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formação da cidade setembro, Slides de Português (Gramática - Literatura)

MAteria de estudo formação da cidade setembro sme -sp

Tipologia: Slides

2023

Compartilhado em 14/10/2023

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EDUCAÇÃO INFANTIL
SETEMBRO
2023
TURMA:
A organização de contextos de
aprendizagem e desenvolvimento
para crianças de 4 e 5 anos na
cidade de São Paulo
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EDUCAÇÃO INFANTIL

SETEMBRO

TURMA:

A organização de contextos de

aprendizagem e desenvolvimento

para crianças de 4 e 5 anos na

cidade de São Paulo

Refletir sobre as múltiplas funções do registro, considerando a(o) professora (o) como autora(or) e narradora (or) de sua própria prática; Indicar algumas possibilidades de diálogo dos registros com a prática. potencializar o papel da fotografia como importante linguagem de registro

OBJETIVOS:

APRESENTAÇÃO

Chegamos ao sétimo mês da Formação da Cidade. No material passado, aprofundamos nosso olhar sobre a importância da intencionalidade docente no momento de planejar contextos e vivências que aproximam as crianças da cultura escrita, fomentam interesse na exploração de recursos materiais onde a cultura escrita é explorada em sua função social, reconhecendo o papel fundamental da(o) professora (or) como mediadora(or) entre as crianças e os textos. Neste mês, vamos refletir sobre as múltiplas funções do registro para compreender que, ao escrever, tomamos posse do vivido, entendendo que o registro é o produto final de um processo que inclui a observação, a escuta e a reflexão, os quais subsidiarão o planejamento de ações que contemplem as aprendizagens das crianças. As crianças renovam diariamente nosso olhar e nosso compromisso com o mundo, ao mesmo tempo em que renovam a nossa possibilidade de conhecer um mundo novo. É dessa forma que construímos e trocamos aprendizagens: crianças, professoras e professores, trocando olhares, podem construir mundos que talvez ainda não existam, mas que serão possíveis justamente porque enxergamos a potência das crianças. Como já ressaltado anteriormente, essa formação é comprometida com uma educação antirracista, não xenofóbica, equânime, inclusiva e integral para todos e todas e não tem o propósito de padronizar práticas ou oferecer respostas prontas; é um espaço para provocar questionamentos, pesquisas e possibilidades de transformação da prática, e é isto que continuaremos fazendo agora no mês de setembro. Nosso convite é olhar para as crianças como elas olham para o mundo, com encantamento e desejo de aprender mais. Bons olhares!

Como os registros escritos e fotográficos podem auxiliar no diálogo com a prática? Que perguntas podem ajudar a pensar sobre o vivido? Registrar o dia a dia na Educação Infantil é uma aprendizagem cotidiana e também um dos maiores desafios pedagógicos, pois é preciso registrar como se dão as interações, quais são as ações, as reações e as proposições. Estar disponível e interessado em conhecer as crianças por meio de um olhar atento, curioso e acolhedor. A observação é um dos instrumentos mais potentes para favorecer o planejamento da(o) professora (or), ela possibilita compreender como cada criança se comunica se expressa e aprende. O ato de olhar para o registro significa tomá-lo como um parceiro, instrumento do pensamento. No exemplo abaixo selecionamos alguns trechos dos registros da Professora Sandra Farina da EMEI Doutor José Augusto Cesar, que mostram seu olhar para os desejos das crianças em tentar escrever com ou sem ajuda da(o) professora(or). UM REGISTRO, MUITOS OLHARES Tenho observado o interesse de algumas crianças da turma em escrever ou participar de situações de registro que envolvem a escrita para nos comunicarmos ou constituirmos memórias de nossos projetos. Procuro envolvê-las de modo que percebam através do meu fazer ou os ajudando em atividades de escrita, que coloquem em jogo seus saberes, como por exemplo, uma das propostas que ocorre depois das assembleias, momento em que escrevemos juntos o convite para o dia da celebração do aniversário das crianças. (^) Registro Professora Sandra FarinaEMEI Doutor José Augusto Cesar "Olhar não é apenas dirigir os olhos para perceber o "real" fora de nós. É tantas vezes, sinônimo de cuidar, zelar, guardar ações que trazem o outro para a esfera dos cuidados do sujeito: olhar por uma criança, olhar por um trabalho, olhar por um projeto e não por acaso o italiano guardare e o francês regarder se traduzem precisamente por "olhar" (BOSI, 1988, p. 78).

