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biofertilizante para plantas em geral
Tipologia: Notas de estudo
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É o produto oriundo de um processo predominan- temente fermentativo, aeróbico ou anaeróbico, de diversos materiais orgânicos. O resultando é uma matriz contendo macro e micronutrientes (Tabela 1), metabólitos e alta carga de comunidades microbianas (Tabela 2) que atuam na promoção do crescimento e na saúde das plantas. Os biofertilizantes enquadram-se como mais uma importante ferramenta no manejo integrado de sistemas produção. A vantagem dos biofertilizantes em relação aos fertilizantes orgânicos sólidos está na possibilidade de sua aplicação via equipamento de irrigação ou fertirrigação, economizando mão de obra. Assim, os nutrientes e micro-organismos benéficos são facilmente aplicados sobre o sistema radicular das plantas cultivadas.
A Estação Experimental de Itajaí- (Epagri/EEI) tem desenvolvido trabalhos com o uso de biofertilizante aeróbico formulado com farinha de peixe ou casca de camarão. O objetivo é estimular, no processo de fermentação, comunidades microbianas com atividade quitinolítica para o controle de fitopatógenos habitantes do solo, com resultados promissores (Tabela 2).
Para 100 litros de biofertilizante utiliza-se:
As principais vantagens desta técnica são o custo e a disponibilidade do produto. O custo é basicamente o relacionado ao preparo do material pelo próprio agricultor. Para minimizar os possíveis problemas com contaminantes, sugere-se o uso de matéria orgânica livre de metais pesados e de agentes nocivos à saúde pública. A elaboração correta de um biofertilizante prevê a utilização de matérias-primas balanceadas, o controle das variáveis de fermentação (tempo, temperatura e oxigenação) e o monitoramento da dinâmica populacional dos microrganismos no fermentado. A vantagem do método aeróbico de produção do biofertilizante está no tempo de fermentação para ficar pronto. Enquanto fermentados anaeróbicos oscilam
entre 60 e 90 dias, os fermentados aeróbicos estão prontos entre 8 e 30 dias, facilitando a sua adoção nos sistemas de produção.
Este biofertilizante é fermentado aerobicamente. Colocar os insumos e a água em um tanque para 200 litros de capacidade e bombear oxigênio, através de compressores radiais ou com bombas hidráulicas e sistemas de Venturi adaptados com conexões de PVC, durante oito dias em intervalos de 15 minutos. A utilização do biofertilizante deve ser de, no máximo, até o oitavo dia após o início do processo de fermentação. Para a formulação sugerida o tempo de fermentação superior a oito dias promove alterações nas comunidades microbianas e na qualidade final do fermentado.
O modo de aplicação recomendado é via terrestre, no sistema de gotejo ou de regas, diluído em um tanque ligado ao sistema de irrigação. Aconselha-se a diluição em água, na proporção biofertilizante:água de 1:4 (20%) a 1:1 (50%), com frequência de aplicação entre 7 a 15 dias. Concentrações superiores a 60% podem provocar fitotoxidez às plantas (Figura 3). Baixas concentrações, inferiores a 20%, podem não produzir o efeito desejado. No momento da diluição aconselha-se o uso de um filtro feito com espuma, toalha grossa ou feltro para retenção do material particulado, evitando-se o entupimento dos filtros do sistema de irrigação. Resultados de pesquisa na EEI demonstraram que biofertilizantes formulados com farinha de peixe e pó da casca de camarão, produzidos aerobicamente e aplicados semanalmente a 50%, reduziu a severidade (Figura 1) da murcha-de-esclerócio causada pelo fungo Sclerotium rolfsii (Figura 2) em cultivo de alface (Figuras 3).
Tabela 1. Composição química dos biofertilizantes*
Tabela 2. Comunidades microbianas presentes nos biofertilizantes prontos em unidades formadoras de colônias por mililitro de biofertilizante (UFC/mL).
Para mais esclarecimentos consulte o técnico da Epagri de seu município ou a equipe de pesquisa do Projeto Hortaliças
Alexandre Visconti, Eng.-agr., Dr. Rafael Ricardo Cantú, Eng.-agr., Dr. Rafael Gustavo Ferreira Morales, Eng.-agr., Dr. Euclides Schallenberger, Eng.-agr., Dr. Ildelbrando Nora, Eng.-agr., Dr.
Estação Experimental de Itajaí Rod. Antonio Heil, 6800, Bairro Itaipava, CP 277 CEP 88318-112, Itajaí, Santa Catarina Fone (47) 3398 6300 E-mail: [email protected]
Acesse nosso vídeo da Dica Epagri sobre o biofertilizante aeróbico no
Edição: Epagri/DEMC Tiragem: 1.000 exemplares Florianópolis, abril de 2019
Figura 1. Severidade da murcha-de-esclerócio, causada por S. rolfsii em diferentes concentrações de biofertilizante de farinha de peixe e casca de camarão incorporados ao solo de cultivo
Figura 2. Murcha- de-esclerócio em plantas de alface. Seta indica escleródios de S. rolfsii colonizando as raízes de alface
Figura 3. Aplicação de biofertilizante formulado com casca de camarão em cultivo de alface
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