






Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Resumo sobre a gestação, parto e lactação dos animais.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 10
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!







→ 24 horas após a fêmea ser inseminada, seja por inseminação artificial ou pelo próprio macho (monta natural), inicia-se a divisão mitótica do zigoto. ⮩ A formação do zigoto e a divisão mitótica desse zigoto que era uma célula apenas e começa a se dividir formando um organismo cada vez mais complexo e com mais células, até que ele vai se dividindo formando um embrião com duas células e vai continuando até chegar em um estágio chamado: Mórula (parece uma amora). Mórula: embrião cuja divisão acaba de ultrapassar o estágio de 16 células → Conforme a mórula se desenvolve, é formada uma cavidade no interior desta, que passa a se chamar blastocisto. A zona pelúcida se rompe nessa fase ⮩ O Blastocisto começa a ter uma aparência mais próxima do que ele vai se tornar futuramente. O blastocisto vai formando um aglomerado de células dorsais e uma barreira de células com uma cavidade no interior. → Antes do zigoto se tornar mórula e até mesmo antes dele ser fertilizado (antes de ser um zigoto), o gameta feminino possui na sua parede externa a zona pelúcida – é uma camada de proteção formada principalmente por glicopeptídeos (principalmente por ácido hialurônico), que protege essa célula. → A zona pelúcida permanece no individuo com o zigoto, permanece na fase de mórula e na fase de blastocisto. → A zona pelúcida além de ser uma proteção contra os próprios espermatozoides (os espermatozoides tem que fazer a digestão da zona pelúcida, quando ele tenta passar através de umas enzimas que ele tem na cabeça, chamadas de enzimas do acrossomo). → A zona pelúcida também serve para enganar o sistema imunológico da mãe – é uma proteção contra o sistema imunológico. Como a zona pelúcida foi secretada pelas próprias células da mãe e aí uma barreira de ácido hialurônico, ela não causa sensibilização das células do sistema imunológico, é como se o gameta / zigoto / mórula / blastocisto
estivessem com uma capa protetora contra o sistema imunológico da fêmea – isso tudo ocorre lá na ampola da tuba uterina (região mais dilatada). O embrião até a fase do blastocisto ainda vai permanecer na tuba uterina, só depois ele vai conseguir sair da tuba uterina e ir pro corno do útero (ainda com a proteção da zona pelúcida, porque o ambiente uterino é um ambiente estranho) → O embrião em desenvolvimento permanece nas tubas uterinas 2-4 dias após a concepção, porque dá tempo da progesterona produzida pelo corpo lúteo estimula o endométrio à produção do “leite uterino” (líquido rico em carboidratos) para a nutrição do embrião / embriões Leite Uterino = glicogênio ⮩ É uma camada de glicogênio que as células do endométrio secretam como se fosse um liquido muito cheio de glicogênio. → O embrião é muito rudimentar, a placenta ainda não foi formada, a zona pelúcida acaba sendo uma barreira para as células que estão dentro conseguirem os nutrientes do meio externo – a zona pelúcida isola o indevido. ⮩ Quando o blastocisto cai dentro do endométrio, ele consegue bastante glicogênio (na superfície do endométrio) para poder se nutrir (ter energia) São células que estão em altíssima atividade, vão se multiplicando, até uma hora que elas vão se multiplicar tanto que não cabem mais na zona pelúcida – a zona pelúcida passa a ser um empecilho (como se fosse uma jaula) – aí o embrião vai destruir a zona pelúcida (vulnerável), a partir do momento que ele destrói a zona pelúcida, ele tem que ter capacidade de se associar ao endométrio e formar placenta. O embrião usa o glicogênio para se manter vivo, até que ele possa conseguir os próprios nutrientes da mãe através da placenta Ele precisa do leite uterino inicialmente, pois ele ainda não tem como formar placenta. → É feito um protocolo de super ovulação em uma fêmea, pode ser em uma vaca ou em uma égua, de altíssimo valor zootécnico (animal com uma genética de ponta, que o dono não quer que a fêmea tenha só as crias que ela mesma pode gerar) Ex: Uma égua normalmente vai ovocitar um folículo, com o protocolo de super ovulação, ela ovocita uns quatro folículos Ela vai apresentar essa ovocitação bastante numerosa, ela vai ser inseminada ou coberta por um garanhão também de altíssimo valor zootécnico, e nas tubas uterinas dessa égua vão ser formados quatro embriões, ela poderia gerar esses quatro? Não, ela poderia gerar no máximo dois, logo os outros dois seriam reabsorvidos, porém quatro receptoras (barriga de aluguel) poderiam gerar esses embriões. Essas receptoras não precisam ser de mesma raça dessa fêmea, podem ser mulas, jumentas. Tanto faz o genótipo dessas fêmeas, elas só precisam ser boas mães, precisam ter boa aptidão materna (carinhosa, que tem bastante leite, que cria bem o potro) → Então deve pegar os blastocistos que acabaram de chegar ao corno do útero dessa égua e coleta- los – TEM QUE SER NA FASE DE BLASTOCISTO INICIAL- porque ainda está com a zona pelúcida, se ele estiver em forma de blastocisto expandido (zona pelúcida rompida) não dá mais para coletar (ele não sobrevive na receptora) Forma inativa da glicose Esse sufixo quer dizer forma inativa
