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o presente trabalho da cadeira de Práticas Pedagógicas I intitulado: “Funções didácticas no Processo de Ensino – Aprendizagem”, cujo objectivo primordial é descrever as sequências didácticas que se verificam no decurso de uma aula.
Tipologia: Resumos
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Critérios de avaliação Categorias Indicadores Padrões Classificação Pontuação máxima Nota do tutor Subtota l Estrutura Aspectos organizacionais Índice 0. Introdução 0. Discussão 0. Conclusão 0. Bibliografia 0. Conteúdo Introdução Contextualização (Indicação clara do problema)
Descrição dos objectivos
Metodologia adequada ao objecto do trabalho
Análise e discussão Articulação e domínio do discurso académico (expressão escrita cuidada, coerência / coesão textual)
Revisão bibliográfica nacional e internacional relevante na área de estudo
Exploração dos dados 2. Conclusão Contributos teóricos práticos
Aspectos gerais Formatação Paginação, tipo e tamanho de letra, parágrafo, espaçamento entre linhas
Referências Bibliográfica s Normas APA 6ª edição em citações e bibliografia Rigor e coerência das citações/referências bibliográficas
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Índice Introdução.............................................................................................................................................iii
Introdução Sabe-se que a educação no seu sentido formal é especialmente organizada e realiza-se nas instituições, como é o caso das escolas, sobretudo através das aulas que em si, constituem um conjunto de condições pelos quais o professor conduz e estimula o processo de ensino em função da actividade própria do aluno no processo de aprendizagem escolar, ou seja, a assimilação consciente e activa dos conteúdos. Nessa prática, verifica-se o encontro entre os professores, os alunos e a matéria do ensino, preparada didácticamente no plano de aula. A realização de uma aula ou conjunto de aulas, como veremos ao longo do trabalho, requer uma estrutura didáctica, isto é, etapas ou passos mais ou menos constantes que estabelecem a sequência do ensino de acordo com a matéria ensinada, características do grupo de alunos e de cada aluno e situações didácticas específicas. É nesta perspectiva que surge o presente trabalho da cadeira de Práticas Pedagógicas I intitulado: “Funções didácticas no Processo de Ensino – Aprendizagem”, cujo objectivo primordial é descrever as sequências didácticas que se verificam no decurso de uma aula. Esse objectivo concretiza-se através dos seguintes objectivos específicos: Conceitualizar Ensino, Aprendizagem e Processo de Ensino – Aprendizagem (PEA); Identificar as Funções didácticas no Processo de Ensino – Aprendizagem (PEA); Explicar as características de cada Função didáctica no Processo de Ensino – Aprendizagem (PEA). Compreender a relação que pode estabelecer entre as diferentes funções didácticas no PEA. Em termos de metodologia usada para a elaboração deste trabalho, é importante salientar que a consulta bibliográfica de obras em físico e artigos da internet serviram de base de sustentação de ideias aqui patentes; Estruturalmente, o trabalho que está organizado em capa, folha de feedback, um índice completo, esta introdução, seguindo-se do desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas. iii
Cada função didáctica, como momento ou passo da aula que reflecte as regularidades do processo de ensino aprendizagem, é proposto o tempo da sua duração, conteúdo, método dominante, conjuntos de meios e formas de ensino a utilizar inclusive as actividades concretas dos alunos (Pilleti, 1991). 1.2.2. Principais funções didácticas Segundo Libâneo (2006), “as principais funções didácticas são: Introdução e Motivação, Mediação e Assimilação, Domínio e Consolidação e Controle e Avaliação” (p.126). As funções didácticas têm uma ligação entre si e se realizam isoladamente, sobrepondo-se umas das outras durante as diferentes etapas do PEA e que geralmente uma função didáctica abre o caminho para efectivação da outra e que o sucesso de uma possibilita o sucesso da outra, assumindo-se como uma unidade, no sentido de totalidade e não de soma e tal totalidade reflecte as relações específicas de cada função didáctica com a outra de maneira recíproca. A figura abaixo, demonstra tal reciprocidade entre as funções. Figura 1 : Interligação entre as diferentes funções didácticas. Fonte : Dias e Santos (2008, p.76) I – Introdução e Motivação (I + M) Num contexto geral, introdução significa acto ou efeito de introduzir, prefácio, inicio de uma certa actividade, obra ou prática e a motivação é o acto de motivar, acção dos factores que determinam a conduta. v
