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Resumo sobre a área de Gestão de Produção.
Tipologia: Resumos
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O Que É Gestão De Produção E Operações?
Brevemente, a gestão de operações ocupa-se da atividade de gerenciamento estratégico dos recursos escassos (humanos, tecnológicos, informacionais e outros), de sua interação e dos processos que produzem e entregam bens e serviços, visando atender a necessidades e/ ou desejos de qualidade, tempo e custo de seus clientes. Além disso, deve também compatibilizar este objetivo.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ÁREA – ORIGENS
As origens mais primárias da gestão de operações são difíceis de rastrear. Operações, a rigor, sempre tiveram de ser gerenciadas, pois sempre houve organizações gerando e entregando pacotes de valor a clientes, tenha isso acontecido de forma explícita ou não. Ao longo do tempo, a transformação dos grandes projetos, quanto a sua natureza, de religiosa e política para empresarial, fez com que eventualmente a preocupação com tempo e recursos mais escassos criasse as condições para o surgimento da preocupação com a gestão dos projetos.
Contribuições
OPERAÇÕES AO LONGO DO SÉCULO XX
Frederick Taylor
Coube a Frederick Taylor em tomo de 1901, o pioneirismo no desenvolvimento de técnicas efetivas visando sistematizar o estudo e a análise do trabalho que influenciou tremendamente a área de gestão de operações no início do século XX. Nesse período da
história, as fábricas dedicadas a grandes volumes de produção estavam estabelecendo-se como unidades produtivas que demandavam soluções que as tomassem mais eficientes e gerenciáveis. Sua intenção era claramente ligada à eficiência: fazer mais produtos com menos recursos.
Henry Ford
A partir de 1913, Ford introduziu uma mudança de processo que faria com que seus índices de produtividade crescessem drasticamente: os produtos a serem montados agora fluiriam de estação de trabalho em estação de trabalho, indo de encontro aos montadores, ao invés do contrário. Estava criada a linha de montagem móvel. Já Alfred Sloan, estruturou uma política de segmentação da oferta de seus veículos, baseada no princípio de que diferentes segmentos de mercado estariam dispostos a pagar diferentes preços por diferentes produtos.
Motivação No Trabalho
Desse período datam as primeiras iniciativas das organizações de incentivos diferenciados, muito mais atenção para o ambiente de trabalho e para fatores motivacionais. Também o cliente ganha importância no processo e aspectos como qualidade de produtos, design, variedade e outros passam a ser mais valorizados pelas organizações, devido a graves recessões.
Desenvolve-Se A Área De Planejamento E Controle Da Produção
Outro desenvolvimento interessante que derivou do movimento de estabelecimento no pós-guerra da lógica de pesquisa operacional foi o estabelecimento, de uma vez por todas, de áreas como "planejamento, programação e controle de produção"
Nasce O Just In Time, Na Toyota, No Japão Do Pós-Guerra
Foi um sistema desenvolvido pela premência das necessidades e que obedecia a um raciocínio simples: identificação de desperdícios e trabalhar evolutivamente até achar formas de eliminá-los.
Deming E O Movimento De Qualidade No Japão
Os anos 50, os primeiros anos da computação, trouxeram grande esperança também para a área de planejamento e controle de produção os problemas complexos de programação de atividades em fábricas já tremendamente complexas esbarravam fortemente na limitação da capacidade de tratamento de informações. Com os primeiros computadores, surgiram as primeiras aplicações, que eram voltadas a registrar os estoques de produtos e componentes usando o corpo de conhecimentos recém- desenvolvido sobre controle e gestão de estoques, agora já considerada uma área do conhecimento.
Investimentos adicionais fizeram com que a capacidade produtiva mundial passasse a superar substancialmente a capacidade de o mundo consumir produtos. O cliente vê-se na situação de poder escolher entre várias ofertas concorrentes, já que nem todos os ofertantes conseguiriam colocar seus produtos. Competitividade passa a ser uma palavra cada vez mais constante no vocabulário do gestor de operações.
benchmarking, os processos de desenvolvimento e de implementação de estratégias de operações.
