

























Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
PARA O ESTUDO DA GINÁSTICA
Tipologia: Notas de estudo
1 / 33
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!


























Para o estudo da ginástica, como de qualquer conteúdo, é imprescindível conhecermos seu surgimento e sua evolução
para não cairmos no erro da ausência de sentido significado que acompanhou a escola tradicional todos esses anos de educação brasileira.
Os estudos históricos demonstram que, as atividades físicas exercidas pelos primeiros hominídeos embasaram a
evolução das ginásticas. A partir das atividades de caça, pesca, lutas, diversão e culturação a deuses com danças e representações, os homens perceberam o potencial de suas
capacidades físicas como força, destreza, resistência e equilíbrio, passando a estruturá-las em benefício próprio.
A conjuntura política/social e econômica de cada época histórica definia as características da atividade física. No mundo antigo, em suas principais cidades, GRÉCIA e ROMA, as
atividade eram voltadas para guerra, fonte de riqueza, e para a estética, com o culto do corpo belo. Acreditavam ainda, que a atividade física era tão importante para a educação do
homem como a intelectual, assim era obrigado a constar no currículo dos que podiam estudar.
Com a decadência do mundo antigo, em virtude do seu empobrecimento, e surgimento do cristianismo, modifica-se a forma de encarar a atividade física.
Ela agora pertence ao mundo mundano, indigno a formação do homem. O medievo determina que só as atividades voltadas
para o espírito e contemplação de Deus, deveriam integrar a educação do homem. As pessoas contra as atividades corporais exercidas pela igreja e as proibições a evolução intelectual
gera insatisfação na elite pensante à época surgindo o movimento humanista, que declara o homem o centro do universo
e não mais Deus, como dilata a igreja. Concomitante, a
máquina entra em ação engendrando uma transformação social e intelectual.
O trabalhador que iria enfrentar as máquinas modernas, deveria dominar a leitura, os números e Ter músculos fortes,
estes serviriam também para defesa da pátria, visto que, a modernidade suscitou grandes confrontos armados, exigindo dos soldados um preparo físico específico. Com isso a atividade
corporal é revalorizada e começa a estorcar as primeiras sistematizações dos exercícios. Os primeiros desta prática
são os alemães, suecos, dinamarqueses e franceses que elaboram os métodos ginásticos, de se denominaram com o nome dos países.
Na Alemanha, a ginástica era executada em aparelhos e
em contato com a natureza, tendo um caráter pedagógico, de formação moral e disciplinar, e onde surgiu as primeiras perspectiva de ginástica rítmica e da ginástica feminina.
Cabe também a Alemanha a introdução de aparelhos portáteis na ginástica, o improviso na atividade corporal, a valorização
do rítmico e o contato do corpo com o solo.
O método francês preocupava-se com o aperfeiçoamento motor, considerando as dimensões anatomo / fisiológicas do
corpo. Na seqüência do seu desenvolvimento, o método francês da ênfase nas qualidades físicas mais utilizadas na vida quotidiana, na economia de energia, no desenvolvimento físico
integral, no aumento da resistência orgânica, valorizar aptidões através dos exercícios naturais, repudiando os
artificiais.
Na Suécia os estudiosos “propunham um método de
educação física com finalidades higiênicas e corretivas, integrando exercícios racionais e tendo em vista o
desenvolvimento harmonioso no corpo” (CRESPO-1987). Era composto por exercícios analíticos, racionais, simples e localizadas, e tinha abrangência pedagógica, militar, médica e
“A arte de exercitar o corpo nu”, para o mundo grego, ampliou-se para “conjunto de exercícios corporais com o
objetivo de aprimorar ou corrigir as capacidades físicas”(NASCENTE, 1988), como também, “arte ou ato de exercitar o corpo para fortifica-lo e dar-lhe agilidade; o
conjunto dos exercícios corporais sistematizados para esse fim, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e
aplicados com objetivos educativos, competitivos, artísticos, terapêuticos, etc” (Holanda, 1986 ).
Assim, podemos entender a ginástica, como forma de
trabalho corporal, realizando em espaço fechado, ao ar livre ou na água, com ou sem aparelhos e materiais, com ou sem utilização de música, proporcionando experiências corporais
que visam a conscientização do próprio corpo, suas possibilidades de movimentos e a busca de um estilo individual de executá-lo, através de movimentos ritmados, alegres,
expressivo, com variações dinâmicas, geral e localizados.
