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Glicólise - esquemas, Exercícios de Bioquímica

esquema de reações da via glicolítica

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 19/03/2020

patricia-bernardo-villela
patricia-bernardo-villela 🇧🇷

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A glicólise possui seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato, cada
uma com três átomos de carbono, ocorre numa sequência de 10 passos, sendo que os cinco
primeiros constituem a via preparatória. Já as cinco últimas fases constituem a fase
de pagamento.
Fase Preparatória
1. Fosforilação da glicose: neste passo inicial, a glicose é ativada para as reações
subsequentes pela sua fosforilação em C-6 para liberar a glicose-6-fosfato; o doador
do fosfato é o ATP. Esta reação é irreversível sob as condições intracelulares e é
catalisada pela enzima hexoquinase.
2. Isomerização da glicose: neste segundo passo, a glicose-6-fosfato sofre catalise
reversível da enzima fosfoexose isomerase, transformando-se em frutose-6-fosfato.
3. Fosforilação da frutose-6-fosfato: a enzima fosfofrutoquinase-1 catalisa a
transferência de um grupo fosfato do ATP para a frutose-6-fosfato para liberar a
frutose-1,6-difosfato, sendo essa uma reação irreversível a nível celular.
4. Clivagem da frutose-1,6-difosfato em duas trioses: a enzima frutose-1,6-
biofosfato aldolase, catalisa a condensação reversível de grupos aldol. A frutose-1,6-
difosfato é quebrada para liberar duas trioses fosfato diferentes, o gliceraldeído-3-
fosfato, uma aldose e a dihidroxiacetona fosfato, uma cetose.
5. Interconversão das trioses fosfato: apenas uma das trioses fosfato formada
pela aldose (gliceraldeído-3-fosfato) pode ser diretamente degradada nos passos
subseqüentes da glicólise. Já o produto dihidroxiacetona fosfato, é rápida e
reversivelmente convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela quinta enzima da
seqüência glicolítica a triose fosfato isomerase. Esta reação encerra a fase
preparatória da glicólise.
Fase de Pagamento
6. Oxidação do gliceraldeído-3-fosfato em 1,3-difosfoglicerato: este e o
primeiro passo da fase de pagamento da glicólise, onde ocorre a conversão do
gliceraldeído-3-fosfato em 1,3-difosfoglicerato, catalisado pelo gliceraldeído-3-fosfato
desidrogenase. É a primeira das duas reações conservadoras de energia da glicólise
e que leva à formação de ATP. O grupo aldeído do gliceraldeído-3-fosfato é
desidrogenado em um anidrido de ácido carboxílico como o ácido fosfórico, o
acilfosfato. O receptor do hidrogênio é a coenzima NAD+ (forma oxidada da
nicotinamina adenina dinucleotídeo). A redução do NAD+ ocorre pela transferência
enzimática de um íon hidreto (H-) do grupo aldeído para liberar a coenzima reduzida
NADH. Este, por sua vez, precisa ser reoxidado até NAD+, pois as células possuem
um número limitado de NAD+.
7. Transferência do fosfato do 1,3-difosfoglicerato para o ADP: a enzima
fosfogliceratoquinase transfere o grupo fosfato de alta energia do grupo carboxila do
1,3-biofosfoglicerato para o ADP, formando ATP e 3-fosfoglicerato. É irreversível nas
condições celulares.
8. Conversão do 3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato: a enzima fosfoglicerato
mutase catalisa a transferência reversível do grupo fosfato entre C-2 e C-3 do
glicerato. O íon Mg+2 é essencial para esta reação.
9. Desidratação do 2-fosfoglicerato para fosfoenolpiruvato: a segunda reação
glicolítica que gera um composto com alto potencial de transferência de grupo
fosfato é catalisado pela emolase. Essa enzima promove a remoção reversível de
uma molécula de água do 2-fofoglicerato para liberar fosfoenolpiruvato.
10. Transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP: o último
passo na glicólise é a transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP,
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A glicólise possui seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato, cada uma com três átomos de carbono, ocorre numa sequência de 10 passos, sendo que os cinco primeiros constituem a via preparatória. Já as cinco últimas fases constituem a fase de pagamento.