Escopo Ampliado: Incorpora Serviços, Torna-Se Estratégico E Va I À Rede
Nota-se pela descrição histórica que a área de gestão de produção e operações sofreu ao longo de sua evolução, ampliação de escopo, pelo menos em 3 diferentes aspectos:
Papel Estratégico Da Área De Gestão De Operações Hoje
O papel estratégico da área de operações está hoje bastante estabelecido nos altos escalões de uma maioria de empresas. No nível das unidades de operações propriamente dito, a tomada de decisões em muitas empresas ainda não obedece a uma consideração mais sistêmica de impactos nos resultados globais da organização. Tradição oral e pelas rotinas organizacionais, acabaram por se transformar num paradigma difícil de ser alterado. Cumpre aos profissionais de gestão de operações do século XXI alterar este quadro
Quadro Geral De Referência Para Gestão Estratégica De Produção E Operações
Como nem todos os critérios de desempenho são igualmente valorizados por todos os clientes, é importante, para que uma eficaz gestão estratégica da operação (dos seus Recursos e competências) ocorra, que sejam cuidadosamente analisados os aspectos que são priorizados pelos mercados visados. Além disso, outros grupos de interesse também devem ser levados em conta na gestão estratégica de operações: o ambiente coloca tanto restrições quanto oportunidades.
ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES
Introdução
Estratégia de operações pode parecer, para alguns, até uma contradição em termos. Nas abordagens mais tradicionais, havia, de fato, três níveis de diferentes abrangências gerenciais mais ou menos distintos: a estratégica, a tática e a operacional. "Operacional", naquele caso, referia-se a uma abordagem mais de curto prazo, detalhada e predominantemente reativa. "Operações" tem outro sentido: o que se pretende aqui é discutir a gestão, com abordagem estratégica, da função de operações dentro das organizações (para discussão dessa concepção de "operações”.
Por que gestão estratégica de produção e operações?
Tradicionalmente, a gestão de operações era vista como algo operacional, visando reagir, a posteriori, da melhor forma possível, às ocorrências e solicitações da organização Isso mudou muito a partir do final dos anos 60 no mundo ocidental.
A discussão a seguir baseia-se nos motivos enumerados por Skinner, pelos quais os Estados Unidos e o Ocidente perderam espaço para o Japão. Embora seus argumentos originais se centrassem em operações industriais, a discussão estende os conceitos, para que fique claro que a argumentação se sustenta também para operações de serviço:
O objetivo da estratégia de operações é garantir que os processos de produção e entrega de valor ao cliente sejam alinhados com a intenção estratégica da empresa quanto aos resultados financeiros esperados e aos mercados a que pretende servir e adaptados ao ambiente em que se insere. Para isso, é necessário incluir, no tratamento de processos decisórios em operações, elementos externos à organização, como o cliente, a concorrência, os parceiros fornecedores, o acionista e outros grupos de interesse.
Renuncia-se ao desempenho superior em um aspecto para se privilegiar o desempenho em outro aspecto. É disso que tratam os trade-offs.
Hayes e Wheelwright (1984) foram os primeiros a elaborarem um livro robusto sobre estratégia de manufatura, elaborando conceitos importantes como o conhecido modelo de quatro estágios de avanço na posição estratégica que o setor de manufatura pode ter numa empresa:
As múltiplas formas de competir no mercado
"Não há uma melhor forma de gerenciar operações". Isso porque existem vários aspectos que são possivelmente importantes e levados em conta pelo cliente das operações em seu processo de avaliação do que lhe for fornecido. Em operações, é necessário ser mais preciso quando definimos objetivos a perseguir - isso porque há situações em que o gestor deve optar por renunciar a níveis de desempenho superiores em alguns critérios para favorecer outros (afinal esta é a natureza dos trade-offs!). Para que a decisão de renúncia seja mais acertada, é importante saber precisamente quais as prioridades dadas pelo cliente da operação quanto aos diferentes aspectos para que seja possível focalizar nos aspectos adequados.
Propomos os seguintes aspectos de desempenho (ou critérios de desempenho) como possivelmente relevantes:
Conflito (trade-off) entre aspectos De desempenho em operações
Há também pares de aspectos de desempenho que não só não representam conflito (trade-off), mas também podem muito bem auxiliar-se mutuamente. Os trade-offs podem ter seu comportamento alterado, isto é, o quanto o desempenho num critério de desempenho é prejudicado pela melhoria do desempenho em outro critério pode ser alterado no médio e longo prazo.
Análise de foco operacional na Prática: um exemplo de ferramental pra análise
Dado que existem trade-offs entre alguns pares de critérios de desempenho em operações, isso significa que é impossível que uma operação apresente desempenho excepcional simultaneamente em dois critérios que representem trade-offs entre si.
Operações focalizadas: um conceito Estratégico controverso
Um sistema de operações não pode ser excelente em todos os aspectos de desempenho ao mesmo tempo. Deve-se lidar com os dilemas que essa constatação traz. Diferentes características de desempenho demandam que os recursos de operações sejam organizados de formas diferentes.