Definimos como divisão da ginástica para nosso caderno:
Atualmente essa nomenclatura serve para designar o que os alemães chamam de GYMNAESTRADA , que seria uma ginástica de massa, que reúne ginástica e dança sem grandes exigências técnicas e com fins de espetáculo. Entretanto para fins didáticos, consideramos a ginástica geral, a união das ginásticas que englobam o conhecimento no âmbito escolar nos níveis teórico/prático. Assim temos:
“É aquela que auxilia o desenvolvimento corporal” ( TEIXEIRA, 1997 ). Nela estão incluídos os movimentos que desenvolvem a flexibilidade, a força, a velocidade, o equilíbrio, a resistência, a agilidade e a coordenação. Assim como, a consciência dos movimentos das partes do corpo. Desta forma, é fundamental propor situações em que a criança possa explorar tudo que o cerca, deixando-a agir, criar e descobrir de acordo com seus interesses, possibilitando a aquisição de valiosas experiências motoras que lhes darão um melhor conhecimento do corpo e suas possibilidades de movimento indispensáveis ao desenvolvimento da sua consciência corporal. Tendo como objetivo a formação de uma personalidade ativa corporalmente e participativa desde o início da escolaridade, estimula-se o desejo de realização constante de
atividades físicas. Assim, a ginástica formativa, contribui para um aluno conhecedor dos valores positivos da atividade física, estimulando-o a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo à prática de exercícios físicos no seu dia a dia, desenvolvendo um estado de satisfação pessoal e bem estar geral.
É uma ginástica com fins competitivos não impossibilitando seu trabalho com fins educativo. Possui exercícios, aparelhos e regulamento próprio, que a define como ginástica competitiva. Contribuiu para aprimorar as qualidades físicas, desenvolvendo força, coordenação, flexibilidade, agilidade, concentração, ritmo e disciplina. Criada em 1802, por D, Francisco de Amóros com os aparelhos barra, escada, cordas lisas e com nós. Foi desenvolvida por Ludswich John, que em 1812 coordenou 132 exercícios na barra fixa, aparelho por ele criado. Aperfeiçoou o cavalo de pau colocando alças e criou o aparelho barras paralelas. Publicou em 1916, o livro “Die Deutche Turn Kunst”, que mencionou pela primeira vez as especificações e classificações correspondentes a ginástica em aparelhos, juntamente com os regulamentos das provas atléticas de equipe. Em 1839, Enest Eisselmo criou a argola e em 1846, Adolf Spliss, ginástica alemão publicou a obra “Ensinamentos de ginástica” contendo os primeiros aparelhos coletivos. Em 1986, a ginástica participa da primeira Olimpíadas nos aparelhos barra fixa, argola, cavalo com alça, paralelas e cavalo de salto. Deste momento em diante a ginástica esta evoluindo na sua forma de apresentação, regulamentação e execução.
trave de equilíbrio, paralelas assimétricas.
suspensão, mudança de direção dos movimentos evitando paradas.
“Ginástica Rítmica Desportiva” Uma atividade essencialmente feminina que tem como base a Ginástica Moderna. Praticada a mãos livres e com aparelhos desenvolvendo-se sempre com acompanhamento musical. Com regulamentação específica, é uma arte dinâmica, criativa, natural, orgânica, com movimentos de características próprias, diferentes das outras escolas de expressão corporal, praticada a noções livres e com aparelhos, desenvolvendo a beleza plástica, graça e elegância, formando um conjunto harmonioso de movimentos e ritmos. g Características Fundamentais – a leveza, a fluência , o ritmo e a dinâmica são as características da Ginástica Rítmica; seus movimentos serão sempre fluentes, naturais e vivos. g Objetivos – A Ginástica Rítmica visa desenvolver o indivíduo através de movimentos orgânicos. Procura desse modo levar a executante em sua totalidade, a encontrar o equilíbrio e o ajustamento psicossomático. g Considerações Gerais – A palavra Ginástica vem do Grego e significa exercícios corporais com fins estéticos e salutares ( preservação da saúde ). De acordo com Erica Saur que faz um retrospecto a “Ginástica Rítmica” idealizada por Jaques Dalcroze, nos reporta a influência de François Delsarte no campo da Educação e da expressão artística em favor da naturalidade, utilizando o corpo como instrumento de expressão. Para Dalcroze a “Ginástica de Expressão” e “Ginástica Estética” constituíram, sem dúvida, a base da maioria dos
sistemas de ginástica feminina do nosso século. Partindo dessas idéias renovadoras, empreendeu experiências no sentido de expressar o rítmo musical por movimentos corporais, entretanto, somente seu discípulo Rudolf Bode pedagogo e Ginasta conseguiu desenvolver uma nova prática do movimento orgânico. Erica Saur ainda afirma que Dalcroze nunca conseguiu abandonar por completo o campo da educação musical. Em vez de colocar o acontecimento dinâmico na essência de uma ginástica, ele se prendeu a figuras musicais, ilustrou-as por movimentos corporais e chegou a um fim diferente daquele a que inicialmente, a sua intuição queria levar. Chegou a métrica e não a Rítmica. A ginástica rítmica criada por Dalcroze recebe então o nome de Educação Rítmica ou a “Rítmica” de Dalcroze que visa o aprimoramento da Educação Musical, enquanto a orgânica de Rudolf Bode procura atingir outros objetivos: O movimento orgânico e expressivo com totalidade e fluência rítmica. Com a criação desses exercícios naturais Rudolf Bode visava restabelecer no indivíduo a vivência do desenrolar perfeito do seus movimentos inatos. Para Claude Chalanguier (1978) a necessidade de movimento com expressividade é imperiosa. Muitas pessoas exprimem o desejo de mover-se simplesmente pelo prazer do movimento; desejam correr, saltar, girar, estirar-se e balançar-se. Entretanto esse desejo é mal sucedido porque tais pessoas sentem-se inibidas e sem saber como movimentar- se. g Laban – considerava o movimento humano sob aspectos variados de tempo, peso, espaço e de fluidez levando o gesto expressivo a uma liberação total da alma e do corpo.
