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formação da cidade sp, Slides de Português (Gramática - Literatura)

Materia de estudo formação da cidade de sp sme

Tipologia: Slides

2023

Compartilhado em 14/10/2023

profa-karen-leticia
profa-karen-leticia 🇧🇷

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EDUCAÇÃO INFANTIL
AGOSTO
2023
TURMA:
A organização de contextos de
aprendizagem e desenvolvimento
para crianças de 4 e 5 anos na
cidade de São Paulo
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EDUCAÇÃO INFANTIL

AGOSTO

TURMA:

A organização de contextos de

aprendizagem e desenvolvimento

para crianças de 4 e 5 anos na

cidade de São Paulo

Entender os processos de aquisição das linguagens oral e escrita na primeira infância de modo a potencializar a experiência das crianças com elementos da cultura escrita; Identificar possibilidades de trabalho com a cultura escrita na Educação Infantil; Reconhecer o papel da(o) professora(or) como mediadora(or) entre as crianças e os textos literários valorizando a experiência estética; Apoiar o planejamento de contextos de experiências relacionados a situações do cotidiano das unidades, nos quais a cultura escrita se faz necessária.

OBJETIVOS:

APRESENTAÇÃO

Chegamos ao sexto mês da Formação da Cidade. No material passado, aprofundamos nossa discussão sobre contextos de aprendizagens trazendo como foco as salas de referência e a importância deste espaço ser propiciador de descobertas e pesquisas das crianças, bem como local em que as suas marcas têm lugar de destaque. Neste mês, vamos nos dedicar em ressignificar nosso olhar para as experiências da cultura escrita; analisar a leitura literária como potencializadora das investigações sobre cultura escrita e reconhecer o papel fundamental da(o) professora(or) como mediadora(or) entre as crianças e os textos. Analisaremos a importância da intencionalidade docente no momento de planejar contextos e vivências que aproximam as crianças da cultura escrita, fomentam interesse na exploração de recursos materiais onde a cultura escrita é explorada em sua função social. Como já ressaltado anteriormente, essa formação é comprometida com uma educação antirracista, não xenofóbica, equânime, inclusiva e integral para todos e todas e não tem o propósito de padronizar práticas ou oferecer respostas prontas, mas é um espaço para provocar questionamentos, dúvidas, pesquisas e possibilidades de mudanças de práticas, e é isto que continuaremos fazendo agora em agosto. Fica aqui aberto o convite para que esse estudo reverbere na sua prática junto às crianças. Boas leituras!

As crianças estão em contato com ambientes letrados desde muito cedo, são os folhetos do supermercado, o letreiro do ônibus, as placas, os anúncios, os livros, etc. São encontros que independem da escola, mas que podem ser potencializados por ela. A unidade educacional é um lugar potente para ampliação da cultura escrita na vida das crianças, onde a parceria da(o) professora(or), que entende o papel desta linguagem no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças, é também a garantia de um direito de acesso aos conhecimentos adquiridos pela humanidade. "Até agora, a escrita ocupou um lugar muito estreito na prática escolar, em relação ao papel fundamental que ela desempenha no desenvolvimento cultural da criança. Ensinam-se as crianças a desenhar letras e construir palavras com elas, mas não se ensina a linguagem escrita. Enfatiza-se de tal modo a mecânica de ler o que está escrito, que se acaba obscurecendo a linguagem escrita como tal." (VYGOTSKY, 2002, p.139). Embora ainda não saibam ler convencionalmente, quando convivem e podem pensar a partir de boas experiências em um ambiente letrado, as crianças compreendem a função da escrita como comunicação e acionam gradativamente mecanismos para entender cotidianamente como esse sistema se organiza. CULTURA ESCRITA - UM DIREITO DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL Vamos começar nosso dialogo com a charge da querida Mafalda. Nela, Quino nos convida a refletir o quanto as crianças já pensam sobre a escrita e a leitura mesmo antes de saber ler convencionalmente.

PARA SABER MAIS:

Leia o artigo " Brincadeira: um território para a oralidade e a escrita" do Blog Tempo de Creche QUESTÕES REFLEXIVAS Como as crianças de seu grupo tem participado de práticas de leitura e escrita no dia a dia? A pesquisadora Suely Amaral Melo traz importantes contribuições sobre o lugar da Cultura Escrita no cotidiano da Educação Infantil. Assista ao vídeo e reflita sobre as seguintes questões: Quais possibilidades as crianças tem de saber sobre si mesmos, suas heranças culturais e sobre o sistema da escrita no cotidiano de seu grupo? Quais são as leituras que você faz enquanto professora(or) para apoiar seu trabalho na construção e fortalecimento da cultura escrita? É nosso papel ajudar as crianças neste processo para que possam pensar sobre sua própria língua. Todavia, isto não significa acelerar a escolarização , mas permitir que reconheçam nas unidades educacionais esse espaço para refletir sobre ela, explorar, expressar suas ideias e de participar destes momentos de maneira significativa. ESPAÇO DE LEITURA LITERÁRIA A leitura realizada pela(o) professora(or) é uma poderosa ação para a formação de leitoras(es) competentes e para a aprendizagem da linguagem escrita. Por meio da leitura literária, também temos a oportunidade de trazer narrativas de outros povos e outros continentes, para além dos clássicos europeus.

