




Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Os conceitos básicos de geoprocessamento e sistemas de informações geográficas (sig), com foco em suas aplicações no saneamento ambiental. O texto discute a escolha de softwares sig, a obtenção de dados vetoriais e matriciais, a importância dos metadados e a criação de mapas de riscos e vulnerabilidades. O documento também inclui um guia prático para o uso do software qgis.
Tipologia: Notas de aula
1 / 8
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





Propomos para esta aula uma ação mais prática, tendo como objetivo que possamos iniciar edições e trabalhos em ambientes SIG. Assim, finalizaremos nossos estudos em SIG com alguns exemplos de softwares disponíveis, gratuitos ou não. Em seguida, discutiremos a obtenção de dados para SIG’s. Observaremos também a importância dos metadados e de seu correto preenchimento para dados espaciais. Terminaremos discutindo aplicações do SIG para o saneamento ambiental e fazendo um exercício prático de criação e edição de dados.
A escolha do software utilizado para criação e a edição de dados em ambiente SIG dependem de uma série de características e diferenciais que cada software apresentará. O software produzido pela companhia ESRI (cujo nome é ArcGis) é o atual líder mundial no mercado do SIG, sendo um dos programas mais tradicionais, todavia apresenta um relativo custo para obtenção, no qual está embutido, por exemplo, o acesso a atualizações e a uma linha de suporte para auxiliar o usuário. O programa apresenta elevada capacidade de análise espacial com grande quantidade de ferramentas e um ótimo compositor de impressão. Outro software que vem se tornando cada vez mais popular é o QGis, que, diferentemente do anterior, é gratuito e, mais do que isso, é colaborativo, ou seja, os próprios usuários podem ajudar a desenvolver ferramentas e plugins para o programa. Isso garante um nível de dinamicidade difícil de encontrar em outros programas e permite uma constante evolução do QGis. Alguns de seus componentes ainda não são tão desenvolvidos quanto os do ArcGis, o que inclui uma simplicidade maior em sua composição estética, mas sua crescente comunidade e as suas grandes possibilidades o tornam um dos principais programas da atualidade. Além desses dois principais softwares , citamos também o GVSIG, o Terra View e o Spring, todos abertos. O GVSIG é um projeto desenvolvido na Europa e também possui código aberto.
GADM maps and data. GADM , 2018. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018.
Os formatos de dados vetoriais mais usuais são o shapefile (shp) e Keyhole Markup Language (kml). Esses dados possuem arquivos específicos para designar suas projeções e banco de dados. Tanto os dados que criamos em qualquer um desses formatos quanto aqueles que obtemos de outras fontes possuem uma camada de informação chamada de metadados. Essa aba pode ser acessada por qualquer software de SIG e fornecerá ao usuário dados sobre os dados, o que justifica o seu nome. Os metadados registram informações sobre o arquivo, as quais podem ser geradas automaticamente ou editadas pelo usuário. De forma geral, utilizamos a aba de metadados para melhor detalhar e descrever o dado. Ela traz opções a serem preenchidas em formato de texto que facilitam a transmissão de informações como o autor dos dados, a fonte de dados, o ano de criação, a escala adequada, como foram criados, entre outros. São informações muitas vezes negligenciadas pelo usuário ao criar novos dados, mas que devem ser sempre levadas em conta dada a sua importância para organização de qualquer projeto ou banco de dados. Figura 1 – Metadados a serem inseridos em arquivos shp pelo software ArcGis
Sabemos que os serviços prestados pelo sanitarista, assim como sua área de estudo, são muito mais complexos do que o seu nome pode sugerir. Se a princípio nos limitamos a compreendê-la como o estudo de processos físicos ligados à saúde e ao bem-estar da população, um pouco mais de aprofundamento nos permite observar que essa área abarca também questões econômicas, sociais, políticas e até culturais. Analisar a evolução da situação de saneamento sem levar em conta políticas públicas aplicadas na região pode ser considerado um grande equívoco. Da mesma forma, comparar o saneamento de duas localidades sem levar em conta suas diferenças sociais é insuficiente. Procurar entender por que em algumas localidades do Brasil as práticas em torno do saneamento são diferentes, sem levar em contar as próprias diferenças culturais entre os povos, seria outro equívoco. Neste ponto, vemos no ambiente SIG uma forma de conseguir comparar todas essas informações de nível espacial de maneira relativamente simples, simulando projeções e modelos que podem nos levar a entender alguns problemas que analisamos de forma sistêmica, abarcando toda a sua complexidade. Através de um SIG e tendo noção da complexidade do problema, a busca por soluções mais efetivas também evoluirá, visto que será uma atividade aliada à modelagem de cenários, economizando o tempo e recursos dos profissionais da área. Isso já vem ocorrendo quando falamos da criação de mapas de riscos e vulnerabilidades, por exemplo, que levam em conta fatores sociais, econômicos e ambientais para estimar áreas que necessitam de mais ou menos atenção ante a determinados problemas da ordem do saneamento.
Nesta atividade prática, vamos procurar explorar um pouco o software gratuito Qgis. Faça o download dele no link a seguir: DOWNLOAD QGIS for your plataform. QGIS , 2018. Disponível em: . Após concluir sua instalação, procure uma base de dados em formato shp junto à página do IBGE que citamos anteriormente. Analise os metadados do arquivo. Observe sua projeção. Abra a tabela de atributos de seu dado e analise uma possível aplicação desse dado ao saneamento ambiental.
Nesta aula, procuramos trazer para a prática alguns elementos que discutimos ao longo de todas as aulas. Pudemos discutir aspectos-chave no entendimento do geoprocessamento e de um SIG como a escolha de um software para a obtenção de dados. Repassamos a necessidade de citarmos as fontes de nossos dados e organizá-los com base em seus metadados. Foi possível, ainda, associar alguns usos do SIG ao tema de nosso estudo e, por fim, realizarmos uma atividade prática envolvendo a criação e edição de dados.
CÂMARA, G. et al. Spring: integrating remote sensing and gis by object-oriented data modelling. Computers & Graphics , v. 20 , n. 3 , p. 395 - 403, May-Jun., 1996. NUCASE – Núcleo Sudeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental. Princípios básicos de geoprocessamento para seu uso em saneamento. Nucase , 2013. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018. UCHOA, H. N.; FERREIRA, P. R. Geoprocessamento com software livre. Geolivre , 2004. Disponível em . Acesso em: 5 nov. 2018.