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Ginastica, Notas de estudo de Educação Física

Flexilidade Conceitos e Avaliações

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 25/11/2009

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tamires-oliveira-da-silva-4 🇧🇷

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FLEXIBILIDADE
Capacidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de
amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos
limites morfológicos, sem o risco de provocar lesão.
CONCEITO
“Qualidade motriz que depende da elasticidade muscular e da mobilidade
articular, expressa pela máxima amplitude de movimentos necessária para a
perfeita execução de qualquer atividade física eletiva, sem que ocorram lesões
anatomopatológicas.” (Pavel e Araújo)
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FLEXIBILIDADE

Capacidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o risco de provocar lesão.

CONCEITO

“Qualidade motriz que depende da elasticidade muscular e da mobilidade articular, expressa pela máxima amplitude de movimentos necessária para a perfeita execução de qualquer atividade física eletiva, sem que ocorram lesões anatomopatológicas.” (Pavel e Araújo)

OBJETIVOS DA FLEXIBILIDADE

Segundo Rodrigues e Carnaval (1985)

a) Melhorar a elasticidade muscular; b) Aumentar a mobilidade articular; c) Melhorar o transporte de energia; d) Aumentar a capacidade mecânica do músculo; e) Permitir um aproveitamento mais econômico da energia mecânica; f) Evitar lesões musculares; g) Reduzir o choque de impacto nos esportes de contato e nas quedas; h) Aumentar a amplitude dos movimentos inerentes à atividade; i) Promover o relaxamento muscular; j) Oferecer a possibilidade e capacidade ao atleta de aperfeiçoar com maior rapidez técnica.

FATORES ENDÓGENOS INFLUENCIADORES DA FLEXIBILIDADE

a) Idade ; b) Sexo ; c) Individualidade biológica; d) Somatotipo ; e) Estado de condicionamento físico ; f) Tonicidade muscular; g) Concentração.

FATORES EXÓGENOS INFLUENCIADORES DA FLEXIBILIDADE

a) Hora do dia ; b) Temperatura ambiente; c) Exercício.

IMPORTÂNCIA DA FLEXIBILIDADE

A Flexibilidade pode acarretar em alguns benefícios, entre eles:

  • Maior amplitude dos movimentos;
  • Perfeito relaxamento dos antagonistas;
  • A melhoria da técnica;
  • Prevenção de lesões;

Podemos citar ainda como importância da flexibilidade: a) Aperfeiçoamento motor b) Eficiência mecânica c) Profilaxia de lesões d) Expressividade e consciência corporal

Ë Zona de Alta Resistência (ZAR)

a.1) Flexibilidade estática É observada num movimento de relaxamento de toda musculatura ao redor da articulação que participará do movimento e mobilização do segmento de forma lenta e gradual, por agente externo, buscando alcançar o limite máximo. a.2) Flexibilidade Dinâmica É expressa pela máxima amplitude de movimento obtida pelos músculos motores do mesmo, de forma rápida. a.3) Flexibilidade controlada É observável quando se realiza um movimento sob a ação do músculo agonista de forma lenta até chegar à maior amplitude na qual seja possível realizar uma contração isométrica.

b) Quanto à abrangência b.1) Flexibilidade geral É observada em todos os movimentos de uma pessoa englobando todas as suas articulações. b.2) Flexibilidade específica É referente a um ou alguns movimentos realizados em determinadas articulações.

c) Quanto ao referencial c.1) Flexibilidade relativa Compara o grau de flexibilidade obtido com os comprimentos e dimensões corporais.

c.2) Flexibilidade absoluta Na medida de um movimento específico, leva em conta apenas o arco articular máximo alcançado, sem considerar as medidas antropométricas.

d) Quanto às articulações envolvidas d.1) Flexibilidade simples É observada numa determinada ação articular em uma única articulação.

d.2) Flexibilidade composta Quando o movimento envolve mais de uma articulação ou mais de um tipo de ação articular dentro de uma articulação simples.

FLEXIBILIDADE X ALONGAMENTO

Quadro 1 – Diferença entre Alongamento e Flexibilidade Trabalho Estrutura biológica

ALONGAMENTO FLEXIBILIDADE

Articulação Trabalho sem ser forçada É forçada ao seu limite máximo

Componentes Plásticos São deformados pelo trabalho Já se encontram quase totalmente deformados

Componentes Elásticos Estirado a nível submáximo Estirados até o limite máximo

Mecanismo de Propriocepção

Não são estimulados São estimulados

Terminais Nervosos da Dor

Não são estimulados Podem ser estimulados nos limites máximos Fonte: Dantas (1989: 66).

FATORES QUE DETERMINAM A FLEXIBILIDADE

a) “ Irritabilidade” dos músculos. b) Condicionamentos biomecânicos. c) Comprimento e elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos que envolvem as articulações. d) Fatores psíquicos.