Introdução e Motivação decorrem normalmente no princípio de uma aula. Esta desempenha grande papel para o sucesso da aprendizagem dos alunos. Tem em vista preparar o aluno para o inicio da aula e sua fase seguinte. Esta preparação tem 3 objectivos fundamentais: Criar disposição e ambiente favoráveis aos alunos, que possam assegurar o bom discurso da aprendizagem; Consolidar o nível inicial e orientar o aluno para novo conteúdo; Motivar permanentemente com o fim de manter o interesse e a atenção dos alunos através de avaliação de estímulos. Segundo Lebaneo (2006), “Introdução, e a parte da entrada da aula que conduz ao aluno para estratégia de desenvolvimento, faz apresentação do tema, apresentação da questão chave, apresenta a problemática de forma resumida” (p.127). No contexto de sala de aula, usa-se a introdução de enquadramento em que o problema enquadra-se a propósito do título, de clara a sua importância e actualidade, apresenta-se síntese do trabalho antecipando a tese que será desenvolvida, tem frases genéricas e pouco coerentes adequados a todos. A Motivação consiste em apresentar a alguém estímulos e incentivos que lhe favoreça determinado tipo de conduta. Consiste em oferecer ao aluno os estímulos e incentivos apropriados para tornar a aprendizagem mais eficaz (Piletti, 2006, p.233). Olhando para esta abordagem, pode-se concluir que a motivação tem dois campos nomeadamente: campo psicológico (em que ela é o processo que se desenvolve no interior do individuo e o impulsiona a agir mental ou fisicamente em função de algo) e campo didáctico (em que a motivação é o processo de incentivo destinado a desencadear impulsos no interior do individuo, afim de predispô-lo na participação das actividades. Numa aula sempre é aconselhável que haja a motivação. Nisso, a introdução de uma aula é antecedida ou ocorre com a motivação. Em didáctica não se introduz uma aula sem motivar para tal observa-se um ciclo motivacional. No ciclo motivacional, o estímulo rompe e cria uma necessidade de tensão conduzindo-o a um comportamento ou acção capaz de atingir uma satisfação. Quando o comportamento ou acção do indivíduo encontra uma barreira, esta gera uma frustração. vi
imaginação e raciocínio dos alunos. Pode ser bem percebido como momento da aula na qual o mediador deve dar explicações necessárias, organizar actividades dos alunos que os possam conduzir a assimilação activa dos conhecimentos para desenvolver atitudes, convicções, habilidades, hábitos, etc. III – Domínio e Consolidação (D + C) Enquanto o domínio constitui a formação e desenvolvimento de habilidades, por sua vez a consolidação consiste em recordar a matéria sobre habilidades e conhecimentos. O domínio e consolidação é o momento da aula em que se realizam acções com a finalidade de sistematizar, reflectir e aplicar (Pillet, 1991). Nesta etapa, pretende-se conseguir o aprimoramento do já (não) novo saber nos alunos, para isso o professor deve criar condições de retenção e compreensão das matérias através de exercícios e actividades práticas para solidificar a compreensão. Ainda neste aspecto é preciso que os conhecimentos sejam organizados, aprimorados e fixados na mente dos alunos afim de que sejam disponíveis para orienta-los nas situações concretas de estudo de vida, do mesmo modo em paralelo com os conhecimentos e através deles é preciso aprimorar a formação de habilidades e hábitos para a utilização independente e criadora dos conhecimentos. Não vale a pena adiantar com a matéria, sob a pena de que os alunos tenham apenas pequenas recordações do que viram, sem poder por em prática e muito menos aproveitar-se do conteúdo aprendido para as aprendizagens posteriores através de repetição, sistematização e aplicação, que constituem o suporte