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Procedimento Executivo e Sistema Para Acompanhamento e Controle
Tipologia: Notas de estudo
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BELÉM
2009
Em alguns livros e enciclopédias temos citações que os chineses, em meados do ano mil, já dominavam as técnicas de fabricação das tintas. A primeira receita conhecida dos chineses era constituída de negro de fumo, misturado com cola e água ou óleo de linhaça. Com o passar dos tempos, substâncias vegetais foram acrescentadas a minerais, sementes, entre outros. Foi com a descoberta dos pigmentos derivados do alcatrão de hulha que a revolução das cores tornou-se possível. A seguir, o óleo de linhaça perdeu espaço para óleos sintéticos. Com isso, a secagem da tinta foi facilitada e, anos mais tarde, o uso de resinas foi tornando a fórmula mais estável.
Hoje, as indústrias produzem tintas que secam com maior velocidade, por evaporação e até por ação infravermelha e ultravioleta. Uma tinta é constituída basicamente pelo pigmento, que destaca o poder, tonalidade e intensidade do corante, ou seja, a tinta é composta por pigmentos, ligantes, líquidos e aditivos. Os ligantes dão liga aos pigmentos e fornecem a adesão ao filme da tinta. Os líquidos, também chamados de veículo, são responsáveis pela consistência desejada.
Os aditivos um deles, os espessantes, trabalham a viscosidade na tinta e a espessura que o filme da tinta vai ter, depois de seca. Os aditivos colhidos da natureza têm maior sensibilidade e por isso deterioram mais facilmente.
Os aditivos surfactantes são estabilizantes, impedem que seus componentes se separem ou que o produto fique impróprio para o uso de tão espesso, são condutores da cor porque tornam os corantes compatíveis com o produto, de forma que a cor criada seja a mesma na tinta envazada.
Outras espécies de aditivos usados nos produtos à base de água são os conservantes bactericidas que impedem a formação de bactérias sobre a pintura e os conservantes fungicidas que retardam o aparecimento de fungos e algas na superfície com tinta seca. (nos produtos para exterior e para regiões e ambientes úmidos), como banheiros e cozinhas. As temidas bolhas na pintura são combatidas com os anti-espumantes, que estouram as bolhas formadas quando a tinta é misturada na fábrica, no agitador ou quando é aplicada na parede com rolos.
Além de água, as tintas recebem líquidos chamados coalescentes, que ajudam o ligante a formar um bom filme quando aplicado até a temperatura mínima recomendada. Há também os co- solventes, que garantem que a tinta líquida não perca qualidade quando congelada, facilitam a pintura com pincel, ao garantir o que os técnicos chamam de TEMPO ABERTO, o tempo em que a tinta pode ser aplicada e trabalhada, antes que comece a secar.
O objetivo principal do trabalho é a elaborar o procedimento para execução do serviço de pintura, base PVA, em áreas internas não molháveis. Apresenta-se ainda breve revisão bibliográfica a cerca da pintura na construção civil.
Tomando-se uma definição geral, tinta é uma mistura homogênea de solventes, aditivos, resinas e pigmentos que tem por finalidade revestir uma superfície de modo a protegê-la contra a ação de intempéries de todos os gêneros, bem como funcionar como elemento de decoração.
Outra definição mais completa é a de que tinta é uma mistura estável entre pigmentos e cargas dispersos numa resina líquida que, ao ser estendida numa fina película, forma um filme aderente ao substrato com a finalidade de cobrir, proteger e embelezar.
Neste contexto, entende-se como tinta uma composição química líquida pigmentada ou não que, ao ser aplicada em um substrato, se converte em filme sólido por mecanismos característicos de cada tipo de tinta.
Sendo assim, suas funções consistem em: criar uma película protetora de superfícies, sinalizar, distribuir iluminação e ornamentar ambientes, isto é, as tintas possuem quatro funções básicas: higiene, iluminação, proteção e segurança. A Figura 1 representa sintetiza as funções de uma tinta.
Figura 1: Funções das tintas.
Normalmente as tintas de revestimento são classificadas como:
Pigmento: Material sólido finamente dividido, insolúvel no meio. Utilizado para conferir cor, opacidade, certas características de resistência e outros efeitos. São divididos em pigmentos coloridos (conferem cor), não-coloridos e anti-corrosivos (conferem proteção aos metais). podem ser inorgânicos( naturais, sintéticos e metalicos) e orgânicos (sinteticos).
Aditivo: Ingrediente que, adicionado às tintas, proporciona características especiais às mesmas ou melhorias nas suas propriedades. Utilizado para auxiliar nas diversas fases da fabricação e conferir características necessárias à aplicação, como, os aditivos secantes, anti-sedimentares, anti-espumantes, anti-peles, molhantes, plastificantes e dispersantes.
Solventes: Líquido volátil, geralmente de baixo ponto de ebulição, utilizado nas tintas e correlatos para dissolver a resina são classificados em, solventes aditivos ou verdadeiros latentes e inativos como: água, aguarrás, xilol, tuluol, àcoois,acetona,butil e celosolve.
Dentre as tintas imobiliárias disponíveis no mercado além da tinta PVA ou LÀTEX, que é tema de nosso trabalho as seguintes tintas:
Acrílicas, esmaltes sintéticos, vernizes e texturas.
As tintas PVA látex são compostas por resinas à base de dispersão aquosa de polímeros vinílicos, pigmentos isentos de metais pesados, cargas minerais inertes, glicóis e tenso ativos etoxilados e carboxilados. Sua aplicação deve ser feita com rolo de lã, trincha ou pistola esta tinta apresenta probabilidade de apresentar uma ligeira mancha quando exposta a água (sereno ou chuvas leves), ocorrendo geralmente no período de cura do filme da tinta, isto é, nas duas primeiras semanas. Para a solução deste problema, os fabricantes recomendam que a superfície seja toda lavada com água em abundância tão logo tenha ocorrida a mancha.
Nos sistemas base de água a parte líquida é preponderantemente a água.
As tintas aquosas e os seus complementos, utilizados na construção civil, são um exemplo marcante, pois representam 80% de todas as tintas consumidas por esse segmento de mercado.
Estes produtos denominados genericamente de produtos látex são baseados em dispersões aquosas poliméricas (emulsões) tais como: vínílicas, vinil acrílicas, acrílicas, estireno-acrílicas, etc. A parte volátil das tintas látex é constituída por 98% de água e 2% de compostos orgânicos (valores médios). As cargas minerais são particularmente importantes na produção de tintas látex para a construção civil; sob o ponto de vista quantitativo representam uma parte importante da composição dessas tintas.
Em tintas, os sistemas aquosos estão adquirindo uma importância crescente; o primer eletroforético utilizado na pintura original automotiva é um dos exemplos mais importantes. Algumas tintas de acabamento automotivo também são aquosas.
É importante salientar que em tintas industriais há outras tecnologias concorrentes dos sistemas aquosos na solução de problemas ambientais, como, por exemplo, tintas em pó, tintas de cura por UV, tintas de altos sólidos, etc.
O processo de produção desse tipo de tintas é mais simples do que o usado na produção de tintas base solvente.
Pré-mistura e dispersão: Em um equipamento provido de agitação adequada são misturados: água, aditivos, cargas e pigmento (dióxido de titânio)
A dispersão é feita em seqüência no mesmo equipamento. Completagem: Esta etapa é feita em um tanque provido de agitação adequada onde são adicionados água, emulsão, aditivos, coalescentes e o produto da dispersão.
Nesta etapa são feitos o acerto da cor e as correções necessárias para que se obtenham as características especificadas da tinta.
Filtração e envase: Estas etapas ocorrem simultaneamente. A produção de tintas base água surge como alternativa para a redução de COV. Sua maior aplicação é no ramo imobiliário, predominando as tintas látex. As etapas de fabricação são basicamente as mesmas da base solvente. As diferenças resumem-se a ordem de adição dos componentes da tinta. O fluxograma a seguir ilustra o processo de fabricação:
Figura 5: Lixa e espátula. Figura 6: Pincel e rolo de lã. Figura 7: Bandeja de pintura e rolo.