Os princípios básicos da Ginástica Rítmica foram fundamentados por volta de 1920, e nos países europeus sua prática era bem difundida. A primeira vez que se falou internacionalmente em Ginástica Rítmica foi em 1948 quando a Rússia promoveu uma competição dessa modalidade participando apenas 3 países: Rússia, Bulgária e Tchecoslováquia.
14
movimentos naturais da vida: lançar, aparar, quicar, saltitar, bater, andar, balançar, rolar, correr, etc. O impulsionar e molejar como são considerados forças geradoras de movimento são citados em todos os autores.
g CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS No trabalho prático, o movimento é o meio que o professor utiliza para alcançar, entre outros, os objetivos de educar e formar o indivíduo em sua totalidade.
Particularmente na Ginástica Rítmica os movimentos são distribuídos em dois grandes grupos: MOVIMENTOS COM DESLOCAMENTOS E MOVIMENTOS SEM DESLOCAMENTOS.
Compreendem: g Andar – é a execução de um movimento com transferência do peso do corpo de um pé para o outro sem perda de contato com o solo.
g Correr – é a execução de um movimento anterior com perda momentânea do contato dos pés com o chão.
g Saltar – é um movimento em que a perda de contato com o solo é total, havendo pois uma permanência acentuada do corpo no espaço.
g Saltitar – é a execução do movimento anteriormente descrito, com ligeira perda de contato com o solo e uma curta permanência do corpo no espaço.
g Girar – é um movimento de rotação em todo eixo horizontal ou longitudinal. Pode ser executado no lugar ou com deslocamento.
g Flexionar – os flexionamentos têm como finalidade dar ao corpo maior flexibilidade e agilidade possibilitando harmonia e graça aos movimentos.
g Estender – os movimentos de extensão visam estabelecer, recondicionar, fortificar e tornar o corpo mais elástico e hábil educando e melhorando a postura durante o movimento e em posição estática.
g Circundar – os movimentos de circundução visam fortificar e dar maior mobilidade às articulações, a fim de que seja alcançada uma confirmação fluente entre os movimentos de flexão e extensão.
g Equilibrar – É um estado estático do corpo entre dois movimentos equilíbrio estático, ou a transferência.
Para Lucy Godoy ( 1985 ), o trabalho específico da Ginástica Rítmica Desportiva é iniciado com a aprendizagem das técnicas básicas do movimento executado a Mãos Livres.
Essas técnicas compreendem várias formas de: 1 – Andar 2 – Correr 3 – Saltar 4 – Saltitar
2 - Impulsão com um pé queda, no pé contrário 3 - Impulsão com dois pés e queda em um pé 4 - Impulsão com dois pés e queda nos dois pés
Tipos de Saltos 1 - Salto tesoura 2 - Salto grupado 3 - Salto carpado 4 - Salto em arco 5 - Salto aberto 6 - Salto spacat 7 - Salto chutado 8 - Salto cadete 9 - Salto com reversão 10 - Salto batido 11 - Salto “gretch”
5 – Formas de Girar:
Os giros poderão ser executados: g Em apoio sobre um pé, também conhecido como “pivo” g Em apoio sobre dois pés g Com apoio de partes do corpo no solo g Com o corpo no ar ( no salto cadete, no salto com reversão )
Poderão ser executados nas posições:
g de pé, estando as pernas entendidas ou flexionadas g de cócoras g ajoelhada g sentada
Poderão iniciar com: g um passo
g uma semi flexão das pernas g um passo que termine na ponta do pé
Poderão ser executados os seguintes tipos de giros: g meio giro, igual a 180º g giro completo igual a 360º g giro e meio igual a 540º g giro duplo igual a 720º 6 – Formas de equilibrar:
Existem três tipos de equilíbrio: g Equilíbrio dinâmico g Equilíbrio estático
g Equilíbrio recuperado
As posições em equilíbrio mais usadas em G.R.D são:
g De pé g Ajoelhada
g Sentada
Na posição de pé temos: g Equilíbrio sobre os dois pé
g Equilíbrio sobre 1 pé ( arabesque )
Os arabesque mais usados são: g Com a perna leve elevada a 45º
g Prancha ou avião g Perna leve estendida à frente, tronco ereto g Perna leve estendida atrás ou flexionada tronco ereto
g Perna leve em Spacat lateral”
Na posição ajoelhada temos:
g Equilíbrio sobre os dois joelhos g Equilíbrio sobre 1 joelho.
7 – Formas de balancear:
Podemos executar balanceamentos: g De pernas