A flexibilidade pode ser limitada pelos seguintes fatores anatômicos-fisiológicos:

  • Estrutura da articulação;
  • Massa e Força muscular;
  • Capacidade de estiramento muscular;
  • Capacidade de estiramento dos tendões, ligamentos, cápsulas articulares e pele;
  • Idade e Sexo;
  • Estado ou condicionamento físico;
  • Exercício;
  • Estado de aquecimento dos aparelhos locomotores ativo e passivo;
  • Fadiga;

ELABORAÇÃO DO PROGRAMA

Í FREQÜÊNCIA : 02 à 05 dias por semana Í DURAÇÃO : 15 – 30 minutos Í 05 semanas  melhora Í P. sobrecarga  posição distendida (períodos maiores) Ex.: início = 10 – 15 segundos  + 5” até 30” Í Cada exercício  03 vezes até 04 repetições. Obs.; Essas considerações baseiam-se em um programa que deveria incluir 10 exercícios diferentes de alongamento.

MÉTODOS DE TREINAMENTO

Formas de Alongamento

Estiramento

É a execução de um movimento à custa da ação do antagonista, de outros grupos musculares ou da ação de terceiros; procurando atingir arcos extremos. Subdivide-se em: Í Estiramento passivo : realizado através da manutenção de posturas de grande amplitude, sem extrapolar o limite máximo de movimento, durante 4 a 6 segundos. Í Estiramento ativo : consiste de 2 a 3 séries de 3 a 6 repetições que visem alcançar o limite máximo da utilização normal do arco articular. Í Estiramento misto : utilizam-se 2 séries de 4 repetições submáximas e uma permanência de 4 segundos no ponto máximo atingido, atentando-se para a realização de forma lenta.

MÉTODOS DE TREINAMENTO E TIPOS DE FLEXIBILIDADE

Observações relativas ao treinamento de flexibilidade: a) Os exercícios devem ser feitos diariamente; b) Antes deve se fazer um bom aquecimento; c) Cada exercício deve ser repetido suficientemente; d) “Soltar” a musculatura após cada exercício; e) Iniciar com exercícios gerais e depois ir para os específicos; f) Os exercícios específicos devem ser os mais semelhantes possíveis às características das modalidades esportivas; g) Devem ser utilizados em todos os níveis de trabalho.

O trabalho de flexibilidade pode apresentar-se como: Í Ativo; Í Passivo ; Í Flexibilidade Estática Í Flexibilidade Balístico / Dinâmico Í Flexibilidade por contração-relaxamento / Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (F.N.P)

MÉTODOS

Método Ativo ou Flexibilidade Dinâmica Realizado através da execução de exercícios dinâmicos (balísticos). Aproveita a inércia do segmento corporal em movimento e forçar amplitudes maiores que as normais. Devido aos constantes estiramentos a que submete o músculo, a flexibilidade ativa os fusos musculares provocando contração muscular e tornando o trabalho mais difícil e doloroso.

Método Passivo ou Flexibilidade Estática Utiliza-se posturas estáticas, foi inspirado na yoga e é 20% mais eficaz que o método ativo.

Método de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) Este método utiliza-se da influência recíproca entre o fuso muscular e o órgão tendinoso de Golgi de um músculo entre si e com os do músculo antagonista para obter maiores amplitudes de movimento.

c) Processo de sustentação – relaxação (Hold-Relax) Este processo é baseado na inervação recíproca. Consiste de três passos: 1 o^ passo – O sujeito que vai ser treinado relaxa a musculatura a ser trabalhada (antagonista ao movimento) que é estirada passivamente pelo treinador até o limiar de flexibilização. 2 o^ passo – O sujeito contrai o músculo agonista, durante 8”, numa contração isométrica máxima. 3 o^ passo – Findo os 8” de contração, o treinador comanda: _ Relaxa! E o sujeito, após relaxar, tem seu segmento conduzido passivamente ao novo limite.

d) Processo de contração-relaxação antagonista É baseado no princípio da indução sucessiva e consiste de quatro passos. 1 o^ passo – O treinador conduz o segmento a ser trabalhado, deixado em estado de relaxamento pelo sujeito, ao Limiar de Flexibilização. 2 o^ passo – O sujeito realiza uma contração sub-máxima, concêntrica, do músculo antagonista durante oito segundos. Como o treinador impedirá a realização do movimento, a contração será isométrica.

Em seguida, antes do terceiro passo, relaxa durante três segundos. 3 o^ passo – o sujeito realiza de 8 a 10 contrações isotônicas do músculo agonista, procurando aumentar o arco articular, durante oito segundos. 4 o^ passo – Findos os oito segundos, cessa a contração e, durante os próximos três segundos, o treinador, puxando o segmento passivamente, procura atingir novos limites. Este processo estimula a elasticidade muscular e desenvolve a flexibilidade dinâmica.

e) Processo de reversão lenta (Slow-Reversal - Hold/Relax) 1 o^ passo – O sujeito relaxa a musculatura a ser trabalhada e o segmento é conduzido ao arco articular máximo, passivamente, pelo treinador. 2 o^ passo – Partindo da posição máxima, o sujeito realiza uma contração do músculo agonista durante oito segundos. O treinador impede o movimento, caracterizando a contração isométrica. 3 o^ passo – Sem solução de continuidade, o treinador inverte o ponto de apoio e o sujeito passa agora a realizar uma contração isométrica máxima do antagonista, também durante oito segundos. 4 o^ passo – O treinador comanda: “Relaxe!” e conduz passivamente o segmento a um arco articular mais amplo.