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PEÇA EVANGELICA, QUE RELATA A VIDA DE UMA ADOLESCENTE QUE ESTA ENFRENTANDO UM CRISE EXISTENCIAL
Tipologia: Resumos
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Os profissionais de saúde frequentemente se deparam com pacientes que sofrem de problemas psicológicos. Embora esses pacientes sejam mito importantes, os profissionais de saúde que trabalham na atenção básica tem muitas dúvidas, curiosidades e preocupações sobre como lidar com a saúde mental desses pacientes. E treinamento desses profissionais para que possam lidar de forma adequada com essa demanda (BRASIL, 2013). A política atual de saúde mental no Brasil foi criada a partir de uma mobilização de usuários, familiares e profissionais de saúde, iniciada na década de 1980. O objetivo era mudar a realidade dos manicômios, onde mais de 100 mil pessoas com transtornos mentais viviam. Esse movimento foi impulsionado pela importância dos direitos humanos no combate á ditatura militar e foi influenciado pelas experiências bem-sucedidas de países europeus na substituição do modelo de saúde mental baseado em hospitais psiquiátricos por um modelo de serviços comunitários com forte presença territorial. (TANAKA; RIBEIRO, 2009 ). Os transtornos mentais correspondem a 12% da carga mundial de doenças e 1% da mortalidade, mas menos de 1% dos recursos de saúde são investidos em ações para a saúde mental. Isso destaca a importância de se investir na prevenção e promoção da suade mental, a fim de reduzir o número de incapacidades resultantes desses transtornos (BRASIL, 2008 ). A importância do engajamento conjunto entre diferentes setores da sociedade para desenvolver diretrizes especificas e serviços de saúde mental, uma vez que cerca de 3% da população sofre com transtornos mentais severos e persistentes, mais de 6% apresena transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras dogras e 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental (SANTOS;SIQUEIRA, 2010 ). O texto destaca que é comum que profissionais de saúde da Atenção Básica recebam pacientes que procuram ajuda por problemas mentais, muitas vezes relacionados a tristeza e ansiedade. Estatísticas brasileiras e mundiais confirmam essa realidade, mostrando que uma em cada quatro
pessoas que buscam atendimento na AB apresenta algum transtorno mental segundo a CID-10, e essa proporção aumenta para uma em cada duas pessoas se incluirmos casos subclínicos. No cotidiano do trabalho na Atenção Básica (AB) são muito frequentes os trabalhadores de Saúde receber pessoas que buscam ajuda profissional por causa de sofrimento mental, geralmente com queixas de tristeza e/ou ansiedade, ou mesmo que não haja queixa declarada neste sentido, é comum estes profissionais identificarem nos usuários tristeza e/ou ansiedade importante. As estatísticas brasileiras e mundiais confirmam essa impressão, revelando que para quatro pessoas que procuram a AB, uma tem algum transtorno mental segundo a Classificação Internacional de Agravos e Doenças 10ª Revisão (CID-10) e se incluirmos também os casos subclínicos esta proporção chega a uma para cada duas pessoas (BRASIL, 2013). Na atenção básica à saúde, é comum que os profissionais recebam pessoas que buscam ajuda para problemas relacionados ao sofrimento mental, principalmente queixas de tristeza e/ou ansiedade. Estatísticas nacionais e internacionais mostram que uma em cada quatro pessoas que procuram a atenção básica tem algum transtorno mental e essa proporção aumenta para uma em cada duas pessoas se incluirmos casos subclínicos. As síndromes mais comuns são a depressiva, ansiosa e de somatização, que juntas são consideradas dimensões do "sofrimento mental comum", conhecido como Transtornos Mentais Comuns (TMC). Esse tipo de combinação é a mais frequente nos serviços de saúde na atenção básica. De fato, as síndromes mais frequentes na AB são a depressiva, ansiosa e de somatização e segundo Goldberg e Goodyer (2005, apud FONSECA; GUIMARÃES;VASCONCELOS, 2008 p. 288), ao invés de considerar cada uma destas três síndromes como um diagnóstico ou categoria em separado, por causa da sua intersecção e de sua evolução flutuante, pode-se pensar nelas como dimensões diferentes do “sofrimento mental comum”, denominada de Transtornos Mentais Comuns (TMC). Esse tipo de combinação, no que se refere aos problemas de saúde mental, é a mais frequente nos serviços de saúde na AB (FONSECA; GUIMARÃES;VASCONCELOS, 2008). O termo TMC se refere a estados de saúde que envolvem sintomas psiquiátricos não-psicóticos, como sintomas depressivos, de ansiedade e psicossomáticos que podem causar incapacidade funcional ou perturbação
(FONSECA; GUIMARÃES;VASCONCELOS, 2008, p. 287).Inúmeros estudos encontraram associação entre os TMC e a baixa escolaridade, baixa renda, assim como a maior prevalência dessas manifestações em mulheres, em comparação com homens e idade avançada (ARAÚJO et al , 2005; GOMES; MIGUEL; MIASSO, 2013; MARAGNO et al ., 2006; MOREIRA et al , 2011) Segundo Fonseca, Guimarães e Vasconcelos (2008), as pessoas que vivem em situações de desvantagem social não são obrigatoriamente afetadas pelos Transtornos Mentais Comuns (TMC), mas as condições sociais em que elas vivem favorecem a ocorrência desses tipos de sofrimento mental. Fonseca, Guimarães e Vasconcelos (2008) esclarecem que as populações em situação de desvantagem social não estão necessariamente fadadas aos TMC, entretanto, suas condições de vida propiciam mais facilmente esse tipo de manifestação de sofrimento. De acordo com as informações fornecidas pelo Ministério da Saúde, há uma grande demanda por serviços de saúde mental na atenção básica Como destaca o Ministério da Saúde, em relação à demanda em Saúde Mental na atenção básica: As pessoas procuram ajuda na AB porque sofrem, e não porque tem uma doença. Muitos dos que sofrem e procuram atendimento, estão de fato doentes, mas dificilmente a doença explica todo seu sofrimento. O maior desafio dos serviços de Saúde, no entanto, é cuidar daqueles que estão doentes sem sofrer e dos que sofrem sem estar doentes. São os que estão doentes sem sofrer que fazem do diabetes mellitus, da hipertensão e da obesidade os fatores de risco mais comuns para as doenças cárdio e cerebrovasculares. São os que sofrem sem estar doentes que lotam as agendas da AB e inflam as estatísticas de prevalência de depressão e de ansiedade. Nesse ponto, vamos lembrar que não é a doença apenas que mobiliza os cuidados dos profissionais de Saúde, mas sim pessoas que sofrem e, doentes ou não, buscam ajuda. Portanto, dizer que uma pessoa não está doente, não significa que ela não necessita de cuidado (BRASIL, 2013, p.89). BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: Acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção. Brasília, 2013.
TANAKA, O. Y.; RIBEIRO, M. C. S. História da Reforma Psiquiátrica e do Movimento dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental no Brasil. In: CAMPOS, R. O. et al. (Org.). Tratado de Saúde Mental. Porto Alegre: Artmed, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Mental. Brasília, 2008. SANTOS, C. M.; SIQUEIRA, J. O. A saúde mental no contexto da atenção primária à saúde. Revista de Psicologia da UNESP, v. 9, n. 1, p. 34-41, 2010. FONSECA, J. O. F. et al. Transtornos Mentais Comuns na atenção básica: revisão integrativa. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 8, p. 2499-2512, 2018.