metodológico através das quais se torna realidade o domínio e consolidação da matéria. Através da repetição, o professor deve: Reafirmar os conhecimentos e capacidades fundamentais; Controlar o nível de situação inicial dos alunos e; Obter uma base para avaliar a cada aluno ou todo o grupo. A aplicação constitui o centro do PEA e é a etapa superior do aumento e desenvolvimento de capacidades através da resolução de problemas e tarefas em situações análogas e novas. Este método é a ponte para a prática profissional visto que se desenvolvem as capacidades que devem possibilitar aos alunos o poder de aproveitar a teoria e posteriormente colocar os seus conhecimentos no trabalho produtivo. viii
IV – Controlo e Avaliação (C + A) O controlo e avaliação, acompanham todo o P.E.A. e forma ao mesmo tempo conclusão das unidades do ensino. Segundo Libâneo (2006), “para o professor poder dirigir efectivamente o P.E.A. deve conhecer permanentemente o grau das dificuldades dos alunos na compreensão da matéria. Este controle vai consistir também em acompanhar o P.E.A. avaliando-se as actividades do professor e do aluno em função dos objectivos definidos” (p.132). A avaliação, como parte integrante do PEA, é uma actividade contínua de pesquisa que visa verificar até que ponto os objectivos definidos no programa estão sendo alcançados de modo a se decidir sobre alternativas do trabalho do formador, do formando ou da escola como um todo. Para Pilleti (1991), denomina-se de avaliação ao conjunto de instrumentos com a finalidade de medir o grau de alcance de objectivos na vertente do professor e do aluno. Sendo assim, ela não deve ser entendida como um fim em si, mas um meio para verificar as mudanças de comportamento. Ela permite identificar os alunos que necessitam de atenção especial e reformular o trabalho com a adopção de procedimentos para sanar tais deficiências. O próprio aluno deve perceber que a avaliação é um meio e, para isso, o professor deve explicar-lhe os objectivos da mesma e analisar com ele os resultados alcançados. Através do controlo e avaliação o professor ou educador pode providenciar se necessário rectificar, suplementar ou mesmo reorientar a aprendizagem. Quadro resumo das funções didácticas e suas características Funções didácticas Características Introdução e estimulação (I + M) Preparação e orientação; orientação pelos objectivos; garantia das condições de trabalhos necessários; transmissão de princípios orientadores; motivação e reactivação. 1ª Transmissão e assimilação (M+A) Trabalho em matéria nova:
Fonte : Dias e Santos (2008, p.76) 1.3.1. Relação Introdução /Motivação e Mediação /Assimilação O professor apresenta o assunto da aula de forma interactiva, faz uma revisão, reactivação dos conhecimentos assimilados que estejam relacionados com o novo assunto: coloca questões da matéria nova para despertar interesse. A actividade anterior visa transformar os objectivos da aula em objectivos de aprendizagem de cada um dos alunos. “O professor pode fazer a motivação de forma interactiva, quando colocando questões da matéria nova ou ainda fazendo revisão dos conhecimento assimilados que estejam relacionados com o novo assunto e ainda escrevendo o assunto da aula no quadro, tudo isso com vista a despertar interesse nos alunos” (Monengolla & Santana, 1997)). Uma vez o aluno motivado, o professor faz a mediação atreves de ilustrações, faz resumos, esclarece os assuntos, expõe os conteúdos e o aluno na assimilação toma nota, presta atenção, aplica os conhecimentos, apresente as questões, faz resumos e abstracções. 1.3.2 Relação Introdução /Motivação e Domínio /Consolidação Sob ponto de vista de estruturação da aula, esta função, introdução e motivação constitui a primeira etapa da aula, portanto, é caracterizado por um processo de estimulação destinado a desencadear impulsos interiores do indivíduo a fim de predispô-lo a querer participar nas actividades escolares oferecidas pelo mediador. Assim sendo, este momento de aula tem a seguinte importância: xi