Essa é a razão por trás do conceito de foco nas operações. De acordo com a ideia de operações focalizadas, para suportar efetivamente a estratégia competitiva do negócio, a função de operações deve focalizar cada parte do sistema de operações em um conjunto limitado e gerenciável de produtos, tecnologias, volumes e mercados, de forma a limitar os objetivos das operações nos quais se busca excelência.
Quadro geral de referência
Para efeitos práticos, o que se quer com a gestão estratégica de operações é criar um padrão de decisões coerente com a direção estratégica que se pretende para a organização. Isso implica que o tomador de decisão deveria sempre, em suas decisões de priorização na alocação dos recursos escassos com que trabalha, levar em conta elementos estratégicos, por exemplo, os clientes e a concorrência.
Importância estratégica dos Critérios: ganhadores de pedidos e Qualificadores
No sentido de entender o processo de priorização dos critérios, realizado pelos clientes, Hill (1985) introduz os conceitos de critérios ganhadores de pedidos e critérios qualificadores.
Áreas de decisão em produção e Operações
Uma vez que uma operação descobre que precisa disparar ações para que seus níveis de desempenho alterem-se em determinados aspectos, é necessário entender quais são estas ações. Um gestor de operações é basicamente um gestor de recursos. Estes recursos são escassos.
REDES DE OPERAÇÕES NA CADEIA DE VALOR
Tecnologias de produto e processo Evoluem e requerem novas Abordagens
treinamento do staff envolvido. Uma terceira fonte de aumento de valor é o acesso a habilidades particulares, baseado na experiência e curvas de aprendizado.
Quando a atividade é terceirizada para uma empresa especialista, a atividade toma-se central para o fornecedor. Há outras fontes de aumento de valor em certos tipos de terceirização. Empresas muitas vezes preferem repassar parcelas maiores de risco para fornecedores. Isso pode ter intenção de apropriar- s e de maior parcela de valor ou criar valor. Por exemplo, pode-se terceirizar para "transformar custos fixos em variáveis".
COMPETÊNCIAS
Hamel e Prahalad (1994) definem competência do seguinte modo: "Uma competência é um conjunto de habilidades e tecnologias mais do que apenas uma única habilidade ou uma única tecnologia. Uma competência central representaria uma somatória de aprendizados ocorridos cruzando fronteiras de equipes e unidades operacionais ou funcionais e portanto raramente é encontrada confinada em uma unidade ou equipe."
Competências centrais
Três características necessárias para que uma competência seja considerada central (core):
Relacionamento com parceiros na rede de operações
Uma vez que as decisões de "comprar ou fazer" foram tomadas para aquelas atividades que se decidiu terceirizar, é necessário que se decida que tipo de relacionamento será estabelecido com os particulares terceirizados
Custos de troca: Os tipos de relacionamento dependiam, entre outros fatores, do nível de especificidade dos investimentos feitos por fornecedor e cliente no relacionamento. Outra variável que parece influenciar o tipo de relacionamento é o custo de troca do fornecedor a ser incorrido pelo cliente.
Um contínuo de "custos de troca" de fornecedor: Quanto maior a especificidade de ativos (informação, tecnologia, entre outros) do cliente alocados no relacionamento específico, maiores os custos de troca. Quanto mais monopolista o fornecedor for, maiores os custos de troca. Quanto maiores os custos de transação envolvidos, maiores os custos de troca.
Tipos de relacionamento com fornecedores Mercado puro
Elos fortes e elos fracos da rede de operações
Parece plausível que a responsabilidade repouse sobre algum dos participantes da própria rede, ou seja, um dos elos da rede. Dentre os elos da rede, há os que são mais fortes (compradores mais importantes, detentores de tecnologia – ou outra competência central relevante) e os que são menos fortes, os coadjuvantes da rede.
A partir daí podemos tirar urna proposição:
logísticos, de modo que se possam utilizar diferentes modelos para gerenciar, contingentemente, diferentes situações, clientes, produtos, demandas etc.
VANs são empresas, muitas vezes originadas de portais de apoio ao e-commerce, que se estruturam para oferecer serviços para redes de suprimentos mais pulverizadas. Muitas vezes, a origem das VANs é de portais de comércio eletrônico, porque nessa situação essas empresas já se comunicavam com muitos membros pertencentes a um setor industrial, utilizando como infraestrutura de telecomunicações a Internet.
Com isso, dois dos pontos identificados acima estão (ao menos tecnologicamente) resolvidos: