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Fresadora e Furadeira
Tipologia: Notas de estudo
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A fresagem é um processo de usinagem mecânica, feito por fresadoras e ferramentas especiais chamadas fresas. Na fresagem, a remoção do sobremetal da peça é feita pela combinação de dois movimentos, realizados ao mesmo tempo. Um dos movimentos é o de rotação da ferramenta, a fresa. O outro é movimento é da mesa da máquina, onde é fixada a peça a ser usinada. É o movimento da mesa da máquina ou movimento de avanço que leva a peça até a fresa e torna possível a operção de usinagem.
A fresa é a ferramenta empregada pela fresadora, a qual apresenta uma vantagem em relação a outros tipos de ferramentas de corte, pois os dentes que não estão trabalhando estão sendo resfriados, reduzindo o desgaste da ferramenta. São classificadas em alguns grupos, sendo os principais:
Tendo seus dentes distribuídos sobre uma superfície circular, esse tipo de fresa são mais utilizadas na usinagem de ranhuras, existindo três principais tipos :
Fresa circular de topo de dentes retos DIN 885-B H
Fresa de dentes cruzados alternados DIN 885 A tipo N
Fresas tipo serra
Também chamadas fresas com haste, são usadas para facear, ranhurar, executar bolsões, rebaixos, matrizes, gravações, rasgos de todos os tipos e tamanhos, fresar contornos. Cortam tanto na periferia como na parte frontal, podendo ser usadas em fresadoras verticais e horizontais.
Fresa de topo 2 cortes
Fresa de topo para desbaste DIN 844NR
Fresa para ranhura “t” DIN 650
Podem ser inteiriças ou acopladas (bipartidas). Usadas para executar superfícies semicirculares, com raios de 0,5 até 20 mm. São padronizadas pela norma DIN
Estas fresas só cortam na periferia cilíndrica, gerando superfícies planas paralelas ao eixo da ferramenta. São padronizadas, por exemplo, pela norma DIN 884, sendo caracterizadas pelo diâmetro externo, largura e tipo. Há 3 tipos principais: N (normal), H (para materiais duros) e W (para materiais moles). Exemplo: 50 x 40 N DIN 884.
Para usinagem leve, empregada para materiais de dureza média, com dentes paralelos ao eixo de rotação para larguras de até 19 mm. Para tamanhos maiores têm ângulos de hélice entre 15 e 25°.
Na fabricação das fresa devemos considerar o material que será usado nos dentes e o material do corpo da fresa. Para os dentes utilizam-se:
As máquinas de furar, ou simplesmente furadeiras, consistem basicamente de uma árvore, que gira com velocidades determinadas, onde se fixa a ferramenta. Esta árvore pode deslizar na direção de seu eixo. Também se pode ter uma mesa onde se fixa e movimenta-se a peça. Normalmente na extremidade inferior da árvore de trabalho há um furo cônico (cone Morse ou ISO), que é uma das carcterísticas importantes da máquina. Neste cone podem-se fixar diretamente ferramentas de haste cônica ou um mandril universal para fixação de ferramentas de haste cilíndrica. As furadeiras são capazes de executar diversas outras operações além de furar. Pode-se citar como exemplo as operações de alargamento, escareamento, rebaixamento, roscamento.
As brocas são as ferramentas de abertura de furos. Possuem de 2 até 4 arestas de corte e sulcos helicoidais por onde corre o cavaco. O ângulo da ponta varia de 90º à 150º de acordo com a dureza do material a furar, sendo o ângulo de 120º o mais comum de se encontrar. Os elementos de uma broca estão destacados na figura:
Na figura, em destaque, uma broca helicoidal.
Os tipos de brocas mais comuns são:
As brocas canhão, que tem um único fio cortante, são indicadas para execução de furos profundos, entre 10 e 100 vezes o seu diâmetro. As aplicações mais comuns de Brocas Canhão são usinagem de componentes de armas, motores de combustão, moldes e outros.
As brocas anulares permitem executar furos de grandes diâmetros com menor geração de cavaco. Esta broca remove apenas um anel de material e a cápsula resultante pode até ser utilizada como matéria prima.
As brocas múltiplas são especialmente afiadas para executar furos complexos em apenas uma operação. Como pode ser observado na figura abaixo, as possibilidades são muito grandes. Sua aplicação é voltada para grandes produções onde o custo de preparação de brocas especiais acaba se diluindo na execução de grandes lotes em tempos mais reduzidos.
Como pode-se observar na figura o refrigerante é enviado diretamente para a região de formação do cavaco, evitando o superaquecimento da ferramenta e auxiliando na remoção do cavaco. Essa ferramenta permite a usinagem de furos relativamente profundos em um único aprofundamento.
Consiste no aumento do diâmetro de um furo previamente aberto. Utiliza-se ferramentas denominadas alargadores. Tem por objetivo calibrar o furo dando-lhe diâmetro, cilindricidade e rugosidade que não se consegue com o uso de brocas convencionais.
Os tipos de alargadores mais usuais são:
Utilizados para medidas mais especificas, ele pode ser ajustado rapidamente na medida exata de um furo pois suas lâminas deslizam no fundo de canaletas cônicas por meio de porcas reguláveis. Os alargadores de expansão possuem um grau de exatidão da ordem de 0,01 mm. A variação de seu diâmetros pode atingir alguns poucos milímetros para os alargadores maiores. Além da vantagem de ser ajustável, suas lâminas podem ser facilmente afiadas pois são removíveis. Isto também permite que sejam substituídas quando danificadas.
São utilizados quando a operação de alargamento tem por objetivo gerar um furo cônico.
São usados nas linhas de produção na usinagem de furos de precisão. As pastilhas que compõem o sistema são desenhadas para usinagem com alta velocidade ao passo que as duas arestas de corte proporcionam usinagem econômica e com alta produtividade.
Escareamento é a operação que gera um rebaixo cônico no início de um furo previamente aberto. Normalmente este furo irá receber a cabeça de parafusos de cabeça cônica, também chamados de parafusos de cabeça escareada ou rebites de cabeça cônica. As figuras