Base do êxito e do rendimento, por subordinar-se à forma como os alunos são motivados para a aprendizagem que deverá ser caracterizada por uma actividade consciente para os alunos. Estando o aluno motivado, na fase do domínio e consolidação procuram se reduzir os erros dos alunos na compreensão da matéria e permitir a fixação dos conhecimentos na memória. Portanto, ainda na fase de introdução e motivação entram elementos de reactivação, o que significa que um bom domínio e consolidação começam com uma boa introdução e motivação. Consolidar e dominar não só são funções de luta contra o esquecimento mas também para elevar o nível das capacidades, desenvolver as habilidades, fixar os hábitos e aplicar o aprendido. 1.3.3 Relação Introdução /Motivação e Controlo /Avaliação Sabendo-se que para o professor dirigir efectivamente o PEA ele precisa conhecer o grau das dificuldades dos alunos na compreensão das matérias e para isso o professor precisa controlar e avaliar os alunos; dependendo dos resultados o professor pode saber até que ponto foram motivados, isto é, pode medir até que ponto foi efectuada a função didáctica Introdução/Motivação. Neste sentido o controle e avaliação tanto controla os alunos assim como o professor. 1.3.4 Relação Medição/ Assimilação e Domínio / Consolidação Partindo de princípio que na medição e assimilação ocorre a medição do conteúdo por parte do professor e consequente a assimilação parte do aluno quanto mais eficaz for esta função didáctica tanto mais será a função didáctica Domínio / Consolidação, isto é, o aluno só poderá consolidar e dominar o que tiver assimilado, esteja isto correcto ou errado. Ex: Sabe-se que na medição e Assimilação a retenção das leis, dos princípios das formulas e das teorias e dissemos que na Consolidação exercitamos; o aluno só poderá aplicar as fórmulas para a resolução de exercícios relacionados com a queda livre dos corpos se realmente tiver assimilado as teorias assim como as formulas e todas as outras componentes da função didáctica Medição/ Assimilação. 1.3.5 Relação Mediação/ Assimilação e Controle /Avaliação. Estas duas funções didácticas têm a seguinte relação: xii
Conclusão Para terminar, importa salientar que o Processo de Ensino – Aprendizagem , constitui uma variável pedagógica do professor, da qual depende o sucesso do aluno. Ele tem suas fases que se manifestam na aula de forma “silenciosa”, fases estas chamadas funções didácticas. As principais funções didácticas são: Introdução e Motivação, Mediação e Assimilação, Domínio e Consolidação e Controle e Avaliação. As funções didácticas têm uma ligação entre si e se realizam isoladamente, sobrepondo-se umas das outras durante as diferentes etapas do PEA e que geralmente uma função didáctica abre o caminho para efectivação da outra e que o sucesso de uma possibilita o sucesso da outra, assumindo-se como uma unidade, no sentido de totalidade e não de soma e tal totalidade reflecte as relações específicas de cada função didáctica com a outra de maneira recíproca. Através do trabalho percebeu-se também que uma aula é realizada com mais de uma função didáctica. As Funções Didácticas são estudadas separadamente, mas são aplicadas de forma inter-relacionada durante uma aula. Cada etapa ou passo da aula corresponde a uma função didáctica, que é dominante, o que significa que pode haver o envolvimento das restantes, com o fim de, no conjunto, elas assegurarem a eficácia é a qualidade daquilo que cumpre com as metas planeadas, ou seja, uma característica pertencente as pessoas que alcançam os resultados esperados. Importa salientar ainda que as funções didácticas andam aos pares (mediação e assimilação, por exemplo), uma vez que o processo de ensino – aprendizagem baseia-se em dois elementos e actores essenciais o Professor e o Aluno. Assim, uma das acções reflecte-se no professor (mediação) e a outra no aluno (assimilação). xiv
Referências bibliográficas Caixinha, P. (2003). Didáctica da Actividade Física I – Geral. Brasil. Dias, H. & Santos, N. R. ( 2008 ). Manual de práticas Pedagógicas. Maputo. Editora educar. Libaneo, J. C. (2006). Didáctica. São Paulo. (3ª Ed.). Cortez editora. Monengolla, M. & Santana, I. M. (1997). Didáctica: aprender a Ensinar. Edições Loyota. São Paulo. Nerici, I. G. (1999). Didáctica: uma Introdução. ( 2 ª Ed.). São Paulo. Editora atlas SA. Piletti, C. ( 1991 ). Didáctica Geral. (2ª Ed.). São Paulo. Piletti, C. ( 2006 ). Didáctica Geral. (23ª Ed.). São Paulo. xv