Qual é a proximidade parte fetal da placenta e da parte materna dela – a placenta é formada pelo epitélio do embrião e do feto posteriormente e pelo epitélio da mãe → Pode ser classificada quanto às partes materna e fetal que se relacionam em três tipos principais:
⮩ No endométrio da cabra e da ovelha existem estruturas chamadas carúnculas uterinas – são pontos específicos aonde a placenta se fixa ⮩ A parte materna é a carúncula uterina e a parte fetal é o cotilédone, as duas estruturas juntas formam o placentoma Para ver o placentoma completo teria que pegar o útero gestante, abrir na parede do útero, aí daria pra ver, parece um velcro → Parto Distócico – Parto que precisa de intervenção humana (não vai ocorrer naturalmente) → Parto Eutócico – Parto que ocorre naturalmente
Estágio 1: contrações do miométrio (PGF2α) com dilatação da cérvix (relaxina) – comandado principalmente pela PGF2α – contrações leves (para colocar os fetos na posição certa) Estágio 2: expulsão do feto através do canal do parto dilatado – comandado pela ocitocina – neuro-hormônio produzido pela neuro-hipófise e hipotálamo Estágio 3: expulsão da placenta + outros anexos fetais – comandado pela ocitocina Estágios 2 e 3 ocorrem ao mesmo tempo em espécies que tem ninhadas Fêmeas polítocas – vários fetos - estagio 2 e 3 acontecem juntos Fêmeas monótocas – somente um feto – estagio 2 acontece primeiro e depois vai acontecer o estágio 3 Contrações uterinas ocorrem em intervalos de acordo com a espécie e promovem a rotação do feto, de modo que ele se apresente de maneira correta à cérvix materna
→ Inquietação, sudorese (produção de suor), isolamento e/ou afastamento, anorexia (não tem fome), polipneia (aumento da frequência respiratória), muco sobre a vulva (perda do tampão mucoso cervical)
→ Ocorre inicialmente pela interação entre a estrona, relaxina e PGF2 α , se intensifica posteriormente pela pressão exercida pelo feto, que inicia o estágio 2 do parto → Quando o feto penetra a cérvix, as terminações nervosas locais são estimuladas. Por via aferente, um estímulo nervoso chega ao hipotálamo, que estimulará a hipófise anterior a produzir ocitocina → A ocitocina irá agir como um estimulante às contrações intensas do miométrio, que irão forçar mais ainda o feto para a pelve. Isso também estimula as contrações abdominais ritmadas em intervalos menores
→ À medida que o feto avança pela vagina, a membrana corioalantóide ou saco amniótico (esbranquiçada nas espécies maiores e translucida nas espécies menores – reveste o feto) se rompe devido à pressão criada pelo mesmo. → O líquido liberado aqui fornece lubrificação para o canal do parto. A superfície lisa do saco amniótico desliza por esse líquido e é expelido junto com o feto, que é liberado sem ter contato com o canal do parto → O saco amniótico pode permanecer intacto, porém, é rompido pelo feto ou pela mãe após o nascimento → Nas espécies polítocas, as placentas são expelidas logo após cada feto, já nas espécies monótocas, a placenta é expelida algumas horas após o parto
→ O cordão umbilical deve ser rompido se não ocorrer de maneira natural. Quando isso ocorre, os vasos umbilicais sofrem retração para que não ocorra hemorragia → A placenta já vem se separando do útero e se desfazendo durante o estágio 2 devido às contrações do miométrio, que abrem as criptas endometriais onde ocorria a(s) conexão(ões) → As contrações uterinas continuam após o parto para que o restante dos líquidos fetais e a placenta sejam expulsos e o útero involua para seu estado não-gravídico Todas as espécies, com exceção da égua, ingerem sua placenta A expulsão da placenta sofre retardo no caso de prematuridade do neonato ou de infecção no útero
O tamanho do úbere na vaca, não influencia na quantidade de leite → Vaca: Apresenta 4 glândulas mamárias individuais chamadas de quartos mamários. Os quartos mamários são unidades glandulares completamente independentes Úbere tem revestimento piloso e o teto é completamente sem pelo → A capacidade de produção não está totalmente relacionada com o tamanho já que a relação parênquima (tecido secretório) e estroma (tecido conjuntivo) variam amplamente → É o processo de preparação da glândula mamária para a produção de leite, no qual ocorre a diferenciação e multiplicação das células alveolares mamárias → O primeiro estágio consiste em diferenciação parcial enzimática e citológica das células alveolares e coincide com a pouca secreção de leite → O segundo estágio começa com a secreção copiosa de todos os componentes do leite na proximidade com o parto e permanece por diversos dias → No final da gestação, com a queda da progesterona e a presença de prolactina e glicocorticóides, ocorre a lactogênese