E você, que perguntas têm feito na hora de observar seu grupo de crianças nos diferentes momentos do dia? Onde você tem colocado sua lanterna? O melhor registro é aquele que faz sentido para a (o) professora (or) e, ao mesmo tempo, apoia as crianças a avançarem em suas aprendizagens sobre si e sobre o mundo. Dessa maneira, o registro atua como possibilidade de reflexão e replanejamento. Ter um foco de observação auxilia muito a preparar o olhar antes das ações com as crianças, no entanto, é importante tomar cuidado para que esses focos não se transformem em tabelas classificatórias, mas que eles de fato auxiliem seu olhar. :ma excelente pergunta é: como a criança faz? como ela participa? como se comunica? como se expressa nos desenhos? Ter um foco de observação é fundamental para que o professor saiba o que observar e onde colocar atenção na hora, por exemplo, de fotografar. À medida que escrevermos juntos, as crianças se interessam ainda mais pela escrita e tenho experimentado com elas os seus diferentes usos. Uma coisa que tenho feito é a construção de um livro de vivências com as crianças. Toda vez que vamos ampliá-lo, divido as fotos com elas, retomamos, fazemos uma síntese do vivido e imprimo as fotos, colamos e elas ilustram. EMEI Doutor José Augusto Cesar Registro professora Sandra Farina Escrita espontânea EMEI Professora Cristiane Crude

PARA SABER MAIS: É preciso ensinar o olhar, ter uma intenção ao realizar um registro fotográfico, pois não é possível fotografar todas as experiências das crianças. Cabe à(ao) professora(or) observar os momentos e escolher aquele que considera ter um sentido para o percurso vivido pelas crianças, sendo revelador de suas vivências e aprendizagens - ter foco. A partir disso, a(o) professora(or) irá elaborar um planejamento colaborativo que seja significativo para as crianças, trazendo-as como participantes deste processo Registrar as experiências das crianças por meio da fotografia é tão importante quanto escrever sobre elas no dia do planejamento. As imagens são carregadas de informações, detalhes, que não aparecem aos olhos de quem apenas as visualiza. Garantir que as crianças também façam seus próprios registros pela linguagem fotográfica pode ser um importante exercício, especialmente para narrar o processo por meio de diferentes olhares, o da professora(or) e o das crianças. As fotografias, quando acompanhadas de uma pauta de registro, trazem dimensões do ocorrido que ampliam e se somam à escrita. É outra forma de memória, que precisa de intencionalidade e planejamento por parte de quem a utiliza. Aprecie essa imagem do documentário "Territórios do brincar", produzido pelos documentaristas Renata Meireles e David Reeks, e observe quais são as informações, ações das crianças, olhares, expressões, e como é possível até imaginar os sentimentos envolvidos nesta brincadeira. As fotografias guardam dados que são preciosos. Seria muito difícil lembrar-se de tudo o que aconteceu nos momentos de brincadeiras e experiências das crianças, uma vez que acontecem situações com muitos detalhes que passam despercebidos ou acabam sendo esquecidos, difíceis de serem registrados por meio da escrita no momento em que ocorre. fonte; https://mostra.gife.org.br/project/territorios-do-brincar O professor André Carrieri traz um delicado olhar sobre os registros fotográficos no vídeo: "Ateliê de fotografia; um olhar sensível para a infância ". Não há necessidade de registrar tudo o que acontece no entorno das vivências; é preciso fazer o recorte e selecionar, de todo o vivido, aquilo que produziu algum sentido, “o que se vê não é o dado real, mas aquilo que se consegue captar e interpretar acerca do visto, o que nos é significativo" (PILLAR, 2009, p. 13).