Fase Preparatória

 1. Fosforilação da glicose : neste passo inicial, a glicose é ativada para as reações subsequentes pela sua fosforilação em C-6 para liberar a glicose-6-fosfato; o doador do fosfato é o ATP. Esta reação é irreversível sob as condições intracelulares e é catalisada pela enzima hexoquinase.  2. Isomerização da glicose : neste segundo passo, a glicose-6-fosfato sofre catalise reversível da enzima fosfoexose isomerase, transformando-se em frutose-6-fosfato.  3. Fosforilação da frutose-6-fosfato : a enzima fosfofrutoquinase-1 catalisa a transferência de um grupo fosfato do ATP para a frutose-6-fosfato para liberar a frutose-1,6-difosfato, sendo essa uma reação irreversível a nível celular.  4. Clivagem da frutose-1,6-difosfato em duas trioses : a enzima frutose-1,6- biofosfato aldolase, catalisa a condensação reversível de grupos aldol. A frutose-1,6- difosfato é quebrada para liberar duas trioses fosfato diferentes, o gliceraldeído-3- fosfato, uma aldose e a dihidroxiacetona fosfato, uma cetose.  5. Interconversão das trioses fosfato : apenas uma das trioses fosfato formada pela aldose (gliceraldeído-3-fosfato) pode ser diretamente degradada nos passos subseqüentes da glicólise. Já o produto dihidroxiacetona fosfato, é rápida e reversivelmente convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela quinta enzima da seqüência glicolítica a triose fosfato isomerase. Esta reação encerra a fase preparatória da glicólise.

Fase de Pagamento

 6. Oxidação do gliceraldeído-3-fosfato em 1,3-difosfoglicerato : este e o primeiro passo da fase de pagamento da glicólise, onde ocorre a conversão do gliceraldeído-3-fosfato em 1,3-difosfoglicerato, catalisado pelo gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase. É a primeira das duas reações conservadoras de energia da glicólise e que leva à formação de ATP. O grupo aldeído do gliceraldeído-3-fosfato é desidrogenado em um anidrido de ácido carboxílico como o ácido fosfórico, o acilfosfato. O receptor do hidrogênio é a coenzima NAD+ (forma oxidada da nicotinamina adenina dinucleotídeo). A redução do NAD+ ocorre pela transferência enzimática de um íon hidreto (H-) do grupo aldeído para liberar a coenzima reduzida NADH. Este, por sua vez, precisa ser reoxidado até NAD+, pois as células possuem um número limitado de NAD+.  7. Transferência do fosfato do 1,3-difosfoglicerato para o ADP : a enzima fosfogliceratoquinase transfere o grupo fosfato de alta energia do grupo carboxila do 1,3-biofosfoglicerato para o ADP, formando ATP e 3-fosfoglicerato. É irreversível nas condições celulares.  8. Conversão do 3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato : a enzima fosfoglicerato mutase catalisa a transferência reversível do grupo fosfato entre C-2 e C-3 do glicerato. O íon Mg+2 é essencial para esta reação.  9. Desidratação do 2-fosfoglicerato para fosfoenolpiruvato : a segunda reação glicolítica que gera um composto com alto potencial de transferência de grupo fosfato é catalisado pela emolase. Essa enzima promove a remoção reversível de uma molécula de água do 2-fofoglicerato para liberar fosfoenolpiruvato.  10. Transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP : o último passo na glicólise é a transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP,

catalisada pelo piruvato quinase. Nesta reação, a fosforilação em nível do substrato, o produto piruvato aparece primeiro na sua forma enol. Entretanto, esta forma tautomeriza-se rapidamente para liberar a forma ceto do piruvato, forma que predomina em pH 7,0. Essa reação é irreversível em condições intracelulares. Lehninger Princípios da Bioquímica – David L. Nelson, Michel M. Cox. 3 edição, 2002.