no máximo, até o oitavo dia após o início do processo de fermentação. Para a formulação sugerida o tempo de fermentação superior a oito dias promove alterações nas comunidades microbianas e na qualidade final do fermentado.

Modo de aplicação, concentração e

frequência de aplicação

O modo de aplicação recomendado é via terrestre, no sistema de gotejo ou de regas, diluído em um tanque ligado ao sistema de irrigação. Aconselha-se a diluição em água, na proporção biofertilizante:água de 1:4 (20%) a 1:1 (50%), com frequência de aplicação entre 7 a 15 dias. Concentrações superiores a 60% podem provocar fitotoxidez às plantas (Figura 3). Baixas concentrações, inferiores a 20%, podem não produzir o efeito desejado. No momento da diluição aconselha-se o uso de um filtro feito com espuma, toalha grossa ou feltro para retenção do material particulado, evitando-se o entupimento dos filtros do sistema de irrigação. Resultados de pesquisa na EEI demonstraram que biofertilizantes formulados com farinha de peixe e pó da casca de camarão, produzidos aerobicamente e aplicados semanalmente a 50%, reduziu a severidade (Figura 1) da murcha-de-esclerócio causada pelo fungo Sclerotium rolfsii (Figura 2) em cultivo de alface (Figuras 3).

Tabela 1. Composição química dos biofertilizantes*

Tabela 2. Comunidades microbianas presentes nos biofertilizantes prontos em unidades formadoras de colônias por mililitro de biofertilizante (UFC/mL).

Para mais esclarecimentos consulte o técnico da Epagri de seu município ou a equipe de pesquisa do Projeto Hortaliças

Alexandre Visconti, Eng.-agr., Dr. Rafael Ricardo Cantú, Eng.-agr., Dr. Rafael Gustavo Ferreira Morales, Eng.-agr., Dr. Euclides Schallenberger, Eng.-agr., Dr. Ildelbrando Nora, Eng.-agr., Dr.

Estação Experimental de Itajaí Rod. Antonio Heil, 6800, Bairro Itaipava, CP 277 CEP 88318-112, Itajaí, Santa Catarina Fone (47) 3398 6300 E-mail: [email protected]

Acesse nosso vídeo da Dica Epagri sobre o biofertilizante aeróbico no

Edição: Epagri/DEMC Tiragem: 1.000 exemplares Florianópolis, abril de 2019

Figura 1. Severidade da murcha-de-esclerócio, causada por S. rolfsii em diferentes concentrações de biofertilizante de farinha de peixe e casca de camarão incorporados ao solo de cultivo

Figura 2. Murcha- de-esclerócio em plantas de alface. Seta indica escleródios de S. rolfsii colonizando as raízes de alface

Figura 3. Aplicação de biofertilizante formulado com casca de camarão em cultivo de alface

www.epagri.sc.gov.br www.youtube.com/epagritv www.facebook.com/epagri

www.twitter.com/epagrioficial www.instagram.com/epagri http://publicacoes.epagri.sc.gov.br

Biofertilizante aeróbico:

estratégia para o fornecimento

de nutrientes e controle de

doenças em hortaliças