Os revestimentos internos de paredes e tetos devem estar concluídos com uma antecedência mínima de 30 dias. Os revestimentos de pisos também devem estar concluídos, à exceção de carpetes têxteis ou de madeira. No caso de assoalho de madeira, recomenda-se que a pintura seja feita depois da sua colocação, mas antes do acabamento.
Todos os batentes, as portas e os caixilhos devem estar instalados e acabados. As guarnições e os arremates precisam ser colocados antes da última demão.
Qualquer foco de umidade requer tratamento de modo que a superfície resulte seca quando da execução da pintura.
Proteger qualquer detalhe que não deva ser pintado, revestindo a superfície com fita crepe e jornal.
Eliminar todas as partes soltas ou mal aderidas, sujeiras e eflorescências por meio de raspagem ou escovação da superfície.
Remover manchas de óleo, graxa ou qualquer agente de contaminação gorduroso, lavando o substrato com água e detergente.
Em paredes mofadas, remover cuidadosamente todas as colônias de mofo antes da aplicação do sistema de pintura. Para tanto, escovar a superfície energicamente e lavá-Ia a seguir com uma solução de água sanitária diluída (1 parte de água sanitária: 1 parte de água), deixando esta solução agir por cerca de 30 minutos. Após esse período, lavar novamente o substrato com água limpa em abundância, aguardando a secagem completa para dar início à aplicação do sistema de pintura.
Atentar para a proteção de caixilhos e outros acabamentos de forma a evitar manchas.
Corrigir imperfeições profundas do substrato com o mesmo tipo de argamassa ou gesso utilizado na execução do revestimento. Imperfeições menores em pontos localizados podem ser corrigidas com massa PVA, aplicada em camadas finas com desempenadeira de aço e espátula. Nesse caso, antes da aplicação da massa, os pontos localizados devem ser previamente selados com seladora à base de PVA ou fundo preparador para paredes, à base de sol vente. Após a aplicação da massa, deve-se aguardar um período de cura de cerca de quatro horas para dar continuidade ao serviço.
Lixar a base com lixa grana 100 e eliminar totalmente o pó, escovando ou espanando a superfície. Havendo necessidade, pode-se raspar a parede com uma espátula, principalmente se forem encontradas incrustações de argamassa.
Caso o revestimento de piso já esteja acabado, é preciso protegê-lo com uma lona plástica, a fim de evitar a aderência de pingos de tinta, selador ou fundo preparador. Ocorrendo respingos, deve-se limpá-los imediatamente com água.
Trincas e fissuras devem ser cuidadosamente avaliadas e tratadas conforme recomendações dos fabricantes de tintas ou projetos específicos quando for o caso.
Terminada a preparação da base, lixar a parede com lixas 150 e 180, deixando-a livre de sulcos e asperezas. Diluir e misturar a tinta látex PVA em recipiente adequado, segundo as orientações do fabricante. Se necessário, é possível adicionar aditivos, tais como corantes ou antimofo, seguindo sempre as indicações do fabricante para a proporção de diluição.
Repassar parte do material diluído para uma bandeja plástica, o que facilita a operação de umedecimento do rolo. Aplicar, então, a primeira demão de tinta de acordo com os passos indicados a seguir.
Espanar a base, retirando a poeira que ainda ficou aderida após o lixamento. Efetuar os recortes nos cantos do teto com um pincel de cerdas macias. Aplicar, em seguida, a tinta no teto com um rolo de lã em movimentos paralelos, criando uma película fina e homogênea. Em cada parede, efetuar os recortes nos cantos e nas molduras de portas e janelas com um pincel de cerdas macias. Depois, aplicar a tinta no restante da parede, com rolo de lã em movimentos de sobe-e-desce, criando uma película fina e homogênea. Durante a execução da pintura, é preciso misturar a tinta constantemente a fim de evitar a decantação de seus constituintes, o que pode causar manchas ou deficiências de cobertura na película sobre a base. Verificar se não foram deixadas falhas ou escorrimentos - em caso afirmativo, passar de novo o rolo nesses locais com a tinta ainda fresca.