Para se aproximar da cultura escrita, além de terem acesso a diversidade de materiais e situações, as crianças precisam de tempo suficiente para retomar uma atividade iniciada em outros momentos e experimentar novos jeitos. Poder vivenciar situações em que a escrita se faz necessária é algo muito interessante para as crianças. Embora não saibam escrever convencionalmente, podem participar de momentos em que a(o) professora(or) é a(o) escriba, oportuniza condições para que produzam seus textos oralmente e alguém mais experiente na língua os registre, ajudando as crianças nesta aventura que é se comunicar pelas palavras e seus diferentes usos. As professoras da EMEI Parque Figueira Grande propõem diferentes situações nas quais as crianças, intencionalmente, fazem uso da escrita, ajudando as a entender como a escrita funciona e em quais momentos podemos usá-la. Nas imagens abaixo, as crianças escolhem qual a leitura que vão participar, no momento de leitura simultânea, escrevendo o próprio nome em uma lista fixada abaixo da imagem da capa do livro. CONTEXTOS PARA SE APROXIMAR E PENSAR EMEI PARQUE FIGUEIRA GRANDE

PARA SABER MAIS:

Que tal pensar na seleção de livros para sua sala, conferindo a lista de livros enviados em 2023 para o acervo das Unidades Educacionais. Uma atenção essencial é aos livros que se propõem a levantar questões de raça e gênero em narrativas literárias. Há uma produção recente muito vasta, mas temos que nos atentar ao fato de que nem todos os livros são bons simplesmente por trazerem essa pauta, é preciso atenção se há reforço de estereótipos e se narrativa realmente traz emoção, surpresa e se provoca reflexões.

UM OLHAR PARA O COTIDIANO: A ESCRITA DO NOME "A discussão sobre o lugar da leitura e da escrita na EI é tema de grandes debates e muitas vezes de posicionamentos opostos. A tarefa da EI é provocar as crianças pequenas a conhecer o mundo da cultura escrita e especialmente, ter a experiência com a leitura por meio do contínuo acesso às histórias, poesias, dramaturgia, entre outros gêneros literários. A construção social da função da escrita será propiciada pela observação e participação em situações cotidianas em que a leitura e a escrita são realizadas com sentido, como uma prática social que tem função como apoio à memória, comunicação de informações, organização de vida, expressão de sentimentos e sensações, entre outros." São Paulo, 2019, p. Escrever e ler o próprio nome é motivo de muito orgulho por parte das crianças; nosso nome compõe nossa história muito antes de nascermos e além de ser repleto de significados e nossa primeira marca, é um importante território para as crianças se aproximarem da cultura escrita; não a toa as crianças se sentem muito orgulhosas quando já conseguem reconhecer as letras do próprio nome e escreve- lo quando isto se faz necessário. Professora: Maria Gilvaneide Dias Goularte EMEI PEDRO ÁLVARES CABRAL MORAES Que tal também ler uma história do lado de fora, como é comum acontecer na EMEI Pérola Byington?

A live deste mês tem como tema: "Leitura de fruição, linguagem escrita e os objetivos de aprendizagem". Apesar da live não compor a carga horária das unidades parceiras, todas as professoras estão convidadas a assistirem, sem a necessidade de registrar presença. LIVE 31/08/2023 - 20h "Leitura de fruição, linguagem escrita e os objetivos de aprendizagem" Esperamos que tenha sido um ciclo proveitoso para o estudo e reflexão crítica. Que o percurso tenha contribuído no seu olhar para a importante atividade que você, professora/or, desempenha com bebês e crianças pequenas na cidade de São Paulo. Boas leituras e escritas! Como dito no último material, a partir do mês de julho, as reflexões da atividade síntese deverão ser realizadas diretamente no SGA - Sistema de Gestão de Aprendizagem - no campo específico Pergunta. Lembre-se, a atividade síntese avaliará o percurso formativo da/o cursista e é obrigatória. Não deixe de acessar e responder a atividade até o último dia deste mês. Neste mês, você é convida(o) a escrever sobre esse processo tão particular e tão importante que são as experiências com cultura escrita vivenciada pela crianças. Na próxima semana, escolha um momento com as crianças para fazer uma lista com os livros que já foram lidos por vocês. Essa lista pode ser exposta dentro ou fora da sala referência. Você deve ser a escriba e depois registrar na plataforma como foi essa experiência. Como as crianças colaboraram para a confecção da lista de livros da turma? Quais foram as leituras preferidas? Quais são os livros que as crianças demostram interesse em conhecer? Registre sua resposta no SGA.