O que costumam fazer? Como fazem? O que falam? Como participam? Escutar as crianças não significa fazer todas as suas vontades, mas reconhecer que elas tem saberes, sentimentos e acima de tudo algo a dizer. Escutar as crianças é considerar, observar e validar o que as crianças pensam e sabem sobre o mundo, de modo que favoreça sua autonomia. Escutar as crianças é reconhecer seu protagonismo e como pessoa de direitos. Neste sentido, essa escuta ocorre não só verbalmente, mas também as observando nas interações e ações, elaborando boas perguntas, que demonstram de fato interesse pelas ações das crianças. Contudo escutar as crianças é um importante exercício de silenciamento, com o intuito não de constatar e de verificar, mas, acima de tudo, de desdobrar outras possibilidades. ESCUTA - O LUGAR DE MUITOS DIÁLOGOS PARA SABER MAIS: Quem teria inventado o nosso ponto de interrogação? Ele já tem a forma de uma orelha que escuta? Mário Quintana A pesquisadora Bruna Ribeiro em seu livro Pedagogia, no texto "Saberes necessários à uma pedagogia que escuta: papel do adulto", traz 10 importantes princípios sobre a escuta do professor “(…) escutamos os bebês e as crianças quando os observamos, quando registramos o que vamos aprendendo com eles e sobre eles, isto é, escutamos os bebês e as crianças quando buscamos entender as suas particularidades, conversando com eles e com suas famílias/ responsáveis. Escutamos os pequenos quando consideramos as suas iniciativas, quando os acolhemos e respeitamos os seus sentimentos (os bebês e as crianças que chegam tristes, os que chegam chorando e também os que chegam alegres, curiosos, os mais calados e os “perguntadeiros”). Também “damos colo” para quem precisa e espaço para crescer para quem chega sem nenhuma aparente demanda. A escuta também se concretiza quando chamamos bebês e crianças a participar de seus cuidados e da vida diária na UE. A escuta acontece sempre que as(os) professoras(es) fazem boas perguntas para os bebês e as crianças e esperam alguma manifestação deles.” (São Paulo, 2019, p.74)

A live deste mês tem como tema: "Observação escuta e registro a descolonização do olhar e as práticas do registro". Apesar da live não compor a carga horária das unidades parceiras, todas as professoras estão convidadas a assistirem, sem a necessidade de registrar presença. LIVE 28/09/2023 - 20h " Observação, escuta e registro: a descolonização do olhar e as práticas do registro" Esperamos que tenha sido um ciclo proveitoso para o estudo e reflexão crítica. Que o percurso tenha contribuído no seu olhar para a importante atividade que você, professora/or, desempenha com bebês e crianças pequenas na cidade de São Paulo. Boas leituras e bons registros Como dito no último material, a partir do mês de julho, as reflexões da atividade síntese deverão ser realizadas diretamente no SGA - Sistema de Gestão de Aprendizagem - no campo específico Pergunta. Lembre-se, a atividade síntese avaliará o percurso formativo da/o cursista e é obrigatória. Não deixe de acessar e responder a atividade até o último dia deste mês. o que as crianças fazem? o que escolheram e como utilizaram os materiais? quais os movimentos observados? descreva todas as suas ações. Neste material tratamos de aspectos fundamentais da prática pedagógica do professor: observação e escuta; reflexão sobre a prática; participação das crianças na constituição de registros; fotografia. Também pontuamos que, a observação e escuta das crianças em suas vivências organizadas em registros apoiam e direcionam a ação da(o) professora(r) por meio de seu planejamento – lembrando também a importância de considerar a participação das crianças no cotidiano, de modo que possam revisitar e se apropriar de suas experiências. Destacamos, ainda, o uso da linguagem fotográfica por todos os autores dessa cena: professores e crianças. Neste mês, você é convidada(o) a planejar uma brincadeira/ cenário de faz de conta com as crianças, em seguida escolha duas crianças para observar. Preste atenção: O que você descobriu ou reafirmou da sua escuta depois dessa observação? Registre sua resposta no SGA.