Aplicar mais uma ou duas demãos, conforme a necessidade de cobertura, aguardando um intervalo mínimo de quatro horas entre demãos. Depois da colocação das guarnições e dos arremates (antes da última demão), protegê-los, revestindo-os com fita crepe e jornal.
O acabamento liso convencional consiste na aplicação de pintura sobre a base preparada e previamente tratada com massa corrida PVA em toda a sua extensão. Este tipo de acabamento pode ser aplicado sobre reboco ou emboço, preparado conforme as orientações dadas neste procedimento. Sobre gesso liso, embora também possa ser aplicado o acabamento liso convencional, ele é dispensável, uma vez que o substrato de gesso já oferece condições bastante favoráveis de regularidade e planeza para aplicação da pintura diretamente (acabamento convencional). De todo modo, caso se opte pelo acabamento liso convencional sobre gesso liso, a base deve ser preparada com a aplicação de uma demão de fundo preparador para paredes, à base de solvente, com diluição em aguarrás na proporção indicada pelo fabricante. O mesmo cuidado é válido quando se tratar de substrato de reboco ou emboço fraco ou com elevada porosidade.
2 ou 3 demãos de látex PVA
Massa Pva Selador à base de PVA ou fundo preparador de paredes à base de solvente Superfície
Figura 10: Esquema do acabamento liso.
Aplicar sucessivas camadas finas de massa corrida PVA sobre a base, com uma desempenadeira de aço, até obter o nivelamento desejado, aguardando a secagem por quatro horas (em dias muito úmidos este prazo poderá ser maior). A massa corrida deve ser aplicada diretamente, na consistência original do produto; porém, se necessário, pode ser diluída com água na proporção indicada pelo fabricante.
Lixar a parede com lixa 180, fazendo com que a base fique perfeitamente lisa, ou seja, livre de ondulações, sulcos e asperezas. Caso após o lixamento persistam parte desses defeitos, deve-se aplicar novamente a massa corrida PVA nos pontos falhos, aguardando mais quatro horas e lixando em seguida.
Diluir, misturar e aplicar a tinta látex PVA da mesma forma como indicado para o caso do acabamento convencional. Após a primeira demão, verificar a presença de imperfeições e ondulações com o auxílio de uma lâmpada, corrigindo os defeitos com massa corrida, se necessário.
limpeza localizada, pois essas ações poderão causar danos permanentes à pintura recém- aplicada.
(Max.um apto.)
Condições para o inicio da execução do serviço APROVAÇÃO OBSERVAÇÕES E AÇÕES 1-Prazo mínimo de 30 dias para cura dos reves�mentos
2-Conclusão dos reves�mentos de pisos, à execução de reves�mentos têxteis. 3-Instalações de batentes, portas e caixilhos.
4-Eliminação de qualquer foco de umidade de modo que a super�cie resulte seca quando da execução da pintura.
Verificação de ro�na Verificação Observações e ações
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1 – Preparação da Base
2 – Aplicação da Pintura
3 – Aspecto Final
4 – Observações finais
EXECUÇÃO DE PINTURA Local de aplicação (preencher com o local onde será utilizada esta tabela- resumo Tipo de base (anotar o tipo de base – reboco, emboço, reboco fraco, etc. Sistema de pintura (anotar o sistema de pintura empregado)
PREPARO DA BASE Lixamento Anotar a seqüência de lixamento e grana das lixas Fundo Anotar o tipo de fundo (selador, fundo, etc.) Diluente Água, aguarrás etc. Diluição Anotar a indicação da embalagem Número de demãos Anotar o número de demãos que devem ser aplicadas Tempo de secagem Conforme orientações do fabricante Intervalo entre demãos Conforme orientações do fabricante
APLICAÇÃO DA PINTURA Lixamento Anotar a seqüência de lixamento e grana das lixas Tinta Designação da tinta a ser utilizada Diluente Água, aguarrás etc. Diluição Anotar a indicação da embalagem Tempo de secagem Conforme orientações do fabricante Intervalo entre demãos Conforme orientações do fabricante