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Procedimento Executivo e Sistema Para Acompanhamento e Controle de Colocação de Forro em Gesso
Tipologia: Notas de estudo
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2009
O objetivo deste procedimento é padronizar e fornecer diretrizes para a execução de serviço de colocação de forro em gesso – em placa convencional e acartonado - áreas internas.
Para a execução do forro em gesso é preciso:
▲ Projeto e Arquitetura ▲ Projeto de Instalações Hidráulicas
▲ Projeto de Instalações Elétricas ▲ Projeto De Ar-Condicionado
▲ NR – 18 Condições e meio ambiente do trabalho na industria da construção (norma regulamentadora do Ministério do Trabalho).
▲ Placas de gesso para forro, estruturado com arame de aço galvanizado ou cobre
▲ Gesso lento em pó ▲ (^) Arame galvanizado nº
▲ Estopa de sisal
▲ Lata de 18 litros ou masseira ▲ Régua de alumínio de 1 x 2
▲ Desempenadeira de aço ▲ (^) Serrote
▲ Sistema de fixação a pino (finca-pino)
▲ Martelo
▲ Pregos de aço 15 x 15 ou 16 x 18
▲ Espátula ▲ Cavalete
▲ Mangueira de nível ▲ Linha de algodão e pó xadrez ou aparelho próprio para marcação com linha
▲ Água
▲ Sarrafo de madeira de 1 x 1 para travamento do forro e regulagem do nível do arame
▲ Vassoura de piaçaba ▲ EPI’s
FORRO EM PLACA CONVENCIONAL:
Mais utilizado em ambientes de dimensões menores, onde a menor risco de dilatação, consiste em um forro feito com placas de gesso de 0,60 x 0,60cm encaixadas uma a uma por sistema de macho e de fêmea com fixação de tiro e arame galvanizado (no caso de área com laje, caso contrário há necessidade de estrutura auxiliar).
O forro em gesso acartonado é hoje em dia o mais utilizado. Apesar de um custo mais alto que o anterior as vantagens que proporciona compensam, como por exemplo evita os problemas de trinca e amarelamento muito comum no gesso convencional. Pode ser aplicado em qualquer área independente da dimensão.
O forro em gesso acartonado pode ser ainda de dois tipos:
1. Aramado (FGA):
Os andaimes devem estar montados, abaixo, da totalidade do ambiente ou da faixa a ser executado.
As bancadas de pias e os pisos não devem estar instalados ou acabados, caso isto ocorra, deve-se providenciar uma proteção para que não sejam danificados durante a execução do forro de gesso. O mesmo se aplica para os metais sanitários.
O estoque deve ser feito em uma área fechada e apropriado para evitar ação da água, extravio ou roubo, e de preferência próxima ao transporte vertical ou ao local de uso. As placas devem ser armazenadas justapostas, na posição vertical e com encaixe tipo fêmea voltado para baixo. As fiadas devem ser apoiadas sobre dois pontaletes, evitando-se o contato com o solo e nunca se sobrepondo duas fiadas.
Recomenda-se que a data de entrega e o local de estocagem sejam definidos com antecedência, de forma a evitar a pré-esticagem em locais inadequados, interferência com outros serviços da obra ou a necessidade de transporte horizontal interno.
▲ Montar os andaimes dos ambientes, utilizando cavaletes.
▲ Definir e marcar nas paredes o nível de assentamento do forro, com o uso de mangueira de nível ou nível a laser.
▲ Definir os locais para sustentação do forro e cravar os pinos com uso de pistola finca-pino. ▲ Fazer a amarração do arame de cobre no pino da laje e no grampo de alumínio da placa. ▲ Os arames devem ser fixados sempre a prumo, quando não for possível, utilizar mais um tirante na diagonal oposta, de modo a não criar esforços horizontais nas placas.
Figura 01: Execução da colocação do forro.
Pendurar as placas com o uso do arame galvanizado (02 pendurais por placa, exceto a primeira fiada de placas que terão 04 pendurais cada placa) e assentá-las no nível definido, observando o perfeito encaixe entre as placas e nivelamento do conjunto com o uso de régua de alumínio ou linha de nylon. Cuidar para que os pendurais em arame galvanizado fiquem aprumados a fim de se evitar a transmissão de esforços horizontais para o forro.
Nos encontros entre o forro e as paredes e na face superior das juntas entre as placas, deverá ser executado um chumbamento com uso de pasta formada por gesso em pó e água, estruturada por fibra de coco.
Figura 03: Forro fixado na parede.
Em forros extensos, maiores que 15,00 m 2 , além da fixação com arames devem também ser fixados com sarrafos de madeira de 1” x 1” revestidos e chumbados com estopa de sisal embebida em gesso, aproximadamente a cada 1, m. Tais forros também devem ser revestidos com uma camada de 3,00 mm de gesso liso, aplicado com desempenadeira de aço e sarrafeado através de régua de alumínio de 2,00 m.
As peças ou placas de gesso somente devem ser cortadas por meio de serrote e junto às bordas dos ambientes, as placas devem ser apoiadas am pregos de aço fixados na parede. Esta junta deve ser reforçada com estopa de sisal embebida em gesso. Em ambientes revestidos de azulejos, devem se tomar cuidados adicionais para não lascar as peças cerâmicas ao fixar os pregos de aço.
A fixação dos pontos de luz deve ser puxada e posicionada nos locais corretos do ambiente conforme o projeto de instalações elétricas.
E as juntas de dilatação devem ser previstas nos seguintes casos:
▲ Ambientes dos dois últimos andares, a menos de banheiro; ▲ Áreas maiores que 10 m2;
▲ Hall dos andares;
▲ Ambientes térreos.
Emassar as juntas entre as placas, com uso de pasta formada por gesso em pó e água. Deverá ser observada a especificação quanto ao tipo de junta desejada (aberta ou fechada).
O gesseiro deverá limpar os ambientes depois de terminados os serviços, incluindo o rejunte dos azulejos caso exista.
Os recortes para instalações de luminárias não devem ser feitos pelo gesseiro.
3. Verificações visuais
As placas não devem apresentar trincas, rachaduras, encaixes danificados e defeitos visuais sistemáticos que prejudiquem o aspecto final do forro.
Figura 04: Verificação visual.
[1] A técnica de Edificar, Walid Yazigi, Editora: Pini: SindusCon – SP, 1998. [2] Qualidade na aquisição de materiais e execução de obras; Roberto de Souza, Geraldo Mekbekian; Editora: Pini: SindusCon – SP, 1996.